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História da América

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Alex Zzz

on 25 April 2016

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Transcript of História da América

História da América
1. História e historiografia das Américas
2. Cultura e história indígena
3. Conquista e colonização das Américas

4. Independências e formação dos Estados Nacionais
5. Do século XIX ao século XX: cultura, economia e política
6. Populismo e ditaduras do século XX

História da América
1º Semestre/2016

Tendências historiográficas no estudo das Américas
Questões teóricas e metodológicas no ensino de História da América
Quais temas são caros à História da América?

O que você lembram sobre História da América?

Autores?
Vocês acham que os pesquisadores brasileiros costumam pesquisar América (que não seja o Brasil)?

De acordo com sua resposta, porque isso acontece?
Qual o lugar que a História da América ocupa junto as outras Histórias?

Porque isso acontece?
Quando vocês pensam em América, quais representações logo vem a lembrança de vocês?

Quais imagens, icones?

Quais nomes, personalidades, intelectuais?
Citem ao menos um historiador especialista em História da América?

E um historiador brasileiro?
Atividade

Redijam um texto individual respondendo a cada uma dessas questões (que vocês lembrarem)

Expliquem também as expectativas que vocês tem para com a disciplina

O que vocês gostariam de estudar
Anos 1960
: ponto de inflexão na historiografia da América

O que explica essa "inflexão" ou guinada na historiografia latino-americana?


Até os anos 60
:

Eram produzidas grandes Histórias de caráter holístico e sintético, baseadas em grandes teorias explicativas

Podem ser caracterizadas como "tradicionais"

Produção de profissionais de outras áreas, autodidatas
Após os anos 60
:

Verdadeira explosão da produção historiográfica

Marcada pela expansão das historiografias nacionais

Surto, tanto quantitativo, como qualitativo

Os objetos pesquisados passam a ser analisados em uma escala mais aproximada e reduzida
* Devido a consolidação dos programas de pós-graduação

* Devido ao incremento dos veículos de difusão do conhecimento histórico

* Devido a maior inserção dos pesquisadores latino-americanos no debate internacional

* Devido a uma relativa maior profissionalização da área na América Latina
Em primeiro lugar
: o contexto mais amplo de transformações societais e epistemológicas catalisados na década de 1960, em um cenário de crise de valores da cultura ocidental

Em segundo lugar
: se dá com as relações, fortes e ambíguas, que a historiografia latino-americana mantém com os grandes centros culturais, em geral, e com a própria historiografia, em específico
Anos 70/80:

História Econômica e História Social

Anos 80/90:

"Nova" História Política e Cultural
Tudo isso é baseado no que escreve Jurandir Malerba em seu "História da América Latina: ensaio de crítica historiográfica"

É muito GERAL

Não dá conta das especificidades locais, que são muito mais complexas e amplas

A ideia é mostrar as tendências gerais, transformações gerais
Dentro dos círculos historiadores a história praticada era basicamente a de um empirismo positivista em grande parte, sem maiores teorizações

Cultivava uma história do Estado e dos seus agentes políticos, militares, administrativos e diplomáticos

Fora dos círculos historiadores, pessoas de outras áreas construiam histórias fora desse paradigma (Caio Prado, Sérgio Buarque de Holanda, Raymundo Faoro - BR -, Marino Gongora - CHI -, Renato Rosaldo e Daniel Cosío Villegas - MEX)
Lawrence Stone, em 1979, diagnosticava uma verdadeira
mudança estrutural
na disciplina histórica

A história-ciência social, que postulava a possibilidade de uma explanação coerente da mudança histórica, estava sendo rejeitada

Em seu lugar: um renovado interesse nas mais variadas facetas da existência humana

Acompanhado de uma certeza: de que a cultura e mesmo o desejo individual seriam capazes de realizar mudanças no mundo
Nesse período de inflexão (anos 1960) temos uma profunda
mudança de ordem cultural no ocidente
: envolveu um exame crítico da própria racionalidade científica

Se entre 1930 e 70 a História orientada pela Ciência Social pressupunha uma certa positividade para os caminhos que o mundo ocidental trilhava - um mundo industrial moderno em expanção, no qual ciência e tecnologia contribuiriam para seu crescimento e desenvolvimento
Mas essa fé no progresso é posta em cheque nos anos 60

* estudos sobre os excluídos do sistema
* descoberta do "outro" no próprio centro do sistema
* existências de conflitos no próprio sistema (racismo, sexismo)
* o imperialismo econômico e cultural
* o colonialismo
* a guerra

Mostraram que a ciência e sua racionalidade não eram neutras ou isentas
De toda forma, os modelos macro-históricos e macrossociais, baseados no Estado, no mercado ou no antagonismo de classes, não era mais suficiente

A Nova História Cultural, por ex., surge desse descontentamento

A exploração e a dominação não são mais ações exclusivas do Estado, das instituições, mas se encontram difusas nas próprias relações interpessoais
A historiografia latino-americana se conecta intimamente com as matrizes do pensamento ocidental

Relação de subordinação, relações culturais assimétricas

Por muito tempo subsiste como campo de estudos mais importante sobre a história latino-americana aquela produzida por pesquisadores norte-americanos
A história marxista foi importante em todo o período entre 1970 e 90 e serviu como base fundamental para um tipo próprio de pensamento latino-americano

Emergência de um genuíno pensamento latino-americano representado pelas teorias da dependência (a partir dos anos 60)
O marxismo teve grande difusão na América Latina

Após os anos 60 temos uma ênfase no modelo inspirado na revolução cubana (luta armada)

Preconiza uma visão global, embasada no econômico e social, uma visão científica, objetiva e de caráter estrutural
Entre os anos de 1970 e 90 também se desenvolveu grande influência da Escola dos Annales na América Latina

História problema, científica

Ambas as correntes: preocupação com a totalidade
ENSINO

a)
Porque a História da América latina-espanhola é relagada à um segundo plano no currículo da educação básica?

b)
Porque vocês acham que seria (seria?) importante discutir mais aprofundadamente essa área?

c)
Existe um abismo entre o conhecimento histórico produzido na academia e aquele ensinado na educação básica? Porque vocês acham que isso ocorre?
Algumas abordagens tem se tornado mais usuais no contexto dos estudos da área, tais como os estudos:

* sobre a constituição das identidades nacionais
* sobre a escravidão e as diferenças em cada região
* comparativos entre países ou regiões
* sobre o mundo latino-americano pós-colonial
* sobre hibridismo cultural
* sobre relações e trocas culturais
Para aprofundar
:

François-Xavier Guerra (latino-americanista ESP/FRA)
Germán Carrera Damas (VEN)
Carlos Aguirre Rojas (MEX)
Enrique Florescano (MEX)
John Murra (UCRANIA - incas)
Jorge Hidalgo (CHILE)
Nathan Wachtel (FRA)
Magnus Mörner (SUÉCIA)
Culturas arqueológicas:
Cultura Chinchorro
Civilização de Caral, no Peru
A cultura Chavín, no atual Peru
A cultura Valdívia, Equador
Civilização de Nazca, Peru
A civilização Moche (conhecida também como cultura mochica)
Tiwanaku (em espanhol: Tiahuanaco e Tiahuanaco)
Os chachapoyas, ou "povo das nuvens"
A cultura wari

Culturas históricas:
Cultura chimu
Império Inca
Confederação Muísca (Chibcha) - Colômbia
As fontes




A Geografia
Culturas arqueológicas




O povoamento
do continente


Os fósseis humanos que aparecem no continente são sempre de homo sapiens sapiens

Segundo Chaunu, todas as sociedades americanas não passaram do estágio calcolítico (idade do cobre)
O campo da História da América pré-conquista é, naturalmente, um campo aberto a constantes renovações e controvérsias

As fontes à disposição do pesquisador são variadas e encontradas a cada nova pesquisa

O que poderia ser uma fonte de pesquisa nesse campo?
Fontes possívis: Produções literárias, monumentos, objetos e utensílios domésticos, costumes, etc.

Disciplinas correlatas: literatura, antropologia, arqueologia, etnologia

Fontes literárias
: pré-colombo e pós-colombo

Códices maias, inscrições hieroglíficas, códices mexicanos, quipos incas

Em boa parte das sociedades havia a necessidade de se registrar e preservar os acontecimentos passados
Bernal Díaz del Castillo
Pedro Cieza de León
Pedro Sarmiento de Gamboa
Diego de Landa
Garcilaso de la Vega

Centenas de diferentes cronistas: militares, jesuítas, administradores, missionarios, nobres
Existem três códices maias conhecidos:

Codex Dresdensis: astronomia, material ritual, horóscopos

Codex Tro-Cortesianus: adivinhação, servia aos sacerdotes provavelmente

Codex Peresianus: horóscopo, ritualista

O fundo cronológico da história maia é fornecido pelas inscrições hieroglíficas
Sobre as fontes literárias astecas são mais variadas: anais de tempos antigos, relações de acontecimentos contemporâneos, computações de anos, informações redigidas anualmente, relações particulares de cada ano, livros de cada dia e contas ou registros cotidianos

Mapas de Tlotzin e Quinantzin, Codex Borgia, códices Becker, Codex Vindobonensis
Além disso, logo após a conquista e com o aprendizado das linguas latinas, as sociedades mexicanas passaram a transcrever a história anterior na lingua do conquistador:

Anais de Cuahtitlán, livros históricos de Chimalpahin, de Tezozomoc, de Ixtlixochitl

Popol-Vuh, Codex Huichapan, Codex de 1576, Codex Mendoza, etc.
Origens dos povos americanos

Várias teorias - deste a época colonial buscava-se uma explicação

Uns acreditavam que eram descendentes das tribos perdidas de Israel

Outros duvidavam até da sua humanidade

Até que em 1537, o papa Paulo III proclamou a humanidade dos índios na Bula Veritas Ipsa
Uma das hipóteses mais aceita é a de que o povoamente do continente começou a 20 mil anos atrás (entre 14 e 12 mil na América do Sul, 10 mil na Terra do Fogo)

A partir de populações asiáticas (provavelmente mongolóide)

Através de uma ponte natural de gelo ocasianada quando da última glaciação (Beríngia)
Obviamente, não faltam divergências em relação à essa explicação

Dentre essas divergências, algumas nem são levadas muito a sério

Autoctonismo (do paleontólogo argentino Florentino Ameghino): a humanidade teria tido origem na Patagonia

Egípcios, tártaros, troianos, fenícios
;)
Resumidamente, as hipóteses vigentes sobre o povoamento do continente americano (mono e poligenesia):

1.
Teoria do povoamento pelo Estreito de Bering (Aleš Hrdlička)

Teoria Oceânica: Paul Rivet (4 correntes: australiana, malaio-polinésica, mongolóide e esquimó)

2.
Teoria Malaio-Polinésia

3.
Teoria do povoamento pelo oceano Pacífico
Escritos pós-conquista:

a) os que tiveram contato direto com as sociedades americanas: cartas de Pizarro e Córtez, Bernal Diaz

b) os que chegaram logo após a conquista e ainda tiveram contato com a cultura dos indígenas: Ciésa de Leon

c) autores que se serviram de fontes mediatas: Bartolomeu de las Casas

d) autores nascidos na América: Garcilaso
Com relação à pesquisa arqueológica: simplesmente o espaço disponível é imenso e ainda superficialmente explorado

Só nos EUA: mais de 52 mil sítios

México: ver link > https://goo.gl/dOP2ZH
No caso da arqueologia americana temos interessantes pesquisas envolvendo os sambaquís (e seus vários extratos sobrepostos), a cerâmica, etc., que permitem entender:

Migrações, invasões, vida econômica, estrutura social, cotidiano, desenvolvimento paralelo de culturas, absorção de técnicas, periodização histórica
Vasto continente: ~42 milhões de Km²

Alongamento no sentido dos meridianos (de um polo ao outro)

Três setores distintos: norte, centro e sul

Gigantesca variedade de ambientes

Rios no continente são MUITO exuberantes para receberem civilizações
Ver:

https://goo.gl/maps/GrwjKqFt2FP2

Ver:
https://goo.gl/maps/n36W7hcEcVD2


https://goo.gl/maps/ogRJztp2DrA2
Ver:

https://goo.gl/maps/DAH96y3Gau82


Na época do contato, as sociedades americanas já haviam domesticado cerca de 120 espécies diferentes de plantas

Três serviam como bases alimentares: mandioca (bacia do orinoco e amazônica, chaco, brasil), batata-branca (andes) e milho (norte)

Outras culturas serviam como co-bases: caruru, feijão, abóbora, quinoa, painço, tremoço
Com relação à fauna, poucas espécies foram domesticadas:

Cão (para alimento na mesoamérica, para companhia no sul)

Cobaia, lhama e alpaca (andes - alimento, transporte e lã)

Coelho e peru (mesoamérica)

Pato (sul)

Abelha
Impunha certas restrições:

Quais?
Déficit de carne e leite
Falta de tração e adubo
Transporte: as migrações não seriam tão rápidas quanto no velho mundo
A lhama só transporta 30 kg

O cavalo desapareceu a mais de 5 mil anos

Explica a inexistência de rodas
MESOAMÉRICA
ANDES CENTRAIS
LEITURAS para 21/03:

LAHR & SOUZA. População no tempo e no espaço a origem da diversidade humana nas Américas

FAREMOS UMA ATIVIDADE
Que ótima oportunidade:

http://pt.forvo.com/search/Ale%C5%A1%20Hrdli%C4%8Dka/
No século XVI o padre espanhol José de Acosta havia defendido a "tese" de que os humanos haviam chegado ao continente por...

... gravitação natural!!!
4,4 Mda
2 Mda
Entre 25 mil e 9 mil a.C.
Glaciação Wisconsin: entre 20 e 14 mil anos

Degelo: entre 14 e 10 mil anos

Interglacial: 10 mil anos

Várias teorias para as Eras Glaciais: uns dizem que ocorre a cada 100 mil anos, outros 26 mil.
Além disso, outra questão importante diz respeito ao próprio movimento de dispersão dos seres humanos pelo continente

Aberto a várias divergências também

Mas em geral o consenso é de que o movimento se deu do norte para o sul, sempre abrindo-se em diferentes ramais
A partir da chegada de seres humanos no continente, temos toda uma história de desenvolvimento de sociedades até chegarmos as grandes civilizações maia, asteca e inca

A diversidade é gigantesca

Em geral, dividem-se essas culturas em:

CULTURAS ARQUEOLÓGICAS
CULTURAS HISTÓRICAS
Uma das primeiras controvérsias que surgiu, quando o assunto são essas sociedades e seu desenvolvimento, foi:

* Elas teriam tido seu desenvolvimento de maneira autóctone

* Ou teria havido interferências externas

Aspectos como domesticação de plantas e animais, cerâmica, metalurgia, escrita
Alguns autores trabalham com a ideia/critério de classificação das sociedades americanas de "
tipos culturais básicos
":

a)
caçadores-coletores
: pesca, coleta de marisco
b)
caçadores especializados
: caça de animais maiores
c)
caçadores-plantadores
: instrumentos rudimentares
d)
plantadores recentes
: cerâmica, arte têxtil
e)
altas culturas
: avançada organização social
Outro aspecto importante a ser discutido também são os
estágios de desenvolvimento
das sociedades, em geral, amparados no critério de desenvolvimento tecnológico, organização social e exploração econômica

Uma questão que surge é: os primeiros humanos no continente trouxeram quais conhecimentos?

A resposta depende da antiguidade da sua chegada
Os estágios em geral são reconhecidos como:

a)
Pré-pontas de projétil
: estratificados anteriomente ao uso de projéteis para caça (por ex. talhadores, raspadores, facas e batedores)
b)
Paleo-índio
: multiplicam-se os registros arqueológicos, surgem as pontas de projétil
c)
Transição
: ~8 a 5 mil anos atrás, ambiente muda e torna-se próximo do que é hoje, adição de moagem e polimento, sementes e moluscos
d)
Ceramista
: sugere vida sedentária (devido a fragilidade de transporte), grande variedade estilística, uma única função
e)
Recente
: diversificados desenvolvimentos dependendo da região (florestas, desertos, campos, costas do Pacífico, Ártico)
Instrumentos em pedra lascada: em cima, quatro raspadores em forma de quilha de barco e uma ponta de dardo; em baixo, duas facas e dois talhadores
TECNOLOGIAS LÍTICAS
Choper: ferramenta utilizada para cortar e amassar alimentos
Percutor: instrumento para obter lascas
Seixo: um pequeno bloco, uma laje, uma lasca de bom tamanho
Hacha: machado
Cuchillo: faca
Micrólitos: peças extremamente pequenas (setas, dardos)
Fases estilísticas
Duas ocorrências simultâneas a cerca de 3 mil anos: no Equador (Valdívia) e na Colômbia (Puerto Hormiga)

A partir desses núcleos é possível entender a difusão da cerâmica, sem deixar de considerar invenções independentes

O surgimento da cerâmica está atrelado à domesticação de plantas e a sedentarização
TECNOLOGIA CERÂMICA
Cultura valdívia (EQUADOR)
Próximas duas aulas, de 28/03 e 04/04:

MESA-REDONDA

Para discutirmos Maias, Astecas e Incas

Cada grupo terá um tema para desenvolver e o professor irá completar o quadro informativo

Propor problemática e relatório do grupo
entrega dia 11/04
TDE's
:
serão dois na primeira parcial e um na segunda

1)
Sociedades pré-conquista (texto 8)
2) Conquista da América Espanhola (texto 15)

Produção de um relatório em grupo e envio via Eureka

Entrega até 28/04
As chamadas
áreas nucleares
, devido ao desenvolvimento tecnológico, da organização social e da economia, acabaram por se distanciar enormemente das outras regiões

Provavelmente houveram intercambios entre as duas regiões, incluindo expedições planejadas de comércio

O padrão de vida em aldeias se difunde na mesoamérica entre 2 mil e mil anos a.C.
A cultura
OLMECA
, cujos elementos de arte e religião se difundiram pelas terras altas do México central até o sul na Guatemala, é considerada a "civilização matriz" da mesoamérica

Entre 1000 e 1500 a.C. assinalam o clímax do período formativo da civilização mesoamericana

Desenvolvendo-se, quase paralelamente, a partir de 300 a.C., temos a cidade de Teotihuácan e os Maias

Os Astecas são a última civilização a surgir na região
1200 a.C.
1000 a.C.
Nos Andes temos a
Cultura Chorrera
(Equador, entre 2 e mil a.C.), influenciada pela mesoamérica

Caral
(no Peru, próxima a Lima), contemporânea dos egípcios, chineses, mesopotâmia, índia

Cerca de 1 mil a.C. no Peru temos a
Cultura Chavin
, cuja influência se difunde pelos Andes centrais entre 1 mil e 500 a.C.

Tiahuanaco - 600 d.C.
Nazca - entre 250 e 700 d.C.
Mochica - entre 100 a. C. e o ano 800 d.C.
Huari - 500 até 1200 d. C.
Na
área intermediária
notamos um fraco desenvolvimento tecnológico, social e econômico

Maior expressão na região da bacia do Orinoco

Cultura mais expressiva é a confedereção Muísca ou Chibcha
Nas
áreas florestais
temos:

O complexo de Poverty Point (entre 1200 e 400 a.C.) na foz do Missisipi

Cultura de Adena no vale do Ohio (entre 800 a.C. e 200 d.C.)

Na região do Amazonas, temos várias fases e culturas: Ananatuba, Formiga, Marajó, Aruã, Santarena
Nas
áreas de deserto
temos:

Tradição Mogollon
Os Anasazi
Os Hohokan

Tradição Valiesserana ou Cultura Aguada (Argentina)
Atividade
para o texto de LAHR & SOUZA:

1) Quais implicações as diferentes teorias para o surgimento do homem moderno têm para o povoamento do continente americano?

2) Disserte sobre a arqueologia dos primeiros seres humanos no continente e sobre as pesquisas envolvendo sua biologia.

3) Do que trata a chamada QUESTÃO ‘LEVALLOIS’?
Maias


Astecas


Incas
Antecedentes à sua formação

Estrutura político-social

Cultura
1200 a.C.
1000 a.C.
Bandos >>> Tribos >>> Chefias >>> Estados
Tlapanecas ou yopis
Tututepecos ou mixtecos
Purépecha ou Tarascos (ESP)
Alguns aspectos importantes para aprofundar (
MAIAS
e
ASTECAS
):

Passado pré-maia e pré-asteca
- civilização matriz Olmeca (1200 a 400 a.C.)
- cidade de Teotihuacan (100 a 650 d.C.)
- civilização Tolteca, cidade de Tula (900 a 1170 d.C.)
- Maias (1500 a.C. até a chegada dos europeus)

Detalhes
- a expanção tolteca ao sul levou a um renascimento maia
- a decadência tolteca abre um vácuo na região e estimula migrações
- os astecas eram violentos e são mal acolhidos por conta disso
- capitais gêmeas da conferderação asteca: Tenochtitlan e Tlatelolco
- enorme capacidade de aprendizado (em um século passam de tribos para império)
- org.social passou do simples ao complexo em pouco mais de 1 século
(sacerdotes de Huitzilopochtli primariamente, depois hierarquização complexa)
- 53 províncias organizadas por fisco, com autonomia, mosaico de cidades
- não havia uma política de aculturação
- o direito era consuetudinário
- arte: arquitetura e escultura (astecas)
- existe uma religião de fundo mesoamericana

Contato com os europeus
-
encontraram já em decadência os maias, mas com um rica rede de comércio
- impressões de grandeza e enorme desenvolvimento demográfico (astecas)
Leituras mais gerais
:

Paul Gendrop. A civilização maia

Henri Favre. A civilização inca

Jacques Soustelle. A civilização asteca
Leitura mais específica:

Leslie Bethel. Os vários volumes da História da América
Fichamentos
:

Texto 07 e 12

Entrega dia 18/04
Alguns aspectos gerais para desenvolver:

Diversidade cultural, étnica e linguística

Total de habitantes na América na época do contato
Ver os "esquemas classificatórios" dos estudos linguísticos:

https://en.wikipedia.org/wiki/Classification_schemes_for_indigenous_languages_of_the_Americas
Lista com as línguas indígenas do continente:

https://es.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lenguas_ind%C3%ADgenas_de_Am%C3%A9rica
Só no Brasil: O censo de 2010 contabilizou 305 etnias indígenas no Brasil, que falam
274 línguas diferentes

Na Bolívia: em 2012 reconheceu-se 34 línguas indígenas como oficiais

Nos EUA: 430 línguas diferentes e mais 54 consideradas extintas
Gigantescas divergências:

entre 7 e 75 milhões

uma estimativa mais razoável fica em torno de 28 milhões

norte do méxico = 1 milhão
méxico central = 11 milhões
área maia = 2 milhões
américa central = 2,5 milhões
américa do sul = 11 milhões
antilhas = 300 mil
Na época do contato calcula-se que existiam entre
2 mil e 2200 línguas
diferentes na América, ininteligíveis umas com as outras

Mais ou menos
130 línguas-tronco
(ou proto-línguas)
Alguns aspectos importantes para aprofundar (
INCAS
):

Passado pré-inca
- origem obscura, apoiam-se em larga herança cultural prévia
- Chavin é uma cultura-matriz (1200 a.C. a 100 d.C.)
- Paracas (matriz Nazca), Mochicas (matriz Chimu), Huari, Tiahuanaco, Chimu

Detalhes
- surgimento em ~1350 e expansão a partir do século XV
- aparentemente a expansão Inca se dá por motivos civilizatórios
- sistema de troca de populações (
mitima
) = política de aculturação em torno do quéchua
- formaram o mais vasto império americano (entre milhão e 1500.000 km²)
- nome oficial do império:
Tawantinsuyu
(cada uma das quatro regiões =
suyu
)
-
Ayllus
= grupo endogâmico baseado em descendência paralela (mãe e pai)
-
Kuraca
= chefe do ayllu
- modelo de plantio em terraços herdado de culturas anteriores
- Cuzco, Tumipampa, Cajamarca, Huánuco, Jauja, Machu Pichu
- religião é menos mística, ética mais precisa, uma religião de Estado

Contato com os europeus
- Huayna Capac morreu de peste (varíola provavelmente)
- quando do contato = 10 milhões de habitantes
TLALOC (deus das águas, do raio, das inundações)
QUETZALCOATL (deus de uma porrada de coisas)
Tezcatlipoca (junto com Quetzal representava uma dualidade das crenças mesoamericanas)
Huitzlopochtli (deus do Estado e da guerra asteca)
CRONOLOGIA ASTECAS
:

1168 - início da longa marcha
1224 - chegada no vale do México
1248 - astecas se colocam a serviço de Culhuacán (tolteca)
1325 a 1345 - estabelem-se nas ilhas lacustres
1367 - queda de Culhuacán
1371 - toma Tenayuca pondo fim ao poder dos chichimecas
1376 - são tributários de Azcapotzalco (tepaneca e dominante na região)
1428 - destruição de Azcapotzalco e formação da tríplice aliança de Tenochtitlán, Tlacopan e Texcoco
1428 a 1520 - expanção imperialista (6 governantes tenochcas)
Sol
As quatro idades anteriores
Os vintes dias
Duas serpentes que simbolizam o universo
Fontes:

MAIAS: Diego de Landa

ASTECAS: Bernal Díaz del Castillo

INCAS: Cieza de León
CRONOLOGIA MAIAS
:

1500 a.C. - primeiras aglomerações humanas semipermanentes
800 a.C. - povoamento mais intensivo
800 a.C. a 600 a.C. - presença de cerâmica, artefatos e monumentos sacrificiais
600 a.C. - cidade de Tikal já apresenta uma rede de intercâmbio comercial
200 a.C. - Tikal apresenta grande desenvolvimento arquitetônico
600 a.C. a 150 d.C. - dois grandes centros: Izapa e Kaminaljuyú
480 e 680 - decadência de Tikal
séculos VII e VIII - renascimento de Tikal
século VII - desenvolvimento de Palenque e Copan (triângulo da civilização clássica)
século X - decadência da civilização maia e concentração no yucatan
séculos XI e XII - fusões culturais maias e mexicanas (nahua)
990 - Chichén Itzá (governança tolteca)
séculos XI a XIII - aliança entre Chichén Itzá, Mayapan e Uxmal (Mayapán é a principal)
entre 1200 e 1461 - tentativas de renascimento maia
Primeira Parcial:

1) Mesa-redonda: apresentação + relatório

2) Dois TDE's

3) Fichamentos dos textos 07 e 12


Dia 29/04 é o fechamento das notas
CIVILIZAÇÕES PRÉ-CONQUISTA
POVOAMENTO DA AMÉRICA
CULTURAS ARQUEOLÓGICAS
HISTORIOGRAFIA E TENDÊNCIAS DE PESQUISA EM HISTÓRIA DA AMÉRICA
CONTATO E CONQUISTA
TIKAL
Bonampak: https://goo.gl/Fm2Rsv

Chichén Itzá: https://goo.gl/9QurJI

Uxmál: https://goo.gl/IZuTAZ

Copán: https://goo.gl/Z2lb9g

Palenque: https://goo.gl/PSu0vA
Katún (7200 dias), hotún (1800)
Milpa
Halach uinic
Itzam-ná
Chavin: https://goo.gl/5oXhpf

Paracas: https://goo.gl/4vr7aN

Nazca: https://goo.gl/M6lYZN

Huari (Wari): https://goo.gl/5cId2N

Tiahuanaco: https://goo.gl/NSmDLs
QUAL É A COINCIDÊNCIA TRISTE NA HISTÓRIA DE EXPANÇÃO DAS DUAS CIVILIZAÇÕES?
Periodização
:

Primeiras navegações exploratórias e contatos no Caribe

Conquista do México (Astecas e Tarascos)
Conquista do Yucatán (Maias)
Conquista da Guatemala e América Central

Conquista dos Andes Centrais (Incas)


O que se sabe sobre a CONQUISTA e os primeiros CONTATOS dos europeus com a América?



Cronologia das navegações e conquista
:

Século XII - primeiras aventuras marítimas
1492/1502 - viagens e chegada de Colombo a América
1498 - Duarte Pacheco costa ao norte do Amazonas
1500 - viagem de chegada de Cabral ao Brasil
1500 - Diogo Velasquez conquista a ilha de Cuba
1512 - Juan Ponce de León conquista a região da Flórida
1513 - Vasco Nunes de Balboa atravessa o Panamá
1516 - Juan Diaz de Solís atinge o rio da Prata
1519 - começa a conquista do México
1519/1522 - circunavegação da Terra por Fernão de Magalhães
1522 - primeiras tentativas de reconhecimento no Peru
1524/1533 - expedições para conquista da região do Peru
Detalhado:
https://goo.gl/SzYSwq

http://goo.gl/MCZ0jF
Descobrimentos portugueses
As primeiras expedições realizadas pelos espanhóis foram de
reconhecimento

Mas claro, se eles não encontrassem
resistência
, proclamavam seu domínio

Foi o caso das ilhas do Caribe, a começar por Hispaniola, depois a atual Cuba

Depois, foi o caso da Flórida atual
A primeira região controlada por Castela (depois Espanha) são essas ilhas na região do Caribe

Que irão servir de
base avançada
para todas as outras rotas e estratégias de conquista

Existem
vários conquistadores
, mas os que entraram para a história foram exatamente aqueles que tiveram o maior desafio pela frente: conquistar as civilizações mais desenvolvidas naquele contexto
Theatrum Orbis Terrarum 1570
Várias transformações ocorrem após as descobertas e conquista do chamado Novo Mundo

* uma nova mundivisão
* globalização cada vez mais acentuada
* contatos com diferentes civilizações
* refundações da supremacia européia
* intercâmbio colombiano
Planisfério de Jerônimo Marini - 1511
Mapa-Múndi de Henricus Martellus - 1489
Atividade
:

1) Quais as conexões que você poderia tecer entre a Reconquista na península Ibérica e as Grandes Nevegações, com a consequente descoberta e conquista do continente americano?

2) Quais fatores contribuiram para a fácil conquista da América?

3) Ao que se refere o chamado "modelo das ilhas" para a colonização do território americano? (tratar de: o problema do status do índio, os interesses espanhóis nas antilhas, a "guerra justa", a "cidade protótipo", o sistema de trabalho "encomienda", consequências sobre a população indígena, solução para o problema da mão-de-obra)

Com relação à conquista,
quais fatores
permitem que essa aconteça com tanta facilidade?

São vários... alguns já discutidos...
Várias eram as opções dos conquistadores (segundo Bethell):

podiam comerciar ou podiam invadir
podiam ocupar ou seguir viagem

A opção seria tomada a partir das condições locais

Que tipo de condições?
Um detalhe interessante: nos emprendimentos de navegações e conquista de territórios temos um equilíbrio entre interesses individualistas e os interesses públicos, da coroa
Sociedade patrimonial: construída através de um estrutura de favores mútuos

De uma lado, o serviço ao rei
De outro, as mercês, o favor do rei

Estrutura que se revigorou em Castela com Fernando e Isabel e que se transplantou para o Novo Mundo

As cartas de doação foram um grande incentivo
É altamente sugestivo que já na segunda expedição de Colombo tenha se dado ênfase à colonização

Em sua primeira expedição: 87 homens

Na segunda: 1200, incluindo soldados, cavaleiros, artesãos e agricultores (zero mulheres)
A primeira cidade espanhola na América foi a de Santo Domingo, na ilha de Hispaniola

De onde partiram todas as outras expedições de reconhecimento e conquista
Um dos modelos de trabalho que foi introduzido nas ilhas do Caribe e que surtiram sucesso no continente foi o modelo de
encomienda

Modelo baseado no trabalho forçada, compulsório mas não escravo

O modelo de assentamento, por conseguinte, seria o urbano, com um
cabildo
que serviria à administração no nível municipal
Antonio de Montesinos
Bartolomé de las Casas

(beneditinos)
1508 - Santo Domigo começa a expandir seu controle

1508 - ilha de Porto Rico

1509 - Jamaica

1511 - Cuba

1513 - Flórida e Darién (Panamá)

1519 - fundação da Cidade do Panamá por Pedrarias Dávila, desembarque de Cortés no México
O raio de destruição da população nativa se ampliava a cada ano

E para substituir a população dizimada, recorria-se a captura e transporte de populações de outras regiões e ilhas para as ilhas principais de Hispaniola (Santo Domingo) e depois Cuba (Havana)
Já a América continental é conquistada na janela de tempo que vai de 1519 a 1540


Espanha = 500 mil km²
América espanhola = 2 milhões de km²

6 milhões de súditos em Castela + 1 milhão em Aragão
50 milhões na América (antes do genocídio)
Dois grandes arcos
, partindo das Antilhas, completaram a conquista do continente

* um organizado desde Cuba, entre 1518-19, partiu para o México e o conquistou entre 1519-21, destruindo os Astecas e se irradiando ao norte e ao sul - 1524 rumo a Guatemala e El Salvador - demoraria mais uns 20 anos para subjugar os centros maias

* o outro começa do Panamá, ruma pelo norte em 1523-24 até a Nicarágua, depois tomou o rumo do Pacífico até conquistar os Incas entre 1531-33 - depois disso, a partir do Peru partem para o Equador (1534) e Colômbia (1536), e a partir desses pontos começam a se irradiar pelo Chile (1542), rio da Prata (1535-6)
Fontes
sobre o momento de contato e conquista (ASTECAS):

Historia verdadera de la conquista de la Nueva España - Bernal Díaz del Castillo

Cartas de relación de Hernán Cortés ao rei Carlos I de España

Historia general de las Indias - Francisco López de Gómara

La Relación de Michoacán
As grandes civilizações americanas se mostram muito fáceis de conquistar, devido a uma série de fatores

Mas as populações de áreas marginais a esses grandes centros, mostraram-se muito mais difíceis

Norte do México, América do Sul meridional, Chile

A saída foi, quase sempre, ignorar esses grupos
Impacto simbólico inicial

Superioridade tecnológica (relativizada no cap. Bethell)

Ritmo e a ritualística da guerra (captura do inimigo)

Capacidade de improvisação

Sistema de dominação Inca/Asteca em relação à outros povos (ressentimentos)

Cosmologia fatalista dos astecas e suas crenças no retorno dos deuses
Na medida em que a empresa conquistadora ia ficando mais complexa, devido à resistência de regiões marginais, devido às distâncias cada vez maiores, devido a logística, etc., os conquistadores vão precisando de financiamento

Surge uma classe orientada para isso

Ao mesmo tempo,
formam-se sociedades
para conquista

Um exemplo disso: Francisco Pizarro e Diego de Almagro + Hernando de Luque (o financiador)

Outro ex.: Pedrarias Dávila + Gaspar de Espinosa (o financiador)
A conquista da América só foi possível devido a existência de uma
rede de créditos
, que circulava devido a agente e empresários locais respaldados por funcionários reais e ricos encomendieros das Antilhas e, ainda mais distante, de Sevilha e das grandes casas bancárias de Gênova e Áustria
As sociedades formadas acabam proporcionando um elemento de coesão nas tropas

Junto com o butim eram uma motivação e tanto para a conquista

Ouro + glória + evangelho
Conquista do México

Realizada por Hernán Cortês, efetivou-se em pouco mais de dois anos (fevereiro de 1519 a agosto de 1521)

Haviam acontecido duas expedições anteriores de reconhecimento em 1517 e 1518

11 barcos + 16 cavalos + 508 soldados + 110 marinheiros

Espadas, lanças e facas + 16 mosquetes + 10 canhões de bronze e 4 canhões ligeiros
Além das populações indígenas, os conquistadores também precisam se preocupar com outra ameaças:

de outros conquistadores que já se espalhavam pela região

dos ministros de estado, que não queriam deixar ninguém criar um reino independente

Cortês por ex. foi conquistar o México a desdém das ordens do governador de Cuba, Diego Velázquez
Conquista do Peru

Realizada por Francisco Pizarro e Diego de Almagro, efetivou-se em pouco também

180 homens (muitos morreram no caminho) + 30 cavalos





Fevereiro de 1519 - saída de Cuba

22 de abril de 1519 - desembarque na costa do México

12 de novembro de 1519 - encontro com Montezuma

30 de junho de 1520 - la noche triste

13 de agosto de 1521 - rendição total de Tenochtitlán
Hernán Cortês - México central (Astecas)
Francisco Pizzaro e Diego de Almagro - Peru (Incas)

Diego de Almagro (Peru, 1524-1535, Chile, 1535-1537)

Vasco Núñez de Balboa (Panamá, 1510-1519)

Pedro de Alvarado (México, 1519-1521, Guatemala 1523 -1527, Peru, 1533-1535, México, 1540-1541)

Álvar Núñez Cabeza de Vaca (sudoeste dos Estados Unidos, 1527-1536, América do Sul, 1540-1542)
Uma lista mais completa, aqui:

https://goo.gl/CegiDN
Descobrimentos e conquista espanhóis
1523 - chega notícias ao Panamá de um grande império ao sul

1528-30 - negociações com a coroa espanhola e recrutamento

janeiro de 1531 - deixa o Panamá rumo ao Peru

16 de novembro de 1532 - encontro com Atahualpa em Cajamarca

15 de novembro de 1533 - tomada de Cuzco

1535 - fundação da nova capital, Lima, no litoral

1536-37 - revoltas lideradas por Manco Capac
Mesma estratégia de conquista
Basicamente sequestrar o cacique, o chefe

Montezuma dos Astecas

Atahualpa dos Incas
A estrutura é assim:

aproveita-se dos ressentimentos da dominação local
+
aproveita-se da boa vontade do chefe (depois sequestra-o)
+
aproveita-se da estrutura funcional do império (imperador marionete)
Os espanhóis nem se deram conta, mas quando chegaram ao México e ao Peru nada mais fizeram do que dar continuidade a um movimento de expanção imperialista das civilizações conquistadas

É uma das grandes coincidências que ajuda a explicar a dominação e implantação do sistema colonial
Conquista do Yucatãn

Francisco de Montejo iniciou a conquista de Yucatán em 1527

Em 1540 os espanhóis tinham apenas uma pequena parte da região

O interior só seria conquistado no próximo século


A lógica aqui é completamente diferente das anteriores

Apesar de os Maias terem constituído uma civilização complexa, não possuiam a unidade política dos Astecas/Incas

O que inviabilizava certas coisas e estratégias
Conquista do Chile e as guerras com os Araucanos

Conquista do norte do México e a resistência dos Chichimecas

NOTURNO
IMPLANTAÇÃO DO APARATO COLONIAL
Após a conquista, não houveram grandes problemas para os espanhóis estabelecerem-se como força colonial

Com exceção da Rebelião Inca de 1536-7 e da Guerra Mixteca de 1540-1

Não era um problema, tanto que não fortificavam suas cidades

Alguns tornaram-se um problema posterior, na medida em que aprendiam técnicas de guerra com os conquistadores (Chichimecas no norte do México, Araucanos no Chile, Apaches nas planícies dos EUA)
Referências para estudar a história dos EUA:

SCHOULTZ, Lars. Estados Unidos: poder e submissão

KARNAL, Leandro. Estados Unidos. A formação da nação

SELLERS, MAY e McMILEN. Uma Reavaliação da História dos Estados Unidos

SCHLESINGER, JR, Arthur. Os Ciclos da História Americana

RAY, Raphael. Mitos sobre a Fundação dos Estados Unidos:
A conquista da América é um fenômeno complexo de se estudar, exatamente porque não foi apenas um empreendimento militar

A
conquista militar
se deu apenas nos primeiros momentos

As
comunidades misioneiras
forma ainda mais importantes nos séculos que se seguiram, devido as vantagens materiais, culturais e espirituais que ofereciam

Conquista espiritual
>>>
Conquista demográfica
Com isso, temos a consolidação de uma sociedade conquistadora que foi incapaz de reproduzir o que se dava na metrópole

Porque? Em que sentido?
Dentre os conquistadores, não haviam apenas militares, mas pessoas que cumpriam outras funções na metrópole (camponeses, comerciantes, artesãos)

Não foi um exército profissional que conquistou a América
A coroa espanhola via com certo constrangimento as conquistas e o que advinham dela: a exigência de mercês, títulos e honrarias

Afinal, quem conquistava territórios para o rei...

Mas o que se viu foi uma reticente política da coroa espanhola, que temia a criação de um cenário feudal na América

Raramente distribuiu títulos nobiliárquicos
Além disso, a repartição dos butins também produziu muitos problemas na América

Com Cortês e seu governador instalado em Cuba

Com Pizarro e Almagro

O butim era separado de acordo o status social e com os serviços prestados (quem tinha cavalo ganhava mais)
Assim que Cortês concluiu a conquista do México tratou de estabelecer a primeira municipalidade, que no início era apenas imaginária

Villa Rica de Veracruz

Depois, com o estabelecimento da burocracia entre os seus próprios soldados passou a ganhar corpo
A estratégia de Cortês era se desligar do governador geral que estava em Cuba, com quem já houvera se indisposto inúmeras vezes

Então cria-se uma municipalidade com status independente em relação à governadoria e ligada diretamente à corte

Esse modelo irá se repetir em todo o México
Apesar de Cortês ter resistido ao modelo de encomiendas, para seu implante no México, depois acaba aceitando

O problema de introduzir esse modelo era se a destruição ocasionado nas Antilhas se repetisse no continente

De toda forma, a
cidade e a encomienda tornaram-se a estrutura colonial
, começando pelo México, depois levada ao Peru
A ideia de Cortês para o México era construir um sociedade de deveres recíprocos entre a coroa, os conquistadores e os índios

O modelo encomiendero vai ser remodelado e reformulado, para não repetir a destruição vista no Caribe
Coroa
= fornecia mão de obra índia e posse hereditária

Encomenderos
= proteger o país e cuidar do bem estar espiritual e material dos índios

Índios
= desempenhariam seu trabalho em suas próprias aldeias, comandados por seus próprios chefes, mas teriam que trabalhar para o conquistador
Nas primeiras décadas de colonização, eram 600 encomenderos no México e uns 500 no Peru, todos advindos diretamente da sua atividade de conquista

As encomiendas não eram um Estado, não comportavam título sobre a terra e não davam direito de jurisdição

Eram meramente um atestado para explorar a região controlada

O que caracterizava a América de uma maneira bem diferente da metrópole: não estava se gestando um sistema feudal
Apesar dos esforços dos encomenderos, não estava se gestando na América uma nobreza hereditária de tipo feudal e europeu

A coroa mantinha um controle estrito sobre a colônia

A encomienda retornava as mãos da Coroa após a morte do seu explorador
A Coroa conseguiu atuar dessa forma porque a sociedade colonial dava respaldo

Os encomenderos eram um minúscula parte dessa sociedade

Muitos se sentiam excluídos dos círculos privilegiados, dos quais faziam parte os encomenderos
Ao mesmo tempo que a coroa tentava controlar a hereditariaridade na posse da terra na América, também buscava controlar o poder que os encomenderos exerciam sobre as populações locais índias

Lei de 1549 = abolir o serviço obrigatório, substituindo-o por tributos (porém, é mais fácil editar uma lei do que colocá-la em prática)
Com relação à "conquista e colonização espiritual" do novo mundo, várias ordens religiosos vieram para a América

Franciscanos primeiro, depois Dominicanos, entre várias outras
A conversão foi muito rápida no México, devido principalmente ao vácuo deixado pela quebra da ordem religiosa e sacerdotal da religião asteca

Esse vácuo foi preenchido com o cristianismo

Porém, apesar de a conversão ter sido rápida em quantidade, em qualidade a discussão é outra... (cripto-religião, misturas e sincretismos são a tônica)
Nas primeiras décadas da conquista a atitude foi derivada do humanismo europeu: o pressuposto era o de que os índios tinham uma aptidão natural ao cristianismo

Depois, já nos fins do século XVI essa orientação mudou radicalmente: os índios precisariam de eterna tutela dos civilizados europeus
Em termos demográficos, operava-se de uma maneira cada vez mais aprofundada uma mudança

A medida que os imigrantes europeus afluiam em cada vez maior número para a América

A população indígena diminuia
Centenas nas primeiras décadas

Em meados do século XVI = mais de 100 mil europeus

A quantidade de mulheres começou a crescer também devido a uma lei que a coroa lançou: só poderia imigrar quem fosse casado

Além disso, tinha também uma cada vez mais crescente importação de mão-de-obra africana
Tudo isso ajudou a destruir quase por completo o mundo indígena pré-conquista

a evangelização

a imigração

o trabalho compulsório

O que mais?
A catástrofe demográfica também se dará com as epidemias que se disseminaram pela América sucessivamente e desigualmente

A varíola foi a primeira e principal

Cólera, gripe, etc.
Algumas regiões ficaram mais suscetíveis às epidemias

Regiões costeiras e de alta densidade demográfica = alta mortalidade

Andes centrais = menor mortalidade

Nas Antilhas principalmente, o índio será substituído pelo negro africano
México

1519 = 25 milhões de habitantes
1568 = 2,65 milhões

Peru

1532 = 9 milhões
1570 = 1,3 milhões
No decurso de uma única geração as transformações na América foram drásticas, nos mais diferentes setores

* Um mundo essencialmente rural, controlado por um grupo de proprietários urbanos

* As bases alimentares mudam e as demandas agrícolas mudam (milho pelo trigo, fazendas de gado e ovelhas, etc.)
Passadas as conquistas iniciais, a que se daria após o apaziguamento das revoltas, principalmente após meados do século XVI:

A
conquista administrativa

Dirigidas pelas audiências e pelos vicerreinados
Quem tiver interesse em aprofundar a questão dos índios do novo mundo:

Capítulo 7 do Volume 1 (Bethell)

Trauma da conquista
Desestruturação social
Sobrevida das tradições
Processo de aculturação
Resistência e revoltas
Quem tiver interesse em aprofundar a implantação do aparato administrativo nos séculos XVII e XVIII:

Capítulo 1, 2 e 3 do Volume 2 (Bethell)

A implantação das audiências e vice-reinos
O comércio atlântico
O território colonial foi dividido em 4 Vice-reinados:

Nova Espanha
Peru
Rio da Prata
Nova Granada

Posteriormente, o território foi redividido, surgindo as Capitanias Gerais, áreas consideradas estratégicas ou não colonizadas

Os Vice-reis eram nomeados pelo Conselho das Índias e possuíam amplos poderes
Nas colônias, havia outras duas instâncias de poder:

AUDIÊNCIAS
– Formadas pelos ouvidores, possuíam a função judiciária na América, e, com o tempo, passaram a ter funções administrativas

CABILDOS
– Eram equivalentes às câmaras municipais e somente podiam participar os elementos da elite colonial

Estavam subordinados às leis espanholas, mas tinham autonomia para promover a administração local e municipal
Formas de exploração dos nativos:

MITA
– Os indígenas eram tirados de suas comunidades para trabalhar nas minas por um prazo determinado e sob um pagamento irrisório

ENCOMIENDA
- A Coroa encomendava a captura de indígenas a um intermediário - encomendero – e os distribuía aos colonizadores, que recebiam o índio como seu servo

A servidão era justificada como um pagamento de tributos, feitos pelos índios em forma de serviço, por receberam proteção e educação cristã
A Sociedade Colonial Organizada com base na exploração estabelecida pelo mercantilismo metropolitano, a sociedade colonial apresentava no topo da escala hierárquica os
chapetones
(espanhóis da metrópole que ocupavam altos postos militares e civis) e o
clero

A aristocracia colonial era constituída de espanhóis nascidos na América os
criollos
(grandes proprietários e comerciantes que, por constituírem a elite colonial, participavam das Câmaras Municipais, denominadas cabildos

Abaixo deles, vinham os
mestiços
e, em seguida, os
escravos negros
(numericamente insignificante) e os
índios
, grupo mais populoso, submetido à mita e à encomienda
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