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Textos autobiográficos

Tipos de textos escritos na 1ª pessoa e principais características
by

Isabel Paulo

on 7 January 2011

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Transcript of Textos autobiográficos

Textos autobiográficos Diário O estatuto do diário é a confidência, assim o gesto diarístico decorre da necessidade de comunicação do eu consigo mesmo ou com os outros. Sexta-feira, 13 de Fevereiro
Foi mesmo um dia de azar para mim!
A Pandora já não se senta ao meu lado na aula de Geografia. Agora é o Barry Kent. Não parou de copiar o meu ponto e de fazer balões de pastilha elástica para as minhas orelhas. Fiz queixa à Srª Elf, mas ela também tem medo do Barry Kent, portanto também não lhe disse nada.
Amanhã vai ser um dia difícil.
Sue Townsend, O diário de Adrian Mole
Biografia vem de BIO, que significa VIDA e GRAFIA, que significa ESCRITA.Uma Biografia é a história de vida de uma pessoa.Mas quando nós mesmos vamos escrever a nossa história, então temos uma AUTOBIOGRAFIA. Autobiografia Entrevista Este tipo de texto também se pode revestir de um carácter autobiográfico, na medida em que a situação pode servir para o entrevistado falar um pouco de si, da sua vida, dos seus sonhos e realizações, etc.. Memórias As memórias estão no meio-termo entre a autobiografia e a crónica, variando, de caso para caso, o peso relativo do eu no conjunto do narrado. Dão-nos, sobretudo, o testemunho dum tempo e dum meio, somando ao relato de casos pessoais e familiares o de conhecimentos históricos e políticos. Auto-retrato Juventude e Velhice
(...) Como admitir o divórcio entre novos e velhos - invenção antinatural dos conventículos literários de todos os tempos -, se os velhos têm nas novas gerações, penhor radioso do futuro, o instrumento de compreensão e de difusão da sua obra, e se os novos devem aos velhos a formação do seu espírito, a educação da sua sensibilidade e a opulenta capitalização de riquezas da língua em que se expressam?
A paz entre idades sucederá um dia, decerto, à paz entre as nações - quando a velhice egoísta reconhecer, finalmente, que não deve menosprezar os moços, antes facilitar-lhe o caminho da vida, e quando, por seu turno, a juventude impaciente chegar à convicção de que não é atropelando nem injuriando que se vence, e de que, quando os jovens se instalaram no planeta - já os velhos o habitavam.

Júlio Dantas, in 'Páginas de Memórias'
INÊS PEDROSA entrevista António LOBO ANTUNES
Revista Ler - entrevista de Inês Pedrosa
Primavera de 1988
(…)
Nos seus primeiros romances (de Memória de Elefante a Explicação dos Pássaros) escrevia sobre pessoas, transformava as pessoas em personagens. A partir do Fado Alexandrino, parece tender a fazer o contrário: as personagens é que se tornam pessoas, o que lhe interessa é apanhar a voz de um tempo, o sentido da História. Concorda?
Talvez. Afinal, os primeiros livros que as pessoas escrevem são sempre autobiográficos, ajustes de contas com o que a gente tem para trás, para depois poder começar realmente a escrever... Talvez isso aconteça desde o Fado Alexandrino, sim...
Quer dizer que considera menos importantes os livros que escreveu antes do Fado Alexandrino?
Não sei o que é que é mais ou menos importante. Mas a partir do Fado Alexandrino a agulha mudou, comecei a tentar falar de outras coisas...
A tentar?
Tentar, sim. Não podemos senão tentar.
Portanto, a partir do Fado Alexandrino tem as contas com o passado todas ajustadas...
Acho que sim. É que é quase inevitável que se comece pela autobiografia... Depois a gente começa a tentar libertar-se... Ao princípio, eu tinha aquela ideia de fazer uma trilogia sobre a guerra, sobre os hospitais psiquiátricos, coisas que tinham muito a ver directamente comigo. Isso já não tem nada a ver com o que me interessa agora.
(…)

Auto-retrato
O'Neill (Alexandre), moreno português,
cabelo asa de corvo; da angústia da cara,
nariguete que sobrepuja de través
a ferida desdenhosa e não cicatrizada.
Se a visagem de tal sujeito é o que vês
(omita-se o olho triste e a testa iluminada)
o retrato moral também tem os seus quês
(aqui, uma pequena frase censurada...)
No amor? No amor crê (ou não fosse ele O'Neill!)
e tem a veleidade de o saber fazer
(pois amor não há feito) das maneiras mil
que são a semovente estátua do prazer.
Mas sobre a ternura, bebe de mais e ri-se
do que neste soneto sobre si mesmo disse...
Poemas com endereço (1962)
Cartas 9.10.1929

Terrível Bebé:
Gosto das suas cartas, que são meiguinhas, e também gosto de si, que é meiguinha também. E é bombom, e é vespa, e é mel, que é das abelhas e não das vespas, e tudo está certo, e o Bebé deve escrever-me sempre, mesmo que eu não escreva, que é sempre, e eu estou triste, e sou maluco, e ninguém gosta de mim, e também porque é que havia de gostar, e isso mesmo, e torna tudo ao principio, e parece-me que ainda lhe telefono hoje, e gostava de lhe dar um beijo na boca, com exactidão e gulodice e comer-lhe a boca e comer os beijinhos que tivesse lá escondidos e encostar-me ao seu ombro e escorregar para a ternura dos pombinhos, e pedir-lhe desculpa, e a desculpa ser a fingir, e tornar muitas vezes, e ponto final até recomeçar, (…)e eu gostava que a Bebé fosse uma boneca minha, e eu fazia como uma criança, despia-a e o papel acaba aqui mesmo, e isto parece impossível ser escrito por um ente humano, mas é escrito por mim.


Fernando
(Página 155)
de Amor de Apresentação A carta de apresentação deverá ser breve e simples.
Esta carta deve, juntamente como o CV, convencer o empregador a chamá-lo para uma entrevista.
Na carta de apresentação, indique claramente o que lhe atrai no emprego a que se candidata e porque razão quer ali trabalhar.
(formais e informais)
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