Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Capitães da Areia

Boa-Vida e Pirulito.
by

Danilo Bortoli

on 26 November 2012

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Capitães da Areia

Capitães da Areia O descaso social com os meninos de rua é a tônica do romance. Discuta este tema de acordo do ponto de vista de: Pirulito e Boa-Vida. Sumário 1. Descaso social;
2. Descaso social na obra;
3. Pirulito;
4. Boa-Vida;
5. Conclusão. Descaso social Contextualização “Em instantes mais modernos, a interpretação leva a uma recusa simples de deixar uma obra de arte sozinha. Arte real tem a capacidade de nos deixar inquietos. Reduzindo a obra de arte ao seu conteúdo e depois interpretá-lo cria distanciamento. A interpretação deixa a arte maleável e conformável."

Susan Sontag, "Contra a Interpretação" “Mesmo na reprodução mais perfeita falta uma coisa: o aqui e agora da obra de arte – a sua
existência única no lugar em que se encontra.”

“O aqui e agora do original constitui o conceito da sua autenticidade.”

Walter Benjamin, "A Obra de Arte na Época de suas Técnicas de Reprodução" "A arte é a antítese social da sociedade, e não deve imediatamente deduzir-se desta."

Theodor W. Adorno, "Teoria Estética" Grandes cidades têm 23.973 crianças de rua; 63% vão parar lá por brigas em casa A cidade dá à luz mais um menino de rua Estadão, 24 de fevereiro de 2011 Em reportagem especial, ZH segue os passos de uma criança que peregrina pelas ruas desde os cinco anos Foram 105 encaminhamentos do Conselho Tutelar
- A família foi inserida em 5 programas sociais: Bolsa-Escola, Bolsa-Família, Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, Núcleo de Apoio Sociofamiliar da prefeitura de Porto Alegre e Ação Rua
- Foram 9 encaminhamentos da Promotoria da Infância e da Juventude e 3 do Juizado da Infância e da Juventude
- Felipe foi internado 7 vezes para tratar sua dependência química
- O menino passou por 3 abrigos e foi matriculado em 4 escolas. Continua analfabeto. Zero Hora, 17 de junho de 2012 Descaso social na obra Jorge Amado faz uma leitura da problemática da questão dos meninos de rua do Brasil. A exemplificação dele se dá por conta da criação de personagens que refletem esta realidade. A tese geral de Amado é determinista, com uma visão que tende ao assistencialismo. Diversas vezes percebe-se o apoio do narrador às causas apresentadas no livro. Falta de moradia ou sua má qualidade

Trapiche (ou Píer) - Pode ser também um atracadouro de barcos (popular)

“E desde esta noite uma grande parte dos Capitães da Areia dormia no velho trapiche abandonado, em companhia dos ratos, sob a lua amarela”.

Trapiche Espaço geográfico desfavorece a criação dessas crianças, segundo Miltom Santos

Santos aponta que espaço e paisagem não são conceitos dicotômicos, onde os processos de mudança social, econômico e político da sociedade resultam na transformação do espaço, que concatenado a paisagem se adaptam para as novas necessidades do homem naquele dado período. Vestimentas

“Vestidos de farrapos, sujos, semi-esfomeados, agressivos, soltando palavrões e fumando pontas de cigarro, eram, em verdade, os donos da cidade, os que a conheciam totalmente, os que totalmente a amavam, os seus poetas”.

O Trapiche Má qualidade da educação

“João José era o único que lia corretamente entre eles e, no entanto, só tivera na escola ano e meio”. Noite dos Capitães da Areia Introdução ao crime

”Passemos agora a relatar o assalto de ontem, do qual foi vítima um honrado comerciante da nossa praça, que teve sua residência furtada em mais de um conto de réis e um seu empregado ferido pelo desalmado chefe dessa malta de jovens bandidos”.

Cartas à Redação Falta de saneamento básico

“Omolu mandou a bexiga negra para a cidade. Mas lá em cima os homens ricos se vacinaram, e Omolu era um deus das florestas da África, não sabia destas coisas de vacina. E a varíola desceu para a cidade dos pobres e botou gente doente, botou negro cheio de chaga em cima da cama. Então vinham os homens da Saúde Pública,metiam os doentes num saco, leva para o lazareto distante. As mulheres ficavam chorando, porque sabiam que eles nunca mais voltariam”.

Família Fome

“Pouca influência tinha o padre José Pedro. Não tinha mesmo influência nenhuma, nem tampouco sabia como agir para ganhar a confiança daqueles pequenos ladrões. Mas s que a vida deles era falta de todo o conforto, de todo carinho, uma vida de fome e de abandono. E se o padre José Pedro não cama, comida e roupa para levar até eles, tinha pelo menos pala de carinho e, sem dúvida, muito amor no seu coração.”

As luzes do carrossel Repulsa dessas características pela sociedade

“Já por várias vezes o nosso jornal, que é sem dúvida o órgão das mais legítimas aspirações da população baiana, tem trazido noticias sobre a atividade criminosa dos “Capitães da Areia”, nome pelo qual é conhecido o grupo de meninos assaltantes e ladrões que infestam a nossa urbe. Essas crianças que tão cedo se dedicaram à tenebrosa carreira do crime não têm moradia certa ou pelo menos a sua moradia ainda não foi localizada. Como também ainda não foi localizado o local onde escondem o produto dos seus assaltos, que se tornam diários, fazendo jus a uma imediata providência do Juiz de Menores e do doutor Chefe de Polícia.”

Cartas à Redação Pirulito A origem do apelido “Pirulito” se deve ao seu porte físico:

“Pirulito era magro e muito alto, uma cara seca, meio amarelada, os olhos encovados e fundos, a boca rasgada e pouco risonha.”

Noite dos capitães da areia "Pirulito era magro e muito alto, uma cara seca, meio amarelada, os olhos encovados e fundos, a boca rasgada e pouco risonha".

Noite dos Capitães da Areia "Gato e Pirulito tinham costume de remendar eles mesmos as suas. Gato porque era metido a elegante e tinha uma amante, Pirulito porque gostava de andar limpo."

Filha de Bexiguento "...tinha disposto carinhosamente as suas coisas: um cobertor velho, um travesseiro que trouxera certa vez de um hotel onde penetrara levando as malas de um viajante, um par de calças que vestia aos domingos junto com uma blusa de cor indefinida, porém mais ou menos limpa. e pregados na parede, com pregos pequenos, dois quadros de santos..."

Noite dos Capitães da Areia "...e colocou o cravo por baixo do quadro, enquanto fitava a santa com um olhar comovido. Logo ajoelhou-se. Os outros, a princípio, faziam muita pilhéria quando o viam de joelhos, rezando. porém já haviam se acostumado e ninguém mais reparava."

Noite dos Capitães da Areia "...Porém o padre José Pedro terminara por conquistar a confiança de todos. E pelo menos em Pirulito descobrira uma vocação sacerdotal."

As luzes do carrossel "Passou o inverno, passou o verão, veio outro inverno, e este cheio de longas chuvas, o vento não deixou de correr uma só noite areal. Agora Pirulito vendia jornais, fazia trabalhos de engraxate, carregava bagagens dos viajantes. Conseguira deixar de furtar para viver."

Noite de Grande Paz "Não reconhecem Pirulito quando ele chega vestido com uma batina de frade, um longo cordão pendendo ao lado. Padre José Pedro diz:
-- Conhecem o irmão Francisco da Sagrada Família?
Eles olham Pirulito com certa vergonha. Mas Pirulito sorri. Está mais magro, um ar de asceta. Com o hábito de capuchinho fica muito alto."

Noite de Grande Paz Visão de Pirulito “Eles furtavam, brigavam nas ruas, xingavam nomes, derrubavam negrinhas no areal, por vezes feriam com navalhas ou punhal homens e polícias. Mas, no entanto, eram bons, uns eram amigos dos outros. Se faziam tudo aquilo é que não tinham casa, nem pai, nem mãe, a vida deles era uma vida sem ter comida certa e dormindo num casaram quase sem teto. Se não fizessem aquilo morreriam de fome, porque eram raras as casas que davam de comer a cada um, de vestir o outro. E nem toda a cidade poderia dar a todos”. “Sua vida era uma vida desgraçada de menino abandonado e por isso tinha que ser uma vida de pecado, de furtos quase diários, de mentiras nas portas de casas ricas.” “Pirulito pensou que estavam todos condenados ao inferno.” “Por isso na beleza do dia Pirulito mira o céu com os olhos crescidos de medo e pede perdão a Deus tão bom (mas não tão justo também...) pelos seus pecados e os dos Capitães de Areia. Mesmo porque eles não tinham culpa. A culpa era da vida..."

Deus Sorri Como um Negrinho Final de Pirulito Após a morte de Dora, começa a trabalhar:

“Agora, Pirulito vendia jornais, fazia trabalhos de engraxate, carregava bagagens dos viajantes.” “Deus o chama e Pirulito pensa em sua salvação.”

“Pirulito irá ser frade. Um dia talvez se ordene.”

“Não reconhecem Pirulito quando ele chega vestido com uma batina de frade, um longo cordão pendendo ao lado.” “[...] Pedro Bala ia com o Sem Pernas pela rua. Entraram numa igreja na Piedade [...] Somente um grupo de meninos pobres e um capuchinho que lhes ensinava catecismo.

- É Pirulito... – disse Sem Pernas.

[...]

Pirulito não os via. Com uma paciência e uma bondade extremas ensinava às crianças buliçosas as lições de catecismo.”

Vocações Boa-Vida Definição de seu nome
Rapaz Interesseiro, parasita do grupo, seu apelido traduz seu jeito despreocupado, descuidado, malandro e sossegado. Fazia pequenos furtos, roubava o suficiente para contribuir com o bem-estar do grupo, e contentava-se com algumas mulheres que não interessavam mais Gato. “[...] Boa-Vida não era dos que mais faziam pela vida. Gostava de deixar a vida correr, sem se preocupar muito. Era mais um parasita do grupo. [...]”
As Luzes do Carrossel Entregava o obtido em seus furtos diretamente a Pedro Bala.
“[...] Quase nunca o punha ele mesmo na mão de intermediários. Trazia e entregava a Pedro Bala, assim como a contribuição que dava ao grupo. [...]"
As Luzes do Carrossel Boa-Vida tinha muitos amigos no cais, era um profundo conhecedor da cidade, ruas e lugares que poderia ir para se divertir.
“[...] Tinha muitos amigos entre os estivadores do cais, em várias casas pobres da Cidade de Palha, em muitos pontos da Bahia. Comia em casa de um, em casa de outro. Em geral não aborrecia a nenhum. Se contentava com as mulheres que sobravam de Gato e mais nenhum conhecia a cidade, suas ruas, seus lugares curiosos, uma festa onde podiam ir beber e dançar.[...]”
As Luzes do Carrossel Características de Boa-Vida

Uma das partes que mostram a vontade de Boa-Vida em conseguir seus objetivos de forma fácil é quando ele vê Gato, que está bem vestido e elegante, então logo encontra aí uma chance de se dar bem, aproveitando o fato de ter achado Gato bonito. Boa-Vida alia sua falta de sorte com as mulheres, com a beleza de Gato juntamente ao seu grande interesse de sempre se dar bem, partindo para o plano de seduzir Gato. “[...] Assim conheceu logo os motivos por que Boa-Vida , mulato troncudo e feio, o tratou com tanta consideração, lhe ofereceu cigarros e lhe deu parte de seu jantar e correu com ele a cidade. Depois bateram juntos um par de sapatos que estava exposto na porta de uma casa na Baixa dos Sapateiros. [...]”
Noite dos Capitães da Areia Durante a noite, enquanto Gato e Boa-Vida dormem juntos, Boa-Vida tenta se aproveitar de Gato pensando que ele está dormindo, mas o garoto percebe a manobra e se livra da situação.

“[...] Mas o Gato desviou o corpo, passou-lhe a perna, Boa-Vida se entendeu de nariz. Já tinha se formado um grupo em torno. O Gato disse:
- Ele pensava que eu era maricas. Tu te faz de besta."
Noite dos Capitães da Areia Apesar de seu jeito malandro e de sempre querer se dar bem de forma fácil, Boa-Vida mostra preocupação e solidariedade ao grupo, quando acometido pela varíola, resolve ir embora para não prejudicar ninguém.

“[...] Boa-Vida olhou a cidade, fez um gesto com a mão. Era como um adeus. Boa-Vida era malandro e ninguém ama sua cidade como os malandros. [...]” “Seu vulto desapareceu no areal. Professor ficou com as palavras presas, um nó na garganta. Mas também achava bonito Boa-Vida andar assim para a morte para não contaminar os outros. Os homens assim são os que têm uma estrela no lugar do coração.[...]”
Alastrim Visão de Boa-Vida "Boa-Vida achava besteira sair da Bahia, onde, quando crescesse, seria tão fácil viver uma boa existência de malando, navalha na calça, violão debaixo do braço, uma morena para derrubar no areal. Era a existência que desejava ter quando se fizesse completamente homem. "

Docas Final de Boa-Vida "Boa-Vida pouco aparece no trapiche. Tem um violão, faz sambas, está enorme, mais um malandro nas ruas da Bahia. Ninguém tem uma vida igual à dos malandros [...]
Boa-Vida vai se afastando aos poucos, à proporção que vai crescendo. Quando tiver dezenove anos já não voltará. Será um malandro completo[...]"

Vocações Conclusão “Não tinham também conversas de meninos, conversavam como homens. Sentiam mesmo como homens. Quando outras crianças só se preocupavam com brincar, estudar livros para aprender a ler, eles se viam envolvidos em acontecimentos que só os homens sabiam resolver. Sempre tinha sido como homens, na sua vida de miséria e de aventura, nunca tinham sido perfeitamente crianças. Porque o que faz a criança é o ambiente de casa, pai, mãe, nenhuma responsabilidade. Nunca eles tiveram pai e mãe na vida da rua. E tiveram sempre que cuidar de si mesmos, foram sempre os responsáveis por si. Tinham sido sempre iguais a homens.”

Na rabada de um trem Pirulito Religioso;
Queria viver para Deus;
Tornou-se frade. Boa-Vida Malandro;
Desejava uma boa existência de malandro;
Tornou-se um dos valentões da cidade. Obrigado pela atenção de todos! Alunos:

Danilo
Gustavo
Laís
Rodrigo
Mateus
Thaís
Vitória 3° B - ETEC Antônio Devisate
Literatura
Professora Marina João
Full transcript