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Copy of Copy of Acompanhamento Nutricional

Consulta
by

Filipe Vinagre

on 27 February 2013

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Transcript of Copy of Copy of Acompanhamento Nutricional

Comunicação em contexto terapêutico Objectivos:
Estabelecer uma relação facilitadora em contexto clínico, contribuindo para a literacia em saúde e tendo em vista a adopção de uma atitude pro-activa com os pacientes. Como tornar a comunicação mais efectiva em contexto terapêutico?

Comunicação Humana,
A importância da Comunicação em Nutrição Clínica,
Evolução da comunicação no contexto clínico
Método Clínico Ampliado,
Artes da comunicação na consulta,
As emoções na Consulta,
Qualidade da comunicação e o seu Impacto. Avaliar a situação, para individualizar a intervenção;

Perceber as necessidades do paciente. (podem não ter nada a ver com a consulta. Se não percebermos isso, vamos estar a trabalhar sobre falsas expectativas);

Bom diagnóstico do estado nutricional.
Explorar questões de outra natureza (clínica, social, ...);

Individualizar para não generalizar.
Adequar a linguagem ao indivíduo que temos à nossa frente; adequar as nossas recomendações à realidade daquele indivíduo.

Criar empatia, clima de confiança...
recorrer a exemplos que façam sentido para aquela pessoa. Motivá-la recorrendo a coisas que realmente lhe importam;

Entrar na vida do paciente e dar exemplos práticos dentro de uma realidade que, como é a sua, é facilmente reconhecida e apreendida. Se alguem me diz: «eu faço assim», devemos aproveitar essa informação.

Enfatizar as vivências socioculturais associadas à alimentação.

Procurar um ponto de entusiasmo do paciente e fazer o aconselhamento a partir desse ponto, num jogo onde conseguimos inserir muitos dos itens a abordar em torno desse ponto.

Entender a consulta como uma oportunidade viva de formação/educação em alimentação que vá além do plano alimentar.

O êxito da consulta depende muito da capacidade do nutricionista 'agarrar' frases e palavras-chave de tudo aquilo que foi dito durante toda a consulta. Nutricionista clínico,
atende pacientes portadores de problemas nutricionais e de saúde. Muitas vezes minimiza valores subjectivos e despromove a sua autonomia, reduzindo-o praticamente à sua doença (o «obeso», como exemplo).
Não o vê como um ser (sujeito) que possui historicidade, culturalidade e temporalidade.

Há um distanciamento da suposta relação humanista Nutricionista - Paciente. Necessidade de um processo de humanização da nutrição!

Maior sensibilidade e densidade comunicacional na relação nutricionista- paciente.

Paciente sob ponto de vista biológico; "pos-deglutição"


Paciente sob ponto de vista biológico, físico, psíquico e sociocultural

O desenvolvimento desta sensibilidade e a sua aplicação na prática ->
importante desafio para a nutrição clínica do sec XXI. Muitos de nós já percemos há muito a necessidade de uma maior envolvência pessoal e comunicacional durante a consulta. E por isso é que temos nutricionistas bem sucedidos.
Sabemos há muito que passar um plano alimentar sem conhecer o doente, muito pouco êxito terá. Humanização da Nutrição

Oferece cuidado nutricional de forma integral e qualificada:
valoriza o diálogo e a escuta em proporção;
articula o conhecimento tecnico-científico nas áreas da alimentação, nutrição e saúde com principios ético-humanísticos, com aspectos psicosocioculturais do ser humano;
acolhe e melhora o ambiente do cuidado nutricional ;
melhora as condições de trabalho dos nutricionista;
Relação "sujeito- sujeito" e não "sujeito - objecto" Oposição à tradição, aos hábitos e valores culturais do paciente;
Ineficácia das prescrições alimentares;
Ineficácia do processo de mudança de hábitos alimentares e estilos de vida;
Sofrimento do paciente, em desgostos e rupturas do quotidiano com seus valores e crenças culinárias;
Culpabilização próprio paciente;
Depressão e objecções às alternativas sugeridas;
Decepção com o profissional;
Problemas ligados ao preconceito social e estigma da profissão. Abordagem biológica da nutrição clínica está intimamente relacionada com o processo de medicalização:
comida desaparece do cenário clinico-nutricional e o alimento (seu 'substituto melhorado') é tratado como remédio. Saúde vista como valor humano prioritário,
O ser humano vive para ser saudável.
O paciente abandona os seus sentimentos, valores e significados sobre a comida para incorporar os novos alimentos apregoados pela racionalidade científica moderna.
Sem história, sem graça, sem gosto e desprovido de memória, mas que o afastam do risco de "doenças futuras",
Ponto mais importante da sua vida. As claras de ovos pela manha para os amantes do corpo e do desporto
Nutrição Clínica Ampliada

Nutrição clínica do sujeito ou ampliada como reformulação epistemológica e cultural da nutrição clínica biomédica ou oficial
Mais humanizada,
Mais comunicativa,
Vai além do mecanicismo, da fragmentação e do tecnicismo biologicista na abordagem nutricional com o paciente. Utilizar, como ferramenta, a nossa experiência de vida, já que a relação que se deve estabelecer é, nesta perspectiva, pessoa-pessoa;

A importância da análise dos dados pessoais do sujeito: quem temos connosco, o que faz, o que precisa, o que pretende, de onde vem e para onde vai;
Perceber os principais traços de personalidade do paciente;
A escolha das palavras, das frases e das expressões. Voltar atrás.

Em certa parte, somos invasores na vida das pessoas. Por isso, ou criamos empatia e somos convincentes, através de uma acção dialógica, ou muito provavelmente somos rejeitados. A comunicação no contexto clínico permite que se
ultrapasse a componente dietoterapeutica e se desenvolvam outras competências na clínica nutricional:

O aconselhamento nutricional deve ser entendido como elemento para a educação alimentar e nutricional e que visa facilitar o crescimento do sujeito. O foco clínico-nutricional
"O que se come" e não "como se come".

Ou seja, uma alimentação que não segue as directrizes nutricionais, é vista como inadequada (ou pior ainda, como errada) e não como outra racionalidade possível e, por isso, interessante, já que ela carrega consigo uma história a ser narrada. 1º exercício:
Compreensão por parte do nutricionista quanto ao significado da alimentação para o paciente,
a interpretação que ele faz sobre sua dieta, seu corpo no seu mundo. CAP
Comunicação em Nutrição Como tornar a comunicação mais efectiva
em contexto clinico-terapêutico? "ideologia de saúde" ou Healthism Sabe-se que, na concepção biomédica, os nutrientes possuem diversas funções orgânicas e atuam sinergicamente no corpo não apenas numa célula ou órgão específico, como ocorre, por exemplo, com um fármaco que a prioripossui sítio-alvo de atuação no organismo. Dessa maneira, os alimentos não devem ser tratados apenas do seu ponto de vista nutricional, nutracêutico, nutrigenômico e funcional nas especificidades patológicas, mas também na sua pluralidade de sentidos e significados que assumem. "A relação de cuidado não é de domínio sobre, mas de convivência, não é pura intervenção, mas interação" Boff L. 2004 Consequencias de uma má comunicação, numa prática clínica biológica, sujeito-objecto: Como repensar a relação nutricionista-paciente na prática clínica nutricional contemporânea no sentido de uma melhor comunicação? Comunicação eficaz no sentido de:
Capacitar o paciente para compreender melhor as suas necessidades de saúde, entendendo o seu entorno e participando como responsável no processo de saúde-doença-cuidado;
Capacitar os pacientes para uma autonomia a curto/médio prazo; Bibliografia de interesse:

Franklin Demétrio; Paiva, Janaína Braga de; Fróes, Ana América Gonçalves; Freitas, Maria do Carmo Soares de; Santos, Lígia Amparo da SilvaR. A nutrição clínica ampliada e a humanização da relação nutricionista-paciente: contribuições para reflexão/ The extended nutritional clinic and humanization of patient-nutritionist relationship: contribution to reflection. Rev. Nutr. 24(5): 743-763, ND. 2011 Oct.
Eunice Carrapiço,Vítor Ramos. A comunicação na consulta: uma proposta prática para o seu aperfeiçoamento contínuo. Rev Port Med Geral Fam 2012;28:212-22
SantosI. Recensão do livro: comunicação em contexto clínico. Rev Port Clin Geral 2007 Mar-Abr; 23 (2): 147-50.
Watzlawick P, Beavin JH, Jackson DD. A pragmática da comunicação humana. São Paulo: Editora Cultrix; 2001.
Hobma S, Ram P, Muijtjens A,Van der Vleuten C, Grol R. Effective improvement of doctor-patient communication: a randomised trial. Br JGen Pract 2006 Aug; 56: 580-6.
11. Williams SL, Haskard KB, DiMatteo MR. The therapeutic effects of the physician-older patient relationship: effective communication with vulnerable older patients. Clin Interv Aging 2007; 2 (3): 453-67. Começar
Interpelar – iniciar cordialmente a comunicação;
Acolher/reconhecer – contacto visual sereno e acolhedor;
Mostrar disponibilidade.

Um bom começo prepara um bom processo. «Ver» e «Ler»
Manter uma quietude atenta (economizar nas palavras, ser mãos largas na atenção);
Observar;
Ter em conta a linguagem não-verbal (corporal);
Ter em conta a linguagem para-verbal (entoação,etc)

Um olhar atento capta em fracções de segundo uma infinidade de indícios e informação. Ouvir
Escuta atenta e activa/reflexiva;
Conter-se - baixa reactividade e controle da impaciência;
Ficar calado quando apropriado - deixar o cliente falar;
Respeitar silêncios significativos.

«Temos dois ouvidos e apenas uma boca para ouvirmos, pelo menos o dobro do que falamos»
Zenão de Cítio Conduzir
Dar sinais de suporte ao prosseguir da comunicação (por exemplo sorrir, quando e quanto apropriado);
Focalizar e orientar - manter o rumo face aos objectivos;
Interromper - apenas quando oportuno e apropriado;
Parafrasear;
Sinalizar aspectos relevantes expressos pelo paciente;
Manter assertividade,
Reorientar - quando e quanto apropriado

A interrupção deve ser a excepção. Nunca a regra. Perguntar
Fazer perguntas abertas - sem induzir respostas;
Fazer perguntas com opções;
Responder com pergunta;
Pedir feed-back - que lhe parece? Concorda?

Treinar hábitos de perguntar e controlar a tendência para proferir afirmações Imaginar-se no lugar do outro
Imaginar como reagiria e comunicar, quando apropriado;
Imaginar o que sentiria e comunicar, quando apropriado;
Imaginar o que pensaria e comunicar, quando apropriado;
Imaginar como gostaria de ser compreendido e comunicar, quando apropriado;
Imaginar o que gostaria que lhe fizessem e não fizessem e comunicar, quando apropriado;
Imaginar o que faria e comunicar, quando apropriado;

A empatia é a chave para uma comunicação sensível e para a compreensão do outro. Sintonizar
Identificar preocupações e expectativas;
Ponderar cada palavra e o seu significado para o doente;
Verificar se os 'significados' das palavras e das expressões são iguais para ambos;
Identificar confusões e mal-entendidos.

Por vezes, pensamos uma coisa, expressamos outra, o interlocutor entende uma outra e diz-nos que dissemos algo que nunca nos passou pela mente dizer! Confirmar e Reformular
Confirmar que compreendeu o doente;
Reformular quando apropriado;
Propor perspectivas ou modos de «ver» alternativos.

A arte de confirmar, de dar feedback e de reformular é o garante para levar a comunicação a bom termo. Explicar
(causas; determinantes; mecanismos; riscos/probabilidades; possibilidades de intervenção; prognósticos; etc.)

Solicitar as representações e explicações do doente;
Usar vocabulário e formas de linguagem compreensiveis;
Escolher as palavras certas;
Usar imagens, analogias e metáforas.

Para bem explicar é preciso muito mais do que bem saber. Resumir
«Destilar» aspectos essenciais
Fazer resumos sucintos em vários momentos
Propor modos de ver integrados

Resumir ajuda a ordenar, a reinterpretar e a ver mais claro. Estabelecer acordo
Hierarquizar - essencial versus acessório;
Convergir para encontros de agendas;
Identificar e propor acções adequadas e viáveis;
Acolher e respeitar preferências e condicionalismos;
Propor e aceitar alternativas aceitáveis para ambos.
Delinear objectivos «SMART» (specif; measurable; achievable; relevant; time limited)
Acertar o quadro final de acções e objectivos acordados.

Designam-se também por competências e capacidades negociais ou transacionais. Concluir
Confirmar que as necessidades foram satisfeitas;
Confirmar que as expectativas foram contempladas;
Confirmar que tudo foi compreendido.
Aceitar feedfack espontâneo do paciente.
Encerrar cordialmente a comunicação.

Regra dos 3Cs
Começar bem, Conduzir bem, Concluir bem APN | fev. 2013
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