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Sermão de Nossa Senhora do Ó (1640), Pe. Antônio Vieira

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by

Caroline Coelho

on 17 December 2013

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Transcript of Sermão de Nossa Senhora do Ó (1640), Pe. Antônio Vieira

Sermão de Nossa Senhora do Ó (1640), Pe. Antônio Vieira
Vida de Antônio Vieira - contexto para o sermão (1640)
* 1634 Vieira recebe as ordens sacerdotais
* 1640 pregação do Sermão de Nossa Senhora do Ó
UFPE, 2013
Literatura Brasileira I
Introdução à vida e obra
de Vieira
Tema e tese do
sermão
Argumentação
Sustentação
da tese
Recursos
estilísticos
* 1635 encarregado da cadeira de Teologia do colégio
* 1640 D. João IV é aclamado rei de Portugal
* 1640 pregação do polêmico Sermão pelo Bom Sucesso das Armas; evocação e elogio a D. Felipe IV da Espanha
* 1641 Padre Antônio Vieira e o Padre Simão de Vasconcelos partem para Portugal, para jurar obediência ao novo rei português
O Sermão de Nossa Senhora do O é proclamado no terceiro domingo do Advento, que tem uma característica especial de alegria. Esse domingo é também chamado de Domingo Gaudete, que significa “Alegrai-vos”.

O Pe. Antônio Vieira utilizou o Evangelho Lucas 1,31: "Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus".

Infinitude paradoxal do
uterus Mariae
: como o corpo finito da Virgem pode conter em si o espaço inteiro do mistério e do infinito?

TEMA

A concepção de Maria, Mãe de Cristo. Vieira menciona o mistério do evangelho: a concepção de Maria. Por volta deste núcleo, o pregador tece importantes considerações acerca da relação entre ofinito e temporal e o infinito o eterno.

TESE

Assim como o círculo do ventre virginal, na concepção do Verbo, foi um Ó que compreendeu o imenso que é Deus, também o Ó dos desejos da Senhora na expectação do parto foi outro círculo que compreendeu o eterno.

O circular no Sermão do O - o

círculo e a circunferência

Circunferência única figura plana que pode ser rodada em torno de um ponto sem modificar sua posição aparente, e única que é simétrica em relação a um número infinito de eixos de simetria.

Círculo é a reunião da circunferência com o conjunto de pontos localizados dentro da mesma. Vieira inicia o Sermão com considerações em torno da perfeição do círculo, o objeto mais bem-acabado dentre os quais a Natureza já produziu.

O circular no Sermão do O

Iniciando o sermão, Padre Antônio Vieira fala que o círculo representa a Terra, as Esferas Celestes, o Universo e Deus. Segundo ele, as obras se parecem com seu autor e Deus fecharia todas as suas em um círculo. “Deus está dentro do mundo e fora do mundo”, diz Vieira.

O primeiro círculo contém todas as coisas criadas e seria a Terra, o Mundo. O segundo seria Deus, que conteria dentro de si o mundo. E o terceiro, o ventre circular de Nossa Senhora, que contém dentro em si o mesmo Deus, o imenso.
O circular no Sermão do O

"O círculo do útero virginal foi um Ó, que compreendeu dentro em si o imenso” (Vieira, p. 470).

Deus é a imensidão. Todas as grandezas como sol e o céu têm medida e limite. E imensidade é uma extensão sem limite, cujo centro está em toda parte, e a circunferência em nenhuma parte. Segundo Vieira, consegue-se achar a circunferência do Sol, do Céu, enquanto que a de Deus não, pois sendo imensidão não se encontra circunferência.

"O círculo criado, que cerca o mundo, é o Céu; o círculo incriado e imenso, que cerca o Céu, é Deus; e o círculo imensíssimo que cercou a esse Deus imenso, é Maria."

Ou seja, Maria cercou Deus, que é o círculo que cerca o mundo, e por isso seu ventre é tão (e mais) imenso. Além disso, como Deus não era circunferência, não podia ser cercado, mas a imensidão do ventre de Maria é tão grande que conseguiu cercar a Deus.

Para dar sustentação a essa tese, Vieira recorre a vários argumentos, os quais veremos a seguir.

Argumentos de Autoridade
"(...) O certo é que as obras sempre se parecem com seu autor; e fechando Deus todas as suas dentro em um círculo, não seria ideia natural, se não fora parecida à sua natureza. - Daqui é que o mais alumiado de todos os teólogos, S. Dionísio Areopagita, não podendo definir exatamente a suma perfeição de Deus, a declarou como a figura do círculo (...)"
"Manílio, no livro quarto da sua Astronomia, diz uma coisa admirável, e é que os que nascem debaixo do signo da Virgem recebem desta influência tal graça no escrever, que uma letra sua contém uma palavra."
"(...) sendo o período da expectação do parto tão breve como de nove meses, o fizeram eterno. E por que ou como? Porque cresceu o desejo à proporção do amor, e o tempo à proporção do desejo. Não me creiais a mim, senão aos dois maiores doutores da Igreja, Nazianzeno, entre os gregos, e Agostinho, entre os latinos."
Argumentos por analogia
"Comparai-me o mar com o dilúvio. O mar tem praias, porque tem limite; o dilúvio, porque era mar sem limite, não tinha praias: (...) Assim a imensidade de Deus — quanto a comparação o sofre. — Está a imensidade de Deus no mundo e fora do mundo; está em todo lugar e onde não há lugar; está dentro, sem se encerrar, e está fora, sem sair, porque sempre está em si mesmo."
"A boa filosofia admite que pode haver um infinito maior que outro infinito, porque se houver infinitos homens, também os cabelos hão de ser infinitos; porém o infinito dos cabelos, maior que o infinito dos homens."
A oratória se destinava a comover e persuadir.

O intuito maior neste momento era a catequese do índio e a edificação do colono segundo as normas da fé católica.

Não se esqueçam do momento histórico vivido.

“O Barroco como arte da igreja católica no momento da contrarreforma”.

Oratória (característica): - comunicação direta com os espectadores.

Fácil transmissão do catequismo.

O estilo literário do Pe. Antônio Vieira é essencialmente barroco: - longos períodos construídos com o uso intensivo de figuras de linguagem, como metáforas e antíteses, formando um discurso altamente persuasivo, com o intuito de convencer o ouvinte pelo raciocínio e pela razão.

- Sugestão alegória (desde o início).

Paralelismo ao uso do círculo para fazer menção à grandiosidade de Deus, do Universo.

Uso da ideia da figura da letra ‘O’ para mencionar: - roda, ‘O’ do desejo, ‘O’ do imenso, ‘O’ do eterno [...]

Praça de São Pedro, Vaticano
Bibliografia
BECHARA, Evanildo.
Moderna Gramática Portuguesa
. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 2009

SANT'ANNA, Affonso Romando de.
Barroco : do quadrado à elipse.
Rio de Janeiro: Rocco, 2000;

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. A Lógica. In:______.
Temas de Filosofia
. São Paulo: Moderna, 2005. p. 154 - 161.
Departamento de Letras
MARTINHO, Ana Maria Mão-de-Ferro.
Padre Antonio Vieira: Sermões
. Jose Barbosa Machado: 2008. Acessado através da web em 20 novembro 2013.
FERNÁNDEZ, Karina de Freitas Silva.
A arte retórica de Padre Antonio Vieira
. Espéculo Revista de estudios literarios, Universidad Complutense de Madrid, 2008. Acessado através da web em 10 dezembro 2013.
VILAR, Fernanda & SILVA, Tiago.
A REPRESENTAÇÃO DO CÍRCULO NO SERMÃO DO PADRE ANTONIO VIEIRA
. Disponível em: http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/r00006.htm#_ftn1 acesso em: 15/dez/2013.
OLIVEIRA, Ana Lúcia.
De como o finito contém o infinito: paradoxo e alegoria na configuração vieiriana do
uterus Mariae
. RCL. Convergência Lusíada, 2011.
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