Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Neurose Obsessiva

No description
by

CARLA LIMA

on 12 November 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Neurose Obsessiva

Solução encontrada por Freud
O homem dos ratos
um caso clássico de neurose obsessiva

Caso
Características do Obsessivo


“A mente do neurótico obsessivo é como a árvore que espalha os seus galhos em todas as direções. Mas seja qual for a folha que a pessoa tomar ela sempre seguirá o caminho da raiz causadora do mal”
Advogado e militar, 29 anos.
Tentativa de outros tratamentos, sem efeito, exceto a hidroterapia (relações sexuais).
1907 – duração de aproximadamente 1 ano.

Queixa: pensamentos obsessivos de que algo ruim vai acontecer com pai e a namorada, assim como, pensamentos que mandam cortar a própria garganta.

Condição imposta para início do tratamento: dizer tudo que venha a cabeça mesmo que seja doloroso, irrelevante ou pareça sem sentido.
Vida sexual iniciada precocemente aos 4 ou 5 anos de idade.
Após os 6 anos, lembra-se tudo.
Envolvimento com a governata e a babá.
Ereções já aos 6 anos.
Ideia de que os pais conhecem seus pensamentos.


Desejo obsessivo de ver mulheres nuas.
Medo obsessivo de que algo ruim acontecesse ao pai e à namorada.
Obsessão por ratos.
"Ou será um grande homem ou grande criminoso"
Vida sexual pobre só a iniciada aos 26 anos.
Ordens de que nada aconteça à sua namorada (chapéu e pedra).

Motivo de procurar Freud: conversa com o capitão durante manobras militares.
Crueldade com uso de ratos.
O pagamento dos óculos.
A desejo, culpa e a não aceitação da morte de seu pai.
Relatos de amor exagerado pelo pai.
Negação da hostilidade pelo pai.
Assume ter tentado machucar o irmão.


Pai casou-se com a mãe por conveniência, pois era mais rica, mas impressionava muito o paciente o fato de ter sido apaixonado por uma moça pobre e bela.
Pai havia perdido no jogo todo o dinheiro confiado a ele pelo exército. O amigo que o emprestara desapareceu, e ele nunca pôde pagar.
Com o passar da terapia, Freud ajuda o paciente a ligar sua história pregressa com o que lhe acontece atualmente.

A resistência dessa ligação faz a terapia passar por uma fase difícil – hostilidade para com o pai, transferida a Freud.
O paciente se lembra de uma surra que levou do pai por ter mordido alguém.
Se lembra de ter visto ratos sendo mortos a pauladas.
Freud o ajuda a “desvendar” a verdadeira ligação do afeto com o significante rato, e ocorre a cura completa do paciente.

Na neurose o nome do pai é recalcado (há a castração)
Nela é a amnésia infantil que referência nossos atos. Se conduz a partir de um fato mnêmico que nunca será atingido
O outro para o neurótico é um par escolhendo um perfil, enquanto o perverso escolhe um objeto

Como se forma a Neurose Obsessiva
O sujeito tem um encontro traumático com o sexo, acompanhado por um excesso de gozo que causa culpa e auto-recriminação.
O recalque incide sobre a representação do trauma, e o afeto é deslocado para uma ideia substitutiva.
Assim, o obsessivo é atormentado por ideias, recriminando-se por coisas aparentemente fúteis ou sem sentido.
O recalque é mais frágil, por isso na fala aparecem mais facilmente elementos do inconsciente.
Usa a negação para falar frases “proibidas”.


O obsessivo crê na representação recalcada e na auto-recriminação. Essa crença o faz duvidar, e esta dúvida que o defende contra a angústia.
Diferença da paranoia: o paranoico não crê na auto-recriminação, e faz a culpa cair sobre os outros.
Na histeria, os sintomas recaem sobre o corpo, já na neurose obsessiva, nos pensamentos.
A neurose obsessiva tem a forma de um compromisso, uma ideia repetitiva que precisa ser cumprida. A palavra tem muita importância nesse caso.
Isolamento.
Perfeccionismo.
Ambivalência entre amor x ódio.
Nostálgico: do amor “completo” da mãe (fantasia).
A mãe é dependente do pai – pai faz “a lei”, de acordo com seu desejo, mas não a satisfaz por completo.
Se coloca como suplência da satisfação do desejo materno, que o pai não completa.
Dúvida constante entre o retorno regressivo e a obediência à Lei, referida no discurso materno.
Ritualização.
Culpa, mortificação, contrição, boicote.

Onde deveria se confrontar com a insatisfação, gerada pela entrada da lei, na figura do pai, encontra satisfação na relação de completude com a mãe – assim, permanece presa ao desejo insatisfeito da mãe.
Marcado pela necessidade, não consegue demandar, então vive em função da demanda do outro.
Torna-se servo: sente-se devedor, que tudo aceita e suporta – ocupa o lugar de objeto do gozo do outro.
Constantemente tomado pelo medo da castração.
Não pode perder, deve controlar para que nada lhe escape.
Quer “matar” o pai para ocupar o lugar ao lado da mãe.
Apresenta-se como avalista do pai assume um divida simbólica a qual passará a vida inteira trabalhando para pagar;
Falicização dos seus objetos – comportamentos de colecionador
Paralisia temporal em que o futuro é sempre adiado
O sentido de existência do obsessivo é servir e construir


Palavras são muito importantes para os obsessivos.
De fato, este é um caso onde a importância da linguagem se evidencia de imediato, desde que tudo se organiza em função da descoberta de um significante principal na história do paciente -Ratten (ratos), Spielratten (jogador de baralho), raten (supor, suposição), Heilraten (casamento, acasala­mento), Raten (prestação, pagamento) - significante este por onde circula incessantemente a complicada trama associativa que aprisiona expressa a estrutura conflitiva do paciente.

Relação com o Caso Estudado
Teorias e Técnicas em Psicanálise
Liliany Loureiro

Carla Lima
Caroline Nejm
Erika Maracaba
O rato era o próprio paciente.
Associava a surra que levou do pai, à lembrança de ver ratos serem mortos a pauladas em sua infância.
Ratos mordem (motivo da surra), são sujos, passam doenças (sua ideia de ser um criminoso).
Por isso o afeto de ódio dirigido ao pai, que em verdade era violento e barrava a realização de seu desejo.
Depois de canalizar o afeto ao significante correto, o paciente foi curado e não teve mais recaídas. As ideias obsessivas com ratos, desapareceram.
Está muito relacionado a primeira tópica da teoria do aparelho psíquico: descoberta da sexualidade infantil; fases do desenvolvimento oral, anal e fálico.
A releitura deste caso por Lacan amplia sua delimitação incluindo os avanços posteriores da teoria de Freud (a trama histórica, a vida dos pais do sujeito).
“Lacan afirma que o problema do Homem dos Ratos estava em conjugar a imagem narcísica com o real difícil de suportar, na cena onde intervém o suplício relatado pelo capitão” (GAZZOLA, 2002, p. 41)
Lacan traz um novo olhar ao caso ampliando a perspectiva de análise do caso – desdobramento e deslocamento. Inclusão de novos atos.
Hipóteses de Intervenção
Referências
Dor, J. Estruturas e Clínica Psicanalítica. Ed. Taurus. Rio de Janeiro, 1994.
Freud, S. Duas Histórias Clínicas – O “Pequeno Hans” e “O Homem dos Ratos”. (1909) V. X Ed. Imago. Rio de Janeiro: 2006.
Gazzola, Luiz Renato. Estratégias da Neurose Obsessiva. Ed. Zahar, Rio de Janeiro: 2002.
Ribeiro, M. A. C. A Neurose Obsessiva – Psicanálise Passo a Passo 23. Ed. Zahar, Rio de Janeiro: 2003.
Pesquisa de um caso de neurose obsessiva conduzida por Dr. Sigmund Freud. Disponível em: Acesso em: 11 nov 2013
A neurose Obsessiva - Construção Hipertextual dos Alunos da Disciplina de Psicopatologia II - UFRGS 2007/02 .Disponível em: http://www.ufrgs.br/psicopatologia/neurose_obsessiva/ana_zucatti.htm. Acesso em: 11 nov 2013
Full transcript