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Memorial do Convento

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by

catarina oliveira

on 27 March 2014

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Transcript of Memorial do Convento

Critica à Igreja
Vida conventual
As freiras são alvo de critica devido a estas serem o divertimento do rei
: «alivia-se a necessidade, na peniqueira ou no ventre das madres», de tal forma «se diverte.. mesmo tempo» (página 95).

O caráter cômico da ironia fica por conta da observação final do narrador: só o rei tem o direito de engravidar as freiras no tempo de uma ave-maria. Dessa forma, além de revelar a libertinagem das freiras, critica também o comportamento hipócrita do rei:
"É contudo um tempo de contrariedades. Agora sairão as freiras de Santa Mônica em extrema indignação, insubordinando-se contra as ordens de el-rei de que só pudessem falar nos conventos a seus pais, filhos, irmãos e parentes até segundo grau, com o que pretende sua majestade pôr cobro ao escândalo de que são causa os freiáticos, nobres e não nobres, que freqüentam as esposas do Senhor e as deixam grávidas no tempo de uma ave-maria, que o faça D. João V, só lhe fica bem, mas não um joão-qualquer ou um josé-ninguém." (MC, p.93)

Criticas á construção do convento de Mafra
Utilização de muitos homens contra a sua vontade;
Egocentrismo do rei em comprar a pedra mãe;
Modo como esta foi transportada.
Criticas à nobreza
Perspetiva crítica do romance
Memorial do Convento
Autos-de-fé
Cerimónias públicas onde os condenados da Inquisição eram queimados vivos.
Crítica perante um povo que nas cerimônias de condenação, festeja a morte dos hereges ("
deu volta inteira a procissão foram açoitados os que esse castigo haviam tido por sentença, queimadas as duas mulheres, uma primeiramente garrotada por ter declarado que queria morrer na fé cristã, outra assada viva por perseverança contumaz até na hora de morrer, diante das fogueiras armou-se um baile, dançam os homens e as mulheres (...). " (MC, p.53-54)
Critica ao fato das pessoas ficarem eufóricas, quando estas deviam ter era repúdio e medo perante estas situações (
"Porém, hoje é dia de alegria geral, porventura a palavra será imprópria, porque o gosto vem de mais fundo, talvez da alma, olhar esta cidade saindo de suas casas, despejando-se pelas ruas e praças, descendo dos altos, juntando-se no Rossio para ver justiçar a judeus e cristãos-novos, a hereges e feiticeiros, fora aqueles casos menos correntemente qualificáveis, como os de sodomia, molinismo, reptizar mulheres e solicitá-las, e outras miuçalhas passíveis de degredo ou fogueira." (MC, p.50)
Procissão da penitência
Onde o sagrado é profanado, onde a religião do espírito dá lugar à religião da carne. Nessa procissão, que ocorre no ambiente característico da praça pública - palco das ações carnavalescas -, os penitentes, todos homens, vão passando pelas ruas cheias de gente, chicoteando-se, autoflagelando-se a fim de purificarem a alma. As mulheres ficam assistindo de suas janelas, não com aquele esperado sentimento de fé e religiosidade, mas "possessas, frenéticas":
as mulheres reclamam força no braço, querem ouvir o estralejar dos rabos do chicote, que o sangue corra como correu o do Divino Salvador, enquanto latejam por baixo das redondas saias, e apertam e abrem as coxas segundo o ritmo da excitação e do seu adiantamento. (MC, p.29)

Esse tipo de procissão deveria possuir um caráter sagrado, de profunda reflexão espiritual e de penitência. No entanto, transforma-se em verdadeiro carnaval, onde prevalece a devassidão, a transgressão, o lado "avesso".
Touradas
Acontecem no Terreiro do Paço.


Procissão do corpo de Deus
Critica à censura ao luxo da igreja e à luxúria do Rei: descrição dos "preparos da festa” feita pelo narrador, que assume o olhar do povo (as colunas, as figuras, os medalhões, as ruas toldadas, os mastros enfeitados com seda e ouro, as janelas ornamentadas com cortinas e sanefas de damasco e franjas de ouro), que se sente maravilhado com a riqueza da decoração (uma reflexão do narrador leva-o a concluir que não se verificam muitos roubos durante a cerimónia, pois o povo teme os pretos que se encontram armados à porta das lojas e os quadrilheiros, que procederiam à prisão dos infractores).

O evento começa logo de manhã cedo e acaba no dia a seguir.


D.João V
Critica ao poder: "D. João V vai ter de contentar-se com uma menina. Nem sempre se pode ter tudo, quantas vezes pedindo isto se alcança aquilo, que esse é o mistério das orações..." (MC, p.71).

D. Maria Ana Josefa
Apesar do luto pela morte de seu irmão José, o Imperador da Áustria, e apesar do seu estado, não deixaria de frequentar tão solene cerimónia (autos-de-fé), se não fosse a debilitação causada pelas sangrias a que foi submetida (p.49)
Os touros são torturados, exibindo o sangue, as feridas, as "tripas“ ao público que, em exaltação, se liberta de inibições ("os homens em delírio apalpam as mulheres delirantes, e elas esfregam-se por eles sem disfarce”
Trabalho realizado por:
Catarina Dias nº5
Inês Pereira nº12
Isabel Almeida nº14
Susana Meireles nº28
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