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Educação Ambiental e Pensamento Complexo

Educação Ambiental e Pensamento Complexo
by

Eloise De Vylder

on 26 June 2010

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Transcript of Educação Ambiental e Pensamento Complexo

A busca da identidade
epistemológica da
Educação Ambiental:
a contribuição do
pensamento complexo
de Edgar Morin
"Para que haja organização, é preciso que haja interações: para que haja interações, é preciso que haja encontros, para que haja encontros, é preciso que haja desordem (agitação, turbulência)" (Morin, 1977). desordem



interações
encontros



organização ordem


Estamos num período entre dois mundos:
um, que está prestes a morrer, mas que não
morreu ainda, e outro, que quer nascer,
mas que não nasceu ainda." (Morin, 2000) Creio estarmos numa época em que temos um velho paradigma, um velho princípio que nos obriga a disjuntar, a simplificar, a reduzir, a formalizar sem poder comunicar aquilo que está disjunto e sem poder conceber os conjuntos ou a complexidade do real. "A meu ver, estamos numa época de mudança de paradigma:
os paradigmas são os princípios dos princípios,
algumas noções mestras que controlam os espíritos,
que comandam as teorias, sem que estejamos
conscientes de nós mesmos. paradigma
da ciência clássica
ordem
concepção determinista
e mecânica do mundo razão absoluta fundamentada na lógica clássica separabilidade é necessário separar para conhecer "O universo obedece estritamente a leis deterministas, e tudo aquilo que parece
desordem (quer dizer, aleatório, agitado, dispersivo) é apenas uma aparência
devida unicamente à insuficiência do nosso conhecimento." (Morin, 2000) redução Os quatro pilares da Certeza "O conhecimento dos sistemas pode ser reconduzido àquele das partes simples ou unidades elementares que os constituem." (Morin, 1999)

Reduz o conhecimento àquilo que é mensurável, quantificável, formalizável;

Fortalece o princípio da separabilidade, que por sua vez fortalece o princípio de redução. bibliografia Luizari, R.A., Cavalari, R.M.F. A contribuição do pensamento de Edgar Morin para a Educação Ambiental. Educação: Teoria e prática. V.11, n.20 e n.21, p.7-13, 2003.
Luizari, R. A., Santana, L.C. Educação ambiental e espistemologia da complexidade. Rev. eletronica Mestr. Educ. Ambient. V.18, p.45-55, 2007
Morin, E. O Método I - A natureza da natureza. Editions du Seuil, 1977.
Morin, E., Le Moigne, J.L. A Inteligência da Complexidade. São Paulo. Peirópolis, 2000.
Morin, E, Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2ed. São Paulo: Cortez; Brasília, DF : UNESCO, 2000.
Pena-Vega, Alfredo. O Despertar Ecológico - Edgar Morin e a ecologia complexa. Rio de Janeiro. Garamond, 2005.
Piva, A. A difusão do pensamento de Edgar Morin na pesquisa em Educação Ambiental no Brasil. 2004. In: <www.anppas.org.br/encontro_anual/encontro2/GT/GT10/adriana_piva.pdf>
Gomes, V.C., Jimenez, S. Pensamento complexo e concepção de ciencia na pós-modernidade: aproximações críticas às "imposturas" de Edgar Morin. Revista eletronica Arma da Crítica. Ano 1, Número 1, p. 59-76, 2009

Como reunir?

Como tratar as incertezas?

Como superar a limitação da lógica? crise do paradigma ciência com consciência o pensamento que pensa sobre si "Se vamos ao encontro dos nossos atores desordem/organização/ordem,
começa um novo jogo, onde intervêm novos atores. Precisaremos de uma metateoria, de uma metafísica, não só no sentido extrafísico em que esse termo é concebido, mas no sentido meta, que significa simultaneamente ultrapassagem e integração." (Morin, 1977, p. 338) "Temos, portanto, de conceber a esfera antropossociológica não só na sua especificidade irredutível, não só na sua dimensão biológica, mas também na sua dimensão física e cósmica. (...) "A natureza recompõe-se e volta a tomar vida. (...) A natureza não é somente physis, caos, cosmos em conjunto. A natureza é aquilo que liga, articula e faz comunicar profundamente o antropológico, o biológico e o físico." (Morin, 1977, p. 340) "Somos forçados à complexidade, isto é, ao duro trabalho de
elaboração duma ciência que tem agora uma dupla entrada
ou múltipla (sendo sempre uma entrada física e uma
entrada antropossociológica), com um foco duplo
(o objeto e o sujeito)." (Morin, 1977, p. 342) "Veremos cada vez mais claramente que a dimensão ecológica deve estar presente em toda observação e em todo pensamento, que tudo deve ser ecologizado, e que tudo deve ser vido em metassistema e metaperspectiva." (Morin, 1977, p. 345) "Toda explicação, em vez de ser reducionista/simplificadora, deve
passar por um jogo retroativo/recorrente que se torna gerador
de saber." (Morin, 1977, p. 347) "Contrariamente ao pensamento abstrato imbecil que desqualifica o amor: o amor é complexidade emergente e vivida, e a computação mais vertiginosa é menos complexa do que a mínima ternura..." (Morin, 1977, p. 349) "A constituição de um campo novo do saber não se constitui abrindo as fronteiras,
como julgam os ingênuos; constitui-se transformando aquilo que gera as fronteiras,
isto é, os princípios de organização do saber." (Morin, 1977, p. 352") "Os seres ecodependentes têm uma dupla identidade: uma identidade própria que os distingue e uma identidade de pertença ecológica que os liga ao meio. (...)

Um sistema aberto de entrada faz sempre parte, por algum aspecto, do meio, o qual faz parte do dito sistema uma vez que o penetra, o atravessa e o co-produz." (Morin, 1977, p.191) "O meio, tornado ecossistema (...) é muito mais do que uma reserva de alimento, (...) onde o ser bebe organização, complexidade e informação; é uma das dimensões da vida, tão fundamental como a individualidade, a sociedade e o ciclo das reproduções." (Morin, 1977, p. 191)





E hoje, a subjugação dos artefatos cibernéticos é talvez o prelúdio de um novo tipo de subjugação informacional do homem pelo homem." (Morin, 1977, p. 229)

ordem e desordem Teoria da informação Cibernética Teoria dos Sistemas A organização
(do objeto ao sistema) princípios do
pensamento complexo princípio
hologramático princípio dialógico "(...) une dois princípios ou noções antagônicas que aparentemente deveriam se repelir simultaneamente, mas são indissociáveis e indispensáveis para a compreensão da mesma realidade." (Morin, 2000, p. 204) "Não somente a parte está no todo, mas o todo está na parte" (Morin, 2000, p. 204) É uma unidade simbiótica de duas noções que se parasitam mutuamente e se combatem mortalmente. (Morin, 1977) princípio da
recursividade
É um círculo gerador no qual os produtos e os efeitos são eles
próprios produtores e causadores daquilo que os produz."
(Morin, 2000, p. 204) A necessidade da complexidade Interações / Interdependência
HOMEM - MEIO interdisciplinaridade reforma do pensamento
Superar a
fragmentação,
a disjunção
a simplificação
O pensamento complexo é um novo paradigma para a compreensão da questão ambiental e sua problemática termodinâmica microfísica macrofísica entropia, emerge a desordem partículas atômicas
e incerteza desordem e criação insuficiência da ciência clássica e
o desafio do pensamento complexo
complexo? difícil, não é simples, complicação contradições, incerteza, desordem complexus aquilo que é tecido junto sistemas dentro de sistemas dissolve a fronteira rígida entre sujeito e objeto todo sistema é físico
todo sistema é uma abstração relaciona elementos concorrentes, antagônicos e complementares homo sapiens/demens O paradigma epistemológico

da complexidade e sua

relação com a Educação Ambiental "A história da humanidade inaugura um novo tipo de subjugação na e sobre a natureza." "Desde a origem, a subjugação da natureza retroage de modo complexo sobre o devir da humanidade. A domesticação do fogo domesticou o homem, criando-lhe um lar, barbarizou-o convidando-o a destruir pelo fogo. A subjugação das turbulências e das explosões permitiu civilizar enormes forças motrizes selvagens, aumentou a turbulência explosiva da história humana e criou as condições para uma autodestruição generalizada. A cultura das plantas culturizou o homem criando a vida rural e urbana, fê-lo perder a rica cultura arcaica dos caçadores-coletores nômades. A subjugação do mundo animal criou os modelos da subjugação do homem pelo homem. ensinar a ideia de sistema
e circularidade consciência ecológica o ponto de mutação A articulação dos saberes ensino da condição humana homem
indivíduo sociedade
espécie cidadania planetária educação para a compreensão
a aventura do
conhecimento
"Na origem, a palavra método significava caminho. Aqui temos de aceitar caminhar sem caminho, fazer o caminho ao caminhar. O que dizia Machado:

'Caminante no hay camino, se hace camino al andar'... "(O sistema) é o conceito complexo de base, porque não é redutível a unidades elementares, conceitos simples, leis gerais. O sistema é a unidade da complexidade." No século XX, as próprias descobertas da ciência desafiam suas certezas, levando a uma crise do paradigma simplificador Luizari, Cavalari, 2003 Reconhecer
incertezas/aleatório Nova maneira de ser/estar/compreender/ agir no mundo
homem = interdependências educação reproduz a fragmentação
limita a capacidade crítica
não vê o todo, é desconexa A noção de ecossistema é extremamente importante e faz da disciplina ecológica uma "nova ciência", pois traz consigo a idéia de interação e organização (Pena-Vega, 2005) "Quanto mais evoluído é o ser, mais é autônomo, quanto mais complexo, mais dependente, por mil ramificações do ecossistema" (Morin 1973 apud Luizari, Cavalari, 2003, p. 11) conhecimento
multidimensional "O multidimensional evidencia as multiplas dimensões das unidades complexas, como o homem e a sociedade, sendo o primeiro simultaneamente biológico, psíquico, social, afetivo, e racional, ao passo que a sociedade se caracteriza pelas dimensões histórica, econômica, religiosa.

O complexo (...) considera a relação entre todos esses principios, assegurando a interdependencia entre eles" (Morin, 2004, apud Luizari, Santana, 2007, p.51) Ao homem é preciso que conheça sua posição no mundo, entendendo-o como uma "unidade complexa", um ser totalmente biológico e cultural (Luizari, Cavalari, 2003). Contribui para sustentação da EA = "polifonia de vozes" Quando se compreende o contexto planetário dos problemas e ameaças, supera-se a visão fragmentada entre homem e ambiente. "Ciência sem consciência não passa de ruína da alma, dizia Rabelais. A consciência que falta aqui não é a consciência moral, é a consciência pura e simples, isto é, a aptidão para conceber-se a si mesma." (Morin. 1977, p. 17) críticas ao
pensamento complexo papel da educação conceitos extrapolados autoajuda servil ao sistema "O entusiasmo quanto às possibilidades de uma educação 'ecologizada' transformar a relação entre os seres humanos e destes com a natureza e, com isso, possibilitar a construção de um mundo mais justo e sustentado, é visto por muitos como ingênuo, senão perigoso." (Piva, 2004, p. 9) "Esse pensamento tem privilegiado demasiadamente o ser em detrimento da ação política; o respeito à pluralidade que carrega consigo a enorme tolerância para com a desigualdade social; enfim, a recuperação da autoestima e da felicidade em detrimento da experiência histórica que coloca que nem tudo pode ser resolvido num passe de mágica com palavras de ordem..." (Tanaka apud Piva, 2004, p.9) "A noção de complexidade é perigosa do ponto de vista da politíca dos saberes. É com efeito, uma noção que está na moda, e essa moda contém uma armadilha. A armadilha dos "grandes discursos sobre a complexidade". Eles chegam doravante e todas as partes, e manifestam a visão de mundo em processo de complexificação" (Stengers, 1990 apud Piva, 2004, p. 11) equívocos filosóficos
força reflexões que nada acrescentam
subtrai os limites aos quais os próprios conceitos estão condicionados
(Gomes, Jimenez, 2009)
"Exatamente por ser conveniente à concepção de mundo burguesa, a hipercentralidade da subjetividade tornou-se o ponto de partida e às vezes de chegada em muitas teorias que orbitam na esfera das ideias pós-modernas, revelando, assim, seu caráter servil ao capital." (Gomes, Jimenez, 2009, p. 63) Os autores criticam o relativismo epistemológico que questiona os pressupostos do "paradigma clássico" esvaziando assim a visão marxista fundamentada neste paradigma. modismo amétodo O universo é regido por leis imperativas; o mundo é concebido como uma máquina perfeita.

Atrás da desordem aparente existe uma ordem a ser descoberta paradigma de orientação cartesiana
paradigma de disjunção/redução
paradigma da simplificação o objeto de seu meio (para resolver um problema é preciso decompô-lo em elementos simples);

o objeto do conhecimento do conhecimento;

cria o dogma de um conhecimento que é o espelho da realidade, eliminando o sujeito observador e conceituador;

separação entre ciência e filosofia;

separação entre as ciências naturais e as ciências antropossociais.

do conjunto aos seus elementos básicos Lógica indutivo-dedutiva-identitária;

É estritamente aditiva;

Fortalece o pensamento linear que vai da causa ao efeito, sem considerar a retroação do efeito sobre a causa;

Expulsa qualquer contradição (considerada como erro no raciocínio);

Põe fora da lógica aquilo que opera a invenção e a criação;

Beneficia o estatuto de verdade inerente da ciência - torna-se um juiz do conhecimento.

Lógica indutivo-dedutiva-identitária:

Nasce na Grécia, há quatro séculos
induz princípios gerais a partir de fatos particulares,
deduz conclusões a partir de premissas,
emprega os 3 axiomas identitários da lógica aristotélica

Princípios:
da identidade: A é A (A não é B)
da contradição: A não pode ser B e não-B ao mesmo tempo
terceiro excluído: toda proposição é ou verdadeira ou falsa, entre duas proposições contraditórias, só uma pode ser considerada verdadeira (A é ou B ou não-B).
"Essa lógica armou a concepção de um mundo coerente,
inteiramente acessível ao pensamento, e tudo aquilo que excedia essa coerência se tornava não somente fora da lógica, mas também fora do mundo e fora da realidade." (Morin, O Método, t. 4) "A lógica clássica reforçou os caracteres fundamentalmente simplificadores da ciência clássica, a qual reforçou por seus êxitos a ideia da pertinência ontológica da lógica clássica" (Morin, 2000, p.98) o pensamento simplificador

Só concebe os objetos simples que obedecem às leis gerais;

Ingênuo em relação à complexidade do mundo; "Produz um saber anônimo, cego, sobre todo o contexto e todo o complexo; ignora o singular, o concreto, a existência, o sujeito, a afetividade, os sofrimentos, os gozos, os desejos, as finalidades, o espírito, a consciência. Ele considera o cosmos, a vida, o ser humano, a sociedade como máquinas deterministas triviais..." (Morin, 2000, p. 100) "Permanece escondido subterrâneamente e age soberanamente
na maior parte dos espíritos." (Morin, 2000, p. 102) "A simplificação científica falhou na sua própria vitória: na sua pesquisa obsessiva da pedra angular da Lei suprema do Universo, reencontrou, nos seus últimos avanços e sem poder reabsorvê-la, a complexidade que ela tinha eliminado no seu princípio". (Morin, 2000, p. 102) Claudius (1850) - princípio da entropia (degradação da energia):

Enquanto as outras formas de energia podem se transformar umas nas outras, o calor não pode reconverter-se inteiramente, e sempre há uma perda de parte de sua aptidão para efetuar um trabalho.

Ideia física geral de que existe, no tempo do nosso universo, uma tendência para a degradação, a dispersão e a desorganização.

Essa descoberta insere uma "pequena bolsa de desordem precisamente no âmago da ordem física" (Morin, 1977, p. 39) Max Plank (1900): partícula se comporta ora como onda, ora como corpúsculo, segundo as condições experimentais (depende da observação => do sujeito observador).

Irrompem a incerteza e a contradição.

As partículas subatômicas "já não podem ser consideradas como objetos elementares claramente definíveis, assinaláveis e mensuráveis". (Morin, 2000)

O elemento estável torna-se um acontecimento aleatório.

"Uma desordem que, em vez de degradar, faz existir." (Morin, 1977, p. 42)
"Cada vez que existe uma irrupção de complexidade,
sob a forma justamente de incerteza, de acasos,
existe uma resistência muito forte.

Houve uma resistência muito forte contra a física quântica, porque os físicos clássicos diziam: 'É o retorno à barbárie!"" (Morin, 2000)
"É difícil comprender a complexidade não por ser complicada,
mas porque tudo que depende de um novo paradigma é
difícil de conceber, uma vez que as bases de nosso pensamento
são outras." (Morin, 1977). Hubble (1930): descoberta de que o universo está em expansão.

"As descobertas astronômicas, de 1923 até os nossos dias, articulam-se de modo a apresentar-nos um universo cuja expansão é fruto de uma catástrofe original e que tende para uma dispersão infinita." (Morin, 1977, p. 44)

"O antigo universo era um relógio perfeitamente regulado. O novo universo é uma nuvem incerta." (Morin, 1977, p. 63)

"O universo é mais shakespereano do que newtoniano." (Morin, 1977, p. 336)

Esse mesmo universo comporta as leis que regem os astros, a organização dos átomos, moléculas, células, seres vivos.

É desintegrando-se que o cosmo se organiza.

Desordem de gênese e criação.



é necessário um pensamento complexo O Método
a natureza da natureza Morin busca um pensamento capaz de compreender a complexidade dos fenômenos;

Investigar a "natureza da natureza" exige um método para compreender as articulações entre objeto/sujeito, natureza/cultura, physis/sociedade que foram ocultadas e separadas pelo conhecimento simplificador.
Desordem na termodinâmica, microfísica e macrofísica.
Como é que existe ordem no universo? (astros, átomos, moléculas, células, seres vivos)
Ordem e desordem são complementares e antagônicas.
Não se trata de substituir a ideia simples de ordem pela de ideia simples de desordem.
A evolução não pode ser considerada como "progresso ascencional"
A ordem, a desordem e o potencial organizador têm de ser pensados em conjuto. O anel tetralógico "A organização é um princípio de seleção que diminui as chances de desordem, aumenta a probabilidade de existência, local, temporária e concreta." (Morin, 1977) sistema reducionismo da noção de sistema saber que o homem e o universo físico produzem um ao outro
o antropossocial concebe o físico e depende dele, e vice-versa "Os objetos dão lugar aos sistemas. Em lugar das essências e das substâncias, a organização; em lugar das unidades simples e elementares, as unidades complexas. (...)
A materialidade não se desvaneceu, enriqueceu-se descoisificando-se." (Morin, 1977, p. 119) A partir da articulação da relação entre ordem/desordem, sujeito/objeto, e das noções sistêmicas, como o pensamento complexo se organiza? lidar com as contradições e as incertezas
superar as limitações da lógica clássica
repensar a estrutura de pensamento (os paradigmas) "O nosso pensamento deve regressar às origens, num anel interrogativo e crítico. Senão, a estrutura morta continuará a destilar pensamentos petrificantes." (Morin, 1977)

reorganizar nosso sistema mental para reaprender a aprender

"O que aprende a aprender é o método"
(Morin, 1977)
... O método só pode formar-se durante a investigação; só pode desprender-se e formular-se depois, no momento em que o termo se torna um novo ponto de partida, desta vez dotado de método... ... O regresso ao começo não é um círculo vicioso se a viagem (...) significa experiência, donde se volta mudado... conhecimento em espiral ... Então, talvez tenhamos podido aprender a aprender a aprender aprendendo. Então, o círculo terá podido transformar-se numa espiral onde o regresso ao começo é, precisamente, aquilo que afasta do começo." (Morin, 1977, p. 25) E talvez a maior contribuição do pensamento complexo para a busca da identidade epistemológica da educação ambiental seja exatamente esta perspectiva de busca sem fim, onde o que importa é o caminho de incessante autoreflexão, acolhendo as incertezas e contradições e restabelecendo a conexão entre indivíduo, natureza e sociedade. ferramenta para tratar a incerteza,
a surpresa, o inesperado retroação, regulação,
autonomia do sistema pensamento de organização
o todo é mais do que a soma das partes "O conjunto dessas três teorias nos introduz num universo em que a organização é feita com e contra a desordem." (Morin, 2000, p.202) "(...) átomos, moléculas, células, organismos, sociedades, astros e galáxias constituem sistemas. Fora dos sistemas só existe a dispersão particular. O nosso mundo organizado é um arquipélago de sistemas no oceano da desordem." (Morin, 1977, p. 96) unitas multiplex
"A primeira e fundamental complexidade do sistema consiste em associar em si a ideia de unidade, por um lado, de diversidade ou multiplicidade, por outro, que em princípio se repelem e se excluem."

Não é possível reduzir o todo às partes ou as partes ao todo.

Emergências são as qualidades ou propriedades de um sistema, que produz novidade em relação às qualidades das partes isoladas.

Um sistema é um todo que toma forma ao mesmo tempo em que os seus elementos se transformam.

O todo é maior e menor do que a soma das partes.

Discursos sistemistas reduzem todas as coisas e seres à noção de sistema.

"Temos de caminhar em direção ao sistema-problema e não ao sistema-solução. Meu propósito não é empreender uma leitura sistêmica do universo; não é cortar, classificar, hierarquizar os diferentes tipos de sistemas, desde os sistemas físicos até o sistema homo. O meu propósito é mudar o olhar sobre todas as coisas, da física ao homo. Não é dissolver o ser, a existência e a vida ao sistema, mas compreender o ser, a existência e a vida, com a ajuda também do sistema." (Morin, 1977, p. 145) O pensamento complexo não pode ser reduzido apenas
às ideias de interdisciplinaridade e de consciência ecológica na Educação Ambiental.

Ele exige uma reflexão sobre o objeto do conhecimento e sobre o conhecimento.

Exige uma nova maneira de olhar para as relações entre sujeito-objeto, individuo-natureza-sociedade.

O pensamento complexo exige a reforma do pensamento. Ele convida a uma aventura do conhecimento.

a ordem e a desordem,
o parcial e o global
o múltiplo e o universal ao singular
o acontecimento, o elemento e o contexto
o separado e o inseparável
o indivíduo à sociedade
o que é antagônico e complementar
a lógica àquilo que ultrapassa a lógica
a observação e o observador


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