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Temas 02 e 03 - Estruturação da Narrativa e Partes do Planejamento do Roteiro

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by

Juliano Sousa

on 22 April 2016

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Transcript of Temas 02 e 03 - Estruturação da Narrativa e Partes do Planejamento do Roteiro

Temas 02 e 03: Estruturação de um Roteiro Audiovisual
1º etapa:
A IDEIA
2º etapa:
STORY LINE

Significa (ideia de): 'Linha da história'.

É o resumo da narrativa a ser transformada em roteiro.

- Deve ser claro, direto e curto.

- Contém apenas o conflito principal da história.

- Máximo cinco (5) linhas.

- Evitar uso exagerado de adjetivos e verbos.

-
Conter: apresentação, desenvolvimento e solução do conflito principal.



Roteiro é:
- Uma história contada em imagens, mas através de palavras.

- Permite a pré-visualização do filme.

- É um instrumento de trabalho e convencimento intermediário no processo de produção audiovisual.

- Não deve ser pensado como algo a ser apresentado ao público.

- Deve ser claro e criar a melhor proximidade possível de seu leitor, buscando a compreensão clara de um espectador vendo um filme.

- Um roteiro não é uma obra completa, é feito para ser transformado em imagens.

7º etapa:
Roteiro
Após percorrer todas essas etapas, o ROTEIRISTA vai para a execução do ROTEIRO propriamente dito.
Nas próximas aulas:
1 -
Entrega de atividades de aplicação.

2 -
O Roteiro Literário e o Roteiro Técnico.

3 -
Os tipos de Roteiros mais utilizados.

4 -
Tratamentos do Roteiro: da ideia ao roteiro final
Construção de um roteiro:

IDEIA
STORY LINE
SINOPSE
PERFIL DE PERSONAGENS
ARGUMENTO
ESTRUTURA
ROTEIRO


Início do processo: Criatividade + busca pela boa ideia.

Fontes de inspiração, segundo o roteirista Lewis Herman:

- Ideia selecionada:
lembrança ou experiência pessoal.

- Ideia verbalizada:
surge de conversa ou história ouvida.

- Ideia lida:
surge a partir de uma leitura (jornal, revista, filme, livro, etc).

- Ideia proposta:
quando a ideia é proposta por alguém.

- Ideia procurada:
quando há o desejo de se escrever sobre um tema. Estuda-se sobre o tema.

- Ideia transformada:
surge de uma obra de ficção (livro, revista, filme, peça de teatro). Lembrete: a ideia deve ser sempre original e não um plágio. Deve ser fonte de inspiração e não cópia. Pega-se a ideia da obra e a transforma.

a) - Momento de organização da ideia central do conflito do roteiro.

b) - Visualização com clareza do desenvolvimento da ação da estória.

c) - Motivador da ação da história: o conflito.

d) - Saída do personagem da vida cotidiana para a ação buscando a solução do conflito gerado.

Para um bom storyline o conflito matriz seja descrito com clareza identificando três pontos chave:


1 - Qual o conflito? Apresentação do conflito.

2 - Qual o resultado do conflito?
O desenvolvimento do conflito.

3 - Como se resolve? A solução do conflito.

3º etapa:
SINOPSE

Apresenta informações sobre os personagens principais e local onde se passa a estória.

Resumo LITERÁRIO. Storyline expandida e detalhada.

Tamanho pode variar de acordo com a necessidade de cada história... De 15 linhas a uma página.

Desenvolve-se a trama principal - conflito essencial - com mais detalhes.

A história é situada no tempo e no espaço, mas sem descrição dos ambientes. É um resumo contendo apenas o que é importante para a compreensão da estória.

Informações dos personagens superficiais e apenas descritivas (evitar adjetivos).



A TROCA:

"Milionária não se conforma com a deficiência visual de seu neto recém-nascido e paga para uma enfermeira trocar a criança por um menino 'perfeito' do berçário. Vinte anos depois, o pai do menino sofre de leucemia e a esperança de cura está na medula do garoto deficiente e entregue a outra família. Ele é encontrado, salva a vida do pai e a verdade sobre a troca é revelada. "

(Retirado da Usina de Roteiros - Curta metragem/Romualdo Dropa/1999)

Exemplo de Storyline:
4º etapa:
Perfil dos Personagens
- Momento de apresentação dos personagens.

- Construção do perfil dos personagens, ou seja, um conjunto de
informações físicas e psicológicas de cada um, podendo incluir a história ou antecedente de cada um.

- Adjetivos podem e devem ser usados caracterizando perfil de cada personagem.

- Um perfil bem elaborado torna mais fácil a construção dos diálogos e do desenvolvimento do enredo.
A boa construção do perfil garante a força vital e emocional, o que permite criar 'vida própria' do personagem.

- Quanto mais relevante o personagem para a história, mais elaborado será seu perfil.

Storyline
Aparência física, saúde, forma de se vestir, postura física, movimento/ritmo, conteúdo da fala (aporte teórico), hábitos visuais, fragmentos de trabalho, hobby, micro ações (pequenos hábitos), detalhes do ambiente, história pessoal, nível educacional, antecedentes familiares e sociais, preferência amorosa, o que gosta e o que não gosta, preconceitos, manias e defeitos, necessidades, desejos, objetivos, arrependimentos, rancores, falhas, características que podem perdê-lo ou salvá-lo e problemas externos e internos.
Pense no que é relevante frisar na sua narrativa!
O perfil do personagem reflete diretamente em como ele irá lidar com os conflitos.

Não existe tamanho definido, nem mínimo nem máximo.

Questões relevantes,
dependendo da condução da narração:

1 - Quais informações adicionais que poderiam compor a sinopse e que não estão no storyline?

2 - Para o exemplo dado, quais informações poderiam ser melhor explicadas?
Atividade para debate:
5º etapa:
Argumento
Consiste na história contada em sua íntegra (em imagens, mostrada em forma de texto), tendo como base a sinopse.

O tamanho do argumento varia conforme o tamanho da obra e o estilo do autor.

Os ambientes podem ser melhor descritos incluindo os personagens principais e secundários.
Desenvolve-se o plot (conflito essencial, trama principal) e os subplots (conflitos secundários).

Nas obras convencionais deve-se resolver os conflitos principais e secundários até o final da história.

ARGUMENTO - Importante:
Já deve ser escrito pensando nas técnicas de roteirização, numa linguagem que facilite o audiovisual.
Deve facilitar o entendimento da história como um todo, facilitando a escrita do roteiro.
É a parte mais literária da estruturação do roteiro. Conta uma história escrita, para ser filmada!
6º etapa:
Estrutura ou Escaleta
“A escaleta é a tarefa específica de roteirização, pois é a divisão da história nas cenas que melhor a exibirão ao público. Ao escaletar, o roteirista decide que cenas ele vai mostrar, que cenas vai esconder em elipses eficientes, e como vai encadeá-las. A escaleta é o momento em que surge a arte do roteiro propriamente dita.” (Luiz Carlos Maciel, O Poder do Clímax, p. 26)

Escaleta - a divisão em cenas:
- Após a história ser contada no argumento, deve ser diluída em cenas.

- Para isso faz-se uso da estrutura ou escaleta em imagens. Estrutura é a divisão do argumento em cenários e cenas.

- É o momento do autor pensar somente em imagens e definir as cenas a partir do argumento.

- Divide-se em cenas, marcando ambientes e informando o que ocorre de importante em cada ambiente.

- A estrutura de modo não linear, consiste em (costume):

Escreve-se as cenas em fichas de papel e as pregam em um mural. Visualizando as fichas, o autor as dispõe de modo a compor o filme.

Após a finalização da estrutura, deve-se retomar toda a narrativa e ver se a proposta está coesa e coerente. Avaliar os objetivos e se as informações são suficientes para a compreensão do espectador.

Vamos praticar?
Atividade tradicional de aplicação:
1 - Observe a imagem e tenha ideia de um enredo curto e simples.

2 - Imagine que vocês são roteiristas de uma rápida cena de ficção que narre uma história.

3 -
(Atividade 01: EM BREVE)
Escreva a redação de:

a) - uma STORYLINE
b) - uma SINOPSE
c) - um rápido PERFIL DOS PERSONAGENS que aparecem na imagem


4 -
(Atividade 02: EM BREVE)
:

a) - escrever um ARGUMENTO literário, descrevendo o enredo e a ordem dos fatos

b) - imagine uma ESCALETA rápida, com a simples descrição da ordem das cenas e das imagens.
Roteiro ou Roteiro Literário

- Desenvolvimento do argumento e da escaleta

- Descrições de cenários e eventos, diálogos, organização da narrativa

- Divisão em sequências, designação dos personagens, descrição das ações e diálogos

- Uso de cabeçalhos, indicações de cena e organização dramática dos diálogos

Roteiro Técnico ou Decupado

- Desenvolvimento do roteiro, com indicações técnicas.

-Indicações de câmera, enquadramentos, movimentações (pode ter a participação do diretor), cenários, etc.

Muito Obrigado a todos,
Até a próxima aula e bom exercício!
Prof. Me. Juliano Sousa

julianofsousa@gmail.com
- É importante ressaltar que esse tipo de Estruturação das Narrativas Audiovisuais e do próprio Roteiro está de acordo com a bibliografia de nossa disciplina e com o modelo mais utilizado.
- Isso não impede que outras estruturas ou outros tipos de planejamento possam ocorrer no mercado audiovisual da ficção e em outros projetos experimentais.
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