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Espaço e Poder: contribuições de Foucault ao Pensamento Geográfico

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by

Philipe Andre

on 10 November 2016

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Transcript of Espaço e Poder: contribuições de Foucault ao Pensamento Geográfico

Espaço e Poder
Philipe André
Intenções
Estrutura da Apresentação
Michel Focault:
questões gerais

Território, espaço e redes
Segurança e
população

Reclusão/Contenção TERRITORIAL
Obrigado!
Contribuições de Michel Foucault
ao pensamento geográfico
Discutir os principais aspectos do domínio fouacaultiano do “ser-poder” como instrumental para análises políticas no campo da geografia; discutir temas de relevância para a discussão geográfica a partir das análises de Foucault e outros pensadores de perspectiva de análise similar.
I) Michel Foucault:
questões gerais.
2) Território, espaço e redes
3) Segurança e População
4) Reclusão/ Contenção Territorial
1) Vida e Militância política
- Michel Foucault (1926-1984);
- Formação acadêmica entre os campos da psicologia e da filosofia;
- Trabalho como diplomata francês e longos períodos vivendo no exterior (até mais ou menos 1960);
- College de France (1969);
- Intensa mobilização política ao longo de sua vida (movimento antimanicomial; revisão do sistema penal francês; defesa de prisioneiros políticos etc);
- O intelectual específico (em oposição ao intelectual universal)
Daí sua caracterização como pensador pós-moderno:
pela sua oposição às grandes narrativas, típicas da modernidade, e busca por elevar os "saberes dominados (...) blocos de saber histórico que estavam presentes e mascarados no interior dos conjuntos funcionais e sistemáticos e que a crítica pode fazer reaparecer" (FOUCAULT, 2005).
Michel Foucault e a Geografia:

- Ausência de diálogos aprofundados ou "um lugar para a geografia" na Arqueologia do Saber;

- Espacialização constante da analítica do poder;

- Conceituação de poder divergente da conceituação de poder que serviu de suporte teórico para Geografia Política Clássica (estado-centrada), abertura para a possibilidade de renovação com uma concepção de poder "ampliada".
2) Sistematização da Obra
- Subverte uma lógica de busca pelos "limites do conhecimento" para uma busca pela "transgressão dos limite do conhecimento";

- Não busca descobrir "o que somos", mas "como nos tornamos" o que somos para, a partir daí, "superarmos" o que somos.
Busca pela constituição
de uma ANALÍTICA e não de uma TEORIA.
Domínios Foucaultianos
1> Ser- Saber;
2> Ser-Poder;
3> Ser-Consigo
1) Ser-Saber
2) Ser-Poder
- Objeto de Análise: a ação de uns sobre os outros (o poder);

- Investigação: como nos tornamos sujeitos (e objetos) do poder
3) Ser-consigo
- Objeto de Análise: nossas ações sobre nós mesmos;

- Investigação: como nos tornamos sujeitos constituídos pela moral.
- Objeto de Análise: o saber;

- Investigação: como nos tornamos o que somos —> sujeitos (e objetos) do conhecimento.
- Foucault não pretende construir uma teoria do poder (o que é o poder?);
Seu objetivo é realizar uma analítica do poder (como funciona o poder nas sociedades modernas?)
Análises clássicas do poder: "teorias economicistas".
Teoria
Jurídico
Política
Teoria de base
Marxista
- Poder como um exercício, como uma relação. Difícil apreensão do poder, análise de relações de poder;

- Assim, propõe uma análise do poder ASCENDENTE partir dos micropoderes, das menores relações de poder chegar ao centro (o Estado);

- Deslocamento em relação a teoria política tradicional (análises descendentes).
Os três grande mecanismos (ou formas ou sistemas) poder
O poder legal ou Jurídico
“historicamente mais antigo, dominante da Idade Média aos séculos XVII-XVIII” (HAESBAERT, 2008, p. 33) – circunscrição a uma base territorial (território estatal), ênfase no controle e captura dos produtos e bens, não sobre o trabalho. Descontínuo, se pauta no espetáculo da punição. Figura do Soberano. Ordem espacial (arquitetônica) que possibilita a visualização do espetáculo. (Associação espacial: TERRITÓRIO (Foucault) TERRITÓRIO DE SOBERANIA (HAESBAERT, 2008, p. 36));
O poder disciplinar
Típico das sociedades modernas, emerge com maior força a partir dos séculos XVIII-XIX, ênfase no controle do corpo e dos atos, captura sobre o trabalho. Contínuo, presente em toda a sociedade – para dentro e fora de instituições disciplinares, pauta-se na inversão da ordem espacial da soberania: foco sobre o indivíduo. (Associação espacial: ESPAÇO (FOUCAULT)  ESPAÇO DISCIPLINAR (HAESBAERT, 2008, p. 36));
O Biopoder
Típico da contemporaneidade, ênfase nos fluxos e na circulação: controle das massas na sua reprodução biológica e movimentação. Ênfase na “espécie” mais do que no “corpo”. (Associação espacial: MEIO(Foucault)  ESPAÇOS DE CIRCULAÇÃO OU REDES (HAESBAERT, 2008, p. 36));
“Um exemplo: em vez de procurar saber onde e como na soberania, tal como ela é apresentada pela filosofia, seja do direito monárquico, seja do direito democrático, se fundamenta o poder de punir, tentei ver como, efetivamente, a punição, o poder de punir consolidavam-se num certo número de instituições locais, regionais, materiais (…)" (FOUCAULT, 2002, pp. 32-33).
Não tomar o poder como um fenômeno de dominação maciço e homogêneo - dominação de um indivíduo sobre os outros, de um grupo sobre os outros, de uma classe sobre as outras. (…) O poder, acho eu, deve ser analisado como uma coisa que circula, ou melhor, como uma coisa que só funciona em cadeia. Jamais ele está localizado aqui ou ali, jamais está entre as mãos de alguns, jamais é apossado como uma riqueza ou um bem. O Poder funciona. O poder se exerce em rede. (FOUCAULT, 2002, p. 34).
Poder Soberano (ou Legal
ou Jurídico)
Centrado na Figura do Rei
HOJE
Exercído sobre a sociedade o indivíduo
Problemas
Punição custosa: destruía o corpo do indivíduo e não o recuperava
Poder descontínuo - dele, muitos escapavam;
Baseava-se no espetáculo da punição.
Se realizava por todo o território
(território de soberania)
HOJE
Dificuldade de controle do território: fronteiras, criminalidade (impunidade), controle de impostos etc.
Ordenamento jurídico moderno
Ênfase na captura de bens e da riqueza.
O poder disciplinar
Centralidade das instituições
Instituições reguladas (e/ou legitimadas) pelo ordenamento jurídico
Ação sobre o indivíduo e o seu corpo de forma contínua
Inclusão excludente (o sequestro)
Exclui o indivíduo da sociedade para que ele possa ser recuperado e retornar para o convívio de forma "normal" e produtiva.
Mobiliza espaço e tempo para funcionar
Conformação de espaços específicos para existir. "Espaços vazios e artificiais"
(FOUCAULT, 2008)
CRISE DA SOCIEDADE DISCIPLINAR
Crise do controle de indivíduos
O BIOPODER
Centralidade nas estatística e no cálculo do custo à repressão.
Estatísticas definem o aceitável e o inaceitável (em termos de custos) e no nivel populacional e não no nível individual. Exemplo: crime/população; casos de doenças/população; nota do sistema educativo x desempenho dos alunos.
Controle da circulação do meio, controle de fluxos, através das redes.

Tratamento do imprevisível, da circulação, dos movimentos e fenômenos das massas, dos fluxos.
Na lei —> controle da sociedade —> repressão e punição individual

Na disciplina —> controledo indivíduo —> exame individual e punição individual

No mecanismo de segurança —> controle da população —> verificação estatística —> ações sobre o conjunto da população
SEGURANÇA
Perda da efetividade do exercício do poder sobre os indivíduos (crise da sociedade disciplinar)
Aumento do controle sobre a circulação das massas e de sua reprodução e sobrevivência biológica
ALIMENTAR
ENERGÉTICA
CRIMINAL
BIOLÓGICA
Exemplos: campos de concentração, campos de refugiados, controles alfandegários-imigratórios, campanhas de vacinação e esterilização em massa, avaliações nacionais/regionais de sistemas educacionais etc.
- O controle da população em termos biológicos não é recente, mas ganha força no pós-Segunda Guerra Mundial. (Exemplo: o isolamento de leprosos em áreas situadas fora das cidades);
- Mutações das relações de poder:
- Do “fazer morrer” (a vida do soberano em primeiro lugar) ao “fazer viver, deixar morrer” (a segurança da população em primeiro lugar);
- Da institucionalização disciplinar (excluir para incluir) a regulamentação biopolítica (incluir para excluir). Da reclusão/confinamento à contenção territorial.
- Territórios de risco e exceção: periferias abandonadas, regiões marginalizadas e exercícios conflitantes de poder (narcotráfico, crime organizado etc);
Paradoxo: proteção da vida (fazer viver) e banalização da morte  ampliação das forças tecnológicas causadoras da morte (morre o outro distante e desconhecido);
- A exposição do outro a morte para minha sobrevivência (o ódio étnico e o racismo);
- Da reclusão territorial (poder disciplinar-poder soberano) aos processos de contenção territorial (construção dos muros e cercas).
- A exposição do outro a morte para minha sobrevivência (o ódio étnico e o racismo);
- Da reclusão territorial (poder disciplinar-poder soberano) aos processos de contenção territorial (construção dos muros e cercas).
(Haesbaert, 2010)
Video: Foucault por ele mesmo
Video: Foucault por ele mesmo
Videos:
Ebola01
Ebola02
Ebola03
Videos:
Campos de Refugiados 01 e 02
Video:
África
do Sul
Video:
condomínios
Deleuze:
O que
posso
saber?!
Deleuze:
O que
posso
fazer?!
Deleuze:
Quem
sou
eu?!
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