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Frei Luis de Sousa

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by

Marta Caferra

on 9 February 2014

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Transcript of Frei Luis de Sousa

Tempo
A ação dramática de Frei Luís de Sousa acontece em 1599, durante o domínio filipino, 21 anos após a batalha de Alcácer Quibir. A ação remete ao final do século XVI, embora a descrição do cenário do primeiro Acto se refira à "elegância" portuguesa dos princípios do século XVII. O texto é, porém, escrito no século XIX, acontecendo a primeira representação
em 1843.
Frei Luís de Sousa
Obra
Na obra de Almeida Garret, consegue-se distinguir o homem social do homem interior, através dos temas do remorso, do desabafo e do reconhecimento. Os grandes temas da sua obra dramática são a liberdade ou a morte, o confronto entre o passado e o presente, a paixão como forma de pecado, a renúncia, a religião e ainda um patriotismo exagerado.
Ação
A ação é desenvolvida de acordo com um esquema estrutural que se repete em cada ato. Divide-se em três fases distintas:
1. Um momento de exposição, em que são apresentados através das falas os acontecimentos passados que motivam a situação que se encontram;
2. Um momento de conflito em que se dá o desenvolvimento da ação propriamente dita;
3. O desenlace e o desfecho, originado pelos dois acontecimentos anteriores.

Espaço
Acto I – A ação desenrola-se numa sala do Palácio de Manuel de Sousa Coutinho onde predomina a elegância e o luxo. Neste espaço ostenta também a felicidade, ainda que aparente.
Acto II: O segundo acto revela-nos o interior do palácio de D.João de Portugal, situado em Almada.
Acto III: A ação do último acto tem lugar na parte baixa do palácio de D. João de
Portugal que comunica, por uma porta,
com a capela da Senhora
da Piedade.
Autor
Almeida Garret nasceu a 4 de fevereiro de 1799, no Porto, e faleceu a 9 de dezembro de 1854, em Lisboa.
Foi um escritor e dramaturgo romântico, orador, par do reino, ministro e secretário de estado honorário português. E ainda uma das principais figuras da literatura portuguesa tendo sido um grande impulso para o Teatro português.
Manuel de Sousa Coutinho
"Eu não tenho ciúmes de um passado que não me pertencia. E o presente, esse é meu, meu só, todo meu, querida Madalena."

Acto I; cena VIII, fala 5.
A obra pretende mostrar-nos
que a dimensão humana ultrapassa as fronteiras nacionais, pois nela encontramos espelhada a relação, sempre atual, entre o homem e a sociedade, numa perspetiva de interação entre estes dois agentes que criam a realidade.

Uma criança inocente perde a sua vida, demonstrando o quão alguém pode ser vitimizado pela sociedade; e um casal, que demonstra amar-se acima de tudo sofre uma enorme quebra por não se conseguir encaixar naquilo que devem ser os
padrões da sociedade.
Dentro das suas obras (Um Auto de Gil Vicente, D. Filipa de Vilhena ou Viagens na minha Terra, por exemplo) iremos apresentar e aprofundar
Frei Luís de Sousa
.
Personagens
A caracterização das personagens da obra relaciona-se com o contexto epocal em que a obra foi escrita e com a tipologia da mesma. Assim, D. Madalena, Manuel de Sousa Coutinho, Maria e Telmo apresentam características que poderão ser consideradas românticas, enquanto Frei Jorge se aproxima do modelo clássico (por representar a influencia do raciocínio sobre os sentimentos).
Madalena
Maria
D. João de Portugal
Telmo Pais
Frei Jorge
Irmão de Manuel Coutinho, é um frade dominicano. Impõe durante a obra uma certa racionalidade tentando manter o equilíbrio no meio da família angustiada e desfeita. Distingue-se pela serenidade, representa o consolo cristão e a fé como aceitação de todas as coisas.
Confidente de D. Madalena e de Maria, é fiel e dedicado, com tendência a tecer juízos de valor.
É a única personagem que não acredita na morte de D. João de Portugal, vivendo dominado pelo sebastianismo.
Nutre por Maria uma afeição superior ao amor que tem por D. João alimentado então os remorsos de Madalena e as fantasias de Maria.
Simboliza a presença constante do passado
É um nobre da família dos Vimioso e companheiro de D. Sebastião. Austero e misterioso, representa, enquanto Romeiro, o destino implacável e o Portugal antigo, que já não tem lugar no tempo presente. 1º Marido de Madalena e o tormento do casal.
É o típico herói clássico, dominado pela razão, que se orienta por valores universais, como a honra, a lealdade, a liberdade;
É um patriota, forte, corajoso e decidido, bom marido, pai terno, não sente ciúmes do passado de Madalena e não crê em superstições.
Contudo, esta personagem evolui de uma atitude interior de força e de coragem e segurança para um comportamento de medo, de dor, sofrimento, insegurança e piedosa mentira no acto III quando teme pela saúde da filha e pela sua condição social.
No final da obra, mostra-se tão decidido como noutros momentos: abandona tudo (bens, vida, mundo)e refugia-se no convento.
A personagem
Manuel de Sousa é o étimo do héroico e do amor. Perdidamente apaixonado por Madalena esquece o passado desta e parte em busca da felicidade eterna ao seu lado. Maria foi o fruto deste casamento, bastante atribulado por sua vez, e este pai, preocupado pela saude da sua filha menospreza as preocupações da sua mulher. Seguro de si mesmo é o simbolo de um Portugal novo e racional, representando ainda a luta pela liberdade.

...
Infelizmente o medo da sua mulher acaba por se mostar verdadeiro e Manuel revela-se ingénuo e pouco perspicaz. Caindo na, já esperada, tragédia, devido aos olhares da sociedade que são e sempre foram, os primeiros a criticar, perde a sua filha e refugia-se num convento, que lhe proporciona o isolamento necessário à escrita, encarnando assim o mito romântico do escritor.
Vida Real
As personagens existiram na realidade e as relações entre elas existiram igualmente, embora o autor diga na "Memoria ao Conservatório Real" não ter seguido rigorosamente a cronologia dos acontecimentos nem a verdade histórica.
Frei Luís de Sousa é o nome recebido por Manuel de Sousa Coutinho ao entrar no Convento de S. Domingos.
Madalena vive infeliz e angustiada pela incerteza da morte do D. João de Portugal, o seu 1º marido, e pela ideia cristã que considera o seu casamento indissolúvel.
Atormentada pelo remorso de ter começado a amar D. Manuel ainda casada e pelo medo que o o seu primeiro marido não tenha realmento falecido e regresse. É uma personagem romântica, que pela sua sensibilidade como pela submissão total ao amor que sente por D. Manuel.

Filha de Madalena e de Manuel de Sousa Coutinho, é fisicamente débil, sendo que é desde cedo previsivel a sua desgraça, dado o seu desenvolvimento psicologico precoce.. Sofre de tuberculose e reforça o sebastianismo de Telmo pelo seu entendimento profético, fazendo com que o passado esteja sempre presente. Maria é o modelo da mulher romantica e morre de vergonha.
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