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Princípios e desafios da Educação Ambiental

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Natalia Ghilardi-Lopes

on 1 October 2013

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Princípios e desafios da Educação Ambiental
Século XX
“Era dos extremos”;
visões coexistindo - natureza como fonte de recursos a ser explorado para o desenvolvimento e progresso x ética ecológica, natureza com limite de suporte e regeneração;
Novas maneiras de encarar a sociedade e o meio ambiente;
Movimento ecológico – movimentos emancipatórios da modernidade – movimentos de contracultura dos anos 60 - recusa aos valores da sociedade de consumo e volta à natureza e à vida comunitária.
Anos 80
1987 - Divulgação do Relatório "Nosso Futuro Comum", conhecido como "Relatório Brundtland", que inauguraria a terminologia "desenvolvimento sustentável";
1988 - Constituição - Art. 225, no Capítulo VI - Do Meio Ambiente, , §1º, Inciso VI, destaca a necessidade de “promover a Educação Ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente”.

Anos 90
1990 Conferência mundial sobre ensino para todos, destaque do analfabetismo ambiental, ONU declara 1990 o Ano Internacional do Meio Ambiente;
1992 Rio 92 – Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Agenda 21; Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis; Fórum das ONGs; Convenção da Biodiversidade);
Política Nacional de Educação Ambiental
Art 1° Entende-se por EA os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade
Desafios
MUITOS!
- 1º - Entender que EA é diferente de Ecologia ou Ensino de Ciências - considerar a totalidade dos aspectos ambientais e EA como transversal!
- 2º - entender a educação ambiental como processo permanente e crítico - chega de CAMPANHITES!
Profa. Dra. Natalia Pirani Ghilardi Lopes - CCNH - UFABC
Anos 60
1962 - Publicação da “Primavera Silenciosa” por Raquel Carlson - denúncia aos desequilíbrios ambientais provocados pelo uso de produtos químicos nas lavouras
1965 - É utilizada a expressão “Educação Ambiental” na Conferência de Educação da Universidade de Keele, Grã-Bretanha - vista como ecologia aplicada.
1967 - Fundação do Clube de Roma
1968 - Manifestações de maio de 68 na França, Japão e México - protesto contra as políticas trabalhista e educacional do governo
1968 - estudo da UNESCO sobre a relação entre meio ambiente e escola - educação ambiental não deve ser abordada como uma disciplina específica no currículo
1972 - Publicação do relatório “Os Limites do Crescimento” - encomendado pelo Clube de Roma;

1972 - Conferência de Estocolmo - Discussão de Desenvolvimento e Ambiente, Conceito de Ecodesenvolvimento; Recomendação 96 sobre Educação e Meio Ambiente (sugere que "Se promova a educação ambiental como uma base de estratégias para atacar a crise do meio ambiente") - Primeira Conferência Mundial sobre o Homem e o Meio Ambiente (ONU); criação do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - Nairóbi) e submissão à UNESCO do Programa Internacional de EA (PIEA);

1975 - Congresso de Belgrado (Iugoslávia) - Carta de Belgrado estabelece as metas e princípios da EA; criação do PIEA em atendimento à Recomendação 96;

1977 - Conferência de Tbilisi - Geórgia, estabelece os princípios orientadores da EA e remarca seu caráter interdisciplinar, critico, ético e transformador.
Anos 70
1) consciência: ajudar grupos sociais e indivíduos a adquirir consciência e sensibilidade para o ambiente e problemas conexos;
2) conhecimento: ajudar grupos sociais e indivíduos a ganhar uma variedade de experiências e adquirir uma compreensão básica do ambiente e problemas conexos;
3) atitudes: ajudar grupos sociais e indivíduos a adquirir um conjunto de valores e sentimentos de preocupação pelo ambiente e motivação para ativamente participarem na melhoria da proteção do ambiente;
4) habilidades: ajudar grupos sociais e indivíduos a adquirir habilidades para identificar e resolver problemas ambientais;
5) participação: providenciar para grupos sociais e indivíduos a oportunidade de ser ativamente envolvido em trabalhos para solução de problemas ambientais.
Objetivos da EA - Belgrado
"Governos e formuladores de políticas podem ordenar mudanças e novas abordagens para o desenvolvimento, podem começar a melhorar as condições de convívio do mundo, mas tudo isso são apenas soluções de curto prazo, a menos que a juventude mundial receba um novo tipo de educação. Esta implicará um novo e produtivo relacionamento entre estudantes e professores, entre escolas e comunidades, e entre o sistema educacional e a sociedade em geral."
Carta de Belgrado
Princípios norteadores – Declaração de Tbilisi
1) considerar o ambiente em sua totalidade - natural, artificial, tecnológico e social (econômico, político, histórico-cultural, ético e estético);
2) ser um processo contínuo ao longo da vida, iniciando-se na pré-escola e prosseguindo por todos os estágios seguintes, formais e não formais;
3) ser interdisciplinar em sua abordagem, utilizando o conteúdo específico de cada disciplina para tornar possível uma perspectiva equilibrada e holística;
4) examinar as questões ambientais maiores a partir dos pontos de vista locais, nacionais, regionais, e internacionais, para que os estudantes recebam informações sobre as condições ambientais em outras áreas geográficas;
5) focar em questões ambientais potenciais e atuais sem descuidar da perspectiva histórica;
6) promover o valor e a necessidade da cooperação, local, nacional e internacional, na prevenção e solução de problemas ambientais;
7) explicitamente considerar os aspectos ambientais em planos para o desenvolvimento e crescimento;
8) capacitar estudantes a terem um papel no planejamento de suas experiências de aprendizagem e providenciar-lhes oportunidade de tomar decisões e aceitar suas consequências;
9) relacionar, para todas as idades, sensibilidade ambiental, conhecimentos, habilidades de solução de problemas e valores, mas com especial ênfase em sensibilidade ambiental para os aprendizes da comunidade em tenra idade;
10) ajudar aprendizes a descobrirem sintomas e causas reais de problemas ambientais;
11)  enfatizar a complexidade dos problemas ambientais, e a necessidade de se desenvolver consciência crítica e habilidades de solução de problemas;
12)  utilizar diversos ambientes de aprendizagem e uma ampla coleção de métodos educacionais, para que se possa ensinar, aprender sobre, e aprender do ambiente, com devida atenção em atividades práticas e experiências originais.
Política Nacional de Educação Ambiental
Art 3° - Como parte do processo mais amplo, todos têm direito à educação ambiental, incumbindo:
Ao Poder Público (definir políticas públicas)
Às instituições educativas (EA integrada aos programas educacionais)
Aos órgãos do SISNAMA (promover ações, integradas aos programas de conservação, recuperação e melhoria do MA)
Aos meios de comunicação de massa (disseminação de informações e práticas educativas sobre o MA e incorporar a dimensão ambiental na sua programação)
Às empresas, entidades de classe, instituições públicas e privadas (programas de capacitação, visando a melhoria do ambiente de trabalho)
À sociedade (manter atenção permanente na formação de valores, atitudes e habilidades que propiciem a atuação individual e coletiva voltada para a prevenção, a identificação e a solução de problemas ambientais)

Desafios
- 3º - abordagem interdisciplinar partindo de perspectivas locais para se entender a perspectiva global - problemas ambientais são amplos e complexos e não devem se resumir a aprender a separar o lixo ou a catastrofismos da mídia!
Desafios
Por que é importante conservar o meio ambiente?
Agora eu entendo!
- 4º - falta aos encontros internacionais o poder de gerar maior impacto no âmbito interno de cada país;
- 5º - a política de educação ambiental é responsabilidade de cada Estado nacional, através de seus canais institucionais, e deve haver MAIOR CONCRETUDE EM SUA EXECUÇÃO - vamos tirar as palavras do papel?
Obrigada!
natalia.lopes@ufabc.edu.br
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