Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Caracterização da cadeia produtiva do suco de laranja

No description
by

Isabela Fajardo

on 18 August 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Caracterização da cadeia produtiva do suco de laranja

Bibliografia
Caracterização técnica da cadeia
Caracterização econômica
Caracterização espacial e de fluxos da cadeia
Implicações sócio-econômicas
Conclusão
A cadeia produtiva do suco de laranja
Isabela Fajardo, Juliana Kumori e Samantha Alvarenga
insumos e equipamentos técnicos da produção (fruta)
técnicas do processamento (suco)
do plantio
da colheita
3 anos para obtenção do primeiro fruto
amadurecimento dos frutos em tempo diferenciado > colheita 100% manual
vida comercial da árvore: 24-30 anos (renovação do pomar)
safra brasileira: julho a junho do ano seguinte
packing house (fruta)
intermediário entre o produtor e a indústria
as frutas são inspecionadas, limpas, selecionadas e embaladas para o mercado de frutas frescas ou para a indústria do suco
descarregamento
entrada
lavagem
seleção manual
encaixotamento
expedição
um colhedor experiente pode colher até 3.000 kgs de laranja por dia

EPI: chapéu ou touca árabe, óculos, avental com mangas, luvas, perneiras e botinas
trator com guincho traseiro para o carregamento de frutas
Introdução
apresentação geral
objetivo
: apreensão da cadeia produtiva do suco de laranja brasileiro em seus diversos momentos (divididos em etapas técnica, econômica e geográfica) e análise dos agentes envolvidos
caracterização geral da cadeia estudada:
commodity;
Brasil como um dos maiores exportadores mundiais de suco;
cadeia agrícola fortemente cientificizada e globalizada;
imposição de dinâmica extravertida às regiões (fortemente funcional à exportação e vulnerável às oscilações do mercado internacional);
oligopólio concentrado no processo do suco e oligopsônio na produção da laranja
método
: levantamento bibliográfico de teses e artigos cientificos, aquisição de dados da CitrusBr, Fundecitrus e SEADE
Barreiras alfandegárias e exigências fitossanitárias
estratégia de
verticalização

das empresas
oligopólio

processamento e comercialização
oligopsônio

produção
agrícola
cadeia do tipo
buyer-driven
“(...) as principais exigências dos importadores europeus são em relação a segurança (saúde do consumidor, níveis de contaminantes, resíduos de pesticidas), qualidade (apelo sensorial e compliance com especificações técnicas), autenticidade (adulteração, compliance com legislação), rastreabilidade (identidade do produto na cadeia de sucos de frutas, facilidade para encontrar origem de possíveis problemas), e a percepção dos consumidores (imagem do produto, origem). Quanto aos requerimentos legais, deve-se observar a legislação local, o Codex alimentarius, a legislação do mercado exportador (legislação sobre alimentos, sucos, contaminantes, aditivos, pesticidas, alergênicos, orgânicos)” Neves, 2010, p. 24.
“tem por característica o fato de possuir uma rede de produção descentralizada em uma variedade de países exportadores tipicamente localizados nos países em desenvolvimento e responderem ao controle dos grandes compradores internacionais como varejistas, comerciantes de marcas próprias (brand-named merchandisers) e trading companies” Barbosa, 2012, p. 25.
distribuição assimétrica da produção
87% são de pequeno porte e detêm apenas 21% das árvores do cinturão citrícola
indústria produtora também é indústria logística: não há contato da bebida com o ambiente externo desde a produção até os engarrafadores;
transporte realizado em tambores refrigerados de caminhões-tanque ou navios-tanque;
os maiores processadores brasileiros possuem seus próprios terminais no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos;
há duas maneiras de se transportar o suco não concentrado: congelado ou resfriado;
o NFC congelado não é bombeável (sólido), portanto, exige o transporte em contêineres refrigerados, com uma logística diferenciada.

“O circuito produtivo da laranja no Brasil caracteriza-se pela
elevada competitividade internacional
, especialmente pelo pioneirismo no
desenvolvimento da logística de distribuição a granel
do suco de laranja concentrado congelado (SLCC).
A logística de distribuição deste sistema agroindustrial apresenta-se como um sistema multimodal, utilizando o transporte rodoviário em território nacional, da unidade produtiva ao porto de Santos (SP), e o marítimo até o país de destino.
Depois de processado o suco nas principais empresas do estado de São Paulo, o transporte até o porto de Santos é realizado através de
caminhões tanque refrigerados
. Essa primeira etapa do transporte é realizada através do
modal rodoviário
devido à pequena distância e a necessidade da rápida ligação entre a indústria e a câmara fria em Santos, uma vez que o suco é transportado congelado. A distância das plantas processadoras até o porto é de 400 a 800 Km. Tão logo chegue ao porto, o suco é carregado em navios. As grandes indústrias processadoras/ exportadoras apresentam
frota própria
e especializada de navios no transporte do suco, denominadas “tank farm”. TOLEDO & CASTILLO, 2008, p. 87 e 88.
O produtor por si não tem poder, não tem poder porque o processo de realização da mercadoria é cada vez mais subordinado ao processo da circulação. Os lugares da produção são valorizados em função de sua inserção no processo da circulação. (...) Em outras palavras, possuir a terra não é, em si mesmo, uma solução, porque possuir a terra e produzir nela não é uma garantia de uma participação central no processo econômico, já que este é comandado por quem tem o controle dos processos de circulação, que não se limitam ao transporte, incluindo, hoje, o comércio, a distribuição, a informação e o crédito. SANTOS, 1995.

perspectivas para o desenvolvimento regional
“Cada empresa, porém, utiliza o território em função dos seus fins próprios e exclusivamente em função desses fins. As empresas apenas têm olhos para os seus próprios objetivos e são cegas para tudo o mais. Desse modo, quanto mais racionais forem as regras de sua ação individual tanto
menos tais regras serão respeitorsas do entorno econômico, social, político, cultural, moral ou geográfico
, funcionando, as mais das vezes, como um elemento de perturbação e mesmo de
desordem
. Nesse movimento, tudo que existia anteriormente à instalação dessas empresas hegemônicas é convidado a adaptar-se às suas formas de ser e de agir, mesmo que provoque, no entorno preexistente, grandes distorções, inclusive a quebra da solidariedade social.” (Santos, 2011, p. 85)
"Através da adoção de estratégias comerciais, estas empresas organizam regiões funcionais sob seu comando, estimulando e utilizando os sistemas técnico-científico-informacionais do meio geográfico paulista e brasileiro ou até mesmo norte-americano, chamando tais lugares a participar do movimento geral da globalização. Dessa forma, o uso do território se dá
seletivamente
, levando imposição das normas dos grandes agentes da economia mundial sobre os lugares, que tem então seus destinos ditados pelos mesmos" (TOLEDO & CASTILLO, 2008, p. 90)
Dá-se, na realidade, também, uma certa militarização do trabalho, já que o critério do sucesso é a obediência às regras sugeridas pelas atividades hegemônicas, sem cuja utilização os agentes recalcitrantes acabam por ser deslocados. Se entendermos o território como um conjunto de equipamentos, de instituições, práticas e normas, que conjuntamente movem e são movidas pela sociedade, a agricultura científica, moderna e globalizada acaba por atribuir aos agricultores modernos a velha condição de servos da gleba. É atender a tais imperativos ou sair. SANTOS, 2011, p. 89.

ARROYO, Mônica. A economia invisível dos pequenos. Le monde diplomatique Brasil, out/2008. Disponível em: <http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=283>. Acesso em jun/2014.
BARBOSA, Gabriela da Rocha. Tecnologias em combate: tradução e controvérsias na produção de laranja no Estado de São Paulo. 2012. 174 p. Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Geociências, Campinas, SP. Disponível em: <http://bit.ly/WdQQ5K>. Acesso em: jun/2014.
BONACELLI, SALLES-FILHO & SILVEIRA. Gargalos tecnológicos e cadeias produtiva e inovativa da citricultura no Brasil. In: DAGNINO, Renato Peixoto; THOMAS, Hernan (Coaut. de). Panorama dos estudos sobre ciencia, tecnologia e sociedade na America Latina. Taubaté: Cabral : Universitaria, 2002. 291 p.
NEVES, Marcos Fava. O retrato da citricultura brasileira, 2010. 136 p. Disponível em: <http://bit.ly/1kqIYD6> . Acesso em jun/2014.
NEVES, Marcos Fava, JANK, Marcos Sawaya. Perspectivas da Cadeia Produtiva da Laranja no Brasil: A Agenda 2015. Disponível em: <http://bit.ly/1p2gapz>. Acesso em jun/2014.
SANTOS, Milton. Globalização e Reforma Agrária. AGB Informa (São Paulo). n. 59, 4º trimestre /1995.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2011. 20a edição.
TOLEDO, Marcio Roberto. Circuitos espaciais da soja, da laranja e do cacau no Brasil: uma nota sobre o papel da Cargill no uso corporativo do territorio brasileiro. 2005. 143p. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Geociencias, Campinas, SP.
TOLEDO, Marcio, CASTILLO, Ricardo. Grandes empresas e o uso corporativo do território: o caso do circuito espacial produtivo da laranja. Geosul, Florianópolis : v.23, n.46, (dez. 2008), p.79-93
CITRUSBR. A indústria brasileira de suco de laranja. Disponível em: <http://bit.ly/1nMgofS>. Acesso em jun/2014.
Portal Fundecitrus. Pragas e Doenças. Disponível em: <http://www.fundecitrus.com.br/>. Acesso em jun/2014.
Portal SEADE. Fundação Seade. Informações de Municípios Paulistas. Disponível em: <http://produtos.seade.gov.br/produtos/imp/>. Acesso em jun/2014.
Portal CitrusBR. Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos. Disponível em: <http://www.citrusbr.com>. Acesso em jun/2014.
Agentes
O campeão mundial do suco de laranja

O brasileiro José Luís Cutrale e sua família detêm 30% do mercado global de suco de laranja, quase a mesma participação da Opep no negócio de petróleo.
"Os plantadores de laranja no Brasil têm poucas opções para escoar a produção. Há apenas cinco grandes compradores da fruta e Cutrale é o maior deles. Por essa razão, acabam mantendo com o rei da laranja uma relação que mistura temor e dependência. Por um lado, precisam que ele compre a produção. Por outro, assustam-se com alguns métodos adotados por Cutrale para convencê-los a negociar as laranjas por um preço mais baixo.
(...)"
Empregados deles nos visitavam e queriam que a gente vendesse nossa propriedade. Do contrário diziam que seríamos prejudicados na safra seguinte
", afirmou um produtor que passou pela experiência de negociar com os Cutrale. Outro fazendeiro relata história semelhante, pois também foi procurado para vender sua fazenda de laranja. "
Antes de eu ser abordado, minha fazenda foi sobrevoada algumas vezes por um helicóptero da companhia
", diz."
mudas
desde 2003 é obrigatória a produção de mudas de citrus de acordo com diretrizes do MAPA (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento). Dentre as diretrizes estão: a produção em ambientes protegidos com tela de malha à prova de insetos e enxertada obrigatoriamente com borbulhas oriundas de borbulheiras cadastradas, as quais são examinadas anualmente e mantidas em ambiente protegido com o mesmo tipo de malha
fertilizantes
cresce o consumo de fertilizantes foliares que servem como complementação da adubação de solo fornecendo micronutrientes (B, Cl, Cu, Fe, Mn, Mo, Zn) que serão absorvidos diretamente pela folha e que são pouco absorvíveis na adubação pelo solo, ao contrário dos macronutrientes primários como N, P, K.
defensivos
utilização regulamentada através da lista Produção Integrada de Citrus (PIC) de agroquímicos. o responsável por divulgar a lista com ingredientes ativos permitidos é o comitê de agroquímicos do Fundecitrus, formado por representantes dos citricultores, das indústrias processadoras de suco e de instituições de pesquisa.
doenças
um dos principais gargalos tecnológicos da citricultura brasileira é o problema da fitossanidade, devido ao efeito devastador da incidência de doenças e pragas nos laranjais.
de forma geral, as doenças de citrus podem ser combatidas e/ou controladas através de
inspeções
nos pomares de forma a evitar perdas totais e prejuízos, além da aquisição de
mudas sadias
(fiscalizadas, cadastradas e controladas pelo MAPA) e da erradicação dos insetos hospedeiros (através de medidas como utilização de quebra-ventos, controle químico, subenxertia, etc.). indo mais além, o Centro de Citricultura do IAC atua no sentido do
melhoramento genético
para a produção de plantas mais resistentes às doenças.
FCOJ
NFC
frozen concentrated orange juice: retirada de grande parte de água
not from concentrated: pronto para beber, pasteurização na própria água da laranja, ocupa um volume de 5 a 6 vezes maior que o concentrado
“Os principais fatores que contribuem para essa elevada competitividade são: a oferta abundante e alta qualidade de matéria prima; a safra que se estende pelo ano todo; o baixo custo de produção; a disponibilidade de terras e mão-de-obra baratas; o clima; proximidade das indústrias processadoras e do canal de escoamento (portos); as grandes indústrias, com navios próprios para a distribuição de suco, terminais portuários particulares e canal de coordenação muito forte ” (Toledo & Castillo, 2008, p. 83)
No presente estudo, tais imperativos são ditados pelas grandes empresas produtoras de suco de laranja que hoje têm seu poder de barganha multiplicado com a aquisição de pomares próprios de grande extensão e forte intensidade tecnológica, deixando os pequenos produtores em segundo plano.
condições de transporte
dado fundamental do período: circulação
a dinâmica extravertida do circuito
uso corporativo do território
Full transcript