Concepções de Linguagem 26/05

LM
by Luciana Mercês1 view·Updated May 26, 2020

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  1. Olá pessoal!
  2. Boa noite!
  3. Tudo bem que vocês, Eu espero que esteja tudo bem
  4. bom, Hoje nós vamos dar continuidade a nossa reflexão sobre
  5. as concepções de linguagem e eu vou passar parte três
  6. do vídeo.
  7. Eu quero reforçar aqui para vocês, que nas próximas aulas
  8. eu vou trazer toda aquela nossa discussão inicial para passando
  9. por todas essas concepções de linguagem um e dois que
  10. eu já postei para vocês em aulas anteriores.
  11. Hoje eu só vou apresentar a terceira mesmo E nas
  12. próximas aulas, como eu disse, eu vou trazer todos esses
  13. elementos e fazer uma reflexão amarrando tudo isso que a
  14. gente já discutiu e refletir os textos que nós lemos
  15. E aí vocês vão compreender na conclusão como como todas
  16. essas partes estão quando está bom, então vamos lá.
  17. Nós estamos aqui no item três, linguagem como fator de
  18. interação. Já refletimos bastante sobre as outras concepções.
  19. Eu não vou me até a elas.
  20. Deixou só voltar aqui como instrumento de comunicação, mas não
  21. é isso que eu quero.
  22. Quero isso muito bem.
  23. Então, agora a gente vai pensar na linguagem mesmo, na
  24. sua, na vida da linguagem, na sociedade, como que ela
  25. é produtiva nas relações humanas.
  26. E como isso repercute hoje no ensino?
  27. Porque essaé a concepção da base nacional comum, curricular.
  28. Essa concepção de linguagem com a qual nós vamos trabalhar
  29. na escola está.
  30. Então vamos lá, bom nessa concepção, a línguaé o
  31. reflexo das relações sociais.
  32. Então, o queé que nós estamos falando aí de
  33. interação? Então elaé, sim um reflexo das relações sociais
  34. a língua.
  35. Ela se constitui em um processo de ininterrupto realizado através
  36. da interação verbal social entre os interlocutores, não sendo um
  37. sistema estável, de formas normativamente idênticas.
  38. Então a língua no uso no cotidiano, ela nãoé
  39. previsível, ela está sempre ali, se renovando.
  40. Então eu já falei para vocês sexta feira a palavra
  41. sexta feiraé um substantivo, mas no uso ela pode
  42. até ser um verbo quando a gente fala.
  43. Se estou, né?
  44. Então, olha aí, comoé queé dinâmico esse processo
  45. interativo e na linguagem Bom eu estou passando para vocês.
  46. Esses esquemas e lendo para que vocês possam, depois ver
  47. com mais calma e refletir mais profundamente.
  48. Se quiserem rever, não pode parar o vídeo nos pontos
  49. de que vocês têm o maior interesse.
  50. E aí para estudar com mais calma.
  51. Mas aqui eu vou correr mesmo para que o nosso
  52. tempoé limitado.
  53. Não quero colocar um vídeo muito grande, até porque depois
  54. para baixá lo lá no YouTube, demora muito mais, muito
  55. mais complicado.
  56. Então, vamos lá.
  57. Continuando nessa concepção, ou sujeitos são vistos como agentes sociais.
  58. Então, eles estão lá.
  59. Eles atuam na sociedade, Eles são ativos na sociedade.
  60. É por meio de diálogos entre os indivíduos, que ocorrem
  61. as trocas de experiências e conhecimento.
  62. Olha, comoé importante isso, as trocas, nosso encontro com
  63. o conhecimento, a nossa assimilação do conhecimento, como ele se
  64. torna significativo para nós tudo isso vem através do diálogo,
  65. dessa interação do discurso.
  66. Então, olha comoé importante essa concepção de linguagem.
  67. Muito bem.
  68. As situações ou ideais do meio social são responsáveis por
  69. determinar como serão produzidos os denunciadosà formação da expressão.
  70. Depende das condições sociais.
  71. Assim temos o social interferindo no individual.
  72. Então essa troca muito rica, muito profunda.
  73. Que moda também a sociedade e as pessoas.
  74. Então, continuando a nesse contexto, nessa concepção de linguagem, ela
  75. se repercutiu na escola de uma determinada maneira.
  76. Então, a escola, hoje ela tem uma proposta de trabalho
  77. com as línguas, seguindo civis que estou apresentando para vocês
  78. nessa terceira concepção de linguagem.
  79. Então, nesse contexto, a missão da escola, nessa concepção, ela
  80. vai se desdobrar, por exemplo, nesses pontos que eu vou
  81. apresentar para vocês aqui.
  82. Veja nessa concepção, a preocupação básica do ensino de língua
  83. maternaé levar o aluno não apenas ao conhecimento da
  84. gramática da sua língua, mais sobretudo ao desenvolvimento da capacidade
  85. de refletir de maneira crítica sobre o mundo que o
  86. seca, em especial sobre a utilização da língua como instrumento
  87. de interação social.
  88. Então, a escola vai levar o aluno ficar estimular o
  89. aluno a ficar proficiente num uso cada vez mais sofisticado
  90. da linguagem a favor dele e não ficar só preso
  91. a um estudo gramatical previsível de normas.
  92. Agora, essas normas elas têm que elas têm que ter
  93. uma ponte com a realidade do aluno.
  94. Então essa interação, que todo esse conhecimento gramatical normativo pode
  95. ser aproveitado, que vai ter um valor, um sentido, o
  96. uso para o aluno.
  97. Então, continuando a bom aqui, outro ponto que a gente
  98. tem que considerar na concepção de a lógica de linguagem,
  99. tão da interação, queé o que nós estamos falando,
  100. que o discurso se manifesta por meio de textos.
  101. Agoraé importante a gente saber que texto nãoé
  102. só o texto escrito, como eu já disse anteriormente Imagem
  103. Som Hoje nossa internet tem múltiplas formas de comunicação e
  104. de texto, entãoé texto nesse sentido.
  105. Então voltando lá bom, o texto passa a ser considerado
  106. o próprio lugar da interação e os interlocutores como sujeitos
  107. ativos que ideologicamente nele se constroem e são construídos.
  108. Então, realmente a partir da interação que os sujeitos vão
  109. se apropriando dos conhecimentos e vão agregando a sua sua
  110. vida ao seu pensamento, muitas possibilidades, então o texto permite
  111. isso. Agora, se eu fico só uma regra gramatical pela
  112. regra, eu só vou saber nomenclatura para que a gramática
  113. tem as nomenclaturas.
  114. Como eu disse, por exemplo, as dez classes gramaticais surge
  115. é desculpa, substantivo, adjetivo, numeral, proposição, pronome, interjeição, enfim, vários
  116. são dez.
  117. Então a gente não pode só focalizar o estudo de
  118. língua nessas categorias.
  119. Então a gente precisa ver aplicabilidade que elas têm para
  120. potencializar a comunicação e a presença desse aluno na sociedade,
  121. Como que ele pode transitar, os seus discursos, a sua
  122. fala, sua escrita, a sua ação no mundo fazendo uso
  123. de uma linguagem que pode ser levada ao desenvolvimento.
  124. Como eu disse a ser mais sofisticada a escola, ela
  125. vai trabalhar nessa perspectiva dialógica, como está dizendo aí então
  126. neles eles se constroem, são construídos.
  127. É mais do que saber interpretar um texto,é saber
  128. interpretar os discursos, a sociedade, se mesmo assim mesmo, para
  129. formar uma, um posicionamento, formar uma visão de mundo.
  130. Entãoé nesse sentido que a escola está caminhando quando
  131. pensa em linguagem.
  132. Comoé que eu vou trabalhar com língua, com linguagem?
  133. Então a língua portuguesa, elaé uma forma de linguagem.
  134. Comoé que você vai trabalhar isso na escola?
  135. Qualé a base teórica?
  136. Então essa base da interação, do diálogo, do discurso, do
  137. texto que estou falando aqui para vocês?
  138. Então outro ponto a destacar o textoé visto como
  139. um lugar de interação porque a partir dele que o
  140. professor e o aluno interagem e trocam informações.
  141. O significado do enunciado não está nem no texto nem
  142. na mente do leitor, masé constituído na interação entre
  143. eles, Certo.
  144. Nesta concepção, o indivíduo emprega linguagem não só para expressar
  145. o pensamento ou para transmitir conhecimentos, mas também para agir
  146. atuar sobre outro e sobre o mundo.
  147. Então, que tem que acontecer uma sala de aula de
  148. língua portuguesa.
  149. Comoé que ela tem que ser orientada para promover
  150. essa reflexão, esse diálogo nessa interação?
  151. Porque a partir dessa interação que vai acontecer tudo isso,
  152. não adianta Só você chega.
  153. Apareceu a única, ela faça uma redação na minhas férias.
  154. A ele vai descrever aquilo que particularmente aconteceu com ele,
  155. fica sentadinho que tinha lá e pronto, acabou não.
  156. Esse aluno, ele vai ser ativo.
  157. Realmente ele jáé, né?
  158. Então, na verdade, a gente vai aproveitar tudo isso, que
  159. o aluno jáé comunicativo.
  160. Ele conversa, ele sabe.
  161. Eleé super dinâmico.
  162. Então, em vez de você pegar e matar essa potencialidade
  163. do jovem, você vai aproveitar isso em benefício dele mesmo.
  164. Aí você vai trazê-lo para o discurso.
  165. Você vai, vai participar Você vai estar lá também.
  166. Nessa discussão, você vai interagir com o seu aluno, você
  167. vai dar voz, mas também vai ser uma voz importante
  168. para ele nesse processo.
  169. E aí desse encontroé que vai acontecer.
  170. Então, comoé que vai ser salvo?
  171. É claro que vai ser uma aula mais movimentada do
  172. que a gente foi na nossa referência,é de um
  173. ensino tradicional, que não dá nem mais para ser replicado
  174. hoje na sociedade não comporta mais isso.
  175. Então, comoé que a gente tem que fazer?
  176. A gente tem que aproveitar o que ele tem em
  177. benefício dele mesmo.
  178. Então vamos lá nesta concepção.
  179. Indivíduo emprega linguagem não só para expressar o pensamento para
  180. transmitir conhecimentos, mas também para agir, Atuar a vendaé
  181. muito importante essa palavra agir atuar, queé o que
  182. realmente vai acontecer eé aquilo que eles mesmos esperam
  183. de um conhecimento, um estudo mais significativo.
  184. Então, outro ponto importante deve se aguardar o texto não
  185. mais como um momento, uma unidade fechada, acabada em si,
  186. mas sim como uma dimensão discursiva, considerando em suas múltiplas
  187. situações de interlocução como resultado de trocas entre os sujeitos
  188. situados em um contexto determinado.
  189. Então, você vai levar trazer elementos da sociedade que ocorre
  190. em reflexões.
  191. Vai confrontar o antigo com o novo.
  192. Então, tudo isso vai entrar nessa interação com o aluno,
  193. muito importante para ele formar um posicionamento.
  194. Então que conclusão que a gente pode chegar pensando mais
  195. profundamente na escola, comoé que vai ser isso na
  196. escola na sala de aula, comoé o ensino a
  197. partir dessa concepção, como que vai ser o ensino de
  198. língua portuguesa na escola?
  199. A partir dessa concepção, bom, o ensino, a partir da
  200. concepção dialógica integracionista da língua, direciona a prática pedagógica a
  201. encarar a pluralidade dos discursos.
  202. Então o primeiro lugar você vai ter que trazer toda
  203. essa pluralidade de discursos e isso vai ser muito rico
  204. para o aluno.
  205. Depois oportuniza o aluno, o domínio das habilidades de uso
  206. da língua em situações concretas da interação de forma entender
  207. e produzir textos e a perceber as diferenças entre uma
  208. forma de expressão e outra.
  209. Se ela não vai ter que conseguir transitar do informal
  210. para o formal, quando foi necessário, ele vai ter que
  211. ter essa habilidade.
  212. Então isso a escola vai estimular colocando textos os gêneros
  213. textuais que nós temos lá.
  214. Então o texto dissertativo argumentativo carta depois nós temos também
  215. de texto publicitário.
  216. Então você vai apresentando as várias formas de texto, desde
  217. o dia um informal para o mais formal currículo.
  218. Então nós vamos treinar tudo isso sem descartar os mais
  219. comuns. Muito pelo contrário, você vai aproveitar os textos mais
  220. informais? Você pode confrontar, compara.
  221. E aí eles conseguem ver mais claramente, a partir dessa
  222. oposição, as características que cada um deles tem.
  223. Entãoé muito importante aí, Então ele vai entender, produzir
  224. textos, perceber as diferenças entre uma e outra forma de
  225. expressão. Ele tem que ter essa percepção, desenvolve.