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A religião e o sentido da existência

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Diogo Avelino

on 2 June 2013

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Transcript of A religião e o sentido da existência

O problema do sentido da vida A religião e o sentido da existencia O problema do sentido da vida Criticas á resposta religiosa Muitas pessoas consideram que as suas crenças religiosas são independentes do sentido que dão á vida - tal como uma ação é ou não moralmente correta independente da existência de um deus. Neste trabalho vamos abordar uma influente resposta cristã ao problema do sentido da vida, defendida por Leão Tolstoi, e as respetivas críticas. Condições para o sentido da vida Através da análise do mito de Sífiro, podemos concluir que há três condições necessárias para que uma atividade tenha sentido:

1. A atividade tem de ter uma finalidade (propósito/objetivo);
2. Essa finalidade tem de ser alcançável;
3. Essa finalidade tem de ter valor.

(Finalidade - é a razão pela qual algo foi feito.) Uma vida pode ter uma finalidade, mas não ter sentido; se nunca se conseguir alcançar a finalidade, e mesmo que se conseguisse, isso poderia não ter valor algum.
O problema do sentido da vida é análogo ao problema do sentido de uma dada atividade.
No desenvolvimento deste trabalho, vamos saber que não se trata de saber se uma determinada atividade tem sentido mas sim se a vida tem sentido (tem uma finalidade, sendo que esta tem de ser alcançável e com valor). O futuro distante:
Tolstoi defende que o facto de que tudo o que fazemos tem um fim, impede a nossa vida de ter sentido. Assim, Tolstoi dis que a nossa vida não tem sentido se num futuro muito distante nada restar de todos os nossos esforços, atividades e obras.
Admitamos que tudo será destruído e esquecido no futuro distante, nada do que hoje fazemos terá importância, mas se a nossa vida tem sentido, não o perde só porque num futuro distante ninguém dará importancia á nossa vida, e se a nossa vida não tem sentido, não o ganha só porque alguém num futuro distante lhe dará importancia Resposta ao problema do sentido da vida de Tolstoi Componente negativa da resposta de Tolstoi: Morte e Impermanência Tolstoi defende que a mortalidade e a impermanência humanas anulam o sentido da nossa vida. A mortalidade anula o sentido porque todos estaremos mortos daqui a algum tempo. A impermanência anula tudo o que fazemos porque tudo acabará por desaparecer.
Tolstoi não defende que não podemos ser pessoas felizes e realizadas. Ele também defende que mesmo uma vida mortal completamente feliz, realizada, produtiva e estimulante é desprovida de sentido – porque a pessoa acabará por morrer e todos as suas obras acabarão também por desaparecer.
Assim, Tolstoi defende as seguintes proposições:
P1- Se formos mortais, a vida não tem sentido.
P2- Se nada do que fazemos é permanete, nada do que fazemos tem sentido. Componente positiva da resposta de Tolstoi: Imortalidade e Finalidade Esta de Tolstoi tem dois elementos: por um lado, afirma que Deus nos criou com uma alma imortal; por outro, que irá recompensar-nos ou castigar-nos, tento em conta o modo como vivemos a vida.
Então, os seres humanos têm assim uma finalidade: cumprir a lei de Deus.
Assim, Tolstoi defende a seguinte proposição:
P3- Se temos uma alma imortal e se Deus nos criou com uma finalidade, a vida humana tem sentido. Deste modo, a experiência humana da finitude provoca uma abertura á transcendência, a ideia ao descobrir que somos mortais e que tudo o que fizermos acabará por desaparecer, somos levados a pensar que o sentido da nossa vida não pode ser imanente, ou seja, inerente á própria vida, mas apenas para lá dela.
Tolstoi não trata defender que Deus, a mortalidade e o paraíso são meras ilusões emocionalmente reconfortantes, sejam verdadeiras ou falsas, Tolstoi é objetivista, se a sua resposta fosse subjetivista, seria como defender que o sentido da vida é apenas viver uma vida de ilusória esperança ou mentira. O que está em causa para Tolstoi é argumentar que a existência de Deus dá sentido á vida porque nesse caso temos almas imortais e uma finalidade. Para Tolstoi o problema do sentido da vida é resolvido, então, segundo duas componentes:
-Componente negativa: “Se Deus não existe, a vida não faz sentido.”
-Componente positiva: “Se Deus existe, a vida faz sentido.”
Logo, “ A vida faz sentido se, e só se, Deus existe.”

Para Tolstoi, Deus é a condição necessária para o sentido da vida.
Iremos desenvolver também, a ligação entre o sentido da vida e a existência de Deus. A morte
Tolstoi poderia responder que o problema não é realmente o facto de daqui a um milhão de anos outros seres não valorizarem a nossa vida, mas o facto de estarmos mortos daqui a cem anos anula qualquer sentido a nossa vida.
Contudo, os criticos respondem que se a nossa vida não tem sentido, não o ganha se a prelongarmos para sempre. A finalidade ultima

Assim, a critica á resposta de Tolstoi é a seguinte:
P1: Ou a vida é a sua própia finalidade ou há outra coisa que é a finalidade da vida;
P2: Se a vida é a sua própia finalidade, a vida tem sentido apesar de ser mortal;
P3: nenhuma outra coisa pode ser a finalidade da vida, sob pena de regressão infinita ou circularidade.
Conclusão: Logo, a vida tem sentido apesar de ser mortal.
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