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Apresentação . Michael Pollak

Apresentação realizada por Joice Henck para a disciplina "Mídia, memória e esquecimento", profª Ana Paula Goulart Ribeiro. ECO/UFRJ
by

Joice Henck

on 2 October 2012

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Transcript of Apresentação . Michael Pollak

MICHAEL POLLAK 1948 (Áutria) - 1992 (Paris)
Radicado na França
Formado em sociologia
Pesquisador do Centre National de Recherches Scientifiques - CNRS
Interesse acadêmico: relações entre política e ciências sociais
problema da identidade social em situações limites Biografia Trabalhos Memória e Identidade Social
Memória, Esquecimento, Silêncio Referências / Exemplos
Fernand Braudel memória e identidade social problema: ligação entre memória e identidade social no ambito das histórias de vida, na área da história oral tratadas separadamente nas publicações exemplo: Fernand Braudel - identidade (França)
Pierre Nora - memória (vestígios) e política Maurice Halbwachs
Pierre Nora recolhida por entrevistas: ou histórias de vida - memórias individuais / ou memórias mais coletivas.
problema: saber como interpretar o material Conceitos usados frequentemente na história que aludem diretamente a fatos de memória, muito mais do que a acontecimentos ou fatos históricos não trabalhados por memórias "anos sombrios" (governo Vichy)
"trinta gloriosos" "expressões que remetem mais a noções de memória, ou seja, a percepção da realidade do que a factualidade positivista subjacente a tais percepções." (p. 2) Apesar de parecer um fenômeno individual, Maurice Halbwachs (anos 20-30), já destacava que a memória deve ser entendia também como um "fenômeno coletivo e social, ou seja, um fenômeno construído coletivamente e submetido a flutuações, transformações, mudanças constantes" (p. 2) memória marcos ou pontos relativamente invariantes, imutáveis: "elementos irredutíveis, em que o trabalho de solidificação da memória foi tão importante que impossibilitou a ocorrência de mudanças." tornam-se realizade, passam a fazer parte da própria essência da pessoa. pontos constitutivos 1) acontecimentos vividos pessoalmente 2) acontecimentos "vividos por tabela" - acontecimentos vividos por outros à qual a pessoa se sente pertencer. 3) a memória é constituída por pessoas, personagens. "Participei ou não?" por meio de socialização é possível que "ocorra um fenômeno de projeção ou de identificação com determinado passado, tão forte que podemos falar numa memória quase que herdada." (p. 2) Philippe Joutard exemplo: No dia 10 de novembro de 1970 morria na França o general Charles de Gaulle, herói da resistência aos nazistas na Segunda Guerra mundial e presidente do país por 11 anos. exemplo: 4) Lugares exemplo: um lugar de férias na infância
monumento aos mortos lugares de apoio da memória, lugares de comemoração Arco do Triunfo ou Etoile (estrela, em francês) : simboliza as vastas conquistas de Napoleão Bonaparte.
"acontecimento, personagem e lugares, conhecidos diretamente ou indiretamente, podem obviamente dizer respeito a acontecimentos, personagens e lugares reais, empiricamente fundados em fatos reais. Mas pode se tratar também da projeção de outros eventos" (p. 3) O que ocorre são transferências, projeções exemplo: confusão entre os fatos a I e II Guerras Mundiais (Guerra na Normandia - capacetes pontudos)
"ou seja, aquilo que fica gravado como data de um acontecimento. Em função da experiência de uma pessoa, de sua incrição da vida pública, as data da vida privada e da vida pública vão ser ora assimiladas, ora estritamente separadas, ora vão faltar no relato ou na biografia." (p. 3) exemplo:
relatos de donas de casa da normandia: precisão nas datas da vida familiar, imprecisão às datas públicas, política.
relatos de personalidades políticas: datas públicas quase se tormam privadas Atenção: Problema dos vestígios datados da memória características Objeto de disputa Fenômeno construído memória nacional;
o que será gravado na memória do povo? memória individual: organização
memória herdada: "ligação fenomenológica muito estreita entre a memória e o sentimento de identidade" (p. 5) sentido da imagem de si, para si e para os outros identidade Construção da identidade A memória é: seletiva três elementos:
1) unidade física - fronteiras: própio corpo, grupo
2)continuidade dentro do tempo
3) há o sentimento de coerência: diferentes elementos unificados "A memória é um elemento constituinte do sentimento de identidade, tanto individual como coletiva, na medida em que ela é também um fator estremamente importante do sentimento de continuidade e de coerência de uma pessoa ou de um grupo em sua reconstrução de si." (p. 5) O Outro "A construção da identidade é um fenômeno que se produz em referência aos outros, em referência aos critérios de aceitabilidade, de admissibilidade, de credibilidade, e que se faz por meio da negociação direta com outros." (p. 5) Problema inicial: ligação - Memória e identidade Memória e identidade são negociáveis "são valores disputados em conflitos sociais e intergrupais, e particularmente em conflitos que opõem grupos políticos diversos." (p. 5) exemplo: nascimento ilegítimo, Resistência Trabalho de enquadramento de memória historiadores pode ser analisada a partir dos investimentos Trabalho da própria memória em si "Ou seja, cada vez que uma memória está relavitamente constituida, ela efetua um trabalho de manutenção, de coerência, de unidade, de continuidade, de organização" (p. 7) Identidades Coletivas "estou aludindo a todos os investimentos que um grupo deve fazer ao longo do tempo, todo o trabalho necessário para dar a cada membro do grupo - quer se trate de família ou de nação - o sentimento de unidade, de continuidade de coerência" (p. 7) "espero que esta rápida descrição da problemática da constituição e da constrição social da memória em diversos níveis mostre que há um preço a ser pago, em termos de investimento e de risco, na hora da mudança e da rearrumação da memória, e evidencie também a ligação desta com aquilo que a sociologia chama de identidades coletivas." (p. 7) "quando a memória e a identidade estão suficientemente constituidas, suficientemente instituídas, suficientemente amarradas, os questionamentos vindos de grupos externos à organização, os problemas colocados pelos outros, não chegam a provocar a necessidade de se proceder a rearrumações, nem no nível da identidade coletiva, nem no nível da identidade individual." (p. 7) exemplo: Estados nacionais recentes Rearrumações de identidade (?) Intervenções no debate "Se a memória é socialmente construída, é obvio que toda documentação também o é. Para mim não há diferença fundamental entre fonte escrita e fonte oral. A crítica da fonte [...] deve ser aplicada a fontes de tudo quanto é tipo." (p. 8) "até as mais subjetivas das fontes, tais como uma história de vida individual, podem sofrer uma crítica, por cruzamento de informações obtidas a partir de fontes diferentes." (p. 9) "o que devemos fazer é levantar meios de controlar as distorções ou a gestão da memória." (p.9) - interesse pelas partes mais e menos sólidas da história oral exemplo: fatos mais trumatizantes dos campos de extermínio
mulher grávida, discurso indireto "Acredito que a única coisa que se pode dizer é que existem cronologias plurais, em função do seu modo de construção, no sentido do enquadramento da memória, e também em função de uma vivência diferenciada das realidades." (p. 10) exemplo: história oral do Zé Povinho
1935 - estabilizaçaõ do emprego e da renda familiar
1948 - reforma monetária O historiador que se restringia aos arquivos se pedara com a realidade concreta. "Numa atitude quase militante, quer dar voz àqueles que jamais a tiveram, daí essa vontade de reabilitar o subjetivo frente ao objetivo. Cria-se assim uma oposição entre história oral e história social quantificada, enquanto eu, por mim, não vejo oposição, e sim continuidade potencial." (p. 11) Questão ultrapassada: objetivo X subjetivo;
Transformou-se num debate opondo escrita literária à escrita científica:
"o discurso científico, com seu fechamento e sua tendência reducionista, é um discursos que restringe a realidade e por conseguinte naõ é verdadeiro, já que não leva em conta o plural - aqui se trata mais do plural do que do subjetivo, o subjetivo não é mais o problema para Régine Robin." (p. 11) Régine Robin "Não aceito portanto essa oposição, que não é mais entre subjetivo e objetivo, mas entre técnica romanesca - vista como restituição verdadeira do social - e escrita científica - vista como reducionista. Aliás, acredito que as oposições binárias, das quais as discussões intelectuais fazem grande uso - subjetivo/objetivo, racional/irracional, cietífico/religioso - só servem para fins de acusação ou de autolegitimação." (p. 11) A primeira geração dos pesquisadores que trabalharam com história oral na Europa vieram da sociologia demográfica e da análise quantitativa da mudança social. "Foi portanto a impossibildiade da explicação por meio da observação de longas sérias que levou a isso." (p. 12) estudar não com "o que" os historiadores trabalham, mas "como" eles trabalham há sensibilidade no trabalho científico: sensibilidade das manipulações, no contato com os materiais sobre os quais se trabalha. "A história oral permite fazer uma história do tempo presente" (p. 12) oposição entre fontes clássicas, legítimas, e fontes que estão adquirindo nova legitimidade (menos dígnas) Fonte escrita não é superior a qualquer outra fonte 1 2 3 5 4 6 7 8 Depoimento pré-construido, comum entre os políticos.
Exemplo: militantes deportadas por razões políticas ou por ações na Resistência diferente das deportadas por acaso Análise do estilo (cronológico, tamático ou factual) e do emprego dos pronomes pessoais. Referência os trabalhos de Nora, "sobre sua integração dos lugares de memória e sobre os símbolos e as imagens que se formam a partir dos monumentos." (p. 15) Iconografia conservada por determiandos grupos e sua interpretação das imagens. memória, esquecimento, silêncio
Maurice Halbwachs - diferentes pontos que estruturam a memória
Pierre Nora - monumentos - lugares de memória e da tradição
Metodologia durkheimiana- tratar fatos sociais como coisas "torna-se possível tomar esses diferentes pontos de referência como indicadores empíricos da memórica coletiva, uma memória estruturada com suas hierarquias e classificações, uma memória também que, ao definir o que é comum a um grupo e o que o diferencia dos outros, fundamenta e reforça os sentimentos de pertenciamento e as fronteirtas socio-culturais." (p. 1) disputa política disputa de poder estruturada em hierarquias e classificações memória fundamenta e reforça os sentimentos de pertenciamento e as fronteiras socio-culturais. Uma força quase que institucional da memória à duração, à continuidade e à estabilidade. Não ve na memória coletiva uma imposição, mas sim uma coesão social, pela adesão afetiva ao gupo ("comunidade afetiva") Seletividade da memória;
Um processo de "negociação" para conciliar memória coletiva e memórias individuais. "Numa perspectiva construtivista, não se trata mais de lidar com os fatos sociais como coisas, mas de analisar como os fatos sociais se tornam coisas, como e por quem eles são solidificados e dotados de duração e sensibilidade". (p. 2) Na memória, lidaremos com os processos e os atores que intervem no trabalho de constituição e de formalização da memória. elemento de disputa memórias subterrâneas memória oficial "Ao privilegiar a análise dos excluídos, dos marginalizados e das minorias, a história oral ressaltou a importância de memórias subterrâneas que, como parte integrante das culturas minoritárias e dominadas, se opõem à "Memória oficial", no caso a memória nacional." (p. 2) Opõe-se a Maurice Halbwachs, uma vez que acentua o caráter destruidor, uniformizador e opressor da memória coletiva nacional a memória em disputa "Uma vez rompido o tabu, uma vez que as memórias subterrâneas conseguem invadir o espaço público, reinvidicações múltiplas e dificilmente previsíveis se acoplam a essa disputa da memória" (p. 3) batalhas da memória exemplos: denuncia dos crimes estalinistas necessidade de associar uma mudança política a uma (auto)crítica do passado.

Risco: os dominantes não podem controlar até onde levarão as reinvidicações que se formam ao mesmo tempo em que caem os tabus da mémoria oficial. sobrevivência de lembranças traumatizantes que esperam o momento propício para serem expressas. SILÊNCIO
mais frequente nas relações entre grupos minoritários e sociedade englobante.

Às vezes por não encontrar uma escuta, às vezes com o intuito de evitar constrangimento, situações ambíguas, mal-entendidos.

exemplo: vítimas/deportados da guerra.
"o silêncio parace se impor a todos aqueles que querem evitar culpar as vítimas" (p. 4) a função do "não -dito" Vivacidade das lembranças individuais e de grupos durante anos ( três exemplos anteriores: crimes estalinistas, deportados, recrutados à força). "Opondo-se à mais legítima das memórias coletivas, a memória nacional, essas lembranças são transmitidas no quadro familiar, em associações, em redes de sociabilidade afetiva e/ou política. Essas lembranças proibídas (caso dos crimes estalinistas), indivizíveis (caso dos deportados), ou vergonhosas (caso dos recrutados à força) são zelosamente guardadas em estruturas de comunicação informais e passam despercebidas pela sociedade englobante." (p. 6) "Por conseguinte, existem nas lembranças de uns e de outros zona de sombra, silêncio, 'não-ditos'. As fronteirtas desses silêncios e 'não-ditos' com o esquecimento definitivo e o reprimido inconsciente não são evidentemente estanques e estão em perpétuo deslocamento." (p. 6) Freddy Raphael Claude Olievenstein "Distinguir entre conjunturas favoráveis ou desfavoráveis às memórias marginalizadas é de saída reconhecer a que ponto o presente colore o passado. Conforme as circunstâncias, ocorre a emergência de certas lembranças, a ênfase é dada a um ou outro aspecto." (p. 6) o enquadramento da memória Qual a função das memórias fortemente constituídas, como a memória nacional? "A memória, essa operação coletiva dos acontecimentos e das interpretações do passado que se quer salvagardar, se integra, como vimos, em tentaivas mais ou menos conscientes de definir e de reforçar sentimentos de pertencimento e fronteiras sociais entre coletividades" (p. 7) Funções essenciais da memória comum:
manter a coesão interna;
defender as fronteiras daquilo que um grupo tem em comum. Gera um quadro de referências e de pontos de referências Henry Rousso Memória enquadrada / Trabalho de enquadramento
"todo trabalho de enquadramento de uma memória de grupo tem limites, pois ela não pode ser construída arbitrariamente." (p. 7) alimentado pelo material fornecido pela história "o trabalho permanente de reinterpretação do passado é contido por uma exigência de credibilidade que depende da coerência dos discursos sucessivos." (p. 8)
exemplo: mudança bruta de imagem de um partido ou um sindicato. O trabalho de enquadramento de memória tem seus atores profissionalizados.
exemplo: reponsáveis por associações

"Se o controle da memória se estende aqui à escolha de testemunhas autorizadas, ele é efetuado nas organizações mais formais pelo acesso dos pesquisadores aos arquivos e pelo emprego de 'historiadores da casa'." (p. 8) Objetos materias são rastro do trabalho de enquadramento.
exemplo: monumentos e museus

A memória é assim guardada e solidificada "Quando vemos esses pontos de referência de uma época longínqua, freqüentemente os integramos em nossos próprios sentimentos de filiação e de origem, de modo que certos elementos são progressivamente integrados num fundo cultural comum a toda a humanidade" (p. 9) Dominique Veillon "Nas lembranças mais próximas, aquelas de que guardamos recordações pessoais, os pontos de referência geralmente apresentados nas discussões são de ordem sensorial: o barulho, os cheiros, as cores." (p. 9)
exemplos: ronco dos aviões, explosões, gritos, choros
melhor mecanismo técnico para captarmos todas essas lembranças "O filme-testemunho e documentários tornou-se um instrumento poderoso para os rearranjos sucessivos da memória coletiva e, através da televisão, da memória nacional" (p. 9) A memória coletiva imposta e definida por um trabalho social não garante a perpetuidade de um grupo ou instituição o mal do passado " a vontade de esquecer os traumatismos do passado freqüentemente surge em resposta à comemoração de acontecimentos dilaceradores" (p. 11) Como organizar a comemoração de um acontecimento que provoca tantos sentimentos ambivalentes? ocultamento de algumas vítimas, como prostitutas, homossexuais, ciganos, nas "memórias enquadradas". ENTREVISTAS
pessoa volta várias vezes a um número restrito de acontecimento: "deve ser considerado como instrumento de reconstrução da identidade, e não apenas como relatos factuais." (p. 11) "Através desse trabalho de reconstrução de si mesmo o indivíduo tende a definir seu lugar social e suas relações com os outros." (p. 11) Dificuldade na construçaõ de uma coerência e continuidade da própria história por aqueles que passaram por multiplas rupturas e traumatismos Causa o SILÊNCIO
"é como se esse sofrimetno extremo exigisse uma ancoragem numa memória muito geral, e da humanidade, uma memória que não dispõem nem de porta-voz nem de pessoal de enquadramento adequado" (p. 12) "um passado que permanece mudo é muitas vezes menos produto do esquecimento do que de um trabalho de gestão da memória segundo as possibilidades de comunicação" (p. 11) acontecimentos regionais que marcaram fortemente a coletividade e sua memória podem ser transmitidas por séculos. Sobre a crítica à história oral como método apoiado na memória, capaz de produzir representações e não reconstituições do real Sobre a tendência da história oral a valorizar o subjetivo por oposição ao objetivo sobre o início da utilização da história oral na pesquisa histórica sobre a sensibilidade no trabalho de história oral sobre a limitação na história oral ao tempo presente sobre a suposta superioridade da fonte escrita sobre o depoimento pré-contruído, comum entre os políticos sobre a iconografia conservada por determinados grupos e sua interpretação das imagens RELEVÂNCIA do FILME memórias sufocadas herdada real/projeção lugares personagens
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