Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Análise do conto João e Maria

Mariani Rafaela Souza
by

Mariani Souza

on 11 November 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Análise do conto João e Maria

Surprises!
INTRODUÇÃO
http://www.ohatoday.com/Newsletter%20Archive%20%20Education/Education-10142010-EquityandCulturalDiversity.aspx
JOÃO E MARIA E O RITO DE PASSAGEM.
João e Maria:
um olhar psicanalítico para o rito de passagem da Educação Infantil para o Ensino Fundamental.

BETTELHEIM E GOING ALFABETIZÃO POR MEIO DOS CONTOS DE FADAS

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nos dias de hoje, as crianças frequentam mais cedo o ambiente escolar e acabam perdendo um pouco da infância e das brincadeiras livres voltando-se mais para as brincadeiras dirigidas e com hora certa para acontecer.
Hipótese
Objetivo:
Pesquisar e desenvolver a análise psicanalítica do conto João e Maria para a compreensão das dificuldades das crianças, responsáveis e docentes com o rito de passagem da Educação Infantil para o Ensino Fundamental.

A interpretação do conto João e Maria possibilita a compreensão das diversidades que a crianças deve enfrentar frente as responsabilidades e cobranças escolares na passagem da Educação Infantil para o Ensino Fundamental.

‘Um sopro divino, o inicio de um novo ciclo’. (GOING)

João e Maria
ANÁLISE DO CONTO
SEGUNDO BETTELHEIM E GOING
Conto é uma narrativa curta e que se diferencia dos romances não apenas pelo tamanho, mas também pela sua estrutura: há poucas personagens, nunca analisadas profundamente; há acontecimentos breves, sem grandes complicações de enredo; e há apenas um clímax, no qual a tensão da história atinge seu auge.

O que são Contos?
A Branca de neve e os Setes anões
Há muito tempo, num reino distante, viviam um rei, uma rainha e sua filhinha, a princesa Branca de Neve. Sua pele era branca como a neve, os lábios vermelhos como o sangue e
os cabelos pretos como o ébano.Um dia, a rainha ficou muito doente e morreu. O rei,
sentindo-se muito sozinho, casou-se novamente.O que ninguém sabia é que a nova rainha era uma feiticeira cruel, invejosa e muito vaidosa. Ela possuía um espelho mágico, para o qual perguntava todos os dias:
— Espelho, espelho meu! Há no mundo alguém mais bela
do que eu?
— És a mais bela de todas as mulheres, minha rainha!
— respondia ele.

Obrigada pela atenção!
João e Maria
Era uma vez ...

REFERÊNCIAS
ARANHA, Maria Lucia de Arruda; História da Educação e da Pedagogia – Geral e Brasil; 3° edição; Editora Moderna; São Paulo; 2003.

BETTELHEIM, Bruno; A psicanálise dos contos de fadas; 26° reimpressão; Editora Paz e Terra; 2011.

ESTÉS, Dra. Clarissa Pinkola; Contos dos irmãos Grimm; Rio de Janeiro; Editora Rocco LTDA; 1999.

FERREIRO, Emilia tradução: Horácio Gonzales (et.al.); Reflexões sobre Alfabetização; Coleção Polêmicas do Nosso Tempo; 14° edição; São Paulo; Editora Cortez Autores Associados; 1989.

GIL, Antonio Carlos; Como elaborar projetos de pesquisa; 5° Ed. São Paulo; Atlas S.A.; 2010.

GOING, Luana Carramillo; Contos para escrever-se alfabetização por meio dos contos de fadas; São Paulo; Editora Vetor; 1997.

POLITY, Elizabeth; Ensinando a Ensinar educação com afeto; 2° edição rev.; São Paulo; Editora Vetor; 2003.

SAMPAIO, Simaia; Dificuldade de Aprendizagem A Psicopedagogia na relação sujeito, família e escola; 2° edição; Rio de Janeiro; Editora Wak; 2009.

Ministérios da Educação; Ensino Fundamental de Nove anos: Passo a Passo do Processo de Implantação; 2° edição; Brasília, 2009. Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/passo_a_passo_versao_atual_16_setembro.pdf > visitado em 19 de maio de 2013.
Fim.
Mariani Rafaela Souza
Universidade Católica Unsisantos
2013

Orientadora: Profª Drª Luana Carramillo Going
Nesse momento escolar a criança precisa ser observada e trabalhada para que transcorra muito bem esta passagem.
Going (1997) afirma que os contos de fadas incorporam o inconsciente da criança do ponto de vista dos conflitos diários, dando-lhes esperança e força para enfrentar futuras dificuldades na vida.
Hipótese
MÉTODO
O método foi exploratório segundo Gil (2010). Com procedimento bibliográfico, por meio de pesquisas em livros e artigos científicos.
História da Educação
Na antiguidade Romana, as crianças eram levadas aos peritos na artes do ensinar.

Já na idade Média, a educação era mediada pela fé, porém as mulheres não tinham acesso a educação.

Com o Renascimento Humanista e a contrarreforma na educação, faz surgir o nascimento dos colégios.

Nos dias de hoje as crianças são obrigadas de acordo com a Lei a adentrarem na escola no ensino obrigatório a partir dos seis anos.
Nos dias de hoje, a situação mais difícil é encontrar os significados da vida.
À medida que as crianças crescem constroem o autoconhecimento.
Os contos modificam-se a cada vez que a criança escuta, sendo trabalhados conteúdos internos em diferentes fases da vida.
Além de enriquecer o repertorio da oralidade, incentivam também seu início à leitura.
A professora deve estar atenta à escolha dos contos, pois os conteúdos devem remeter, a quem escuta, conteúdos mágicos.
“Esses conteúdos reais são mostrados de maneira simbólica”. (GOING, 1997, p.27).

Bettelheim aponta, que poucas crianças adentram no ambiente escolar no primeiro ano sabendo ler e escrever.
Segundo Bettelheim (2011), o conto corporifica as angustias e as tarefas da aprendizagem da criança, que precisa dominar e sublimar seus desejos primitivos dando uma experiências interiores diretamente ligadas à mãe.

O pai permanece um personagem apagado e ineficaz, tal como se revela à criança no inicio de sua vida, quando a mãe assume toda a importância, tanto nos aspectos benignos como nos ameaçadores.

Era uma vez ....
FIM.
Pode-se pensar que a família antes conseguia suprir a necessidade dos filhos, nos conhecimentos básicos e no alimento do saber.
Mas surge um determinado momento da vida que o saber dos pais limita-se, e abre uma porta para um novo saber, este saber voltado ao conhecimento da leitura.
O conforto que João passa à irmã no conto se assemelha ao conforto que as crianças mais preparadas trocam entre elas durante o período de adaptação escolar.
As lágrimas no primeiro instante dentro da escola tornam-se evidente, assim como as pedrinhas que brilhavam em torno da casa brilhando nos rostinhos apagados de tristeza das crianças não adaptadas.
Segundo Bettelheim (2011) o pão representa o alimento, dando vida ao homem, os livros também dão vida ao conhecimento.
Nossas limitações são impostas através de nossos medos e o receio de arriscar no mundo novo do saber.

Com a pesquisa, pudemos esclarecer como esse clássico contribui para o rito de passagem no período de adaptação escolar, tão angustiante às nossas crianças, como para os pais e o corpo docente escolar.

As crianças não precisam de nenhuma interpretação individual, elas simplesmente entram de corpo e alma nos contos sendo elas mesmas.
Para fazer com que a criança, volte para casa, todos os dias, com um novo saber.
A nossa imaginação nos capacita a agir e reagir adequadamente.
A melhor saída para enfrentar esta questão dentro do ambiente escolar é trabalhar em conjunto com a equipe, para que a angústia tanto do professor em receber a turma nova, como das crianças dentro da sala de aula, seja a menor possível, dificultando assim os abalos no desenvolvimento na lecto-escrita.
Passa-se um tempo, do ano letivo e chega o feriado de carnaval, os pais acreditam que as crianças se adaptaram ao ambiente escolar.
A mãe antes supria a falta de alimento com o seio, agora a professora supri a fome por meio dos livros e da escrita.
“João e Maria” conseguem voltar para casa, assim como as crianças também conseguem voltar, deixando seus pais felizes por saberem que seus filhos ficaram adquirindo o saber.
As crianças ficam em casa, em seu ambiente de conforto.
Passando o feriado a fome retoma e as crianças precisam ser “abandonadas na floresta” para a busca da autonomia. Porém, agora, deverão frequentar a escola por um período mais longo.

A criança dentro do ambiente escolar começa a se sentir tola, pois as rédeas encontram-se em suas próprias mãos, dependendo agora de sua dedicação a oralidade.
O pássaro branco aparece na história, dando adeus a Educação Infantil. Depois ele aparece indicando o novo caminho agora para o Ensino Fundamental.
A voz meiga da bruxa pode ser comparada pela criança não preparada à metodologia empregada na escola, atrelada à dificuldade em alcançar o nível alfabético, almejado tanto pelos pais quanto pela criança.
A criança que devora a casa de doce é a mesma criança que devora o conhecimento. Conhecimento este que ela passa a se deleitar dia após dia.
Sendo assim, as férias de julho chegam, como uma velha conhecida, apoiada em uma muleta a espera de crianças não bem estimuladas.
Ao retornarem das férias um novo ciclo se inicia na vida escolar. A escola passa a assumir um novo papel na vida da criança, não mais ameaçador e sim, um local de novas descobertas.
A criança que apresenta dificuldade se sente como João apanhado pelo braço e engaiolado, podendo negar-se o quanto quiser que a metodologia escolar não irá mudar para o contento dele.
Já a criança que consegue dominar a metodologia escolar sente-se como Maria: livre, porém dentro dos parâmetros curriculares obrigatórios. Servindo de modelo de referencial para dar continuidade à alfabetização na sala.
A metodologia escolar empregada nas escolas, admira-se: por que algumas crianças não conseguem seguir como as outras na alfabetização?
Como no “engordar” de João, que apresenta dificuldade; esta pode estar encoberta de negação pela criança.
A criança passa a perceber que o mundo da lecto-escrita não é tão horrível como ela pensava, conseguindo enfrentar agora as bruxas do caminho, dando saltos no conhecimento.
Não havendo mais nada que a criança tenha a temer, sobre o processo de alfabetização, ela encontra-se preparada para seguir a série seguinte.
Alguns meses se passam, e cada vez mais ela se embrenha no mundo da lecto-escrita.
Os tesouros da alfabetização ficam mais evidentes aos olhos agora treinados das crianças.
A mãe deixa de ser madrasta, e a bruxa assume um papel que a criança sabe que pode empurrá-la para dentro de seu próprio forno morrendo queimada, pois, enquanto as crianças ainda acreditarem em bruxas, elas precisam que lhes contem histórias nas quais elas se livram das bruxas.
Os ritos de passagem não se distinguem apenas na vida escolar, eles estão ligados no início e no fim dos ciclos de aprendizagem, que ligam os padrões de comportamento da sociedade, tais como nascimento; vida acadêmica; saída da casa dos pais; casamento; filhos e morte. Um ciclo que nunca se acaba na vida do ser humano.
Para Bettelheim (2011), os contos de fadas ajudam as crianças a entenderem melhor seus conteúdos internos, transmitindo-lhe uma compreensão intuitiva e subconsciente da sua natureza, as crianças identificam nos personagens seus dramas internos.

Going (1997), no processo de alfabetização por meio dos contos de fadas, vemos que dentro das escolas a teoria e a prática escolar muitas vezes não seguem juntas.
Going (1997) menciona, quando o professor está consciente dos valores das contos de fadas os executará em sua maestria, transformando-a em um espaço da construção interior, das fantasias e do autoconhecimento.

Bettelheim (2011) ressalta que enquanto a criança se diverte com os contos de fadas, estes esclarecem sobre si próprio e promovem o desenvolvimento de sua personalidade. No momento que a criança escuta uma história ela desenha um mapa imaginário sobre seu lugar na família e no mundo que pertence.

Era uma vez uma família muito pobre com dois filhos, um João e a outra Maria.
Certo dia, quando a pobreza aumentará, os pais resolveram deixa-los na floresta. João escutou e pegou pedrinhas que brilhavam em torno de sua casa, para demarcar o caminho.
As crianças no dia seguinte, foram abandonadas na floresta, Maria chorou e João a consolou, porém encontraram o caminho de volta, graças as pedrinhas que João jogará no caminho e que se iluminaram com o brilhar da lua.
Passado um tempo as crianças foram deixadas novamente na floresta na parte mais profunda.
Desta vez, João não conseguiu pegar as pedrinhas e demarcou o caminho com as migalhas de pão dada pelo pai.
Assim que a lua surgiu, as crianças se deram conta que os pássaros da floresta haviam comido todas as migalhas de pão deixadas, caminharam dias e não encontraram nada, apenas um pássaro de canto maravilhoso que os conduzira para uma casa feita de doce, onde morava uma velha.
A velha servirá uma bela refeição a eles e os colocará para dormir.
No dia seguinte, a velha prenderá João na gaiola e deixará Maria como cozinheira.
A velha tentará engordar João, mas ele como muito esperto enganava a velha com um ossinho, já que a mesma não enxergava direito.
Certo dia, cansada de esperar a engorda de João, a velha resolverá comer ele. Maria desesperada, arruma um jeito e empurra a velha para dentro do formo a trancando lá.
Maria corre para salvar João, os dois voltam para casa, e enchem os bolsos de pedras preciosas.
Quando saem da casa da velha encontram um lago e dentro dele um pato branco, as crianças atravessam uma de casa vez, e chegam do outro lado, a floresta torna-se famíliar e avistam a casa de seus pais.
Chegando em casa descobrem que a madrasta morrerá, e as crianças entregam as pedras a seu pai, com isso todas as aflições terminaram e eles viveram juntos na maior felicidade.
Oferecer alternativas no processo pedagógico tais como: escolher histórias adequadas torna-se uma boa maneira de diminuir a angustia da criança dentro do ambiente escolar.
Portanto, conclui-se que o conto João e Maria ajuda tanto a criança no processo de elaboração do novo ciclo de vida, como os pais, quando se sentem incapazes de prover o alimento do saber aos filhos.
Full transcript