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DA NAU DOS LOUCOS À BARCA DO SOL

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Monny Carvalho

on 12 June 2015

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Transcript of DA NAU DOS LOUCOS À BARCA DO SOL

DA NAU DOS LOUCOS À BARCA DO SOL
INTRODUÇÃO
A presente pesquisa propõe conhecer a história da loucura e os tratamentos para pessoas em sofrimento psíquico desde tempos mais remotos até os dias de hoje.
O trabalho de Nise da Silveira (1905-1999);
As práticas atuais em saúde mental, previstas na Lei nº 10.216;
A experiência de estágio em dois CAPS II localizados em Maceió.
PROBLEMA DA PESQUISA
A práxis de Nise da Silveira
encontra ressonância
na prática atual dos CAPS?
OBJETIVOS
Analisar comparativamente as formas de oficinas terapêuticas de Engenho de Dentro e atuais;
Compreender o papel do psicólogo no contexto das oficinas de criação;
Conhecer a realidade da atenção em saúde mental;
Investigar que recursos criativos são utilizados hoje;
Perceber como se dá o trabalho interdisciplinar durante as oficinas;
Contribuir com o fortalecimento de práticas que favoreçam aos sujeitos o reencontro com sua individualidade e autonomia.
METODOLOGIA
Revisão bibliográfica e narrativas livres sobre as observações e intervenções realizadas, enfatizando as práticas em oficinas criativas.

HISTÓRIA DA LOUCURA
Loucura: da Divindade a Insanidade
JUSTIFICATIVA
A relevância desta pesquisa é a oportunidade de trazer à tona saberes e práticas transformadoras que ficam submersos ao decorrer da história e revelar sutilezas do processo terapêutico por meio das oficinas criativas.

Análise das oficinas de criatividade nos serviços de Saúde Mental
Kelcy Mary Ferreira Pereira
Luiz Roberto Nogueira
Orientadora: Prof.ª Msc. Thalita Lima

CENTRO UNIVERSITÁRIO TIRADENTES – UNIT
CURSO DE PSICOLOGIA

Maceió/AL
2015

Pontos de vista sobre a loucura: clínico e o cultural; (PELBART, 1989)
A loucura como patologia e o internamento;
MANICÔMIO DE BARBACENA/MG
HISTÓRIA DA LOUCURA
O manicômio surgiu após a obra de Philipe Pinel (1745-1826), considerado pai da psiquiatria, que rompe com a tradição demoníaca da loucura e passa a considerá-la como doença mental.
No Brasil, um dos exemplos mais trágicos que temos é sem dúvida o Hospital Colônia, na cidade de Barbacena/MG.
Políticas públicas:Atenção Básica
e saúde mental
Promoção e proteção da saúde, prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos e a manutenção da saúde, desenvolvendo uma atenção integral que irá impactar diretamente na saúde coletiva.
Descentralização e aproximação com a vida das pessoas;
Os programas se interligam Saúde da Família com Saúde Mental;
Serviços de atendimentos Extra Hospitalares oriundos da Reforma Psiquiátrica: Núcleo de Atenção Psicossocial (NAPS); Centro de Atendimento Psicossocial (CAPs I, CAPs II, CAPs III, CAPsi, CAPsad); Centro de Atenção Diária (CADs); Hospitais Dias (HDs); Centros de Convivência e Cultura. (Mesquita et al. 2010, p. 6)


REFORMA PSIQUIÁTRICA NO BRASIL
REFORMA PSIQUIÁTRICA NO BRASIL
No ano de 1934, trouxe a construção do aparato legislativo brasileiro, que marcou o restante do século XX (PEREIRA, 2004). Trata-se do Decreto 24.559, de 03 de julho de 1934. Tal decreto normatizou as questões relativas ao tratamento das pessoas portadoras de transtorno mental e vigorou até o ano de 2001, quando da aprovação da Lei 10.216 (Lei da reforma psiquiátrica).
A década de 1960 - “Indústria da loucura”.
Na década de 1970 – Escassez dos recursos com assistência psiquiátrica e exclusão.
2001 - Lei 10.216 (Lei da reforma psiquiátrica) - Segundo Mesquita et al. (2010, p. 5), “a Reforma Psiquiátrica ficou também conhecida como o Movimento de Luta Antimanicomial, tendo como meta a desinstitucionalização do manicômio”.

Até a Renascença, a sensibilidade à loucura estava ligada à presença de transcendências imaginárias. A partir da era clássica e pela primeira vez, a loucura é percebida através de uma condenação ética da ociosidade e numa imanência social garantida pela comunidade de trabalho. (FOUCAULT, 1978, p. 83).
Manicômios: A Nau do Horror
CAPS II
Atendimento individual;
Atendimento em grupos;
Atendimento em oficinas terapêuticas executadas por profissional de nível superior ou nível médio;
Visitas domiciliares;
Atendimento à família;
Atividades comunitárias enfocando a integração do doente mental na comunidade e sua inserção familiar e social;
Refeições.
O PSICÓLOGO NO CAPS
Realizar estudos psicossociais sobre e com os participantes;
Fortalecer a autoestima;
Criar vínculos afetivos;
Possibilitar a expressividade dos mesmos. (Moliterno et al. 2012, p. 97)
SISTEMATICIDADE E ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO
Na realidade dos CAPS: Há um ateliê de bordado, costura e produção de artefatos, onde os usuários se reúnem semanalmente para elaborarem materiais, sob a orientação de uma terapeuta ocupacional que sabe bordar, em alguns momentos os trabalhos são direcionados para algumas datas específicas, como dia das mães ou para participarem de exposições internas (semana de cultura) ou externas. Normalmente as atividades ocorrem 1 dia na semana;
 O Psicólogo tem o seu dia de grupo e realiza suas oficinas, bem como cada profissional no seu dia para suprirem a demanda.
INTERDISCIPLINARIDADE
ANÁLISE COMPARATIVA

Metodologia do atelier;
Sistematicidade e atuação do psicólogo;
Relacionamento com a comunidade;
Interdisciplinaridade;
Memória e incentivo à pesquisa;
Considerações sobre o espaço;
Relações de afeto.

OFICINAS TERAPÊUTICAS
Expressivas: desenho, pintura, bordados, argila, dança, poesia, teatro;
Geração de Renda: culinária, marcenaria, costura, fotocópias, venda de livros, fabricação de velas, artesanato em geral, cerâmica, bijuterias, brechó etc. (Ministério da Saúde, 2004, p.20)

AS MANDALAS E O ENCONTRO COM JUNG
Ao observar que pessoas com diagnóstico de esquizofrenia desenhavam figuras circulares, harmoniosas, decidiu encaminhá-las ao próprio Jung para confirmação;
Iniciando seu diálogo com o teórico até o encontro pessoal em Zurich.
Nise: Grupos de estudos multidisciplinar, Casa das Palmeiras - equipe multidisciplinar - todo trabalho fundamentado na integração entre áreas diversas;
Legislação: psicólogo, assistente social, enfermeiro, terapeuta ocupacional, pedagogo ou outro profissional necessário ao projeto terapêutico; 06 (seis) profissionais de nível médio: técnico e/ou auxiliar de enfermagem, técnico administrativo, técnico educacional e artesão;

DESMISTIFICANDO
Terapêutica ocupacional;
Depois de Nise: Conhecer as pessoas e proporcionar o contato com os materiais expressivos;
Antes de Nise: “As atividades eram opressoras, considerando o indivíduo não como uma pessoa, mas um escravo [...].” Nise da Silveira
Foram criadas 17 oficinas de expressão das emoções: costura, desenho, pintura e modelagem, teatro, dança, música, poesia...
Sua fundamentação teórica era literatura, filosofia e a psicologia de Jung;
RELACIONAMENTO COM A COMUNIDADE
Nise: repercussão do trabalho no meio artístico; exposições em grandes museus; inserção social;
Legislação: prevê atividades comunitárias enfocando a integração da pessoa em sofrimento mental na comunidade e sua inserção familiar e social;
CAPS: Uma das coisas que nos chamou a atenção foi o fato de não encontrarmos atividades de socialização e reinserção dos usuários na comunidade. Não existe nenhuma atividade “além muro”, que possibilite ao usuário a interação com a comunidade local. Segundo nos informou a psicóloga, anteriormente existiu esse tipo de atividade, mas como o bairro onde está localizado o CAPS é bastante violento, as atividades foram suspensas (Narrativas de Estágio,2015).
SISTEMATICIDADE E ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO
Nise da Silveira: o trabalho de observação e coleção das produções era diário e através destas era possível a análise dos casos clínicos dia a dia com avanços e retrocessos;
Legislação: Diz que as oficinas terapêuticas são uma das principais formas de tratamento oferecido nos CAPS, mas não determina sistematicidade;
INTERDISCIPLINARIDADE
NISE SEU NOME LIBERDADE
(1905-1999)
MANDALA DE FERNANDO DINIZ
Nise reuniu séries de mandalas de diversos autores, em fases diferentes, comparando, fazendo leituras e estudos profundos sobre suas funções ordenadoras e curativas.
CASA DAS PALMEIRAS
Na Casa das Palmeiras tratou-se de ampliar o método, dada a natureza mesma da nova instituição, destinada à reabilitação de egressos de estabelecimentos psiquiátricos, funcionando assim como uma etapa intermediária entre a rotina hospitalar desindividualizada e a vida na sociedade e na família, com seus inevitáveis e múltiplos problemas. [...] O método consistia em coordenar intimamente olho e mão, sentimento e pensamento, corpo e psique (MELO, 2001, p. 29).
Devido a quantidade de usuários, em média quarenta pessoas por dia, a falta de espaço físico apropriado e a falta de profissionais, fazem com que as atividades sejam desenvolvidas descontinuadamente. Um fato interessante que percebemos é que existe uma escala de atividades, dias e horários envolvendo todos os profissionais. Mas não vimos nenhuma atividade em que os profissionais participassem todos juntos. Cada um faz o seu trabalho quase que sozinho, embora sabemos que existem reuniões de avaliação com toda a equipe (Narrativas de Estágio,2015).
METODOLOGIA DO ATELIER
Na prática do CAPS: No CAPS “A” foi determinado um dia da semana específico para oficinas criativas, elaboradas sob a liderança da TO, contando sempre com a presença de estagiários e preceptores de graduações diversas como psicologia, serviço social, enfermagem e medicina, todos são convidados a participar. São momentos de ludicidade e aproximação, repletos de solidariedade e afeto (Narrativas de Estágio, 2015).
Há realização de oficinas, porém os recursos são escassos , não há um profissional especializado, são conduzidas por psicólogos e terapeutas ocupacionais.
Fala-se mais em geração de rendo do que em expressão das emoções.


METODOLOGIA DO ATELIER
Nise da Silveira - atividades diárias, contato com diversos materiais, literatura e outras artes;
Legislação - determina que sejam realizadas oficinas terapêuticas de expressão e de geração de renda sem mencionar metodologia;
A RELAÇÃO ESPAÇO E TEMPO
O ATELIER DE DESENHO, PINTURA E MODELAGEM
Atelier de desenho, pintura e modelagem e a repercussão social e artística;
Almir Mavignier e o afeto catalisador;
A necessidade de criar o Museu das Imagens do Inconsciente para preservação da memória e incentivo à pesquisa:
A Casa das Palmeiras - instituição de portas abertas;
Grupo de Estudos – C.G. Jung
Municípios com população entre 70.000 e 200.000 habitantes
“Preciso de Mergulhadores”
Nise da Silveira

Emygdio retrata seu imenso sentimento de solidão diante das grades do hospital. Hospital e cárcere se confundem.
Categorias:
CAPS
MEMÓRIA E INCENTIVO À PESQUISA
Nise: dedicação total à preservação da memória, criação do MII, registros em livros, filmes e revistas;
Legislação: não foram encontradas diretrizes para o registro das atividades;
CAPS: há fotografias pessoais da equipe e usuários; relatórios de estágio e poucos registros observáveis; o que há de publicação em artigos é pouco divulgado;
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Percurso da pesquisa; mudança de rumo; profundidade;
Deparando com a ausência de Nise ou com o oposto endeusamento;
Necessidade do recorte diante da vastidão da obra;
O olhar de Nise convida ao exercício crítico e criativo sobre o fazer do psicólogo no CAPS;
O desafio de narrar experiências, categorizar aspectos relevantes e analisar – motivação para seguir pesquisando e compartilhando aprendizagens.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O ESPAÇO
Nise: a preocupação com o espaço fez com que os ateliês fossem agradáveis aos participantes de demonstravam o bem estar em suas telas;
Legislação: não determina como devem ser os espaços;
CAPS: o ateliê de bordado no CAPS “A” é aconchegante, porém ainda não é o ideal; Nota-se falta de cuidado com a pintura e uma ambientação acolhedora;
RELAÇÕES DE AFETO
Nise: nos ateliês de Engenho de Dentro e Casa das Palmeiras o afeto é a principal característica é ele que promove a criatividade e a cura;
Legislação: recomenda que sejam criados vínculos entre equipe e usuários;
No CAPS “A” foi determinado um dia da semana específico para oficinas criativas, elaboradas sob a liderança da TO, contando sempre com a presença de estagiários e preceptores de graduações diversas como psicologia, serviço social, enfermagem e medicina, todos são convidados a participar. São momentos de ludicidade e aproximação, repletos de solidariedade e afeto.
A BARCA DO SOL
A Barca do Sol é nosso objetivo: A consciência, a realidade!Artista: Carlos Pertius, 1976 - Lápis cera sobre papel.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FOUCAULT, Michel. História da Loucura na Idade Clássica, editora perspectiva, São Paulo, 1978.
MEDEIROS, T. (1993). Uma história da Psiquiatria no Brasil. In J. F. Silva Filho & J. Russo (orgs.), Duzentos anos de psiquiatria. Rio de Janeiro. Ed. Relume-Dumarã.
MELLO, Luiz Carlos. Nise da Silveira. Beco do Azougue. Rio de Janeiro, 2009.
MELO, Walter. Nise da Silveira. Conselho Federal de Psicologia/Imago, Rio de Janeiro, 2001.
PELBART, Peter Pál. Da clausura do fora ao fora da clausura. São Paulo (SP): Brasiliense; 1989.
PEREIRA, Rosemary Corrêa. Políticas de Saúde Mental no Brasil: O Processo de Formulação da Lei de Reforma Psiquiátrica (1 0.21 6/01). Tese (Doutorado em ciência na área de saúde pública). Escola Nacional de Saúde Pública, Rio de Janeiro, 2004.
RESENDE, H. (1987). Políticas de Saúde Mental no Brasil: uma visão histórica. In S. Tundis & N. R. Costa (orgs), Cidadania e Loucura: Políticas de Saúde mental no Brasil. Rio de janeiro. Ed. Vozes.
SILVEIRA, Nise. Imagens do Inconsciente. Alhambra, Rio de Janeiro,1981.
SILVEIRA, Nise. Do Mundo da Caralâmpia à Emoção de Lidar. Produção de Luiz Gonzaga Pereira Leal, 1992.
Kelcy Mary Ferreira PereiraLuiz Roberto Nogueira
Orientadora: Prof.ª Msc. Thalita Lima
CENTRO UNIVERSITáRIO TIRADENTES – UNIT
CURSO DE PSICOLOGIA
OBRIGADO!
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