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Hospitalidade

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by

Carla Mirella Adriano

on 30 August 2013

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Transcript of Hospitalidade

A tarefa-renúncia do tradutor
Sobre a tradução
Paul Ricoeur, 1994 - 2004
Referência bibliográfica:
RICOEUR, Paul.
Sobre a tradução
. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2011
Alirian
*
Ana Paula
*
Carolina
Débora
*
Luiza
*
Mirella
*
Thaís
Hospitalidade
hospitalidade
hos.pi.ta.li.da.de
sf
(lat hospitalitate)
1
Ato de hospedar.
2
Qualidade de hospitaleiro.
3
Bom acolhimento dispensado a alguém.
4
Agasalho dado a hóspedes.
Se a traduçao
se dirige ao leitor
- aqueles que não podem compreender o original - e se o essencial de uma obra poética não é o que ela comunica, e sim o algo "poético" que lhe é inerente, a tradução teria, então, apenas a função de
comunicar a comunicação
, ou seja, a
transmissão inexata de um conteúdo inessencial
.
http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=hospitalidade
Walter Benjamin, 1926
Relação leitor - obra
"Nenhum poema
dirige-se ao leitor,
nenhum quadro,
ao espectador,
nenhuma sinfonia,
aos ouvintes."
E uma
tradução?
Tradução de Susana Kampf Lages
Nenhuma obra
de arte deve levar
em consideração
o
receptor
O único recurso de que dispõe o tradutor para restituir o caráter de obra de arte em sua tradução seria
tornar-se também ele um poeta
.
Então, como compreender tradução a partir dessa relação "
obra <-> leitor
" que, segundo Benjamin, sequer existe?
Admitirá a obra a tradução?
Se a tradução é uma
forma
, ela depende vitalmente de seu original, do qual depreende as leis de sua constituição e determina seu grau de intraduzibilidade.
Se a tradução é uma forma, a
traduzibilidade
deve ser essencial a certas obras, e é graças a ela que original e tradução podem manter uma relação de
proximidade
.
A tradução tende a expressar
o mais íntimo relacionamento
das línguas entre si e é um modo
provisório
de lidar com a estranheza das línguas
Natureza da tradução
Tradução de Patrícia Lavalle
Benjamin
adota uma visão de
intolerância diante da perda
. Essa postura que, por um lado, sobrevaloriza o original, pode tanto insuflar o amor pelo estrangeiro – pelo outro, pelo original estrangeiro – quanto desvalorizá-lo; a ponto de, em último caso, não aceitar sua existência.

Ricoeur
está atento ao fato de que a tradução perpassa a questão da
relação entre o próprio e o outro
.
CASTELLO BRANCO, Lucia (org.).
A tarefa do tradutor, de Walter Benjamin
: quatro traduçoes para o portugues. Belo Horizonte, Fale/UFMG, 2011
LEITE, Augusto.
Hospitalidade linguística e tradução
: digressões acerca da tarefa do tradutor. Cadernos Benjaminianos, n. 5, Belo Horizonte, jan.-jun. 2012, página 1-8
A crítica de Ricoeur à teoria da tradução de Walter Benjamin e a passagem bíblica de Babel, propõe que o tradutor deve
conviver na diferença
visto que as intraduzibilidades, as falibilidades, as incomunicabilidades, são muitas.
O Estrangeiro
Traduzir é servir a dois mestres: o estrangeiro em sua obra e o leitor em seu desejo de apropriação.
“Levar o leitor ao autor”, “Levar o autor ao leitor”. (p. 22)
Luto
Parte da aceitação de que
nenhuma tradução é perfeita
.
Felicidade do tradutor
“A felicidade de traduzir é um ganho quando, ligada à perda do absoluto linguístico, ela aceita a distância entre a adequação e a equivalência, a
equivalência sem adequação
.” (p. 23)
Traduzir é um “ganho sem perda".
Renúncia da tradução perfeita
Segundo Ricoeur, apesar de a ideia de uma tradução perfeita ser impossível, o ato de traduzir tem o poder de se concretizar, mesmo de forma falha, e, ao mesmo tempo, a de não se realizar plenamente, indicando o caminho da
hospitalidade linguística
como saída para a questão.
Hospitalidade Linguística
Ricoeur acredita que uma consciência de perda e seu respectivo luto daria à relação entre o próprio e o estrangeiro, o ganho da
convivência na diferença
.
Dessa forma, pode-se traduzir sem esperança de eliminar a distância entre equivalência e adequação total.
Babel
Diferente da interpretação comum dessa história, onde se vê na dispersão da linguagem uma catástrofe irremediável, o que Ricoeur enxerga nessa narrativa é o
chamado à tradução
. A tradução, nesse caso, quer dizer “compreensão”.
Ricoeur não lê Babel enquanto história de condenação da humanidade, mas sim como algo que aponta para a tomada de consciência do caráter
diverso e individual
de cada sujeito, de cada língua.
Traduzir ou conviver na diferença?
Segundo Ricoeur, a resposta seria
conviver na diferença
visto que as intraduzibilidades, as falibilidades, as incomunicabilidades, são muitas.
Sem a tradução, a compreensão entre diferentes é impossível. E é a tradução que guarda a solução para a convivência na diferença, em uma virtude do que Ricoeur nomeou de
hospitalidade linguística
.
Conclusão
A tradução acalma a tensão entre as línguas e seu desentendimento próprio pelo anuncio de suas afinidades. Traduzir, é, então, conviver na diferença, “hospedar o estrangeiro”, quando consciente de seus limites.
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