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Introdução as Representações Sociais

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VITOR CAETANO

on 5 September 2015

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Transcript of Introdução as Representações Sociais

Introdução as Representações Sociais
Um rosto por trás da teoria
Um exemplo
Outro exemplo...
Complete a frase: Vice é o ...
Se você achou que é o Vasco, é porque talvez não tenha se dado ao trabalho de olhar a estatística histórica de confrontos com o Flamengo, se deixando influenciar pelos resultados recentes.
Segundo Moscovivi, esses exemplos, além de ilustrarem


"o papel e a influência da comunicação no processo da representação social, ilustra também a maneira como as representações se tornam senso comum. Elas entram para o mundo comum e cotidiano em que nós habitamos e discutimos com nossos amigos e colegas e circulam na mídia que lemos e olhamos.
Em síntese, as representações sustentadas pelas influências sociais da comunicação constituem as realidades de nossas vidas cotidianas e servem como o principal meio para estabelecer as associações com as quais nós nos ligamos uns aos outros." (Moscovici, 2013, p. 8 )


As RS's constituem um novo campo de conhecimento
E para melhor compreendê-lo, usaremos de uma metáfora biológica...
Amebas
Serge Moscovici
Durkhein
Piaget
Wundt
"Representações sociais, como teorias científicas, religiões, ou mitologias, são representações de alguma coisa ou de alguém."
(MOSCOVICI, 2013, p.106 )
Outro exemplo...
Este não é um cachimbo
Então este é?
São representações objetivadas de quem somos nós...
Reprodução de um quadro de René Magritte
Les deux mistéres
Há numerosas ciências que estudam a maneira como as pessoas tratam, distribuem e representam o conhecimento. Mas o estudo de como, e por que, as pessoas partilham o conhecimento e desse modo constituem sua realidade comum, de como eles transformam idéias em prática - numa palavra, o poder das idéias - é o problema especifico da psicologia social
(MOSCOVICI, 1990, apud, MOSCOVICI, 2013, p. 8 ).
"... nós somente experenciamos e percebemos um mundo em que, em um extremo, nós estamos familiarizados com coisas feitas pelos homens, representando outras coisas feitas pelos homens e, no outro extremo, com substitutos por estímulos cujos originais, seus equivalentes naturais, tais como partículas ou genes, nós nunca veremos." (MOSCOVICI, 2013, p. 32)
Representações coletivas
Representações individuais
E a obra que originou a teoria
"Todas as interações humanas, surjam elas entre duas pessoas ou entre dois grupos pressupõem representações. Na realidade é isso que as caracteriza."
(MOSCOVICI, 2013, p. 40)
Para Moscovici (2013, p.45), Piaget é o primeiro a caminhar nessa direção, quando realiza o estudo sobre a representação do mundo infantil
"Nós temos uma visão diferente dele"
Para Moscovici (2013, p, 45) a psicologia social deve considerar o conceito de representações sociais de um ângulo diferente.
Estando ou devendo estar pré-ocupada somente com a estrutura e a dinâmica das representações
Qual o lugar das representações em uma sociedade pensante?
Não mais entre as esferas sagradas e profanas das ciências...
Agora entre universos consensuais e reificados
(MOSCOVICI, 2013, p. 49)
Clov, o que há aí para me manter aqui?
Conversação, Hamm!
As ciências são os meios de compreensão do universo reificado
As representações sociais tratam com o universo consensual
O contraste entre esses dois universos possui (gera) um impacto psicológico (MOSCOVICI, 2013, p.52)
As representações sociais "devem ser vistas como uma "atmosfera" em relação ao indivíduo e ao grupo ... "
E são, "sob certos aspectos, específicas de nossa sociedade"
(MOSCOVICI, 2013, p. 53)
"Por que criamos nós essas representações?
Em nossas razões de criá-las , o que explica suas propriedades cognitivas? "
(MOSCOVICI, 2013, p.53)
Hipóteses tradicionais
Desiderabilidade
- uma pessoa ou grupo procurar criar imagens, construir sentenças que irão tanto revelar como ocultar suas intenções, sendo essas imagens e sentenças distorções subjetivas de uma realidade objetiva
Desequilíbrio

- Todas as ideologias, todas as concepções de mundo são meios para solucionar tensões psíquicas ou emocionais devidas a um fracasso ou a uma falta de integração social.
Controle
- Grupos criam representações para filtrar a informação que provém do meio ambiente e dessa maneira controlam o comportamento individual
Para Moscovici, embora tais hipóteses "não estejam totalmente desprovidas de verdade", estas demonstram "a fraqueza comum de serem demasiado gerais, pois não explicam porque tais funções devem ser satisfeitas por esse método de compreender e de comunicar e não por algum outro, como pela ciência ou a religião."
(MOSCOVICI, 2013, p.54)
Hipótese proposta por Moscovici
"A finalidade de todas as representações é tornar familiar algo não familiar, ou a própria não familiaridade"
(MOSCOVICI, 2013, p.54)
"Os universos consensuais são locais onde todos querem sentir-se em casa, a salvo de qualquer risco ou conflito. Tudo o que é dito ou feito ali, apenas confirma as crenças e as interpretações adquiridas, corrobora, mais do que contradiz, a tradição "
( MOSCOVICI, 2013, p. 54)
Processos que geram representações
Objetivação
Ancoragem
"Tenta ancorar ideias estranhas, reduzi-las a categorias e imagens comuns, colocá-las em um contexto familiar."
(MOSCOVICI, 2013, pp. 60 e 61)
"Transformar algo abstrato em algo quase concreto, transferir o que está na mente em algo que exista no mundo físico."
(MOSCOVICI, 2013, p.61)
"Ancorar é pois, classificar e dar nome a alguma coisa.
Coisas que não são classificadas e que não possuem nome são estranhas, não existentes e ameaçadoras"
(MOSCOVICI, 2013, p.61)
"O primeiro passo para superar essa resistência, em direção a conciliação de um objeto ou pessoa, acontece quando somos capazes de colocar esse objeto ou pessoa em uma determinada categoria, de rotulá-la com um nome conhecido."
(MOSCOVICI, 2013, p.62)
"A principal força de uma classe, o que a torna tão fácil de suportar, é o fato de ela proporcionar um modelo ou protótipo apropriado para representar a classe e uma espécie de amostra de fotos de todas as pessoas que supostamente pertençam a ela."(MOSCOVICI, 2013, p.63)
"Categorizar alguém ou alguma coisa significa escolher um dos paradigmas estocados em nossa memória e estabelecer uma relação positiva ou negativa com ele."
(MOSCOVICI, 2013, p. 63)
A Teoria das Representações Sociais (TRS) foi proposta no final da década de 50 por Serge Moscovici, psicólogo social romeno radicado na França. Sua obra, A Psicanálise, sua imagem e seu público (1961), tem como ponto de partida o conceito de “representações coletivas” de Émile Durkheim e seu objetivo era compreender como a teoria psicanalítica se disseminava de forma diferente nos diversos grupos sociais da cidade de Paris. O estudo foi motivado pela necessidade que o autor sentia em redefinir o campo de estudo da Psicologia Social.
Neste estudo Moscovici, ao mesmo tempo em que resgata, os conceitos durkheiminianos ele também os critica à luz das simbologias sociais.
Moscovici concebe que é na interação com os seus pares que os indivíduos promovem suas trocas simbólicas influenciando a construção do conhecimento compartilhado (cultura).
Os conhecimentos elaborados e partilhados pela sociedade através das representações de distintos grupos sociais são considerados, também, conhecimentos do senso comum ou naturais e, segundo a TRS, são aceitos e assimilados pela maior parte dos indivíduos.
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
INSTITUTO DE APLICAÇÃO FERNANDO RODRIGUES DA SILVEIRA
PROGRAMA DE PÓS- GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO BÁSICA
DISCIPLINA: ABORDAGENS REPRESENTACIONAIS: SUBSÍDIOS
E FUNDAMENTAÇÕES PARA PROJETOS ESCOLARES.
PROFESSORES: ANDREA DA PAIXÃO FERNANDES E LINCOLN TAVARES SILVA
ALUNOS: CHEILA DIAS DOS SANTOS E VITOR CAETANO

"fiel a tradição aristotélica, e kantiana, possui uma concepção bastante estática das representações." Em sua teoria, "representações são como o adensamento da neblina, ou, em outras palvras, elas agem como suporte para muitas palavras ou ideias - como as camadas de uma ar estagnado na atmosfera da sociedade, do qual se diz que pode ser cortado com uma faca."
(MOSCOVICI, 2013, p. 47)
"O que proponho fazer é considerar como um fenômeno o que era antes visto como um conceito"
(MOSCOVICI, 2013, p. 45)
" O fato central sobre as interações humanas escreveu Asch, é que elas são acontecimentos, que elas estão psicologicamente representadas em cada um dos articipantes" (MOSCOVICI, 2013, p. 40 )
Como estudá-las?
Estudando as circunstâncias em que os grupos se comunicam, tomam decisões e procuram tanto revelar como esconder algo.
Estudando suas ações e crenças, isto é suas ideologias, ciências e representações.
Rejeitando a concepção que acredita ser dominante nas ciências humanas de que uma sociedade não pensa, ou se pensa esse não é um atributo seu.
Negar que uma sociedade pense pode assumir duas formas diferentes: (p.44)
Afirmar que nossas mentes são pequenas caixas pretas dentro de uma caixa preta maior que simplesmente recebe informações, para transformá-los em gestos, juízos, etc.
Assegurar que grupos e pessoas estão sempre e completamente sob controle de uma ideologia dominante.
Moscovici rebate:
"O que estamos sugerindo pois, é que pessoas e grupos, longe de serem receptores passivos pensam por si mesmos, produzem e comunicam incessantemente suas próprias e específicas representações e soluções às questões que eles mesmos colocam... Os acontecimentos, as ciências e as ideologias apenas lhs fornecem o alimento para o pensamento."
(MOSCOVICI, 2013, p.45 )
Quando estudamos representações sociais nós estudamos o ser humano, enquanto ele faz perguntas e procura respostas ou pensa e não enquanto ele processa informação, ou se comporta.
Mais precisamente enquanto seu objetivo não é comportar-se, mas compreender. (p. 43)
"No universo reificado , a sociedade é transformada em um sistema de entidades sólidas, básicas, invariáveis , que são indiferentes à individualidade e não possuem identidade."
(MOSCOVICI, 2013, p. 50)
"Esta sociedade ignora a si mesma e a suas criações, que ela vê como objetos isolados, tais como pessoas, ideias, ambientes e atividades."
(MOSCOVICI, 2013, p.50 )
"Em um universo consensual a sociedade é vista como um grupo de pessoas que são iguais e livres, cada um com possibilidade de falar em nome do grupo e sob seu auspício."
(MOSCOVICI, 2013, p. 50)

O universo reificado estabelece "um mapa das forças, dos objetos e acontecimentos que são independente de nossos desejos e fora de nossa consciência e aos quais nós devemos reagir de modo imparcial e submisso."
(MOSCOVICI, 2013, p.52)
"As representações, por outro lado, restauram a consciência coletiva e lhe dão forma, explicando os objetos de tal modo que eles se tornam acessíveis a qualquer um e coincidem com nossos interesses imediatos."
(MOSCOVICI, 2013, p.52)
Esses mundos são institucionalizados nos clubes, associações e bares de hoje, como eles foram nos "salões" e academias do passado. O que eles fazem prosperar é a arte declinante da conversação... As regras dessa arte mantêm todo um complexo de ambiguidades e convenções, sem o qual a vida social não poderia existir.

O Familiar
E o não Familiar
Protótipos
Ancorar implica também estabelecer a "prioridade do veredicto sobre o julgamento e do predicado sobre o sujeito." (MOSCOVICI, 2013, p. 64)
"Quando nós classificamos, nós sempre fazemos comparações com um protótipo, sempre nos perguntamos se o objeto comparado é normal, ou anormal, em relação a ele e tentamos responder a questão:
"É ele como deve ser, ou não?""
(MOSCOVICI, 2013, p.66)
"Essa discrepância tem consequências práticas. Pois, se minhas observações estão corretas, então todos nossos "preconceitos", sejam nacionais, raciais, geracionais ou quaisquer que alguém tenha, somente podem ser superados pela mudança de nossas representações sociais da cultura, da "natureza humana" e assim por diante..."
"Se por outro lado, é a visão dominante que e a correta, então a única coisa que precisamos fazer é persuadir os grupos ou indivíduos contrários, que eles possuem uma quantidade enorme de características em comum e com isso nós nos livramos de classificações profundas e rápidas e de estereótipos mútuos."
(MOSCOVICI, 2013, p.66)

Que tal um exemplo?
"Objetivação une a ideia de não familiaridade com a de realidade, torna-se a verdadeira essência da realidade"
(MOSCOVICI, 2013, p.71)
"Objetivar é descobrir a qualidade icônica de uma ideia, ou ser impreciso; é reproduzir um conceito em uma imagem."
(MOSCOVICI, 2013, p.71 e 72)
A existência de um "enorme estoque de palavras, que se refere a objetos específicos, está em circulação em toda a sociedade e estamos sob constante pressão para provê-los com sentidos concretos equivalentes.
Desde que suponhamos que as palavras falam sobre "nada", somos obrigados a ligá-las a algo, a encontrar equivalentes não verbais."
(MOSCOVICI, 2013, p.72)
"Mas nem todas as palavras que constituem esse estoque, podem ser ligadas a imagens, seja porque não existem imagens , seja porque não existem imagens suficientes facilmente acessíveis, seja porque as imagens que são lembradas são tabus."
(MOSCOVICI, 2013, p.72)
Referências

MOSCOVICI, Serge.
Representações sociais: investigações em psicologia social.
Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

Introdução - O Poder das ideias (p. 7 - 28) e
Capítulo 1 - O fenômeno das representações sociais (p. 29 - 110)
(MOSCOVICI, 2013, pp. 7 e 8)
(MOSCOVICI, 2013, pp. 32 e 33)
Para Moscovici, Durkheim,
"As representações sociais devem ser vistas como uma maneira específica de compreender e comunicar o que nós já sabemos. Elas ocupam, com efeito, uma posição curiosa, em algum ponto entre conceitos, que têm como seu objetivo abstrair sentido do mundo e introduzir nele ordem e percepções, que reproduzam o mundo de forma significativa."
(MOSCOVICI, 2013, p. 47)
"Fenômenos que necessitam ser descritos e explicados... fenômenos específicos que estão relacionados com um modo particular de compreender e de se comunicar - um modo que cria tanto realidade, como o senso comum."
(MOSCOVICI, 2013, p. 49)
A Era das Representações
"adquirem uma vida própria, circulam, se encontram, se atraem e se repelem e dão oportunidade ao nascimento de novas representações, enquanto velhas representações morrem." (MOSCOVICI, 2013, p.41)
Segundo Moscovici, tais representações não são criadas por um indivíduo isoladamente, mas uma vez criadas
O que é uma sociedade pensante?
"Não existe fumaça sem fogo
ou onde há fumaça, há fogo."
Causalidade
Atribuições e Representações sociais
Considerado um problema crucial para o entendimento das representações sociais
Segundo Moscovici (2013, p.78), Farr (1977) já havia mostrado com acerto que a maneira como concebemos algo para nós mesmos e como descrevemos para os outros, estão de algum modo relacionadas.

Já Moscovici busca enfocar o problema de um ângulo diverso daquele abordado pelos colegas americanos, no que tange o conceito da atribuição, já que estes estariam preocupados, principalmente, "na maneira como nós atribuímos causalidade às pessoas ou coisas que nos rodeiam."
(MOSCOVICI, 2013, p. 79)
Para Moscovici, os psicólogos americanos, baseiam suas investigações na teoria da Atribuição, concebendo os seres humanos como estatísticos, que buscam "estabelecer a coerência da informação que recebemos do meio ambiente."
(MOSCOVICI, 2013, p.79 )
A teoria defendida por tais psicólogos, concebem um ser humano dotade de um pensamento estatístico, onde "todas as ideias e imagens que percebemos, que nos são apresentadas pela sociedade, passariam pelo crivo estatístico do pensamento humano, em um processo de enquadramento...
Para Moscovici há um imperativo, que se traduz na "necessidade de decodificação de todos os signos existentes em nosso ambiente social e que nós não podemos deixar sós, até que seu sentido, o fogo escondido, não tenha sido localizado."
(MOSCOVICI, 2013, p.80 )
Para Moscovici,
Nosso pensamento é bicausal
Estabelecemos uma relação entre..
Causa e Efeito
Fins e Meios
Causalidade
Primária
Secundária
- (MOSCOVICI, 2013, p.54)
"A neutralidade é proibida... cada objeto e ser devem possuir um valor positivo ou negativo e assumir um determinado lugar em uma clara escala de valores."
(MOSCOVICI, 2013, p.62)
O mais branco
O mais preto
Quando a imagem é totalmente assimilada e o que é percebido substitui o que é concebido,
"a imagem deixa de ser um signo e torna-se a réplica da realidade, um simulacro, no verdadeiro sentido da palavra.
A noção, pois, ou a entidade da qual ela proveio, perde seu caráter abstrato, arbitrário e adquire uma existência quase física, independente. Ela passa a possuir a autoridade de um fenômeno natural."
(MOSCOVICI, 2013, p.74)
Algumas delas se adequam a esta formatação e são legitimadas, "ofuscando a nossa percepção da realidade". No entanto a maior parte delas não se adequam a esta formatação sendo por isso, pura e simplismente ignoradas."
(MOSCOVICI, 2013, p.79 )
Agimos sob dois conjuntos diferentes de motivações
Diferindo da teoria da atribuição
"Quando um fenômeno se repete, nós estabelecemos uma correlação entre nós mesmos e ele, e então encontramos alguma explicação significativa que sugere a existencia de uma regra ou lei, ainda não descoberta.
... a transição da correlação para explicação não é estimulada por nossa percepção da correlação pela repetição dos acontecimentos, mas por nossa percepção de uma discrepância entre esta correlação e outras, entre o fenômeno que nós percebemos eo que nós temos que prever, ntre um específico e um protótipo, entre a exceção e a regra; na verdade... entre o familiar e o não familiar"
(MOSCOVICI, 2013, p.80 e 81)
Imagens: Openclipart <www.openclipart.org>
Google

Em seu livro, Kuhn também apresenta diferentes exemplos históricos para ilustrar essa questão. Um deles é a descoberta por acidente dos raios X, feita por Roentgen. Tal situação ocorreu quando Roentgen, se viu obrigado a interromper uma investigação normal sobre os raios catódicos “ao notar que uma tela de cianeto de platina e bário, colocada a uma certa distância de sua aparelhagem protetora brilhava quando se produzia uma descarga”.
Diante do efeito que se apresentava Roentgen assumiu uma postura inicial de negação diante do fenômeno e daqueles resultados completamente inesperados. Quando confrontado com tais estímulos estava preparado para ver como os seus pares. Tal comportamento se justificava por conta do alinhamento das convicções de Roentgen com os paradigmas compartilhados por sua comunidade, o que de certa forma atuavam como guia do seu olhar para ver certas coisas e ignorar outras.
Foram necessárias sete semanas de investigações posteriores, nas quais Roentgen raramente deixou o laboratório, para que então reconhecesse o fenômeno e criasse um novo modelo para explicar o fato, levando em conta a existência dos raios X, até então desconhecidos, mas antes culpou os instrumentos e pôs em dúvida seus procedimentos. Antes de anunciar a sua descoberta, Roentgen tivera que convencer primeiro a si mesmo que os efeitos ali observados não se deviam aos raios catódicos, mas sim a um outro agente dotado de alguma semelhança com a luz.
Os raios X foram recebidos não só com surpresa, mas também provocaram um choque na comunidade. Lorde Kelvin, um importante cientista da época, considerou a descoberta um embuste de laboratório, mas as provas de Roentgen eram bastantes consistentes. O mais importante é que esta descoberta abriu um novo campo de estudos, ampliando os domínios potenciais da ciência normal.
Tal descoberta somente se concretizou quando Roentgen escolheu mudar as regras do jogo interpretativo, transpor os limites rígidos definidos pela comunidade e re significar os dados que se apresentavam diante de seus olhos. Se não houvesse feito isto, poderia ter abdicado da descoberta em favor da manutenção da tradição, simplesmente ignorando o fato, já que a tal placa de bário estava em um local onde não deveria estar. Por certo um outro o faria e Roentgen teria cedido o seu lugar na história. (Kuhn, 1991, pp.83 - 85)
Aquela para qual nos voltamos espontaneamente, dependente de finalidades
"Mesmo quando nosso carro não funciona, ou o aparelho que estamos usando no lanoratório naõs funciona, de nada nos adianta pensar que o carro "não quer" andar, que o aparelho irritado se "recusa a colaborar"... Tudo o que as pessoas fazem, ou dizem, cada contratempo normal, parece ter um sentido, intenção ou propósito ocultos que tentamos descobrir."
pp. 81 e 82
Não é espontânea, é uma causalidade eficiente.
"Ditada por nossa educação, nossa linguagem, nossa visão científica do mundo e tudo isso nos leva a desvestir as ações, conversações e fenômenos do mundo exterior, de sua porção de intencionalidade e responsabilidade considerá-los como dados experimentais, que devem ser vistos imparcialmente."
p.82
"Por um lado, pelo fato de procurar uma ordem subjetiva, por detrás dos fenômenos aparentemente objetivos, o resultado será uma INFERÊNCIA, por outro lado, pelo fato de procurarmos uma ordem objetiva por detrás de fenômenos aparentemente subjetivos, o resultado será uma ATRIBUIÇÃO.
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