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Mário Chagas. “Há uma gota de sangue em cada museu. A ótica museológica de Mário de Andrade

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leandro bonow

on 30 October 2012

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Transcript of Mário Chagas. “Há uma gota de sangue em cada museu. A ótica museológica de Mário de Andrade

MUSEOLOGIA Mário Chagas. “Há uma gota de sangue em cada museu. A ótica museológica de Mário de Andrade Aspectos do pensamento museológico de
Mário de Andrade Aspectos Gerais * O presente capitulo faz uma analise/critica em relação aos órgãos governamentais e também aos profissionais da museologia, no que refere-se à inserção da obra marioandradiana nas questões museológicas contemporâneas. - O conceito de patrimônio (ou de arte) abarcava o bem tangível e o não tangível. - Subdivisão do patrimônio artístico nacional: 1) Arte arqueológica; 2) Arte ameríndia; 3) Arte popular; 4) Arte histórica; 5) Arte erudita nacional; 6) Arte erudita estrangeira; 7) Artes plásticas nacionais e 8) Artes aplicadas estrangeira. * O autor utiliza quatro documentos chaves, que evidenciam o pensamento de Mário de Andrade sobre a preservação do patrimônio cultural brasileiro. * Contexto Histórico: As décadas de 20 e 30, foram fundamentais para o amadurecimento das ações preservacionistas do patrimônio cultural brasileiro. A preservação das representações da memória, estava articulada a questões mais dinâmicas referentes à “Identidade Nacional”. * Pensamento modernista - de valorização do elemento nacional como forma de inserção do Brasil no concerto das nações. O redescobrimento do Brasil foi fortalecido na década de 30, onde diversos intelectuais independemente de ideologias, buscavam reinterpretar o país a apartir de novos parâmetros Surgindo autores como Gilberto Freyre, na sua obra Casa Grande & senzala. Evolução política no Brasil (1933) de Caio Prado Jr. Raízes do Brasil (1936) de Sérgio Buarque de Holanda, entre outros. - Tombamento como forma de garantir a pulsação do bem-cultural. - Ideia de preservar a subjetividade dos objetos, uma preocupação da origem social do bem cultural a ser preservado. - Defendia a valorização do popular e do nacional como forma de inserção do Brasil, no concerto museal das nações. - O monumento de pedra e cal é um bem cultural, mas são igualmente bens culturais a técnica, o saber fazer, a dança, a música, a mitologia, a religião, a língua, o nome, a vida. - O processo de musealização deveria beneficiar igualmente o popular, e o erudito, o estético e o histórico. - O sentido dos museus para Mário de Andrade está na compreensão desses espaços como agencia educativa, como veículos de participação da coletividade e como área de convergência dos esforços da sociedade civil e dos governos. - Serviço do Patrimônio Artístico Nacional(SPAN): - Anteprojeto elaborado por Mário de Andrade (29 de setembro de 1936).(Não foi vitorioso no primeiro momento) – conceituação de bem cultural de Mário foi rejeitada. (Critica em relação a alteração do seu projeto museologico). - O conceito marioandradiano de arte envolve a “ habilidade com que o engenho humano se utiliza da ciência, das coisas e dos fatos”. Percebam a proximidade do conceito de cultura como totalidade da herança social. Decreto-lei n. 25/37: - Deixa de fora os bens não-tangíveis e atém-se às coisas com materialidade evidente:

- Exclusão do bem-cultural no processo de tombamento.

- Ideia de preservar somente “fatos memoráveis” e de “expcional valor”.

- Preservação arquitetônica do monumento.

- Os museus atuavam somente com testemunhos materiais da cultura. - Efeito colateral do Decreto-Lei n. 25/37 - - Proteção apenas para os bens tangíveis, a preservação dos testemunhos da aristocracia brasileira, excluindo automaticamente a cultura popular da preservação. Conclusão - Necessidade de se estabelecer mecanismos legais e políticas públicas de preservação cultural que possam responder aos desafios colocados há sessenta anos pelo autor de Macunaíma. - Outra coisa que me parece de enorme e imediata necessidade é a organização de museus. Mas, pelo amor de Deus! Museus à moderna, museus vivos que sejam um ensinamento ativo, que ponham realmente toda a população do Estado de sobreaviso contra o vandalismo e o extermínio. (Duarte, 1938, p. 217-222, grifo nosso). Documentos - Em vez de tortuosos museus de belas-artes, - diz o poeta - cheios de quadros verdadeiros de pintores medíocres, com menos dinheiro abramos museus populares de ótimas reproduções feitas por meios mecânicos. Com todas as escolas de artes representadas por seus gênios maiores e suas obras principais. Muses claros. Museus francos, Museus leais. Com visitas explicadas. Com conferências, com revistas, concursos, plebiscitos. (Andrade, 1938, p.55). Capítulo I
Do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Art. 1 Constitui o patrimônio histórico e artístico nacional o conjunto dos bens móveis e imóveis existentes no país e cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memóraveis da história do Brasil, que por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, Constituição do Decreto de Lei n. 25
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