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ICONOGRAFIA DOS SINAIS

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by

Luciana Falcão

on 17 March 2014

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ICONOGRAFIA DOS SINAIS
EVOLUÇÃO E TRANSFORMAÇÃO

O primeiro documento produzido no Brasil para orientar a aprendizagem e consulta de sinais manuais por pessoas interessadas em comunicar-se com surdos foi a "Iconografia dos Signaes dos Surdos-Mudos" publicado em 1875, criada por iniciativa de Flausino José da Costa Gama, que fora aluno do Imperial Instituto dos Surdos-Mudos, com o apoio do então diretor Dr. Tobias Leite.
O dicionário de Flausino da Gama é motivo de orgulho para muitos surdos brasileiros, bem como ouvintes envolvidos com os estudos da Língua Brasileira de Sinais (Libras), porque esse material representa o primeiro esforço de criar uma iconografia para essa língua no país. Valorizam-se dois aspectos: o seu pioneirismo, por ter sido desenhado em 1875 no Rio de Janeiro; e o fato de Flausino ter sido, ele próprio, surdo.

Sistema de representação: desenho em litografia (ocasionalmente de corpo inteiro, de acordo com a especificidade do sinal, e destacando algumas partes do corpo, tais como: cabeça, tronco, mãos, dedos)
Uso de sinais gráficos: setas, pontilhados, 'ziguezagues', linhas retas, linhas curvas
Sinais que fogem do contexto brasileiro, mais especificamente, do Rio de Janeiro no século XIX.
SINAIS QUE PERDURARAM
A seguir, com o intuito de evidenciar a presença dos sinais desenhados por Flausino na Libras contemporânea, listados a seguir aqueles sinais que sobreviveram ao tempo e às mudanças linguísticas que também impactaram essa modalidade de língua, da forma como são descritos e classificados por Flausino (1875) e também por Pélissier (1856):
Os desenhos na obra de Flausino, assim como na de Pélissier (1856), correspondem a um léxico selecionado e reunido em grupos semânticos, sem qualquer preocupação quanto ao funcionamento da língua de sinais, nem preocupação em selecionar sinais que contemplassem as necessidades comunicativas dos próprios surdos. Tendo se apropriado dos mesmos verbetes que Pélissier (1856) selecionou, Flausino (1875) produziu uma obra tão restrita em termos lexicais quanto a obra francesa; nenhuma das duas é capaz de revelar a língua de sinais de forma ampla. Flausino (1875) acaba se baseando na língua francesa de sinais para nos propor uma iconografia e uma língua, ou seja, ele redesenha a própria língua francesa de sinais e denomina-a Iconographia dos Signaes dos Surdos-Mudos

Flausino (1875) foi apresentado à comunidade científica como um surdo que teve importante papel na propagação da língua brasileira de sinais, com a primeira tentativa de registro há cento e trinta e sete anos atrás.
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