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Trabalho de Saúde Mental

Trabalho de Saúde Mental sobre Transtornos de Personalidade e Esquizofrenia
by

Ivaldo Ferro

on 27 October 2013

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Transcript of Trabalho de Saúde Mental

Insinceras vítimas, mostram um comportamento que a sociedade não aprova. Eles procuram atenção de forma pertubadora e transferem a culpa dos fracassos a outros.
Apresentam falta de confiabilidade, tendências impulsiva, ressentimentos e mau humor acentuado. Seus relacionamentos são superficiais e frívolas, tem uma tendência a ser hipócrita, calculista e enganosa. Eles compartilham muitas características distintas da personalidade anti-social.
MILLON, 1998; GUERRA, s/d
Eles são caracterizados pela labilidade emocional, impulsividade, sintomas depressivos, mau humor e ressentimento, muitas vezes fora de controle, reage à menor provocação e atos de uma forma turbulenta, apaixonada e violenta.
Etiologia
Baseado nos critérios do DSM-IV-TR:
A. Um padrão de desconfiança e suspeitas invasivas em relação aos outros, de modo que seus motivos são interpretados como malévolos, que começa no início da idade adulta e se apresenta em uma variedade de contextos, como indicado por pelo menos quatro dos seguintes critérios:
(1) Suspeita, sem fundamento suficiente, de estar sendo explorado, maltratado ou enganado por terceiros.
(2) Preocupa-se com dúvidas infundadas acerca da lealdade ou confiabilidade de amigos ou colegas.
(3) Reluta em confiar nos outros por um medo infundado de que essas informações possam ser maldosamente usadas contra si.
(4) Interpreta significados ocultos, de caráter humilhante ou ameaçador, em observações ou acontecimentos benignos.
(5) Guarda rancores persistentes, ou seja, é implacável com insultos, injúrias ou deslizes.
(6) Percebe ataques a seu caráter ou reputação que não são visíveis pelos outros e reage rapidamente com raiva ou contra-ataque.
(7) Tem suspeitas recorrentes, sem justificativa, quanto à fidelidade do cônjuge ou parceiro sexual.
B. Não ocorre exclusivamente durante o curso de Esquizofrenia, Transtorno do Humor Com Aspectos Psicóticos ou outro Transtorno.
Nota: Se os critérios são satisfeitos antes do início de Esquizofrenia, acrescentar "Pré-Mórbido", por ex., "Transtorno da Personalidade Paranóide (Pré-Mórbido)". Psicótico, nem é decorrente dos efeitos fisiológicos diretos de uma condição médica geral.

Transtorno iniciado comumente na adolescência e início da fase adulta;
Causa oficial ainda não determinada;
Acredita-se em eventos biológicos e de infância
Fatores predisponentes: pais com transtorno, interação mãe-filho, mortes na família, divórcios;
Psicólogo americano, identificou os 6 subtipos adulto do transtorno de personalidade histriônico
Atenção Psicossocial à pessoa com Transtorno de Personalidade e Esquizofrenia
Transtorno de Personalidade
Transtorno de Personalidade - Borderline
Trastorno de Personalidade Paranóide
Transtorno de Personalidade Histriônica
Transtorno de Personalidade Antissocial
Etiologia
Predisposição genética - alterações no lobo frontal, hipocampo e amígdalas.;
Danos cerebrais em regiões pré-frontais – Caso Phineas Gage.
Epidemiologia
Prevalência de 3% em homens e 1% em mulheres ;

É mais comum nas áreas urbanas pobres;

O início ocorre antes dos 15 anos;

75% da população das prisões;

É cinco vezes mais comum entre parentes de primeiro grau.

O que são transtornos de personalidade?
-Distúrbios graves da constituição caracterológica e das tendências comportamentais do indivíduo.

-Modalidades de comportamento profundamente enraizadas e duradouras.

-Manifestam sob a forma de reações inflexíveis a situações pessoais e sociais de natureza muito variada.

-Angústia pessoal e desorganização social.

-Aparecem, normalmente, durante a infância ou a adolescência e persistem de modo duradouro na idade adulta.
CID 10
- Atingem cerca de 15% da população mundial.

- Os TP são fonte de grande sofrimento subjetivo e dificuldades de adaptação para os portadores e familiares.

- Estão associados ao maior risco de incapacidade para o trabalho, deficiência de suporte social, dificuldades de relacionamento interpessoal, problemas com autoridades legais e maior risco de tentativa de suicídio.

- O TP não é a causa primária da busca por tratamento médico geral ou psiquiátrico.
Caracteriza-se por uma sensação crônica de vacuidade e solidão, possui relações interpessoais intensas porém instáveis. Trata-se de uma pessoa que possui comportamento autodestrutivo, medo crônico de abandono, raiva, auto-agressão e tentativa de suicídio, além de ser uma pessoa com fortes tendências ao uso de substâncias psicoativas como álcool e outras drogas.
STEFANELLI, FUKUDA e ARANTES, 2008
Etiologia
As causas dos disturbios de personalidade do tipo Borderline ainda não são bem claras;
Resultado de combinações de fatores genéticos e do meio em que o indivíduo está inserido;
Eventos traumáticos ocorridos na infância estão associados a presença do disturbio e podem funcionar como um starter para o mesmo;
8 entre 10 indivíduos Borderlines experimentaram problemas na infância (este fator parece ser predominante ao genético e determinante para o surgimento do transtorno.
Epidemiologia
Estudos apontam uma maior incidência do transtorno em mulheres do que em homens, sendo uma proporção de 70% para 30% respectivamente;
O TPB atinge de 1 a 2% da população em geral;
Pacientes ambulatóriais com esse transtorno constituem um total de 10%;
Pacientes portadores de TPB internados equivalem à um total de 20%;
A taxa de mortalidade por suicídio é alta, atingindo 10% dos pacientes com esse transtorno.
Sinais e Sintomas
-Há ideias superestimadas de estar mal, experiencias de dissociação, como despolarização e perda da percepção da realidade.
- Alguns sintomas são semelhantes aos dos quadros de psicose, onde ocorrem episódios de ilusões e alucinações baseadas na reliadade.
- A impulsividade é manifestada de duas formas, uma forma é a alto destrutividade com comportamento suicida, e outra é caracterizada pelo abuso de drogas, desordens alimentares, participação em orgias, explosões verbais e direção imprudente.
- Podem apresentar relacionamentos intensos e instáveis, cujos problemas mais comuns são o profundo medo de abandono, a alternância entre extremos de idealização e desvalorização o que leva a frequentes discussões e rompimentos no relacionamento.
BALLONE, S/D
CARNEIRO, 2004
Abordagem Terapêutica
CARNEIRO, 2004
- As abordagens terapêuticas são variadas
- A psicoterapia é mais eficiente em muitos casos, mas sofre uma resistência muito grande por partes dos pacientes.
- É fundamental que o indivíduo com TPB tome ciência de seu distúrbio e assuma a responsabilidade sobre seu tratamento.
- A terapia medicamentosa é eficaz no tratamento de outros distúrbios emocionais que frequentemente estão associados com o trasntorno borderline, por exemplo, depressão, ansiedade, ataques de pânico e distúrbios físicos, tais como enxaqueca e anorexia.
- Há ainda a necessidade de se atingir um “nível terapêutico”, através de medicações específicas, para que a psicoterapia seja eficaz.
- O acompanhamento feito por um médico psiquiatra é de suma importância para o tratamento do TPB.
- A participação e entendimento da família do indivíduo que sofre de TPB, acerca do problema e suas implicações sócio comportamentais é de fundamental impotância para a evolução do paciente.
BALLONE, S/D
É uma desordem de personalidade, que afeta a composição mental de uma pessoa, é incluída no grupo B "dramáticos, imprevisíveis ou irregulares".
O histrionismo significa uma exposição deliberada de emoção para o efeito,caracterizada pela dramatização excessiva e sobre o padrão de comportamento emocional. Pessoas com esse transtorno são animadas, dramáticas, sexualmente provocativas e demonstram desesperadamente a busca pela atenção e aprovação.
Etiologia
Epidemiologia
Características
Comorbidade
Diagnóstico
Crenças Disfuncionais
Prognóstico
Abordagem Terapêutica
Peculiaridades do Transtorno histriônico
Esquizofrenia
Esquizofrenia
História
(1860) - Benedict Morel - aplicou o termo démence précoce para designar quadros que tinham início em adultos jovens e que levavam a uma deterioração global das funções mentais;
(1896) - Emil Kraepelin - traduziu o termo utilizado por Morel como dementia precox, descrevendo pela primeira vez o seu quadro clínico;
(1911) - Eugen Bleuler - utilizou o termo esquizofrenia para expressar a presença de cisões entre pensamento, , emoção e comportamento;
(1959) - Kurt Schneider - classificou uma série de sintomas como essenciais para o diagnóstico.
Descrição do transtorno
"Transtorno crônico, complexo, aparentando ser um conjunto de diferentes transtornos com sintomas que se assemelham e se sobrepõem. Acomete pessoas conduzindo a alterações graves dos processos mentais, afeto e vontade. Está geralmente associado a delírios e alucinações auditivas"
Esquizofrenia
Prognóstico
- Tem um prognóstico melhor que as demais desordens psiquiátricas graves como, por exemplo, distúrbios de personalidade bipolar e esquizofrenia.
- Com o avanço da idade, especialmente se estes estiverem sob tratamento adequado, há uma tendência a um decréscimo nos sintomas mais gritantes dos indivíduos com TPB
- Alguns fatores como o alto grau de inteligência e intelectualidade, ausência de narcisismo, apoio familiar e estabilidade nuclear, são determinantes para o sucesso do tratamento e remissão do transtorno,
Epidemiologia
A incidência da esquizofrenia varia entre os países, apresentando mediana em torno de 15,2 a cada 100.000 habitantes por ano;
Sendo a incidência maior entre os homens (15/100.000 hab. contra 10/100.000 hab. para as mulheres);
Há maior incidência entre os migrantes, habitantes das áreas urbanas e de latitudes mais elevadas.
Epidemiologia
A mediana da prevalência pontual é de 4,6 a cada 1.000 habitantes;
A prevalência por período é de 3,3/1.000 habitantes;
Sendo a prevalência por toda a vida de 4 por 1.000 habitantes;
Em termos de prevalência não há diferença entre gêneros e urbanicidade.
No Brasil, a estimativa da prevalência de esquizofrenia durante a vida é de 1,9%.
Esquizofrenia
Epidemiologia
A mortalidade entre os portadores de esquizofrenia é 2,6;
Dentre as causas de mortalidade destaca-se o suicídio, responsável por 10% dessas mortes.
Esquizofrenia
Principais sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas da esquizofrenia apresentam-se de acordo com as seguintes dimensões psicopatológicas:

Psicótica ou positiva: delírios e alucinações;
Desorganização: desorganização do pensamento, afeto inapropriado, distúrbio da atenção e comportamento bizarro;
Deficitária ou negativa: embotamento afetivo-volitivo, pobreza da fala (alogia) ou de seu conteúdo;
Cognitivas: déficit da capacidade de abstração e de insight;
Depressivo-ansiosa: depressão, sentimentos de culpa, ansiedade.
Subtipos
Segundo a décima revisão da Classificação internacional estatística de doenças e problemas relacionados à saúde (CID-10), considera nove subtipos:

esquizofrenia paranóide;
esquizofrenia desorganizada (hebefrenia);
esquizofrenia catatônica;
esquizofrenia indiferenciada;
esquizofrenia residual;
esquizofrenia simples;
depressão pós-esquizofrênica;
esquizofrenia não-especificada;
outras esquizofrenias.
(KAPLAN & SADOCK, 2009)
(MIGUEL; GENTIL; GATTAZ, 2011)
BALLONE, S/D
(MIGUEL; GENTIL; GATTAZ, 2011)
(MIGUEL; GENTIL; GATTAZ, 2011)
(MIGUEL; GENTIL; GATTAZ, 2011)
"Ela nunca confiava em ninguém, e por mais nobres que fossem as intenções, sempre suspeitava nelas motivos mesquinhos ou baixos e fins egoístas.“

Tchecov, A Esposa
TRASTORNO DE PERSONALIDADE PARANÓIDE
(F60.0) É caracterizado por desconfiança constante. Pessoa com personalidade Paranóide é sensível às decepções e às críticas. Tem a tendência a guardar ódio, rancores e recusa-se a perdoar. É reivindicativo em relação aos seus direitos pessoais, de forma exagerada, em desacordo com a situação real. Sente-se frequentemente prejudicado nas relações. E se autovaloriza excessivamente.
CID 10 e DSM-IV
(MIGUEL; GENTIL; GATTAZ, 2011; KAPLAN & SADOCK, 2009)
ETIOLOGIA
A etiologia do Transtorno Paranóide é incerta. Alguns especialistas acham que há uma ligação genética. Pensa-se também algum tipo de trauma físico ou emocional durante a infância pode desencadear personalidade paranóide na idade adulta. Distanciamento, as relações familiares pobres, a pressão dos colegas também contribui para o desenvolvimento desse transtorno.

Kaplan & Sadock, 2007
Subtipos
Tipo paranóide:

Caracterizado pela preocupação com um ou mais delírios (de perseguição ou de grandeza), ou alucinações auditivas frequentes;
Estes pacientes costumam apresentar o primeiro episódio do transtorno em idade mais avançada do que aqueles com esquizofrenia catatônica ou desorganizada;
Tendem a ser tensos, resguardados, desconfiados, mas são capazes de se comportar adequadamente em algumas situações sociais;
Nas áreas não invadidas pela psicose sua inteligência tende a permanecer intacta.
(KAPLAN & SADOCK, 2009)
Sinais e Sintomas
Se caracteriza por suspeita e desconfiança persistentes das pessoas em geral;
Recusam responsabilidade por seus próprios sentimentos e atribuem-na aos outros;
Costumam se hostis, irritáveis e raivosos;
Coletores de injustiças;
Cônjuges patologicamente ciumentos;
Dois componentes principais: desconfiança e hostilidade.
Dalgalarrondo, 2008

Subtipos
Tipo desorganizado ou hebefrênico:

Caracterizado por apresentar regressão acentuada para um comportamento primitivo, desinibido e desorganizado, e pela ausência de sintomas que sejam critérios para a esquizofrenia catatônica;
Costuma ter início precoce, antes dos 25 anos de idade;
Nestes pacientes o transtorno do pensamento é pronunciado;
Os mesmos apresentam aparência pessoal desleixada, comportamento social e respostas emocionais inadequadas, com frequência explodem em risos sem razão aparente.
QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
(KAPLAN & SADOCK, 2009)
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
O
transtorno de personalidade Paranóide pode ser diferenciado do transtorno delirante pela ausência de delírios fixos;
Difere dos indivíduos com esquizofrenia paranóide , pois as pessoas com transtornos de personalidade paranóide não tem alucinações ou transtorno do pensamento formal;
Distingue do borderline porque raramente são capazes de envolvimento extremo ou relacionamentos tumultuosos com outros;
Difere do anti-social pois não tem a longa história de comportamento anti-social;
Difere dos indivíduos com personalidade esquizóide pois estes são reclusos e distantes e não tem ideação paranóide.
Kaplan & Sadock, 2007

Subtipos
Tipo catatônico:
Caracteriza-se por uma perturbação acentuada da função motora , podendo envolver estupor, negativismo, rigidez, excitação ou posturas bizarras;
O paciente apresenta alternância rápida entre extremos de excitação e estupor;
As características associadas são estereotipias, maneirismos, mutismo.
Tipo indiferenciado:
Inclui os pacientes claramente esquizofrênicos mas que não podem ser facilmente enquadrados em um subtipo.
(KAPLAN & SADOCK, 2009)
Subtipos
Tipo residual:

Caracteriza-se por evidências contínuas de transtorno esquizofrênico na ausência de um conjunto completo de sintomas ativos ou de sintomas suficientes para satisfazer o diagnóstico de outro tipo de esquizofrenia;
São comuns neste tipo de transtorno embotamento emocional, comportamento excêntrico, retraimento social, pensamento ilógico.
Curso e Prognóstico
Não foram conduzidos estudos sistemáticos, de longo prazo, sobre o transtorno da personalidade Paranóide;
Em alguns casos, a condição permanece por toda a vida; em outros, é um precursor de esquizofrenia;
Há ainda a possibilidade de que os traços paranoides deem espaços para formação de reação, preocupação apropriada com moralidade e preocupações altruístas à medida que os indivíduos amadurecem ou o estresse diminui;
Em geral, as pessoas com transtornos de personalidade Paranóide tem problemas por toda a vida para trabalhar e conviver com os outros;
Porém o tratamento do transtorno de personalidade paranóide ajuda os pacientes a lidar melhor com a sua condição. Eles são capazes de evitar situações de estresse e manter as suas suspeitas sob controle.
Kaplan & Sadock, 2007

Esquizofrenia
Subtipos
Esquizofrenia simples:
Caracteriza-se por uma perda insidiosa e gradual do impulso e da ambição;
Seu sintoma primário é o retraimento social e relacionado ao trabalho;
Esses pacientes em geral, não vivenciam delírios ou alucinações persistentes.

Depressão pós-esquizofrênica:
Surge como resultado do transtorno esquizofrênico;
Esses estados depressivos ocorrem em até 25% dos pacientes com esquizofrenia e estão associados a risco maior de suicídio.
(KAPLAN & SADOCK, 2009)
ABORDAGENS TERAPÊUTICAS
O tratamento é feito por psicoterapia e farmacoterapia (medicamentos).
O tratamento de escolha é geralmente a psicoterapia ou terapia da conversa. Com focos em habilidades de enfrentamento, discussões em grupo, discussões em família, habilidades de comunicação, construção de auto-estima e melhorar as interações sociais.
Porém é muito dificil a adesão do tratamento pois a pessoa com personalidade paranóide desconfia do profissional, o qual deve ter uma abordagem sutil e cautelosa. Exemplo: ao abordar a desconfiança de infidelidade sem qualquer motivo, e preciso fazê-lo de forma serena e lógica, evitando ridicularizá-lo com termos como "não seja ridículo" ou "isso é coisa da sua cabeça".
O tratamento medicamentoso serve para lidar com a agitação e ansiedade destes pacientes, sendo utilizados ansiolíticos e antipsicóticos em alguns casos. Em geral, agentes ansiolíticos como o diazepam (Valium) são suficientes. No entanto, pode ser necessário utilizar antipsicóticos como o haloperidol (Haldol) em pequenas doses por breves períodos para manejar a agitação grave ou o pensamento quase delirante. A pimozida (Orap) tem reduzido com êxito a ideação paranóide em alguns pacientes.
Kaplan & Sadock, 2007
(KAPLAN & SADOCK, 2009)
De acordo com o DSM-IV-TR estudos populacionais sugerem uma prevalência do transtorno de cerca de 2 a 3% da população geral.
Observa-se taxas similares entre homens e mulheres, contudo, esse transtorno é diagnosticado com mais frequência em mulheres do que em homens;
Curso e evolução
Em termos de curso, a esquizofrenia pode ser dividida nas seguintes fases:

pré-morbida - é a primeira evidência da doença, em geral os sintomas iniciam na adolescência.
prodrômica - precede o início da doença, nesta fase já são observados sintomas como alterações de personalidade, de pensamento e do humor, em geral não detectados;
progressiva - tem incício com o primeiro episódio de psicose;
crônica - também denominada fase de estabilidade, ainda sujeita a piora da sintomatologia.
KAPLAN & SADOCK, 2007
(MIGUEL; GENTIL; GATTAZ, 2011)
"Um indivíduo anda pelas ruas dizendo-se ser Jesus Cristo. Outro sempre se envolve em brigas e discussões violentas num estádio de futebol ou numa festa. Outros ainda são super tímidos de maneira que se isolam de todos. Estupradores, assassinos em série, abusadores, etc., todos estes, homens e mulheres, podem ter diagnóstico de “Transtorno de Personalidade”
(VASCONCELLOS, 2009)
Com a idade as pessoas afetadas exibem menos sintomas, mas por lhes faltar a energia dos anos anteriores, a diferença no número de sintomas pode ser mais aparente do que real.
Pessoas com essse transtorno estão sempre à procura de sensações e podem se envolver em problemas com a polícia, abuso de drogas e promiscuidade.
Psicoterapia
As pessoas com transtorno de personalidade histriônica muitas vezes podem não ter consciência e seus próprios sentimentos; a clarificação destes é um processo terapêutico importante.
A Psicoterapia de orientação psicanalítica, tanto de grupo como individual é o tratamento de escolha.
KAPLAN & SADOCK, 2007
KAPLAN & SADOCK, 2007
Casos ilustrativos
O diagnóstico de transtorno histriônico, compreende uma ampla observação do comportamento da pessoa, da história, da aparência geral e da avaliação psicológica.
MILLON, 1998; GUERRA, s/d
ESQUIZOFRENIA
Fatores genéticos
Fatores ambientais
De acordo com a Associação Norteamericana de Psiquiatria, através de seus critérios de classificação e diagnóstico de transtornos mentais, o DSM.IV:

"é um padrão persistente de vivência íntima ou comportamento que se desvia acentuadamente das expectativas da cultura do indivíduo, é invasivo e inflexível, tem seu início na adolescência ou começo da idade adulta, é estável ao longo do tempo e provoca sofrimento ou prejuízo."
As pessoas com esta condição anseiam por atenção. Eles são excessivamente romântico e dramático em seu comportamento exterior.
Vendem sua aparência para os outros e simulam posições desejáveis ​​e dramáticas para criar uma imagem atraente de si mesmos. Apesar da capacidade de simular todos os tipos de personagens, esses deixam uma sensação de vazio interno.
Fatores biológicos e psicossociais
Histriônico Infantil
Histriônico Teatral

Grupo A – Aqui estão as pessoas caracterizadas essencialmente por pensamentos estranhos, comportamentos excêntricos e mórbida tendência ao isolamento. Estão classificadas aqui as personalidades paranóides, esquizóides, esquizotípicas.

Grupo B – Transtornos que têm em comum um comportamento com tendência à dramaticidade, apelação e emoções que se expressam intensamente. Transtorno histriônico, anti-social, borderline e narcisista.

Grupo C – Estão as personalidades com marcantes traços de dificuldade no controle dos impulsos. Como o transtorno explosivo ou impulsivo da personalidade, transtorno ansioso ou evitativo da personalidade, transtorno anancástico ou obsessivo-compulsivo da personalidade.
CID - 10; DSM.IV
Apresentam traços de personalidade histriônica e borderline, com emoções instáveis ​​e birras difusas e comportamentos exigentes, juntamente com constantes de provocação sexual. É comum a oscilação de simpatia de criança, que atua de forma sedutora e atraente a demostrações carrancudas de ressentimento.
MILLON, 1998; GUERRA, s/d
Classificação dos transtornos de personalidade
Histriônico Vivax
Diagnóstico
É principalmente clínico;
É fundamental uma anamnese detalhada, incluindo estado psicopatológico atual e histórico, personalidade pré-morbida, antecedentes pessoais e familiares (clínicos e psiquiátricos) e abuso de substâncias;
Baseados nos sintomas descritos por Kraepelin, Bleuler e Schneider;
Oficialmente no Brasil, o diagnóstico da esquizofrenia é realizado de acordo com os critérios da 10ª revisão da Classificação Internacional das Doenças (CID-10).
Esse subtipo age impulsivamente, buscando excitações superficiais sem analisar as possíveis conseqüências de seu comportamento. Levam uma vida caótica de irresponsabilidade. Pode haver uma relação de bem-estar ao consumo de drogas e álcool.
MILLON, 1998; GUERRA, s/d
Histriônico Apaziguador
(MIGUEL; GENTIL; GATTAZ, 2011)
As pessoas com esse subtipo mostram sintomas obssesivos compulsivos e dependentes.
A principal necessidade é a aprovação dos outros, tem uma habilidade incomum para agradar as pessoas e fazer amigos rapidamente.
Essa pessoas nos estágios iniciais de sua vida sentia-se inferior, inadequada e não se sentia amada.
MILLON, 1998; GUERRA, s/d
Esquizofrenia
Transtorno de personalidade X Doença Mental
As doenças mentais ocorrem e se desenvolvem a partir de um momento definido da vida, tal como são as crises, reações, processos, episódios e surtos, enquanto os Transtornos da Personalidade, por sua vez, são maneiras problemáticas de ser, constantes e perenes. As doenças mentais surgem e os Transtornos da Personalidade são.
Ballone , Meneguette 2009.
Histriônico Tempestuoso
MILLON, 1998; GUERRA, s/d
Histriônico Falso
Farmacoterapia
A farmacoterapia pode auxiliar quando há sintomas-alvo (p. ex., a ultilização de antidepressivo para depressão e queixas somáticas, agentes ansiolíticos para ansiedade e antipsicóticos para desrealização e ilusões, dentre outros.
KAPLAN & SADOCK, 2007
(1) esforços frenéticos para evitar um abandono real ou imaginado. Nota: Não incluir comportamento suicida ou automutilante, coberto no Critério 5[617]
(2) um padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos, caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização
(3) perturbação da identidade: instabilidade acentuada e resistente da auto-imagem ou do sentimento de self
(4) impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente prejudiciais à própria pessoa (por ex., gastos financeiros, sexo, abuso de substâncias, direção imprudente, comer compulsivamente). Nota: Não incluir comportamento suicida ou automutilante, coberto no Critério 5
(5) recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento automutilante
(6) instabilidade afetiva devido a uma acentuada reatividade do humor (por ex., episódios de intensa disforia, irritabilidade ou ansiedade geralmente durando algumas horas e apenas raramente mais de alguns dias)
(7) sentimentos crônicos de vazio
(8) raiva inadequada e intensa ou dificuldade em controlar a raiva (por ex., demonstrações freqüentes de irritação, raiva constante, lutas corporais recorrentes)
(9) ideação paranóide transitória e relacionada ao estresse ou severos sintomas dissociativos
Padrão Global de excessiva emotividade e comportamento de busca de atenção;
Sinais e Sintomas
Padrão constante de desrespeito e violação dos direitos dos outros e das normas sociais desde juventude;
Comportamento e discurso sedutor e mentiroso, freqüentemente coagindo por interesse ou prazer próprio;
Impulsividade ou dificuldade de planejamento futuro;
Irritabilidade e agressividade;
Irresponsabilidade e imprudência;
Ausência de remorso e indiferença ou racionalização ao sofrimento alheio;
Pode ocorrer promiscuidade, ausência de empatia, cinismo, arrogância, e abuso dirigido a crianças.
Prognóstico
O pico do comportamento anti-social é no final da adolescência;
Alguns relatos indicam que os sintomas diminuem com o passar dos anos;
Relação familiar e social desagregada;
Criminalidade e violência;
Problemas legais e morte prematura.
Sentem-se desconfortáveis ou desconsiderados quando não são o centro das atenções;
Comorbidades


Existe uma correlação entre o transtorno de personalidade antissocial com outros transtornos : depressivo, boderline, transtorno por uso de álcool e abuso de outras drogas são comuns.

Abordagens terapeuticas
Farmacoterapia: anticonvulsivantes (carbamazepina e valproato) e psicoestimulantes (metilfenidato), antagonistas dos receptores B adrenérgicos;
Terapia cognitivo-comportamental;
Psicoterapias
A aparência e o comportamento com frequência é de maneira inadequada, sexualmente provocantes ou sedutores;
Escala de Robert Hare
1. BOA LÁBIA ;
2. EGO INFLADO;
3. LOROTA DESENFREADA;
4. SEDE POR ADRENALINA;
5. REAÇÃO ESTOURADA;
6. IMPULSIVIDADE;
7. COMPORTAMENTO ANTISSOCIAL;
8. FALTA DE CULPA ;
9. SENTIMENTOS SUPERFICIAIS;
10. FALTA DE EMPATIA;
11. IRRESPONSABILIDADE;
12. MÁ CONDUTA NA INFÂNCIA.
(NUNES; BUENO; NARDI, 2005; SILVA, 2006)
ABORDAGENS TERAPÊUTICAS
Critérios Diagnósticos, segundo DSM - IV
FÁRMACOS
Diagnóstico diferencial
São empregados no alívio dos sintomas psicóticos;

O tratamento bem sucedido pode permitir a integração do paciente na sociedade;

Todos os fármacos antipsicóticos antagonistas nos receptores de dopamina, porém existem alguns que também bloqueiam outros receptores: monoamina e especialmente de serotonina.

Fármacos:
ANTIPSICÓTICOS
( Típicos e/ou Atípicos)

Critérios Diagnósticos segundo o DSM - IV
A - Um padrão persistente de desrespeito e violação dos direitos alheios, que ocorre desde os 15 anos, indicado pelo menos três dos seguintes critérios:
1. Incapacidade de adequar-se às normas sociais com relação a comportamentos legais
2. Propensão a enganar
3. Impulsividade ou fracasso em fazer planos para o futuro
4. Irritabilidade e agressividade
5. Desrespeito pela própria segurança e dos outros
6. Irresponsabilidade
7. Ausência de remorso
B - Indivíduo tem no mínimo 18 anos.
C - Existem evidencias de transtorno de conduta com início anterior aos 15 anos de idade.
D - A ocorrência do comportamento anti-social não se dá exclusivamente durante o curso de esquizofrenia ou episodio maníaco.

Fármacos Antipsicóticos TÍPICOS
A expressão emocional pode ser superficial e apresentar rápidas mudanças;
- O Transtorno da Personalidade Borderline freqüentemente ocorre com Transtornos do Humor e, quando são satisfeitos os critérios para ambos, os dois podem ser diagnosticados.
- Transtorno de Personalidade Histriônico, levando em consideração que uma pessoa com Boderline apresenta autodestrutividade, rompimentos raivosos de relacionamentos íntimos e sentimentos crônicos de profundo vazio e solidão.
-Transtorno da Personalidade Paranóide e Narcisista podem ser caracterizados por uma reação de raiva a estímulos menores, a relativa estabilidade da auto-imagem, bem como a relativa ausência de autodestrutividade, impulsividade e preocupações com abandono distinguem esses transtornos do Transtorno da Personalidade Borderline.
- Transtorno de personalidade anti-social possui comportamento manipulador, a diferença é que no Boderline o comportamento manipulador se destina mais a envolver as pessoas que o indivíduo considera importantes.
Mecanismo de ação:

Antagonismo dos receptores D2, mesolímbicos e possivelmente mesocorticais.

Inicialmente aumentam e posteriormente reduzem a atividade elétrica dos neurônios dopaminérgicos;

Controlam os sintomas positivos da esquizofrenia;

SÃO INEFICAZES PARA TRATAR OS SINTOMAS NEGATIVOS;

Fármacos:
Clorpromazina; Haloperidol ;Tioridazina ;Missulprida ;Flufenazina Periciazina.

Efeitos adversos
 Efeitos extrapiramidais:
-Acatisia (incapacidade de se manter imóvel);
- Distonia aguda (espasmos musculares da língua, face, pescoço e dorso);
- Parkinsonismo (rigidez, bradicinesia, tremor variável e lentidão);
 Congestão mamária, galactorréia e ginecomastia.
 Discinesia tardia;
 Efeitos anticolinérgicos;
 Efeito anti-histaminico: Sedação e ganho de peso.
 Reaçãoes cutâneas: dermatite, urticária e fotossensibilidade
 Efeito antiemético: toxicidade nas overdoses.
 Bloqueio alfa adrenérgico: hipotensão ortostática


Faz uso da teatralidade, dramaticidade com alto grau de sugestionabilidade
Consideram os relacionamentos mais íntimos do que eles realmente são. Devaneios românticos são comuns;
Uso frequente da aparência física para chamar atenção;
Fármacos Antipsicóticos ATÍPICOS
Mecanismo de ação:

Antagonismo de ambos receptores 5-HT2 e D2

Parecem ser mais efetivos para tratar os sintomas positivos;

Efetivos para tratar os sintomas negativos da esquizofrenia;

Produzem sias erapiramidais significadamente mais leves ( apenas em altas doses);

Fármacos:
Risperidona; Clozapina; Quetiapina; Ziprazidona; Olanzapina
Tem um estilo discursivo excessivamente impressionista e carente de detalhes;
Efeitos adversos
 Acatisia;
 Ganho de peso ;
 Diabetes mellitus, hipertensão e hiperlipidemia;
 Dicrasias sanguíneas (granulocitopenia e agranulocitose)
 Maior risco de AVC;
 Redução do limiar convulsivo.

Na escolha do tratamento, devem ser considerados os fármacos já utilizados, o estágio da doença, a história de resposta e adesão e o risco-benefício;

Deve-se iniciar o tratamento com doses baixas , aumentando-a gradualmente, confome a adaptação do paciente, até atingir a dose ideal;

Associações de fármacos potencializam os efeitos adversos;

Atravessam a barreira placentária.
DEVE-SE LEMBRAR!!!
Em entrevistas, as pessoas com esse transtorno tem a ser cooperativos e ansiosos para fornecer uma história pormenorizada, gestos e acentuações drásticas de suas conversas são comuns.
A exibição afetiva é comum, mas, quando pressionados a reconhecer certos sentimentos, a exemplo: raiva, tristeza e desejo sexual, podem responder com supresa, indignação ou negação
DSM-IV-TR
Um padrão predominante de emocionalidade em excesso e procura por atenção, a partir do começo da idade adulta e presente em uma variedade de contextos, como indicado por cinco (ou mais) dos seguintes:
1. Sente-se desconfortável em situações no qual ele ou ela não é o centro das atenções;
2. Interação com outrem é frequentemente caracterizada por comportamento inapropriadamente sedutor ou provocativo;
3. Demonstra mudanças rápidas e superficiais de emoções e avaliações sobre outrem, principalmente seus críticos;
4. Busca de parceiros simultâneos;
5. Utiliza consistentemente a aparência física e vestimenta (elegante ou ousada), para chamar atenção para si;
6. Tem um estilo de discurso excessivamente impressionável e deficiente em detalhes;
7. Demonstra dramatização, teatralidade, e expressão exagerada de emoções;
8. É sugestionável, isto é, facilmente influenciável por outrem ou circunstâncias;
9. Considera os relacionamentos mais íntimos do que realmente o são;
10. Desprezo por diagnósticos e teimosia em julgar-se pessoa sã;
11. Dificuldade de concentração e na leitura de textos longos, tendendo à supeficialidade intelectual.
OUTRAS ABORDAGENS TERAPÊUTICAS
A CID-10
.
da Organização Mundial da Saúde lista o transtorno de personalidade histriônica sob o código F60.4, sendo caracterizado por pelo menos três dos seguintes:
1. Dramatização, teatralidade, e expressão exagerada de emoções;
2. Sugestionabilidade, facilmente influenciável por outrem ou ambientes;
3. Afetividade superficial e instável;
4. Busca contínua por excitação e atividades onde o paciente é o centro das atenções;
5. Sedução inapropriada em aparência ou comportamento;
6. Busca de parceiros simultâneos;
7.Desprezo por diagnósticos, críticas e sugestões que não coincidam com seu comportamento;
8. Preocupação excessiva com aparência física, vestimenta e acessórios.
9.Em casos extremos, pode insinuar-se para depois ser receptiva ao assédio do sexo oposto, mesmo que de pessoas com pouca ou nenhuma intimidade;
10. Inconformismo com o fim de relacionamentos, seguido de TOC -Transtorno Obsessivo Compulsivo com prevalência à obsessão pelo Déjà-vu na busca de reeditar relacionamentos que já não existem mais
 1. Terapias de orientação familiar:
Focalizar a situação imediata e ater-se a meios de identificar e evitar situações potencialmente problemáticas.

Os terapeutas devem ajudar o familiar a compreender a aprender sobre a esquizofrenia e estimular a discussão sobre o episodio psicótico e os eventos que levaram a ele. Os sintomas psicóticos muitas vezes assustam os membros da família, e falar abertamente sobre eles podem tranqüilizar o familiar.
2.Terapias psicossociais:
Capacitar indivíduos com doença grave desenvolverem habilidades sociais, a auto-suficencia, habilidade pratica e a comunicação interpessoal para uma vida independente
 3. Terapia de grupo:
Eficaz para reduzir o isolamento social, aumentar
o teste de realidade e para orientar quanto a problemas
e relacionamentos.
4. Terapia congnitivo-comportamental:
Melhorar distorções cognitivas, reduzir a distratibilidade e corrigir erros de julgamentos.
 5. Psicoterapia individual:
Oferecer continência e suporte;
Oferecer informações sobre a doença e modos de lidar com ela;
Restabelecer o contato com a realidade; Integrar a experiência psicótica no contexto de vida do paciente;
Identificar fatores estressores e instrumentalizar o paciente a lidar com os eventos da vida;
Desenvolver maior capacidade de diferenciar, reconhecer e lidar com diferentes sensações e sentimentos;
Conquista de maior autonomia e independência;
Diminuição do isolamento;
Observação dos pacientes.
Consequentemente...
6.  Terapia vocacional:
Utilizada para ajudar os pacientes a reconquistarem
antigas habilidades ou desenvolverem novas, incluindo oficinas
protegidas, clubes de emprego e programas de emprego
em meio período ou de transição
PROGNÓSTICO
Essa pessoa terá dificuldade em adquirir intimidade emocional em relacionamentos românticos e sexuais;
Terão relacionamentos deficientes com pessoas do mesmo sexo;
Os amigos se afastarão devido a necessidade incontrolável d quererem constante atenção;
Poderá apresentar depressão e aborrecimentos por não ser o centro da atenção;
Terão tédio com a rotina e serão fascinados por novidades e excitação;
Desistirão de projetos longos;
E apresentaram maior risco para gestos ou ameaças suicídas;
A curto prazo (1 ano):
- Relacionado com o grau de fidelidade com que a pessoa cumpre o plano do tratamento medicamentoso.
- Sem tratamento medicamentoso, 70% a 80% das pessoas que têm um episódio de esquizofrenia terão durante os 12 meses seguintes um novo episódio.

A longo prazo:
- Cerca de 20 a 30% de todos os esquizofrênicos são capazes de levar vidas relativamente normais.
- Cerca de 20 a 30 % continuam a presentear sintomas moderados;
- Ceca de 60 % permanecem comprometidos de forma significativa pelo transtorno durante toda a vida.
Transtorno de Somatização;
Transtorno Conversivo;
Transtorno Depressivo Maior;
Transtorno de Personalidade Boderline, Narcisista, Anti-social e Dependente.
FATORES QUE MELHORAM O PROGNÓSTICO
Sintomas afetivos e reativos;
Sintomas positivos;
Início tardio e de forma aguda;
Boa adaptação pré-mórbida;
Bom sistema de apoio social e familiar.
Fatores que pioram o prognóstico
Início precoce e insidioso;
Má adaptação pré-mórbida;
Isolamento social, autismo;
Sintomas negativos;
História familiar de esquizofrenia;
Fatores que melhoram e pioram o PROGNÓSTICO
CID-10

ATENÇÃO!!!
A esquizofrenia tem um risco associado de suicídio de 10%.
Mulher:
"Barbie", "Patricinha"
Homem:
"Machão"
Eu deveria ser o centro das atenções;
Eu não preciso me preocupar em pensar. Eu posso seguir meu sentimento "visceral".
Se eu mantiver as outras pessoas entretidas, elas não perceberão minhas fraquezas;
Eu não consigo tolerar o tédio;
Se eu tiver vontade de fazer alguma coisa, devo seguir em frente e fazê-la;
As pessoas me darão atenção somente se eu agir de maneiras extremas;
Sentimentos e intuição são muito mais importantes do que pensamento e planejamento racional.
Eu sou uma pessoa interessante e excitante;
Para ser feliz, eu preciso que os outros prestem atenção em mim;
Eu nada sou, a menos que eu divirta e impressione as outras pessoas;
Se eu não mantiver os outros envolvidos comigo, eles não vão me querer bem;
A maneira de conseguir o que eu quero é deslumbrar ou divertir as pessoas;
Se as pessoas não respondem positivamente a mim, elas não prestam;
É terrível ser ignorado;
Funções Psíquicas Alteradas
Aparência;
Atividade Verbal;
Atividade Comportamental;
Atenção;
Pensamento;
Linguagem;
Consciência do eu;
Afetividade;
Humor;
Mecanismos de Defesa Acionados
Repressão:
é o esquecimento ou a negação inconsciente de detalhes significativos do comportamento. Na repressão há um bloqueio na consciência dos conflitos geradores de ansiedade ou de distúrbios na motivação. Retirada de idéias, afetos ou desejos pertubadores da consciência, pressionando-os para o inconsciente.

Dissociação:
ou negação é um substituição de afetos desagradáveis por agradáveis. Essas pessoas são vistas como dramáticas e emocionalmente superficiais. Pode-se utilizar o deslocamento.
KAPLAN &SADOCK, 2007
EPIDEMIOLOGIA
Sua prevalência é de 0,5 a 2,5% da população geral, sendo mais comum em indivíduos do sexo masculino;
10-30% em contextos de internação psiquiátrica;
2-10% em ambulatórios de saúde mental;
Tem estreita relação com Esquizofrenia e Transtornos Delirantes;
As pessoas afetadas raramente procuram tratamento por si próprio e quando são encaminhadas geralmente é pelo cônjuge
.

Kaplan & Sadock, 2007

CID 10 (F 60.2)
Transtorno da personalidade dissocial

Fatores psicossociais;
Exposição durante a infância à violência;
Exposição intra-uterina a álcool e drogas;
Fatores de predisponentes:
CASO 1
Um estudante de 22 anos, com dúvidas sobre juntar-se à Central de Inteligência ou estudar Ciências Políticas, foi pedir aconselhamento vocacional. Na primeira entrevista, deixou claro que não confiava em psiquiatras e falou do "perigo" que representavam as duas profissões, , pois poderia ser "explorado". Decidiu não dar muitas informações a seu respeito, pois "poderia ser prejudicado futuramente". Contou sobre a separação recente de sua esposa, a quem sempre acusou de infidelidade. Ela o considerava tenso e sério, incapaz de responder a brincadeiras sem se sentir atacado. O estudante acreditava que sua esposa era responsável por todos os seus problemas matrimoniais, e interpretou a separação como uma confirmação de que não deveria confiar em ninguém.

CASO 2
Arthur Schopenhauer, filósofo alemão (1788-1860). Sempre desconfiado, autorreferente, tinha verdadeiro desprezo pela raça humana e ao mesmo tempo, desejos de obter glória e notoriedade. Atribuía seus fracassos acadêmicos a "conspirações" de professores universitários.

FOCCHI, GUILHERME


Suzane Louise Von Richthofen em 2002 foi condenada pela morte dos pais Manfred e Marisa. Suzane afirmava que seus pais não aceitavam o namoro e a impediam de ver o rapaz. Além disso, existi a um suposto interesse na herança. Atual mente presa em regime fechado.
FUNÇÕES PSÍQUICAS ALTERADAS
Aparência: Apresenta-se desconfiando, tenso e incapaz de relaxar;
Atenção: Hipervigilância;
Humor: Hipotímico;
Afetividade;
Não tem consciência da doença.

MECANISMO DE DEFESA ACIONADO
Projeção
MECANISMOS DE DESESA ASSOCIADOS
FUNÇÕES PSÍQUICAS ALTERADAS
Francisco de Assis Pereira mais conhecido como “O Maníaco do Parque”. Construindo a ilusão de que as mulheres tornariam-se modelos fotográficas, o motoboy conseguiu atrair 14 vítimas, sendo que apenas 5 delas fugiram após estupradas e mordidas. As outras tiveram um fim trágico, estranguladas por um cadarço ou cordinha
ORIENTAÇÃO
- São geralmente orientados em relação a pessoa, tempo e lugar;

-Ausência: alguns podem dar respostas incorretas ou
bizarras a respeito da orientação. Ex: Eu sou Jesus Cristo

SENSO- PERCEPÇÃO
- Hiperestesia: aumento da intensidade e duração das percepções (sons, ruídos). Ocorre nas intoxicações por substâncias, epilepsia, enxaqueca, esquizofrenia ;
- Alucinações auditivas: vozes muitas vezes ameaçadoras, obscenas, acusatórias ou insultosas;
- Alucinaçoes visuais;
- Alucinaçoes cenestesicas: são sensações infundadas d estados alterados em órgão do corpo. Ex: Sensação de ardência no cérebro, sensação de pressão nos vasos sanguineos e sensação cortanet na medula óssea
- Ilusoes;
- Trantornos de pensamento.

AFETIVIDADE
- Responsividade emocional reduzida;
- Emoçoes exageradamente ativas e impropias. Ex: extremos de raiva, felicidade e ansiedade;
- Afeto embotoado: pode estar realiconado aouso de medicamentos antipsicoticos;
-Emotividade em excesso:pacientes podem descrever sentimentos exultantes de onipotência, êxtase religioso.
- Perplexidade;
- Sensação de isolamento;
- Ambivalencia extrema;
- Depressão.

VONTADE
-Impulsividade;
-Violência;
-Suicídio: Cerca de 50% dos pacientes com esquizofrenia tentam
comete-lo e de 10 a 15 % co consumam;
-Homicído.

ATENÇÃO
- Mantem-se desperso;
- Dificuldade para concentrar-se;
ISOLAMENTO
NEGAÇÃO (modo de tomar conhecimento do que está reprimido)
(STEFANELLI, 2008)
(STEFANELLI, 2008)
(STEFANELLI, 2008)
(STEFANELLI, 2008)
ESQUECIMENTO
Esquizofrenia
Funções Mentais Alteradas
Sensopercepção: experiencias alucinatórias;
Pensamento;
Afetividade: sensação frente as frustrações;
Consciência do eu: Consciência dos atos psíquicos;
Humor;
Vontade: hiperbúlico ;
Consciência da doença atual: compreensão do paciente quanto ao seu transtorno.
(STEFANELLI, 2008)

Mecanismos de Defesa do Ego
Os mecanismos de defesa do ego mais utilizados são as defesas primitivas. Para proteger o ego do conflito recorrem à:
Idealização Primitiva;
Identificação projetiva;
denegação;
controle onipotente;
desvalorização.
Identificar as defesas subjacentes, aos processos mentais inconscientes que o ego utiliza para resolver conflitos entre os quatro principais pontos da vida interior: o instinto, a realidade, as pessoas importantes e a consciência.
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