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Cosmovisão Pós-Moderna

Aula ministrada
by

Alexandre Lessa

on 13 July 2017

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Transcript of Cosmovisão Pós-Moderna

CENTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO ANDREW JUMPER
COSMOVISÃO PÓS-MODERNA
photo credit Nasa / Goddard Space Flight Center / Reto Stöckli
Fabiano A. de Oliveira em seu artigo Reflexões críticas sobre weltanschauung: Uma análise do processo de formação e compartilhamento de cosmovisões numa perspectiva teo-referente afirma que não há consenso sobre o significado preciso do conceito de cosmovisão
O que é "cosmovisão"?
Nesse texto Oliveira afirma que o primeiro uso da expressão "cosmovisão" se deu com Immanuel Kant (1724-1804), em sua obra Crítica do Juízo, onde o conceito era visto como a capacidade humana de perceber a realidade sensível. O termo era muito usado por idealistas alemães que o associavam com “grandes sistemas metafísicos ou construções teóricas da cultura (metanarrativas filosóficas, científicas e religiosas)
Muitos teóricos cristãos têm compreendido cosmivisão como um conjunto de crenças ou pressupostos de caráter ontoteológico, cosmológico, epistemológico,antropológico,axiológico e teleológico a partir do qual todas as ideias e conceitos acerca da realidade e da vida se originam e se sustentam.
ENTENDENDO A MENTE MODERNA
Muitos historiadores fixam a data do nascimento da era moderna no alvorecer do iluminismo, logo após a Guerra dos Trinta Anos. Porém o cenário fora montado um pouco antes na Renascença, que elevara a humanidade ao centro da realidade.
COMO CONCEITUAR O PÓS-MODERNISMO?
Francis Bacon – os homens podem dominar a natureza se descobrirem os segredos dela.
René Descartes – fornece as bases filosóficas – privilegiando o papel da dúvida e concluindo que a existência do ser pensante e a primeira verdade que não pode ser negada. (Cogito ergo sum – penso, logo sou) – definição da natureza humana com substancia presente e a pessoa humana como sujeito racional.
Isaac Newton – deu a humanidade o arcabouço cientifico ao descrever o mundo físico como uma máquina em que as leis e regularidade podiam ser apreendidas pela mente humana.
Modernismo – o conhecimento é preciso, objetivo e bom. O conhecimento é acessível a mente humana – o método modernista coloca a realidade sobre o escrutínio da razão e avalia aquela base nesse critério.
A modernidade tem sido atacada desde que Friedrich Nietzsche (1844-1900) desferiu o primeiro golpe contra ela no século XIX, mas o ataque frontal se deu na década de 70 do século XX com a teoria literária conhecida como descontrucionismo.
A mente pós-moderna
O desconstrucionismo surgiu como prolongamento de outra teoria literária chamada estruturalismo. – a linguagem é uma construção social e as pessoas desenvolvem documentos literários (textos) – na tentativa de promover estruturas de significado que as ajudarão a dar sentido ao vazio de sua experiência.
Para eles o significado não é inerente ao texto em si mas emerge apenas a medida que o leitor dialoga com o texto – existem muito significados, a depender de quem lê.
Baseando-se no filósofo francês Jacques Derrida, os pós-modernistas reivindicam o abandono da ontoteologia (tentativa de estabelecer descrições antológicas da realidade) e da metafísica da presença (ideia de que algo transcendente está presente na realidade).
Michel Foucault acrescenta que toda interpretação da realidade é uma declaração de poder. Saber é poder.
Richard Rorty, se desfaz da concepção tradicional da verdade – A verdade não é estabelecida pela correspondência de uma afirmação com uma realidade objetiva pela coerência interna das afirmações em si mesmas – deve haver um abandono da busca pela verdade e nos contentarmos com a interpretação
Pós-modernismo – reação à filosofia iluminista – e ao fazer isso:
- As pessoas não estão mais convencidas de que o conhecimento é bom;

- O otimismo iluminista é substituído pelo pessimismo pós-moderno;

- O conhecimento não é mais objetivo;

- O trabalho dos cientistas é condicionado histórico e socialmente;

- Não existe verdade absoluta, mas a “verdade” relativa à comunidade que participamos;
Quais são as bases do Pós-Modernismo?
Acontecimentos do século XIX
na filosofia eurpeia
- Negação do eu pensante - Heidegger (os humanos são seres que estão entranhados em redes sociais);
- Nietzsche foi filho e neto de pastores luteranos. Ataque ao conceito iluminista de verdade – o conhecimento é mera criação humana – tudo se limita a uma aparência de perspectiva cuja origem está em nós mesmos – “morte de Deus”: ele usou essa expressão para chamar a atenção que a civilização ocidental de seu tempo. Resumidamente Nietzsche tinha proclamado que a cultura ocidental tinha rompido com o transcendente.
- Os valores não podem ser alicerçados em nada além da mente humana

- As coisas só tem valor nesse mundo a medida que nós o atribuímos

- “Verdade de Potência”: motivo primordial para o comportamento humano de poder desfrutar integralmente de nossas capacidades de onde vem o “desejo de poder”.

- É por causa do desejo de poder que criamos conceitos metafísicos

- Não há verdade, apenas verdades relativas a uma determinada sociedade específica

- Uma vez que todo conhecimento é uma questão de perspectiva, o conhecimento na verdade é uma questão de interpretação – e todas as interpretações são mentirosas.

- Relacionamento entre a linguagem e a verdade

- Criticava os pregadores cristãos por acreditarem que suas crenças morais eram racionais, universais e axiomáticas
Prof. Alexandre Ribeiro Lessa
Teologia pós-moderna
Mas antes vejamos como é que funciona...
O problema da linguagem
"A linguagem é estruturada socialmente"
A linguagem como jogo:
Ludwig Wittgenstein (1889-1951) – Conceito de jogos linguísticos: todo uso da linguagem ocorre em um ambiente isolado, autônomo e que tem suas próprias regras. A linguagem é semelhante a um jogo onde é preciso que haja consciência de suas regras de funcionamento – abandono do conceito de verdade pois a verdade depende necessariamente do contexto, do “jogo de linguagem” em que aparece.
A linguagem como convenção social:
Ferdinand de Saussure - Em vez de se concentrar no desenvolvimento histórico das expressões linguísticas individuais, Saussure advoga uma abordagem não histórica que vê a linguagem como um sistema coerente interno.
Esse entendimento do método linguístico provê o fundamento para a conclusão radical que Saussure legou ao pensamento pós-moderno. Seus predecessores viam a linguagem como um fenômeno natural que se desenvolve de acordo com leis fixas e observáveis. Para eles, a estrutura de nossas sentenças reflete a lógica dos processos de nossos pensamentos.
Por exemplo: as categorias lógicas de “substância” e “qualidade” dão origem as categorias gramaticais do “substantivo” e do “adjetivo”. Ou, pelo contrário, podemos dizer que nossas palavras servem de rótulos para coisas identificadas de maneira independente, e que a linguagem, portanto, é uma nomenclatura.
Se a linguagem é um fenômeno social, então os signos linguísticos são arbitrários. O vinculo entre o “significante” e o “significado” é arbitrário. O significante não tem relação natural com o significado. Podemos definir o significante somente no que se referem ao seu relacionamentos no interior do sistema da linguagem – e tais relacionamentos são determinados culturalmente. - As palavras só se revestem de significado no contexto das relações sociais
O estruturalismo
A compreensão de Saussure acerca da linguagem como um sistema social proporcionou o fundamento um modo inteiramente novo de ver não somente a linguagem as também o fenômeno humano de modo geral. Essa visão veio a ser conhecida como estruturalismo.
No âmago do estruturalismo encontra-se a afirmação de que um sistema objetivo, culturalmente universal, estrutura nossos processos mentais e essa estrutura é evidente tanto na linguagem quanto nas instituições sociais.
Os críticos literários utilizam categorias e métodos da linguística para desvelar as estruturas que produzem significado de obras específicas concentrando-se nas relações entre textos e estruturas e as estruturas retóricas e os processos específicos na área da linguística, da psicanálise, da metafísica, da lógica e da sociologia.
O texto não é um dado do qual o interprete se aproxima com o objetivo de revelar o significado já presente em seu interior, pelo contrário, torna-se um tipo de material amorfo no qual os modos estruturados de leitura impõem uma forma.
Lévi-Strauss formula a passagem do eu consciente para as estruturas universais. Para Lévi-Strauss o ser humano está completamente envolvido em um contexto cultural e conceitual, de modo que não temos que explorar a consciência humana mas as expressões culturais.
Teologia pós-moderna – Conclusão
A teologia pós-moderna começa como uma forma branda de ateísmo. O Ateísmo é a crença teológica de que:- não há Deus,
- não há Criador sobrenatural,
- não legislador divino e moral,
- não há julgamento final sobre as ações do homem.
O ateísmo é a espinha dorsal teológica não somente do Humanismo Secular e do marxismo, mas também é a visão teológica predominante de pós-modernismo clássico.
A teologia pós-moderna se estende do ateísmo militante ao dito ateísmo brando. Todos os grandes escritores pós-modernos eram ateus, incluindo Foucault, Derrida, Lyotard, Bataille, Barthes, Baudrillard, Macherey, Deleuze, Guattari e Lacan. Charlotte Allen observou que Jacques Derrida, Michel Foucault, "e seus seguidores []... eram todos ateus militantes..."
Quando se trata de teologia pós-moderna, a ideia é a de que as crenças religiosas são preferências particulares. O pluralismo religioso é a crença de que é preciso ser tolerante com todas as crenças religiosas, porque nenhuma religião pode ser verdadeira. Essa noção está de acordo com os princípios que definem o humor pós-moderno, ou seja: o ceticismo sobre a verdade absoluta, o ceticismo de um fundamento perceptível para o conhecimento, e, no final, o ceticismo de todas as metanarrativas (qualquer história global que define a realidade). Como tal, muitos dos imersos na cultura pós-moderna negam os clamores da verdade religiosa
Esta tendência pode ser vista na forma como nossa sociedade atual pensa sobre as reivindicações religiosas em geral. Nas épocas pré-modernas e modernas, as reivindicações religiosas foram consideradas verdadeiras ou falsas. Por exemplo, ou existe um Deus ou não existe. Ou Jesus é o Salvador, ou Ele não é. Ou os milagres acontecem ou não. No entanto, em nosso clima pós-moderno onde a verdade é negada, as afirmações religiosas são baseados na preferência, em vez de padrões objetivos. Por exemplo, ou você prefere a noção da existência de Deus ou não. Ou você gosta da ideia de Jesus ser o salvador ou não. Esta atitude acomoda todas as preferências religiosas
Um problema surge quando certas religiões afirmam ir além das preferências pessoais e transmitem a verdade objetiva, como o Judaísmo, Cristianismo e o Islã. Mas fazer afirmações sobre a verdade exclusiva contraria a condição pós-moderna. Por essa razão, as únicas religiões que não são toleradas são Judaísmo, Cristianismo e Islamismo.
Enquanto a teologia pós-moderna é geralmente de natureza ateísta, reconhecemos que alguns indivíduos se tornam ateus porque acham que Darwin resolveu a questão das origens últimas da vida. Outros se tornam ateus porque eles olham para a ordem moral de Deus como "muito restritiva". Ainda outros acreditam porque concordam com Freud que "Deus era uma projeção. Quando as crianças têm problemas, eles correm a seu pai em busca de proteção. Quando adultos têm problemas, eles projetam seu pai terreno nos céus, e eles correm para esta entidade em busca de conforto." Alguns olhada para todo o mal no mundo e decidem que nenhum Deus amoroso pode permitir tal situação. No final, pós-modernistas não oferecem nenhuma nova lógica para defender a sua marca de ateísmo.
Em relação ao pluralismo religioso, o problema com este sistema em particular, é o problema com o pós-modernismo em geral, ou seja, que nem as nossas perspectivas, nem pode as nossas preferências podem ditar a realidade. Pessoas reais pode acabar em um inferno literal independentemente de gostarem ou não da doutrina sobre a punição eterna. No final, a realidade é o que se prefere que a realidade seja ou não.
A Bíblia, é claro, tem um termo descritivo para uma pessoa que diz o seu coração não há Deus (Salmo 14:1). Vamos explorar em capítulos posteriores as consequências do ateísmo como vivida nas áreas de ética, psicologia, sociologia, e cada uma das outras disciplinas. Nesses capítulos, veremos que aqueles que abraçam esta teologia tem seguido um caminho de fato, tolo.
Em última análise da teologia pós-moderna, o ateísmo é um sistema de crença da elite intelectual, porque só eles possuem fé suficiente para acreditar nele. O homem comum não pode acreditar que tudo no universo é resultado do acaso.
Filosofia pós-moderna
Ao contrário do relativismo da filosofia pós-moderna, estudantes cristãos precisam entender que de acordo com a cosmovisão cristã a "Verdade" existe. Quase tudo sobre o cristianismo é universal em escopo e aplicação. Deus criou o universo inteiro, incluindo homens e mulheres. O pecado é uma condição universal que afeta todo o ser humano. Deus amou o mundo todo, incluindo todos os seres humanos. Cristo morreu pelos pecados de todo o mundo, não apenas uma ou duas comunidades específicas. Os cristãos devem amar a Deus com todo o seu coração e mente e os demais seres humanos ao redor do mundo
Filosofia pós-moderna – Conclusão
Richard Rorty resume bem filosofia pós-moderna, "Nós... [devemos] deixar de lado a teoria da verdade, e começar a tratar de crenças morais e científicos como ferramentas para alcançar uma maior felicidade humana, e não como representações da natureza intrínseca da realidade.
As ideias filosóficas do pós-modernismo dividem a academia moderna. Os estudantes universitários de hoje vão encontrar o pós-modernismo seus cursos de humanidades e de estudos sociais, mas também vão encontrar o Modernismo ainda prevalente em seus cursos de ciência, engenharia e matemática. Mesmo assim, há pouca aceitação da abordagem pós-moderna ao conhecimento e à verdade nos departamentos de filosofia na América. Não há uma filosofia pós-moderna única e coesa (sim, existem vários), alguns temas consistentes emergem de escritores pós-moderno específicos.
Um dos temas da filosofia pós-moderna é uma negação da verdade universal e objetiva. Isto é claramente declarado na famosa expressão de Jean-François Lyotard
"incredulidade diante das metanarrativas".
A metanarrativa refere-se a uma história unificadora que procura explicar como o mundo é, em outras palavras uma metanarrativa é uma visão de mundo. Lyotard sugere que devemos ser céticos em relação a essas explicações gerais. Por exemplo, a afirmação "Deus amou o mundo" é um absurdo para os pós-modernistas, por duas razões: (1) eles negam a existência de Deus, e (2) declarações se referindo ao mundo todo (metanarrativas) são impossíveis.
Filosofia pós-moderna - Língua e Desconstrução
Em relação à literatura, pós-modernistas são muito preocupados com a linguagem de textos escritos. O termo que define a metodologia literária principal dos pós-modernistas é a desconstrução. Associado com o trabalho do filósofo francês Jacques Derrida, a desconstrução envolve a leitura de um texto para escavar os seus significados ocultos ou múltiplos (polissemia). Desta forma, a interpretação de um leitor de texto torna-se mais importante do que o próprio texto. Também é significativa a subjetividade do leitor na determinação do que o autor pretendia. Por exemplo, um leitor pode achar que um determinado texto realmente significa que um autor é racista, embora o texto escrito deixe claro que o autor lamenta o racismo.
Em 1968, Roland Barthes escreveu um pequeno ensaio intitulado "A Morte do Autor". Neste ensaio, ele argumentou que a origem do texto não é o importante, e sim, o destinatário, o leitor. Ao permitir que o leitor invente novos significados, o texto é libertado da tirania do sentido único, que o autor pretendia.
Por exemplo, não há razão para supor "que uma peça de Shakespeare significa exatamente a mesma coisa hoje, assim como fez quando realizada pela primeira vez." Cada autor (ou artista) é o produto de seu próprio contexto cultural e usa a linguagem que cabe a sua condição. Assim, as críticas literárias pós-modernos reivindicam que as palavras nunca descrevem o mundo objetivo, mas apenas se referem a palavras. Portanto, não importa o quanto um escritor construa uma sentença, ela não pode nos dizer sobre o mundo real, mas apenas sobre o mundo tal como é entendido pelo leitor. Este conceito é resumido na frase: "Isso é apenas a sua interpretação."
O conceito de desconstrução na filosofia pós-moderna é levado para além da área de literatura. Assim como você, leitor está criando o significado deste texto, você também constrói o mundo de acordo com sua cultura e experiências. Em outras palavras, não há "mundo real" lá fora, somente seis bilhões de construções do mundo, uma crença conhecida como anti-realismo.
Tradicionalmente a verdade foi entendida como a relação entre o mundo objetivo, real, e as declarações que correspondem este mundo real. Esta visão é chamada de teoria da correspondência da verdade. No entanto, os pós-modernistas reivindicam que este tipo de verdade é impossível de alcançar. Não há "verdade" universal, somente existem verdades pessoais, verdades subjetivas que existem apenas em uma determinada situação cultural. Assim, de acordo com o paradigma pós-moderno do anti-realismo não há mundo real para a qual a verdade possa corresponder. Ao contrário, nossas palavras correspondem apenas a outras palavras e, no final, criam a nossa compreensão da realidade. Se as palavras significam apenas outras palavras, então as palavras nunca podem ser usadas na busca da Verdade.
Richard Rorty afirmou que a verdade para ele é tudo o que sua comunidade de estudiosos diz que é. Se Rorty diz que a lua é feita de queijo verde e sua comunidade não discorda dele, então para ele a lua é feita de queijo verde. Novamente, a realidade não é o que objetivamente existe, a realidade é produzida pelo nosso acordo do que ele é. Nós não descobrir fatos verdadeiros sobre o mundo real, nós os criamos.
Ao contrário do relativismo da filosofia pós-moderna, estudantes cristãos precisam entender que de acordo com a cosmovisão cristã a "Verdade" existe. Quase tudo sobre o cristianismo é universal em escopo e aplicação. Deus criou o universo inteiro, incluindo homens e mulheres. O pecado é uma condição universal que afeta todo o ser humano. Deus amou o mundo todo, incluindo todos os seres humanos. Cristo morreu pelos pecados de todo o mundo, não apenas uma ou duas comunidades específicas. Os cristãos devem amar a Deus com todo o seu coração e mente e os demais seres humanos ao redor do mundo.
Ética pós-moderna
A ética pós-moderna não é baseada em princípios universais ou imutáveis. Cristãos, judeus e muçulmanos abraçam códigos de ética de absolutos morais baseados no caráter de Deus ou decreto moral; humanistas seculares, marxistas e pós-modernistas fundamentam os seus sistemas éticos no ateísmo, naturalismo, e evolução. Apesar das mesmas raízes, a ética pós-moderna difere significativamente de ética humanista secular e marxista.
De acordo com Adam Phillips, "Princípios universais morais devem ser erradicados e a reverência pela singularidade individual e cultural inculcada." Zygmunt Bauman continua, "Eu sugiro que a novidade da abordagem pós-moderna com a ética consiste em primeiro lugar em... rejeição das formas tipicamente modernas de ir sobre os seus problemas morais (isto é... a busca filosófica porabsolutos, universais e das fundações na teoria)."
Rorty insiste que "não há espaço para a obediência a uma autoridade não-humana [isto é, Deus]." Na verdade, a criação de uma nova concepção do que significa ser humano era "uma questão de esquecer a eternidade." Rorty e seus companheiros pós-modernistas construíram a porção de ética de sua visão de mundo a partir deste fundamento do ateísmo.
Depois de negar a existência de Deus, Rorty passa a negar a existência de uma realidade moral universal. Nesta fase, podemos perguntar: Se não há realidade objetiva moral, por que nos preocupar com questões éticas? Embora isto pareça um razoável passo à frente, os pós-modernistas não estão confortáveis com o abandono completo da ética e afirmam que devemos ser conduzidos a procurar, dentro de nossa visão de mundo, um padrão de certo e errado.
Se a verdade filosófica (o que podemos saber sobre a realidade) reside na comunidade local, segue-se que a verdade moral (como devemos nos comportar) reside na mesma comunidade. Isto é o que Lyotard quer dizer quando ele diz que se contenta em viver com "pequenas narrativas." Como não há "grande narrativa" nos dizendo o que é real e como se comportar, cada comunidade desenvolve as suas próprias "pequenas narrativas" para satisfazer essas necessidades. Esta é a maneira de Lyotard de expressar o que é chamado relativismo cultural.
Ética pós-moderna - conclusão
Por que pós-modernistas como Richard Rorty falam e escrevem sobre questões morais, se a moralidade não existe realmente? Muito simplesmente, porque Rorty é um ateu coerente e darwinista. Como não há Deus, moralidade absoluta, e, finalmente, verdade, então nós começamos a construir o mundo de uma maneira que melhor nos ajude a sobreviver. Rorty, por isso, defende os subjetivos "padrões éticos" que ele prefere, as normas que para ele são confortáveis. Para Rorty, as palavras são apenas "ferramentas" de persuasão. Não há necessidade de ser logicamente consistente com as palavras porque as palavras são instrumentos que, se usados corretamente ou de forma criativa, levam as pessoas a mudar. No final, Rorty espera que ele será capaz de persuadir os outros (você) a ver o mundo como ele o faz e até mesmo adotar suas ideias e seus padrões morais.
Embora possa soar mente aberta para argumentar que devemos permitir que as pessoas vivam como quiserem, o mundo real vem falhando em revelar as consequências de ostentar a ordem moral universal. Nós sabemos de Romanos 1-2 que Deus revela claramente não só a existência dele, mas também suas leis morais e as consequências que podemos esperar quando nós as ignoramos. Deus não se importa que ações ou filosofias qualquer comunidade ou cultura declaram ser certas e boas se, de acordo com suas normas, elas são errados e más.
Ciência pós-moderna
A ciência pós-moderna é a "anti-ciência" em muitos aspectos. Alguns pós-modernistas afirmam que a ciência não é realmente um conhecimento. Em vez disso, eles falam em termos de teoria do caos, a imprevisibilidade da ciência, a indeterminação ou incerteza da evolução / devolução, etc.
Dúvidas pós-modernas sobre a objetividade e neutralidade da ciência surgiram nos meados de 1900 com a obra de Michael Polanyi Personal Knowledge e com Thomas Kuhn em The Structure of Scientific Revolution. Kuhn, por exemplo, assinala que a ciência não é apenas uma disciplina progressiva e incremental que os estuda e registra os fatos. Os chamados fatos podem ser compreendidos e interpretado de uma variedade de maneiras, dependendo das hipóteses e da cosmovisão do cientista.
Além disso, Kuhn afirma que as teorias científicas, ou paradigmas, muitas vezes não caem em desuso, porque elas são comprovadamente erradas. Pelo contrário, as teorias mais velhas tendem a morrer junto com seus proponentes, enquanto teorias novas e criativas atraem a atenção dos cientistas mais jovens, que, por sua vez, promovem as suas teorias sobre as antigas. Uma teoria científica atual é apenas isso: uma teoria atual, que será substituído por uma outra teoria atual no futuro. Por essa razão, a ciência não pode nos dizer o que é real, apenas o que os cientistas acreditam ser naquele momento particular na história. Isso está em consonância com o conceito pós-moderno de que todos, incluindo o cientista, é fechado em sua cultura particular e linguagem e, portanto, não pode pretender ter uma visão objetiva do mundo.
Em contraste com a abordagem pós-moderna da ciência, a história confirma a realidade e confiabilidade progressiva do método científico. Na verdade, a ciência moderna surgiu por causa de uma visão bíblica da realidade. Campbell escreve: "A ascensão da ciência moderna teria sido impossível sem pressuposições cristãs que o universo é racional porque foi criado por um Deus racional."
Em seu livro For the Glory of God, Rodney Stark detalha por que o Cristianismo (e não o Islã, o Humanismo Cósmico, ou qualquer um dos humanismos ateus) é a visão de mundo mais responsável pela ciência moderna. Na verdade, o pai da ciência moderna, Sir Francis Bacon , era um cristão, assim como muitos dos principais cientistas que fundaram as disciplinas de química, paleontologia, bacteriologia, cirurgia anti-séptica, a genética, a termodinâmica, ciência da computação, e muitos outros campos.
Ciência pós-moderna – Conclusão
Psicologia pós-moderna
A psicologia pós-moderna é bem resumida por Walter Truett Anderson quando afirma que "todas as ideias sobre a realidade humana são construções sociais."
A psicologia, entendida como o estudo da psique, ou alma, tem vivido tempos difíceis. Tradicionalmente nós entendemos nossa identidade pessoal como o que nós nascemos com uma alma-estável, unificada, incluindo mente, coração, vontade e consciência. No entanto, nos últimos anos, a nossa condição pós-moderna fez com que o conceito de uma "alma" obsoleto. Agora, em vez de termos uma alma, somos confrontados com uma multiplicidade de "eus".
Elaborando sobre a condição da psicologia pós-moderna, Bloom explica: "O homem é um ser cultural, não um ser natural. O que o homem tem da natureza [biologia] não é nada comparado ao que ele adquiriu da cultura. A cultura, como a linguagem que o acompanha e expressa, é um conjunto de meros acidentes que se somam a um significado coerente constitutivo do homem”.
Para Foucault, cada um de nós é "um ser que é pelo menos parcialmente sujeito a produção social de contrastes divisões.” Ele vê "a noção moderna do eu [como] ligada e inseparável, ao funcionamento de estruturas e instituições sociais.” Não há, portanto, distinção entre o ser público e o privado implícito no conceito de natureza humana, nem pode o indivíduo ser reduzida à consciência individual."
Gilles Deleuze e Felix Guattari Anti-Édipo: Capitalismo e Esquizofrenia é um texto pós-moderno importante. Deleuze e Guattari rejeitam a ideia de que a alma é naturalmente una, unificada ou coerente, mas sim uma ilusão prejudicial. Em vez disso, eles veem a si mesmo como um fluxo de desejos e intensidades envolvidas em um processo contínuo de mudança.
Psicologia pós-moderna - A negação da natureza humana
JP Moreland resume o conceito bíblico de nossa identidade, quando ele diz: "Os seres humanos são compostos de uma entidade imaterial – uma alma, um princípio de vida – e um corpo. Mais especificamente, um ser humano é uma unidade de duas distintas entidades de corpo e alma ". Originalmente "psicologia" significa o estudo da psique (alma). Agora que nós entramos em uma cultura pós-cristã, talvez psicólogos precisem procurar outro nome para descrever a sua profissão.
Comparado a psicologia pós-moderna, a psicologia cristã é fundada sobre o conceito de alma (mente, coração), auto-identidade e auto-conhecimento (1 Tessalonicenses 5:23). Em Gênesis 2:7, aprendemos que Deus soprou e a humanidade tornou-se uma alma vivente. Em Mateus 10:28, Jesus nos adverte para não temermos os que podem matar o corpo, antes aquele que pode matar o corpo (soma) e alma (psique) no inferno (Gehenna).
Sociologia pós-moderna
As opiniões pós-modernas de como vivemos juntos em sociedade não é a tradicional família, igreja e estado. Foucault diz, "a sociedade em que vivemos, as relações econômicas dentro das quais ela funciona e o sistema de poder que define as formas regulares e as permissões regulares e proibições de nossa conduta... a essência de nossa vida consiste, afinal, no funcionamento político da sociedade em que nos encontramos." Foucault, assim, vê a ordem social constituída de economia, direito e do Estado. Viver dentro desta ordem é "a essência da nossa vida" desde que a nossa cultura determina quem somos. A vida é apenas um resumo dos aspectos culturais da comunidade social, pois não há ser unificado.
Foucault não inclui a Igreja na sua visão das instituições sociais. Os pós-modernistas, em sua maior parte, não querem nada com a igreja. Em Future of Religion, Rorty substitui seu ateísmo pelo "anticlericalismo", alegando que as "congregações dos fiéis" são socialmente inquestionáveis, mas "instituições eclesiásticas" são perigosas para a saúde das sociedades democráticas. Para Rorty, "a religião é inquestionável, desde que foi privatizada." Em outras palavras, visões particulares religiosas são aceitáveis, mas a igreja organizada não.
Muitos seguidores da sociologia pós-moderna consideram o casamento o maior dos males. Outros pós-modernistas mostram seu desprezo por conceitos cristãos de amor, sexo e casamento, preferindo várias formas de "amor livre". O psiquiatra pós-modernista psiquiatra Adam Phillips exclui a possibilidade de contrato de casamento e descreve qualquer relação em termos duros: "A única conclusão sensata sobre qualquer relacionamento é que ele é um experimento, e que exatamente por ser uma experiência, nunca fica claro para os participantes. Para os sãos, os chamados relacionamentos nunca podem ser objeto de contrato."
Os pós-modernistas incentivam conversas aberta sobre a forma como vivemos as relações sexuais. Foucault afirma que falar de sexo ajuda a criar a diversidade sexual. Ele diz: "A colocação em discurso do sexo, longe de passar por um processo de restrição, pelo contrário, tem sido submetido a um mecanismo de incitamento, aumentando... as técnicas de poder exercido sobre o sexo não tem obedecido a um princípio de seleção rigorosa, mas sim de divulgação e implantação das sexualidades polimorfas."
Foucault diz: “Devemos... perguntar por que nos martirizamos hoje com tanta culpa por ter feito sexo uma vez um pecado." Foucault era "um discípulo do Marquês de Sade”, e como ele abraçou toda a atividade sexual como admissível, incluindo o relacionamentos homem/menino (pederastia). Poucos limites existem em uma realidade construída socialmente.
Sociologia pós-moderna – Conclusão
Enquanto a visão pós-moderna para a sociologia da cultura ocidental pode estar tomando forma, como cristãos devemos levar a sério o mandato cultural que Deus deu a Adão e Eva no Jardim do Éden (Gênesis 1:28), colocando-os no comando de Sua criação. A direção clara desta comissão vai além de cuidar do jardim e nomear os animais. Deus ordenou, em seguida, para "multiplicar" e encher a terra com pessoas. O comando implica a carga tomada de uma ordem social cada vez maior também. Jesus repete este tema, quando Ele diz a seus discípulos que eles são "sal e luz" (Mateus 5:13-14). Jesus mostra que se a nossa sociedade é insípido e escuro, a culpa é nossa por não fornecer as influências preservando e iluminando!
Os cristãos devem estar envolvidos em todas as áreas da sociedade: na educação, como professores, administradores, conselheiros e membros da comissão de seleção de livros didáticos; no governo como líderes nos níveis locais, estaduais e federais; como artistas, desenvolvendo a melhor arte, registrando a música mais inspiradora, e escrevendo livros e produzindo filmes interessantes que capturem a imaginação de cada leitor ou espectador, nas famílias, como pais amorosos e modelos; em comunidades, como líderes empresariais e membros dos clubes cívicos; na mídia, como jornalistas e escritores que são vistos e lidos por milhões de pessoas. Em meio a esses esforços, devemos compartilhar a história de amor de um Deus maravilhoso com aqueles que irão ouvir. Quando participamos da Grande Comissão conjugada com a comissão cultural, estamos cumprindo o propósito de Deus para nós durante a nossa jornada terrena.
História Pós-moderna
A abordagem pós-moderna da história difere radicalmente de todos as outras cosmovisões. Por exemplo, uma cosmovisão cristã vê a história como a grande revelação do plano divino de Deus para resgatar o homem caído (discurso de Paulo em Atos 17). Em contraste, os pós-modernistas mais radicais não veem propósito final na história, defendendo uma perspectiva niilista. Os pós-modernistas menos radicais defendem a opinião de que a história é o que fazemos dela. Eles acreditam que fatos históricos são inacessíveis.
Os pós-modernistas usam o termo historicismo para descrever a visão de que todas as questões devem ser resolvidas dentro do contexto cultural e social em que são levantadas. Tanto Lacan como Foucault argumentam que cada período histórico tem seu sistema próprio de conhecimento e indivíduos são inevitavelmente enredados dentro destes sistemas. Respostas às questões da vida não pode ser encontrado apelando à verdade externa, mas apenas com as normas e formas dentro de cada cultura.
Enquanto a própria história da humanidade não pode ter um propósito, a redação de relatos históricos tem propósitos claros. Ressonante com a abordagem de Foucault para a história é a visão de que a escrita da história deve promover uma ideologia. Se, como Foucault declara, uma reivindicação de conhecimento realmente não é nada, mas uma tentativa de dominar os outros, então recontar a história tem o propósito de conquistar o poder por algum grupo reprimido.
Assim, de acordo com a condição pós-moderna a disciplina história tem se afastado do estudo de indivíduos significativos e das lutas entre as nações para se concentrar em grupos sociais e instituições. Tom Dixon escreve, "os historiadores sociais são muitas vezes impulsionado por objetivos ativistas. A pesquisa histórica não se torna uma tentativa de compreender o passado, mas uma ferramenta de propaganda para uso em modernas lutas de poder político e social."
Porque as ideias têm consequências, não podemos nos dar ao luxo de ignorar as consequências das abordagens pós-modernas mais radicais para a história. Se a história é mera ficção, ou mesmo em grande parte, então aqueles que negam, por exemplo, o holocausto nazista são validados em suas tentativas de diminuir o número de judeus presos, torturados, famintos, cremados ou enterrados em valas comuns. De fato, se a história é (principalmente) de ficção, em seguida, de Madre Teresa e Adolph Hitler não pode ser usado como exemplos de bom e mau. Não há "fatos". Existem vários graus só de ficção.
História Pós-moderna - Conclusão
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