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Aconselhamento Psicanalitico

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by

Ana Elisa Sousa

on 30 November 2013

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Transcript of Aconselhamento Psicanalitico

Vamos revisar essa
Psicanálise...
O Aconselhamento Psicanalítico
Aconselhamento e Orientação Psicológica
na Psicanálise
seres humanos = Parte biológica + Libido
1º - Convicção de que o indivíduo, através de mecanismos de defesa, relega ao incosciente material que não pode tolerar.
Escala de Teorias do Aconselhamento
Gestáltico
Inicialmente o trabalho de Freud não era considerado para o aconselhamento.

Os conceitos freudianos são aplicados em aconselhamento de mais curto prazo, resultando mais comportamentos efetivos e menos "análise total".
Aconselhamento do EGO
centrado
no Cliente
Não-diretivo
Afetivo
Emocional
Controlado pelo Cliente
Diretivo
Cognitivo
Intelectual
Controlado pelo Conselheiro
Frederick Perls
B. Sinner
Albert Ellis
Carl Rogers
E. G. Williamson
Racional Emotivo
Baseado em Traços e Fatores
Behaviorista
(C. H. Patterson, 1980)

Hum...
Acho que preciso
de um aconselhamento
psicanalítico...
Socialização: gera comportamentos que permitem a satisfação das necessidades de maneira não destrutiva e aceitável para a sociedade.
* Visão da sexualidade como base para o desenvolvimento psíquico.
"O profissional [de aconselhamento] que estava voltado para a tomada de decisão racional não via relevância nas teorias freudianas sobre o desenvolvimento psicossexual e com frequência se ofendia com a idéia da motivação sexual."

Pouca atenção às outras ideias de Freud.
Grandes Contribuições
de Freud para o Aconselhamento:
O Inconsciente
A estrutura
da personalidade
EGO
SUPER
EGO
ID
Mecanismos de Defesa
Necessidade que o ego não pode controlar
É importante que o conselheiro
reconheça as defesas
e ajude o cliente a
explorar as circunstâncias problemáticas
, encontrando
respostas mais satisfatórias
que substituam as defensivas.
RACIONALIZAÇÃO
NEGAÇÃO
PROJEÇÃO
INTELECTUALIZAÇÃO
REGRESSÃO
As pessoas frequentemente não compreendem porque se comportam de determinado modo, uma vez que a motivação é inconsciente.

Até mesmo uma explicação que pareça plausível para determinado comportamento pode ser uma defesa aceita socialmente, que encobre o motivo inconsciente.
Fonte de energia psíquica
e a origem do instinto
Sede do pensamento
racional
Agente de controle
moral
Enfatiza-se o ego como elemento-chave da personalidade, sujeito à crescimento e mudança como resultado do Aconselhamento Psicanalítico.
como se formam?
Necessidades insatisfeitas recalcadas continuam a interferir no contexto vital.
O aconselhamento encoraja o cliente a desalojar o material inconsciente e resolver os conflitos contidos nele.
O Conselheiro/
Aconselhador
Tenta compreender os motivos do cliente e interpretar, para ele, o seu comportamento.
* Usa acontecimentos de
sua própria relação com o cliente
para exemplificar comportamentos do cliente que podem ser interpretados.
no entanto...
* Deve ter conhecimento de
psicodinâmica
, para induzir o cliente a novo
insigh
.
* Deve ter conhecimentos sólidos de psicologia.
* Seu principal instrumento de trabalho é a
interpretação
, sendo importante a produção de
material significativo
pelo cliente.
*Ênfase à
exploração em profundidade
.
"A pessoa tem medo que o ego seja derrotado e que o impulso inaceitável seja expresso."
As defesas do ego atuam para suavizar o golpe sobre o ego e reduzir a tensão.
O mecanismo de defesa atua para retirar a pressão do ego.
Se os mecanismos de defesa forem usados repetidamente, o indivíduo rejeita as demandas e perde várias oportunidades de sucesso nas tarefas da vida.
ansiedade
Psicologia do Ego - processo de ajuda, orientado psicanaliticamente, que enfatiza o funcionamento do ego.
O bom funcionamento do ego determina o modo adequado de o indivíduo lidar com as situações da vida.
Ana Elisa Sousa, Carolina Abreu, Leilane Gama, Rosiely Machado, Victor Lins e Victória Santana
Relação Terapeuta x Cliente - Questões Éticas
Confidencialidade
* “A informação recebida confidencialmente só é revelada depois da mais cuidadosa deliberação e quando há claro e iminente perigo para um indivíduo ou para a sociedade, e então o será apenas para os profissionais indicados ou autoridades públicas” (APA, 1967).

* Os terapeutas têm responsabilidades para com a sociedade e para com os outros, além do cliente.
* Responsabilidade do terapeuta de informar o cliente dos limites da confidencialidade.

Os valores e a filosofia de
vida do aconselhador
* Necessidade dos terapeutas de permanecerem neutros em termos de valores,de evitarem a emissão de juízos de valor a respeito de seus clientes e de manterem seus sistemas de valores e filosofias de vida a parte da relação terapêutica.
* Não é possível ao terapeuta ter objetivos para os clientes e mesmo assim estar isento de juízos de valor, pois os objetivos baseiam-se nos valores do terapeuta.
* O terapeuta sensível a ética é aquele que se conscientiza dos próprios valores e estimula os clientes a desenvolverem os seus.
* Exemplo : Quando uma cliente solteira, grávida, desejando explorar opções, começa um aconselhamento, como deveria ser o seu trabalho, se realmente acreditasse que ela deveria abortar? E se você fosse firme e moralmente contrário ao aborto, achando ser um crime? Como podem suas ideias afetar os limites da exploração pela cliente, de alternativas possíveis para ela?
A influência da personalidade e
das necessidades do aconselhador
* Não se pode isolar as necessidades e personalidade do aconselhador.
* Os orientadores sensíveis as questões éticas devem se conscientizar de suas próprias necessidades, áreas de problemas não resolvidos, conflitos pessoais, defesas e vulnerabilidade, assim como o modo pelo qual esses dados podem interferir no cliente.
A influência da personalidade e
das necessidades do aconselhador
* Não se pode isolar as necessidades e personalidade do aconselhador.
* Os orientadores sensíveis as questões éticas devem se conscientizar de suas próprias necessidades, áreas de problemas não resolvidos, conflitos pessoais, defesas e vulnerabilidade, assim como o modo pelo qual esses dados podem interferir no cliente.
A influência da personalidade e
das necessidades do aconselhador
A influência da personalidade e
das necessidades do aconselhador
* “Evitar exercer qualquer atividade em que seus problemas pessoais possam resultar em serviços profissionais pouco produtivos ou prejudiciais para o cliente ou, se já se encontra envolvido em tal atividade quando percebe seus problemas pessoais, procurar assistência profissional competente, para resolver se deve continuar ou terminar seus sérvios junto ao cliente” (APA, 1967).
A influência da personalidade e
das necessidades do aconselhador
A influência da personalidade e
das necessidades do aconselhador
* O profissional de aconselhamento tem que ter a sensibilidade ética de se submeter a sua própria terapia.
Exemplo: Como pode um terapeuta ajudar um cliente a enfrentar e elaborar o medo da morte se estiver fugindo deste medo em si mesmo?
A influência da personalidade e
das necessidades do aconselhador
As necessidades: de controle e poder, de servir como apoio e de ser útil, de modificar os outros, de modo a seguirem seus valores, de ensinar e doutrinar, assim como persuadir e sugerir, de sentir-se adequado e de ser respeitado e apreciado.
O emprego do
poder
pelo terapeuta.
A necessidade de
servir de apoio.
A influência da personalidade e
das necessidades do aconselhador
Qual o risco para o bem-estar do cliente, no caso do terapeuta apresentar uma necessidade exagerada de ser apoiado nele?
Quais são os perigos existentes, quando o terapeuta depende em demasia da confirmação, por parte do cliente, quanto à sua adequação e valor pessoal ?

Tipos de Aconselhamento
Diretivo
Não diretivo
Obtenção de dados
Interpretação pelo orientador
Ênfase no diagnóstico
e prognóstico
(Otto Rank)
Foco no indivíduo
(e não no problema)
Foco no processo
relacional
Menos útil:

1. Quando o número de orientandos é muito grande e o tempo para as entrevistas é limitado

2. Quando a dificuldade não envolve muita tensão emocional por parte do orientando

3. Quando o problema do orientando reflete a necessidade de maiores esclarecimentos, informações e de uma análise objetiva

4. Quando o orientador não é suficientemente experiente e competente no uso da orientação não dirigida
(Erickson)
O aconselhamento psicanalítico não está diretamente ligado a nenhum dos exemplos acima, porém está mais próximo do aconselhamento não-dirigido.
Técnicas do Aconselhamento Psicanalítico
“O propósito do diagnóstico, no aconselhamento e na psicoterapia, é obter conhecimento suficiente sobre o comportamento presente do cliente, de modo a ser possível elaborar um plano diferencial de atendimento adequado ao mesmo.” (Corey, 1983)
Controvérsia no uso de testes no aconselhamento.
Uso de testes como atalho ao conteúdo inconsciente
.
As técnicas-chave são a interpretação, a análise dos sonhos, a associação livre, a análise da resistência e a análise da transferência. Todas são destinadas a ajudar o cliente a a ter acesso aos conflitos inconscientes, o que conduz ao insight e à assimilação eventual de material novo pelo ego. Muitas vezes empregam-se o diagnóstico e a testagem. Para desenvolver a análise do caso, usa-se a formulação de perguntas.” (Corey, 1983)
discussão do
problema
associação livre
Análise
dos Sonhos
Técnicas psicanalíticas:
- O estabelecimento da transferência.
- O tempo
- A compreensão simpática
- O manejo da transferência
- Crítica às traduções/soluções do sintoma; tratamentos “expressos”
- Qual o efeito?
- A importância do sujeito achar a explicação por si próprio
- O que for dito deve diferir de uma conversa comum
- Não ceder às críticas e objeções
- Dizer tudo o que passa pela mente
- Honestidade
- A impossibilidade de uma narrativa sistemática
“Antes que eu possa lhe dizer algo, tenho de saber muita coisa sobre você; conte-me o que sabe a respeito de si próprio.”
- Os sonhos tem um significado
-Fracionamento do sonho para que o cliente faça associações
- O mesmo fragmento de um conteúdo pode ocultar um sentido diferente quando ocorre em várias pessoas ou em vários contextos
- A interpretação incompleta
- O retorno do conteúdo em outros sonhos
A preparação de um Psicólogo para o aconselhamento psicológico
“A técnica do tratamento deve estar
em você mesmo” (Adler)
Estudo Acadêmico;
Insight;
Treinamento Prático;
Auto-análise;
Coragem da imperfeição.

A Orientação Profissional
(Rodolfo Bohoslavsky 1977)
Objetivos
4 Conceitos Psicanalíticos
Etapas
- Compreensão da problemática pessoal e profissional.

- Favorecimento da construção de um projeto de vida mais compatível com os reais interesses e potencialidades do orientando.

- Retificação, complementação e ampliação dos conhecimentos do orientando relativos à profissões exercidas no mercado.

- Objetiva uma decisão pessoal responsável.

Características
- Psicanálise argentina (Escola Inglesa e Psicologia do Ego) + técnicas não-diretivas de Rogers
- OP: procedimentos aplicados em pessoas que enfrentam, em geral, a passagem de um ciclo educativo a outro, a possibilidade e a necessidade de tomar decisões.
- A modalidade clínica x modalidade estatística
Modalidade Clínica
1) A elaboração dos conflitos e ansiedades experimentados com relação ao futuro
2) As potencialidades das profissões
3) Prazer e interesse
4) A realidade sociocultural muda sem cessar
- Sucesso?
5) A tarefa do psicólogo é esclarecer e informar
- A ansiedade deve ser resolvida, não amenizada
- Objetiva uma decisão pessoal responsável
- Técnica principal: entrevista
- Psicólogo com um papel não-diretivo, visando uma decisão autônoma
1. Exploração
É o período de coleta de dados referentes ao orientando.
É o momento em que fica definido funcionamento do trabalho a ser feito

“É tarefa do orientador, através das entrevistas, traçar um perfil sobre o funcionamento geral da pessoa e elaborar uma hipótese diagnostica relativa a sua problematica”

2. Estudo das Possibilidades
O orientando realiza nesta etapa:
- O reconhecimento das suas possibilidades
- O enfrentamento com os possíveis limites,seja da natureza ou pessoal

3.Escolha das alternativas

4. Instrumentação

5. Escolha propriamente dita
IMPORTANTES PARA A COMPREENSÃO DO PROCESSO CLÍNICO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
OBJETO
ESCOLHA
IDENTIFICAÇÃO
SOBREDETERMINAÇÃO

Referências
BOHOSLAVSKY, Rodolfo. Orientação Vocacional: a Estratégia Clínica. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

COREY, Gerald. Técnicas de Aconselhamento e Psicoterapia. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1983.

LEWIS E. Patterson S. Eisenberg. O processo de Aconselhamento.cap. 2 O aconselhamento como um Processo.WMF, 2003

MAY, Rollo. A arte do Aconselhamento Psicológico; Tradução Wayne Tobelen dos Santos e Hipólito Martendal. Petrópolis, Vozes, 1996.

SCHEEFFER, R. Teorias de Aconselhamento. São Paulo, Atlas, 1986. SHERTZER, B. STONE, S. Manual para el Asesoramiento Psicológico (counseling). Buenos Aires: Editorial Piados, 1972
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