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by Ana Carolina Carvalho2 views·Updated Jun 5, 2022

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  1. Olá, esse é o nosso segundo bloco da nossa primeira aula,
  2. cujo tema é meio ambiente na Constituição.
  3. A primeira aula gente falou
  4. do caput do artigo Duzentos e vinte cinco tratamos da origem do direito ambiental,
  5. falamos do caput do artigo Duzentos e vinte e cinco.
  6. Nesse segundo bloco,
  7. a gente vai começar a falar então dos parágrafos desse mesmo artigo
  8. primeiro parágrafo,
  9. então do artigo duzentos e vinte e cinco vai
  10. dizer o seguinte Para assegurar a efetividade desse direito,
  11. incumbe ao poder público,
  12. então
  13. nesses incisos, a gente vai falar de obrigações só
  14. do poder público,
  15. embora a gente tenha visto que, no caput da obrigação
  16. de proteção do meio ambiente,
  17. não só do poder público, mas também da coletividade,
  18. na primeira obrigação do poder público,
  19. é preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais
  20. e promover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas.
  21. Primeira observação Aqui a gente
  22. pode entender como processos ecológicos essenciais
  23. são os ciclos vitais que tornam possíveis as relações entre os seres vivos
  24. e o ambiente,
  25. por exemplo, exemplo de processos ecológicos essenciais, que são essas relações
  26. em que ambiente e seres vivos
  27. Manutenção de cadeias alimentares,
  28. os círculos das águas,
  29. ciclo do carbono e oxigênio. Se a produto hidrogênio
  30. são todos, então processos ecológicos essenciais,
  31. segundo ponto importante que
  32. é preciso primeiro
  33. a ele, vai tratar da biodiversidade de espécies
  34. e ecossistemas
  35. e
  36. a biodiversidade relativa
  37. a
  38. patrimônio genético.
  39. Ela vai ser tratada
  40. ou preciso. Então, aqui a gente
  41. falar
  42. de biodiversidade, de espécies e ecossistemas
  43. e erra sistemas, desculpa a biodiversidade genética
  44. vai ficar
  45. para
  46. preciso seguir
  47. para o inciso dois,
  48. ainda dentro desse inciso, importante a gente dizer
  49. conceitual, que é manejo ecológico.
  50. Segundo Paulo Affonso Leme Machado,
  51. o manejo ecológico a utilização dos recursos naturais pelo homem,
  52. baseada em princípios e métodos que preservem
  53. o que a integridade desse ecossistema,
  54. desses processos ecológicos essenciais,
  55. com redução da interferência humana nos mesmos mecanismos de auto regulação
  56. dos seres vivos
  57. e do meio físico.
  58. Esse inciso que fala então desse tipo de biodiversidade, de ecossistemas
  59. e espécies,
  60. ele regulamentado pela Lei nove mil e novecentos e oitenta e cinco de dois mil,
  61. é a lei do Sistema nacional de unidades de conservação.
  62. A gente vai ter uma aula específica
  63. sobre essa lei mais lá na frente,
  64. continuando segundo obrigação do Poder público,
  65. é de preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do país
  66. e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e material
  67. de material genético. Então ele tem duas obrigações aqui
  68. preservar a diversidade do material genético
  69. do patrimônio genético e, segundo obrigação,
  70. fiscalizar essas entidades que fazem pesquisa e manipulação
  71. de material genético.
  72. Aqui, vale a gente citar
  73. o conceito de biodiversidade,
  74. que consta lado o Decreto dois mil quinhentos e dezanove, de noventa e oito.
  75. Ele diz o seguinte
  76. a biodiversidade
  77. e a variabilidade de organismos vivos de todas as origens,
  78. compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres,
  79. marinhos e outros ecossistemas aquáticos
  80. e os complexos
  81. ecológicos de que fazem parte, compreendendo ainda
  82. a diversidade dentro de espécies entre espécies e de ecossistemas.
  83. Trata se, então, de conceito legal
  84. que consta lá
  85. do Decreto dois mil quinhentos
  86. e dezanove de noventa e oito.
  87. Por fim,
  88. ainda dentro desse
  89. inciso,
  90. vale a gente dizer então falar especificamente dessa expressão, uma
  91. manipulação de material genético,
  92. o patrimônio genético, a gente vai entender ele como conjunto
  93. de material genético. Aí foi apreendido todo o material de origem vegetal e
  94. animal
  95. ou microbiano, ou outra
  96. qual é o aspecto fundamental aqui que contenha unidades de hereditariedade
  97. com o valor real ou potencial que possa
  98. ser importante para os presentes ou futuras gerações.
  99. Então,
  100. é importante aqui para a gente falar de material genético de patrimônio genético.
  101. É que tenha
  102. que esse material, para que ele seja de fato relevante, ele tem que conter
  103. unidades funcionais de hereditariedade
  104. e além disso, ele terá o valor real potencial para os presentes ou futuras gerações.
  105. Esses dois requisitos aí que são fundamentais
  106. esse
  107. inciso ele foi regulamentado pela Lei onze mil
  108. cento e cinco, de dois mil e cinco que a Lei de Biossegurança.
  109. Essa lei, por sua vez,
  110. foi regulamentada pelo Decreto cinco mil quinhentos e noventa e um,
  111. de dois mil e cinco.
  112. A gente tem ainda a Lei onze mil quatro cem sessenta, de dois mil e sete,
  113. que fala de plantios de organismos
  114. geneticamente modificados nas unidades de conservação.
  115. E, por fim, também a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação
  116. vai tratar.
  117. Acaba regulamentando também
  118. essa proteção ainda a biodiversidade do ano,
  119. patrimônio genético do material genético do nossa, da nossa flora, da nossa fauna,
  120. continuando
  121. no inciso terceiro.
  122. É também então,
  123. obrigação do poder Público definir em todas as unidades da federação
  124. espaços territoriais e seus componentes. A serem especialmente protegidos,
  125. sendo a alteração e a superação permitidas somente através de lei.
  126. Então a primeira observação importante aqui
  127. a criação pode ser feita por outro ato normativo por outra espécie,
  128. mas para você alterar
  129. ou suprimir
  130. essas unidades,
  131. esses espaços territorialmente protegido somente através de lei,
  132. vedada qualquer utilização que comprometa a integridade
  133. dos atributos que justifiquem a sua proteção.
  134. Então é uma área que tem atributos
  135. naturais muito relevantes e que esses atributos então
  136. ao justificar a criação
  137. de um regime próprio de proteção para aquela área,
  138. então, em razão disso,
  139. essa área jamais vai poder ser utilizada de forma que esses atributos restem
  140. prejudicados
  141. José Afonso da Silva
  142. conceituar
  143. esses espaços territoriais protegidos da seguinte forma
  144. são áreas geográficas, públicas ou privadas.
  145. A gente vai ver isso na lei que fala do Sistema Nacional de Unidades de Conservação.
  146. Elas são, então uma porção do território nacional
  147. dotadas de atributos ambientais,
  148. como a gente acabou de falar que requeiram sua sujeição
  149. pela lei
  150. ao regime jurídico de interesse público
  151. que implique sua relativa e modifica habilidade sua utilização sustentada,
  152. tendo em vista a preservação
  153. e a proteção dos recursos naturais.
  154. Então em razão desse atributo,
  155. eu separo aquela área
  156. e sujeito ela o regime jurídico especial?
  157. Que quais?
  158. Uma qual finalidade de tornar
  159. aquele aquele ambiente, aquele ecossistema
  160. relativamente
  161. é
  162. impossível de ser modificado?
  163. A única, a
  164. única forma de uso dele vai ser uma forma sustentada quando for permitido,
  165. tendo em vista sempre a preservação e
  166. a proteção desses atributos desses recursos naturais,
  167. a jurisprudência de vida,
  168. esses espaços territorialmente protegidos em duas espécies,
  169. a primeira são espaços territorialmente protegidos em sentido estrito,
  170. que são as unidades de conservação que são regulamentadas lá
  171. pela lei nove mil novecentos e oitenta e cinco,
  172. que podem ser criadas em âmbito estadual.
  173. É municipal ou federal? A gente tem unidades de conservação nas três esferas
  174. e essas
  175. unidades de conservação,
  176. além da previsão genérica de criação dessas
  177. espécies aí de unidades de conservação,
  178. para que elas existam, na prática, precisa de ato de um ato do poder público,
  179. criando cada uma das unidades de conservação especificamente,
  180. e os espaços territorialmente protegidos em sentido amplo, por sua vez,
  181. são as áreas de proteção permanente,
  182. as reservas legais e as áreas de proteção especial previstas na lei,
  183. nem a sete meia meia de setenta e nove,
  184. que fala do parcelamento do solo urbano.
  185. Nesse caso,
  186. basta previsão legal, por exemplo basta o Código Florestal
  187. determinando quais são as metragens de áreas de proteção Permanente.
  188. Qual o percentual da reserva legal
  189. que ela já implantada automaticamente?
  190. Você não precisa de um ato específico do poder público
  191. para cada propriedade rural, para determinar
  192. qual é a PPP,
  193. por exemplo,
  194. Maker eleito daquele rio determinado que passa dentro daquela propriedade,
  195. siguiendo
  196. inciso quatro.
  197. Outra obrigação aí do poder público
  198. exigir na forma da lei,
  199. para instalação de obra ou atividade potencialmente
  200. causadora de significativa degradação do meio ambiente.
  201. O estudo prévio de impacto ambiental a que se dará a publicidade
  202. é um estudo de impacto ambiental.
  203. Na verdade, ele é uma espécie de um gênero que chama
  204. a avaliação
  205. de impacto ambiental.
  206. Existem outros tipos de avaliação de impacto ambiental
  207. que não apenas o estudo de impacto ambiental
  208. e o estudo de
  209. impacto ambiental. Além de ser uma espécie desse gênero,
  210. ele se desenvolve no interior de um
  211. procedimento administrativo,
  212. o que se chama licenciamento ambiental. Então é importante a gente distinguir o
  213. estudo de impacto ambiental,
  214. avaliação de impacto ambiental
  215. e licenciamento ambiental.
  216. São três coisas diferentes que muitas vezes as pessoas acabam confundindo
  217. os estudos de impacto ambiental,
  218. ele vai se desenvolver
  219. no interior do procedimento do licenciamento ambiental.
  220. Toda a vez
  221. em que existe,
  222. em toda vez que a gente tiver falando de uma obra ou atividade
  223. potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente,
  224. esse
  225. inciso ele regulamentado, ele é previsto
  226. na lei da Política Nacional do Meio Ambiente.
  227. E quem vai regulamentar, de fato,
  228. a forma como acontece em um estudo de
  229. impacto ambiental são as resoluções Conama número um,
  230. de oitenta e seis e número duzentos e trinta e sete, de noventa e sete.
  231. A previsão também do Estudo de Impacto Ambiental
  232. na lei onze mil cento e cinco, de dois mil e cinco,
  233. e na Lei Complementar Cento e quarenta,
  234. de dois mil e um
  235. que vai especificar. Então, aqui
  236. a cada esfera de governo, quais são os tipos a quem cabe cada tipo de licenciamento.
  237. Importante aqui que a Constituição é expressa em dizer que ele deve ser
  238. prévio,
  239. é obrigatório nos casos de obra ou atividade
  240. causadora de significativa de gravação, meio ambiente.
  241. Então a primeira observação
  242. ele tem que ser
  243. prévio porque a gente está falando de uma aplicação dos princípios da prevenção
  244. e da precaução, porque depois que o dono ambiental acontece,
  245. é muito difícil de você conseguir reparar.
  246. Então, a ideia do licenciamento ambiental
  247. é uma ideia nitidamente de prevenção para que você
  248. estude o impacto que aquela atividade vai causar no meio ambiente,
  249. para verificando que o impacto é muito grande
  250. você ou
  251. negar o licenciamento ambiental
  252. ou exigir medidas de mitigação e compensação para que o impacto, caso
  253. seja o entendimento de deferimento da licença ambiental,
  254. ainda dentro desse para Recife inciso.
  255. É importante a gente dizer
  256. que é que a gente deve entender como significativa degradação Quem
  257. ajuda a gente nesse ponto ao Paulo Affonso Leme Machado,
  258. que vai dizer o seguinte
  259. ela tem um sentido de que existe o
  260. que a gente pode entender como significativa degradação?
  261. Existe uma possibilidade mais do que detectável,
  262. mas sem necessariamente chegar ao nível grave.
  263. O substancial, então significativa degradação, quer dizer que a grave
  264. que tudo que não seja grave, não preciso de licenciamento, não
  265. é uma
  266. degradação
  267. significativa. Detectável a isso que ele quer
  268. dizer
  269. significativa, quer dizer que você consegue detectar lhe
  270. uma grave, uma degradação que é relevante?
  271. Não precisa ser grave ou substancial nas palavras de Paulo Afonso.
  272. Importante também dizer aqui
  273. que lá na Lei
  274. da Política Nacional do Meio Ambiente mil
  275. nove três oito Artigo terceiro Inciso três
  276. ele vai definir o que é impacto ambiental
  277. era ela
  278. vai ceder. Nesse conceito
  279. legal,
  280. consta nos seguintes termos é qualquer alteração das propriedades físicas,
  281. químicas e biológicas do meio ambiente, causado por qualquer forma de matéria
  282. ou energia resultantes das atividades humanas
  283. que, direta ou indiretamente, afetem a saúde,
  284. a segurança e o bem estar da população,
  285. as atividades sociais e econômicas,
  286. a biota, as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente,
  287. as qualidades dos recursos ambientais. Então é um conceito bem
  288. lá, na resolução Conama um, de oitenta e seis,
  289. a gente também tem um rol de atividades que são, quando
  290. consideradas
  291. como causadoras
  292. de significativo impacto ambiental. Então aquele gol
  293. já é o rock e já
  294. traz para
  295. o empreendedor
  296. a segurança de saber. Olha a minha atividade Costa, aqui,
  297. ela é considerada de significativo impacto.
  298. Tenho que ter
  299. fazer um estudo de impacto ambiental nesse caso concreto