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Defesa_Mestrado_AnaKarla

Competition entry designed by Russell Anderson-Williams
by

Ana Karla Soares

on 21 February 2013

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Transcript of Defesa_Mestrado_AnaKarla

Valores Humanos e Bullying:
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E LETRAS
DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA
PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA SOCIAL
MESTRADO EM PSICOLOGIA SOCIAL Benevolente, admitindo apenas valores positivos. Valores com significado negativo (e.g., poder), tem essência positiva. Integra-se ao sistema total de valores. Define valores como (1) critérios de orientação que guiam as ações humanas e (2) expressam cognitivamente suas necessidades básicas A Teoria Funcionalista dos Valores Humanos começou a ser desenvolvida por Gouveia e colaboradores no final da década de 1990 e tem evoluído desde então (Gouveia, 1998, 2003; Gouveia, Fonseca, Milfont & Fischer, 2011). A presente teoria tem como foco as funções essenciais dos valores enquanto um construto: Teoria Funcionalista: Hipóteses Hipótese de Conteúdo São admitidas duas funções valorativas
Existem seis subfunções valorativas
As seis subfunções explicam o universo de valores Hipótese de Estrutura Os valores são organizados em duas dimensões ou eixos funcionais: tipo de orientação e tipo de motivador
Os valores pessoais e sociais se encontram em lados opostos, estando entre eles os centrais
Os valores materialistas e idealistas se localizam em espaços diferentes. Hipótese de Congruência Hipótese de Compatibilidade Os valores se integram em um sistema total
Existem níveis diferentes de congruência:
Baixa: experimentação e normativa
Média: experimentação e interativa
Alta: experimentação e realização Quando tomado em relação a comportamentos, objetos e ideais específicos, um valor pode conflitar com outro
A incompatibilidade pode ser maior quando considerados valores de subfunções com baixa congruência Teoria Funcionalista: Pesquisas Teoria Funcionalista: Projetos Teoria Funcionalista: Intenções Eu sou Rokeach, o mascote do BNCS Obrigada! ... small Ana Karla Silva Soares

Valdiney Veloso Gouveia APRESENTAÇÃO CAPÍTULO 3. FUNDAMENTOS DO FUNCIONALISMO VALORES PARÂMETROS PSICOMÉTRICOS DAS ESCALAS E CORRELATOS um estudo pautado na congruência entre pais e filhos • CAPÍTULO 1. O FENÔMENO BULLYING
• CAPÍTULO 2. O PROCESSO DE SOCIALIZAÇÃO
• CAPÍTULO 3. VALORES HUMANOS
• CAPÍTULO 4. ESTUDO EMPÍRICO
CAPÍTULO 5. DISCUSSÃO GERAL Origem biopsicológica dos valores humanos Motivações e processo evolutivo

Natureza neuropsicológica

Influência genética nos valores Existem diversas teorias motivacionais que, enfocando o conteúdo, propõem tipologias variadas sobre as necessidades. É central a teoria maslowniana (Maslow, 1954), com suas cinco necessidades principais: fisiológica, segurança, pertencimento, estima e autorrealização. O processo evolutivo é crucial para compreender as necessidades, embora possa receber enfoques variados, centrando-se mais no indivíduo biológico (Kenrick et al., 2010) ou social (Welzel & Inglehart, 2010). Psicologia Evolucionista procura dar explicações acerca de como alguns traços ou construtos psicológicos, como personalidade, agressão e relações interpessoais, resultam de processo evolutivo, adaptativo (Buss, 2004). Necessidade e Valores: Concepção de valores como construtos relacionados com as necessidades não é algo recente, estando presente em autores de diversas áreas, como antropologia (Klukhohn, 1951), sociologia (Parsons, 1951) e psicologia (Maslow, 1954). Neurociência Cognitiva é um campo de pesquisa emergente que focaliza sobre as bases neuronais de cognições e comportamentos sociais humanos, considerando múltiplos recursos: tomografia por emissão de pósitrons (PET), tomografia computadorizada por emissão de fóton único (SPECT), ressonância magnética funcional (fMRI). Pesquisas recentes têm mostrado relação entre regiões neuronais e a importância atribuída a determinados valores. Por exemplo, Brosch et al. (2011) constataram que indivíduos com pontuações altas em autointeresse (autopromoção) sacrificaram menos dinheiro para doação de caridade e apresentaram maior ativação do striatum ventral quando receberam recompensa monetária. Influência Genética nos Valores Diferenciação do ambiente em que as pessoas se desenvolvem, que pode explicar parte da variação de suas diferenças em atitudes sociais e valores. Pesquisas estão ainda no começo, considerando, principalmente, atitudes, crenças e traços de personalidade. Yamagata et al. (2006) estudaram os cinco grandes da personalidade, que guardam relação com os valores humanos (Olver & Mooradian, 2003), mostrando que têm componente genético. Knafo e Spinath (2011) encontraram correlação de conservação vs. abertura à mudança foi mais forte entre gêmeos MZ (r médio = 0,37) do que DZ (r médio = 0,07), com contribuição genética média de 34%. A correlação média de autotranscendência vs. autopromoção foi 0,52 gêmeos MZ e 0,16 para os DZ, com contribuição média da herança genética de 49%. Perspectiva temporal cíclica, com a vida não tendo um fim último (Políbio, Machiavel). Os eventos tendem a se repetir, procurando assegurar a harmonia social. Os valores são os mesmos durante séculos, variando em intensidade. O pensamento humano tem um estrutura universal, embora possa abarcar conteúdos variáveis (Kant, 1781 / 2001). Os tipos motivacionais universais (Schwartz, 2006) e as dimensões de orientação cultural (Hofstede et al., 2010) parecem corroborar esta possibilidade. Fundamentos do Funcionalismo Implica uma concepção psicológica comum de princípios recorrentes de adaptação voluntária do indivíduo. Alguns valores, por excelência, têm o papel de ajuste social, como os normativos. Porém, todos os valores cumprem funções, quer servindo de princípios-guia ou representando as necessidades. Rokeach (1973) relacionou as funções dos valores em termos gerais: (1) valores como um padrão ou critério de orientação, (2) valores como plano geral para resolução de conflito e tomada de decisão, (3) valores como princípios motivacionais, (4) valores como princípios adaptativos, (5) valores como recurso de defesa do ego e (6) valores como busca de conhecimento ou autorrealização. Rokeach (1973) relacionou as funções dos valores em termos gerais: (1) valores como um padrão ou critério de orientação, (2) valores como plano geral para resolução de conflito e tomada de decisão, (3) valores como princípios motivacionais, (4) valores como princípios adaptativos, (5) valores como recurso de defesa do ego e (6) valores como busca de conhecimento ou autorrealização. As ideias sociológicas e antropológicas desde a perspectiva funcionalista acentuam o consenso e o equilíbrio dinâmico. A propósito, princípios-guia diversos podem existir em diferentes contextos, assegurando sua coesão e estabilidade, mas não impedindo que se produzam mudanças cíclicas. Níveis teorizados de congruência: baixa [interativa-realização (r = 0,20) e normativa-experimentação (r = -0,03); rmédio = 0,09], moderada [normativa-realização (r = 0,25) e interativa-experimentação (r = 0,18); rmédio = 0,22] e alta [realização-experimentação (r = 0,31) e interativa-normativa (r = 0,48); rmédio = 0,40], t (1.721) = 5,04, p < 0,001. Universalismo Mestranda Orientador Originalmente, o conceito utilizado na Escandinávia na década de 70 para se referir ao bullying foi mobbing (Olweus, 1978). Foi a partir da década de 1980, com os trabalhos do professor Dan Olweus (Universidade de Bergen), que as pesquisas nesta área se destacaram no meio acadêmico. A definição do termo bullying é importante devido suas implicações práticas e acadêmicas. O bullying consiste no fenômeno por meio do qual criança ou adolescente é exposto de forma sistemática a um conjunto de atos agressivos, desprovidos de motivação aparente, de maneira intencional e realizado por um ou mais indivíduos (agressores). De acordo com Olweus (1999) o bullying pode ser caracterizado com base em três critérios:
(1) é o comportamento agressivo ou intencional;
(2) que é levado a cabo repetidamente e ao longo do tempo;
(3) em uma relação interpessoal caracterizada por um desequilíbrio de poder. O bullying é compreendido como um fenômeno influenciado pela interação de aspectos aos quais os indivíduos estão expostos (pares, escola, família) e também por fatores psicossociais, ressaltando-se a interferências dos valores humanos. Segundo Olweus (1991), o bullying pode ser dividido em duas formas:

Bullying direto

Bullying indireto Intimidação mais sutil, tais como isolamento social, exclusão, difamação e provocações referentes a alguma deficiência ou especificidade racial ou sexual da vítima, podendo acarretar dor e sofrimento para a vítima. Aquele em que a vítima é intimidada frente a frente pode ser subdividido em físico e verbal. Bullying Físico Incluindo brigas, brincadeiras pesadas e roubos de objetos pessoais, bater, empurrar, dar tapa, cuspir e roubar ou destruir bens (dinheiro, roupas, livros). Os jovens tornam-se alvos de comentários depreciativos, ameaças verbais, gozações, calunias e insultos proferidos com o intuito de machucar e são realizados regularmente. Bullying Verbal Utiliza meios de comunicação como email, celulares, mensagens de texto e websites para prejudicar outra pessoa de forma deliberada, hostil e repetida. Atores sociais envolvidos no comportamento de bullying Vítima Considerada o alvo do bullying e caracterizam-se como pessoas sensíveis, tímidas, inseguras, infelizes e com baixa autoestima. Agressores Também denominados de bully, são aqueles que se valem da força física para aterrorizar os outros, apresentando uma postura arrogante, de liderança no grupo e utilizam suas habilidades para manter os outros em seu domínio. Vítimas-agressores Refere-se aos indivíduos que intimidam e são intimidadas. Fatores determinantes do bullying 1. Escola

2. Pares

3. Família Configura-se como o ambiente em que se identifica o maior número de ocorrências de bullying. Fontes de influência para crianças e adolescentes quando associados ao comportamento de bullying Parece razoável admitir que tal comportamento esteja relacionado ao processo de socialização dos indivíduos, visto a influência exercida por escola, pares e pais nos comportamentos dos indivíduos. Existem diferentes formas de abordar o tema socialização. Em geral, a socialização é definida como à maneira pela qual os indivíduos são auxiliados a tornarem-se membros de um ou mais grupos sociais (Maccoby, 2007). Socialização Os trabalhos desenvolvidos no campo da socialização estão dedicados ao estudo dos estilos parentais e dos valores, focando em como os pais influenciam seus filhos a fim de alcançar resultados positivos de socialização e qual seria a participação dos valores nestas alterações. Transmissão de Valores As pesquisas sobre valores de pais e filhos, com poucas exceções, dedicam-se a estudar apenas suas prioridades valorativas e a estrutura de valores apresentada por ambos (Knafo, 2003). Congruência Como a medida em que os pais e as crianças atribuem a mesma importância para um determinado valor (Knafo & Schwartz, 2001). Não obstante, além destes aspectos é importante compreender a congruência dos valores de pais e filhos. Knafo (2003), analisou a relação entre o comportamento de bullying de filhos e a relação com os estilos parentais. Os resultados indicaram que filhos de pais autoritários se relacionavam mais com agressores e que a combinação entre filhos que priorizam valores de poder e pais autoritários associaram-se a altos graus de bullying. Estimulação. Sempre fazer algo diferente, não estar parado(a); participar em todas as brincadeiras que puder; e estar sempre se divertindo, buscando o que fazer Arte. Ir a exposições de quadros e esculturas; ouvir música, ir ao teatro ou ao cinema; e aprender a desenhar e pintar. Igualdade. Querer que não haja diferença entre ricos e pobres, que todos sejam tratados igualmente; dar as mesmas oportunidades a todas as pessoas; e tratar igualmente meninos e meninas. Participantes Participaram 1.007 pessoas de João Pessoa (PB);
623 estudantes, com idade entre 9 e 16 anos (M = 13,1; DP = 1,88), a maioria de escolas públicas (68,5%), católica (59,4%) e do sexo feminino (52,9%).
384 pais/responsáveis, com idade variando de 18 a 70 anos (M = 40,5; DP = 8,46), a maioria do sexo feminino (78,8%) e que se declarou católica (64,8%).
Após o tratamento dos dados restaram 351 pares (pais – filhos) de participantes.
1. Escala de Atitudes Positivas Frente a Potenciais Alvos de Bullying (EAFPAB).

25 itens elaborados para a presente dissertação;

Escala de 6 pontos: 1 discordo totalmente a 6 concordo totalmente. Instrumentos 2. Escala Califórnia de Vitimização do Bullying (ECVB) (Felix, Sharkey, Green, Furlong & Tanigawa, 2011).
7 itens;
Escala de 5 pontos: 0 (nunca) a 4 (varias vezes durante a semana);
Indicar se os comportamentos foram intencionais e tiveram importância, respondendo sim (0) ou não (1). 6. Cenários de Bullying no Contexto Escolar.
6 Cenários;
Três tipos de vítima: Emo, Dificuldade de aprendizagem e Educada;
Proxímidade com as vítimas e os agressores 3. Questionário dos Valores Básicos (QVB) 4. Questionário dos Valores Básicos – Infantil (QVB-I) 5. Questionário de Percepção dos Pais (Pasquali & Araújo, 1986). Constituido por quarenta (40) itens, dividida em duas partes (paterna e materna) de vinte (20) itens cada. 7.Informações sociodemográficas.
Por exemplo, idade, sexo e religião.
Questões com a finalidade de avaliar seu conhecimento sobre o bullying. Procedimento “faça o que eu digo, não o que eu faço” Comportamentos, atitudes e os valores dos filhos assemelham-se ao que eles observam e captam de seus pais e não ao que lhes são impostos. Congruência Medida em que os pais e as crianças atribuem a mesma importância a um determinando valor (Knafo & Schwartz, 2003) Transmissão e congruência de valores entre pais e filhos e sua influência no processo de socialização, refletindo em diversos comportamentos, a exemplo do bullying. Teoria Funcionalista dos Valores Entende-se os valores como aspectos psicológicos que guiam os comportamentos e representam cognitivamente as necessidades humanas (Gouveia, 2012). Tipos de Orientação Tipo Motivador Figura 1. O ECVB avalia o desequilíbrio de poder por meio de uma série de itens pedindo que as pessoas se comparem com a "principal pessoa que fez tais coisas a você". Sexualidade - Estimulação; Beleza - Artes; Maturidade - Igualdade Objetivo Geral Verificar a influência dos pais nas prioridades valorativas dos filhos e sua relação com o comportamento de bullying. Objetivos Específicos Reunir evidências de validade e precisão das medidas empregadas;
Congruência de Valores entre pais e filhos;
Conhecer a relação entre os valores humanos e o bullying. HIPÓTESES Hipótese 1. A pontuação em valores dos filhos será congruente com as pontuações dos valores percebidos em seus pais.

Hipótese 2. A pontuação dos filhos na dimensão de estilo parental autoritária se correlacionará positivamente com as pontuações nos valores pessoais (experimentação e realização) almejados pelos pais para os filhos.

Hipótese 3. A relação entre as pontuações nos valores (pessoais e sociais) percebidos nos pais e priorizados pelos filhos será moderada pela afetividade da mãe. Hipótese 4. As pontuações dos pais e dos filhos nas atitudes positivas frente a potenciais alvos de bullying estarão diretamente relacionadas.

Hipótese 5. As pontuações dos filhos no bullying estão diretamente relacionadas com suas pontuações em valores pessoais (experimentação e realização).

Hipótese 6. As pontuações dos filhos no bullying se correlacionarão negativamente com suas pontuações em valores sociais (interativa e normativa).

Hipótese 7. A pontuação dos filhos em valores (pessoais e sociais) serão preditoras do comportamento de bullying. RESULTADOS As análises dos dados foram realizadas em dois blocos:

(1) Parâmetros psicométricos das medidas; e
(2) Análise dos correlatos do bullying . PARÂMETROS PSICOMÉTRICOS DAS MEDIDAS Medidas de Valores Questionário de Valores Básicos (QVB) Questionário de Valores Básicos - Infantil (QVB-I) Hipótese de conteúdo Hipótese de conteúdo Hipótese de Estrutura Hipótese de Estrutura Medidas de Bullying Escala de Atitudes Positivas Frente a Potenciais Alvos de Bullying (EAFPAB) Escala Califórnia de Vitimização do Bullying (ECVB) Estilos Parentais Correlatos Valorativos do Bullying Hipótese 1. A pontuação em valores dos filhos será congruente com as pontuações dos valores percebidos em seus pais.

Hipótese 2. A pontuação dos filhos na dimensão do estilo parental autoritária se correlacionará positivamente com as pontuações nos valores pessoais (experimentação e realização) almejados pelos pais para os filhos.

Hipótese 3. A relação entre as pontuações nos valores (pessoais e sociais) percebidos nos pais e priorizados pelos filhos será moderada pela dimensão do estilo parental afetividade da mãe. Hipótese 4. As pontuações dos pais e dos filhos nas atitudes positivas frente a potenciais alvos de bullying estarão diretamente relacionadas.

Hipótese 5. As pontuações dos filhos no bullying estão diretamente relacionadas com suas pontuações em valores pessoais (experimentação e realização).

Hipótese 6. As pontuações dos filhos no bullying se correlacionarão negativamente com suas pontuações em valores sociais (interativa e normativa).

Hipótese 7. A pontuação dos filhos em valores (pessoais e sociais) serão preditoras do comportamento de bullying. Resultado Análise Diática dos Dados
(Dyadic Data Analysis – DyadicDA) Correlação intra-diática -1 (totalmente incongruentes) a +1 (totalmente congruente) Todas as correlações entre os pares foram positivas e estatisticamente significativas (p < 0,01), variando de 0,40 (suprapessoal) a 0,67 (existência; social), indicando a presença de elevada congruência entre os próprios valores e os percebidos em seus pais (r > 0,50) (Cohen, 1988). Corroborando a Hipótese 1. Analisou-se a percepção dos filhos diante da autoridade e afetividade de pais e mães. Portanto, o autoritarismo dos pais e das mães se correlacionam positivamente com valores pessoais (r = 0,15; r = 0,14, respectivamente) almejados para seus filhos. Corroborando a Hipótese 2. Análise de Moderação De acordo com o modelo, identificou-se que os valores pessoais (percebidos nos pais e priorizados pelos filhos) são moderados pela afetividade da mãe (χ²/gl = 51,73, GFI = 0,91, CFI = 0,94, λ = -0,10, p < 0,05). Assim como, a afetividade dos pais modera a relação entre os valores centrais e pessoais (percebidos nos pais e priorizados pelos filhos) (χ²/gl = 49,46, GFI = 0,91, CFI = 0,94, λ = -0,15 e 0,07, respectivamente; p < 0,05). Corroborando a Hipótese 3. As atitudes positivas frente a potenciais alvos de bullying dos pais e filhos apresentam uma correlação direta e significativa (r = 0,44; p < 0,05) Corroborando a Hipótese 4 Escala Califórnia de Vitimização do Bullying (ECVB)

Não vítimas (não pontuou na escala);
Vítimas dos pares (quando relatam ao menos uma experiência com qualquer frequência sem se identificar relação desigual de poder) e;
Vítimas de bullying (relatam ao menos um tipo de vitimização que ocorreu com, pelo menos, duas ou mais vezes no último mês);
Vítima de bullying (N = 174) Cenários de Bullying Procedeu-se uma MANOVA, com o propósito de comparar as pontuações dos pais nos seis cenários elaborados.
Não foram evidenciadas diferenças estatisticamente significativas [Lambda de Wilks = 0,94, F(6,372) = 1,97, p > 0,05]. A ECVB se correlacionou positivamente com os valores pessoais (r = 0,10, p < 0,05) e negativamente com os valores sociais (r = -0,12, p < 0,05) corroborando, as hipóteses 5 e 6. Os valores humanos, especificamente os pessoais, sociais e a subfunção normativa, são preditores do bullying, corroborando a hipótese de que os valores são seus preditores. CAPÍTULO 5. DISCUSSÃO GERAL DISCUSSÃO GERAL Limitações dos Estudos
Resultados principais
Direções Futuras
Considerações Finais Natureza da amostra;
Contato com pais e mães;
Instrumentos de autorrelato. Hipótese 1. A pontuação em valores dos filhos será congruente com as pontuações dos valores percebidos em seus pais.

Hipótese 2. A pontuação dos filhos na dimensão de estilo parental autoritária se correlacionará positivamente com as pontuações nos valores pessoais (experimentação e realização) almejados pelos pais para os filhos.

Hipótese 3. A relação entre as pontuações nos valores (pessoais e sociais) percebidos nos pais e priorizados pelos filhos será moderada pela dimensão do estilo parental afetividade da mãe. Hipótese 4. As pontuações dos pais e dos filhos nas atitudes positivas frente a potenciais alvos de bullying estarão diretamente relacionadas.

Hipótese 5. As pontuações dos filhos no bullying estão diretamente relacionadas com suas pontuações em valores pessoais (experimentação e realização).

Hipótese 6. As pontuações dos filhos no bullying se correlacionarão negativamente com suas pontuações em valores sociais (interativa e normativa).

Hipótese 7. A pontuação dos filhos em valores (pessoais e sociais) serão preditoras do comportamento de bullying. Escala de Atitudes Positivas Frente a Potenciais Alvos de Bullying (EAFPAB)
Escala Califórnia de Vitimização do Bullying (ECVB)
Questionário de Percepção dos Pais (QPP) - Pai e Mãe
Questionário de Valores Básicos (QVB)
Questionário de Valores Básicos - Infantil (QVB-I) Ampliar o número de participantes (pai e mãe);
Incluir na amostra crianças com idades inferiores a 9 anos;
Adotar métodos diferentes de mensuração (medidas implícitas);
Novos arranjos familiares (família formada por avós, tios e outros parentes, filhos de casais homoafetivos, divorciados);
Elaboração de projetos de intervenção pautados na mudança de valores. Objetivos
Contribuições OBJETIVOS CONTRIBUIÇÕES
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