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Concepções de Linguagem 26/05
LM
by
Luciana Mercês
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Updated May 26, 2020
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Olá pessoal!
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Boa noite!
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Tudo bem que vocês, Eu espero que esteja tudo bem
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bom, Hoje nós vamos dar continuidade a nossa reflexão sobre
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as concepções de linguagem e eu vou passar parte três
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do vídeo.
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Eu quero reforçar aqui para vocês, que nas próximas aulas
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eu vou trazer toda aquela nossa discussão inicial para passando
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por todas essas concepções de linguagem um e dois que
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eu já postei para vocês em aulas anteriores.
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Hoje eu só vou apresentar a terceira mesmo E nas
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próximas aulas, como eu disse, eu vou trazer todos esses
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elementos e fazer uma reflexão amarrando tudo isso que a
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gente já discutiu e refletir os textos que nós lemos
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E aí vocês vão compreender na conclusão como como todas
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essas partes estão quando está bom, então vamos lá.
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Nós estamos aqui no item três, linguagem como fator de
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interação. Já refletimos bastante sobre as outras concepções.
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Eu não vou me até a elas.
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Deixou só voltar aqui como instrumento de comunicação, mas não
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é isso que eu quero.
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Quero isso muito bem.
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Então, agora a gente vai pensar na linguagem mesmo, na
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sua, na vida da linguagem, na sociedade, como que ela
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é produtiva nas relações humanas.
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E como isso repercute hoje no ensino?
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Porque essaé a concepção da base nacional comum, curricular.
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Essa concepção de linguagem com a qual nós vamos trabalhar
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na escola está.
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Então vamos lá, bom nessa concepção, a línguaé o
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reflexo das relações sociais.
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Então, o queé que nós estamos falando aí de
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interação? Então elaé, sim um reflexo das relações sociais
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a língua.
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Ela se constitui em um processo de ininterrupto realizado através
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da interação verbal social entre os interlocutores, não sendo um
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sistema estável, de formas normativamente idênticas.
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Então a língua no uso no cotidiano, ela nãoé
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previsível, ela está sempre ali, se renovando.
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Então eu já falei para vocês sexta feira a palavra
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sexta feiraé um substantivo, mas no uso ela pode
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até ser um verbo quando a gente fala.
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Se estou, né?
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Então, olha aí, comoé queé dinâmico esse processo
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interativo e na linguagem Bom eu estou passando para vocês.
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Esses esquemas e lendo para que vocês possam, depois ver
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com mais calma e refletir mais profundamente.
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Se quiserem rever, não pode parar o vídeo nos pontos
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de que vocês têm o maior interesse.
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E aí para estudar com mais calma.
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Mas aqui eu vou correr mesmo para que o nosso
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tempoé limitado.
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Não quero colocar um vídeo muito grande, até porque depois
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para baixá lo lá no YouTube, demora muito mais, muito
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mais complicado.
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Então, vamos lá.
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Continuando nessa concepção, ou sujeitos são vistos como agentes sociais.
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Então, eles estão lá.
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Eles atuam na sociedade, Eles são ativos na sociedade.
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É por meio de diálogos entre os indivíduos, que ocorrem
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as trocas de experiências e conhecimento.
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Olha, comoé importante isso, as trocas, nosso encontro com
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o conhecimento, a nossa assimilação do conhecimento, como ele se
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torna significativo para nós tudo isso vem através do diálogo,
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dessa interação do discurso.
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Então, olha comoé importante essa concepção de linguagem.
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Muito bem.
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As situações ou ideais do meio social são responsáveis por
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determinar como serão produzidos os denunciadosà formação da expressão.
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Depende das condições sociais.
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Assim temos o social interferindo no individual.
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Então essa troca muito rica, muito profunda.
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Que moda também a sociedade e as pessoas.
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Então, continuando a nesse contexto, nessa concepção de linguagem, ela
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se repercutiu na escola de uma determinada maneira.
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Então, a escola, hoje ela tem uma proposta de trabalho
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com as línguas, seguindo civis que estou apresentando para vocês
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nessa terceira concepção de linguagem.
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Então, nesse contexto, a missão da escola, nessa concepção, ela
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vai se desdobrar, por exemplo, nesses pontos que eu vou
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apresentar para vocês aqui.
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Veja nessa concepção, a preocupação básica do ensino de língua
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maternaé levar o aluno não apenas ao conhecimento da
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gramática da sua língua, mais sobretudo ao desenvolvimento da capacidade
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de refletir de maneira crítica sobre o mundo que o
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seca, em especial sobre a utilização da língua como instrumento
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de interação social.
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Então, a escola vai levar o aluno ficar estimular o
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aluno a ficar proficiente num uso cada vez mais sofisticado
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da linguagem a favor dele e não ficar só preso
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a um estudo gramatical previsível de normas.
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Agora, essas normas elas têm que elas têm que ter
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uma ponte com a realidade do aluno.
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Então essa interação, que todo esse conhecimento gramatical normativo pode
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ser aproveitado, que vai ter um valor, um sentido, o
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uso para o aluno.
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Então, continuando a bom aqui, outro ponto que a gente
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tem que considerar na concepção de a lógica de linguagem,
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tão da interação, queé o que nós estamos falando,
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que o discurso se manifesta por meio de textos.
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Agoraé importante a gente saber que texto nãoé
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só o texto escrito, como eu já disse anteriormente Imagem
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Som Hoje nossa internet tem múltiplas formas de comunicação e
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de texto, entãoé texto nesse sentido.
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Então voltando lá bom, o texto passa a ser considerado
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o próprio lugar da interação e os interlocutores como sujeitos
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ativos que ideologicamente nele se constroem e são construídos.
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Então, realmente a partir da interação que os sujeitos vão
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se apropriando dos conhecimentos e vão agregando a sua sua
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vida ao seu pensamento, muitas possibilidades, então o texto permite
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isso. Agora, se eu fico só uma regra gramatical pela
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regra, eu só vou saber nomenclatura para que a gramática
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tem as nomenclaturas.
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Como eu disse, por exemplo, as dez classes gramaticais surge
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é desculpa, substantivo, adjetivo, numeral, proposição, pronome, interjeição, enfim, vários
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são dez.
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Então a gente não pode só focalizar o estudo de
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língua nessas categorias.
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Então a gente precisa ver aplicabilidade que elas têm para
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potencializar a comunicação e a presença desse aluno na sociedade,
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Como que ele pode transitar, os seus discursos, a sua
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fala, sua escrita, a sua ação no mundo fazendo uso
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de uma linguagem que pode ser levada ao desenvolvimento.
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Como eu disse a ser mais sofisticada a escola, ela
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vai trabalhar nessa perspectiva dialógica, como está dizendo aí então
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neles eles se constroem, são construídos.
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É mais do que saber interpretar um texto,é saber
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interpretar os discursos, a sociedade, se mesmo assim mesmo, para
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formar uma, um posicionamento, formar uma visão de mundo.
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Entãoé nesse sentido que a escola está caminhando quando
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pensa em linguagem.
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Comoé que eu vou trabalhar com língua, com linguagem?
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Então a língua portuguesa, elaé uma forma de linguagem.
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Comoé que você vai trabalhar isso na escola?
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Qualé a base teórica?
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Então essa base da interação, do diálogo, do discurso, do
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texto que estou falando aqui para vocês?
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Então outro ponto a destacar o textoé visto como
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um lugar de interação porque a partir dele que o
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professor e o aluno interagem e trocam informações.
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O significado do enunciado não está nem no texto nem
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na mente do leitor, masé constituído na interação entre
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eles, Certo.
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Nesta concepção, o indivíduo emprega linguagem não só para expressar
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o pensamento ou para transmitir conhecimentos, mas também para agir
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atuar sobre outro e sobre o mundo.
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Então, que tem que acontecer uma sala de aula de
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língua portuguesa.
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Comoé que ela tem que ser orientada para promover
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essa reflexão, esse diálogo nessa interação?
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Porque a partir dessa interação que vai acontecer tudo isso,
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não adianta Só você chega.
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Apareceu a única, ela faça uma redação na minhas férias.
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A ele vai descrever aquilo que particularmente aconteceu com ele,
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fica sentadinho que tinha lá e pronto, acabou não.
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Esse aluno, ele vai ser ativo.
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Realmente ele jáé, né?
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Então, na verdade, a gente vai aproveitar tudo isso, que
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o aluno jáé comunicativo.
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Ele conversa, ele sabe.
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Eleé super dinâmico.
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Então, em vez de você pegar e matar essa potencialidade
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do jovem, você vai aproveitar isso em benefício dele mesmo.
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Aí você vai trazê-lo para o discurso.
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Você vai, vai participar Você vai estar lá também.
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Nessa discussão, você vai interagir com o seu aluno, você
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vai dar voz, mas também vai ser uma voz importante
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para ele nesse processo.
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E aí desse encontroé que vai acontecer.
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Então, comoé que vai ser salvo?
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É claro que vai ser uma aula mais movimentada do
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que a gente foi na nossa referência,é de um
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ensino tradicional, que não dá nem mais para ser replicado
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hoje na sociedade não comporta mais isso.
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Então, comoé que a gente tem que fazer?
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A gente tem que aproveitar o que ele tem em
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benefício dele mesmo.
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Então vamos lá nesta concepção.
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Indivíduo emprega linguagem não só para expressar o pensamento para
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transmitir conhecimentos, mas também para agir, Atuar a vendaé
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muito importante essa palavra agir atuar, queé o que
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realmente vai acontecer eé aquilo que eles mesmos esperam
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de um conhecimento, um estudo mais significativo.
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Então, outro ponto importante deve se aguardar o texto não
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mais como um momento, uma unidade fechada, acabada em si,
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mas sim como uma dimensão discursiva, considerando em suas múltiplas
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situações de interlocução como resultado de trocas entre os sujeitos
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situados em um contexto determinado.
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Então, você vai levar trazer elementos da sociedade que ocorre
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em reflexões.
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Vai confrontar o antigo com o novo.
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Então, tudo isso vai entrar nessa interação com o aluno,
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muito importante para ele formar um posicionamento.
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Então que conclusão que a gente pode chegar pensando mais
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profundamente na escola, comoé que vai ser isso na
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escola na sala de aula, comoé o ensino a
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partir dessa concepção, como que vai ser o ensino de
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língua portuguesa na escola?
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A partir dessa concepção, bom, o ensino, a partir da
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concepção dialógica integracionista da língua, direciona a prática pedagógica a
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encarar a pluralidade dos discursos.
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Então o primeiro lugar você vai ter que trazer toda
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essa pluralidade de discursos e isso vai ser muito rico
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para o aluno.
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Depois oportuniza o aluno, o domínio das habilidades de uso
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da língua em situações concretas da interação de forma entender
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e produzir textos e a perceber as diferenças entre uma
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forma de expressão e outra.
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Se ela não vai ter que conseguir transitar do informal
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para o formal, quando foi necessário, ele vai ter que
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ter essa habilidade.
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Então isso a escola vai estimular colocando textos os gêneros
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textuais que nós temos lá.
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Então o texto dissertativo argumentativo carta depois nós temos também
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de texto publicitário.
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Então você vai apresentando as várias formas de texto, desde
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o dia um informal para o mais formal currículo.
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Então nós vamos treinar tudo isso sem descartar os mais
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comuns. Muito pelo contrário, você vai aproveitar os textos mais
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informais? Você pode confrontar, compara.
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E aí eles conseguem ver mais claramente, a partir dessa
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oposição, as características que cada um deles tem.
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Entãoé muito importante aí, Então ele vai entender, produzir
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textos, perceber as diferenças entre uma e outra forma de
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expressão. Ele tem que ter essa percepção, desenvolve.
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