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PLE-IV - Atividades resumo e resenha

04SET2015
by

Glícia Tinoco

on 4 September 2015

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Transcript of PLE-IV - Atividades resumo e resenha

Profa. Edna Rangel de Sá
Profa. Glícia Azevedo Tinoco
Entre diferentes resumos, como reconhecer o melhor?
Que critérios definem OBJETIVAMENTE um resumo bem escrito de outro que precisa passar por reformulações?
RESUMO 1
RESUMO 2
Leonardo Boff inicia o artigo “A cultura da paz” apontando o fato de que vivemos em uma cultura que se caracteriza fundamentalmente pela violência. Diante disso, o autor levanta a questão da possibilidade de essa violência poder ser (ou não) superada. Inicialmente, ele apresenta argumentos que sustentam a tese de que seria impossível, pois as próprias características psicológicas humanas e um conjunto de forças naturais e sociais reforçariam essa cultura da violência, tornando difícil sua superação. Porém, mesmo reconhecendo o poder dessas forças, Boff considera indispensável estabelecermos uma cultura da paz contra a da violência, que estaria nos levando à extinção da vida humana no planeta. Segundo o autor, seria possível construir a cultura da paz pelo fato de que os seres humanos são providos de componentes genéticos que nos permitem sermos sociais, cooperativos, criadores e dotados de recursos para limitar a violência e de que a essência do ser humano seria o cuidado, definido pelo autor como sendo uma relação amorosa com a realidade, que poderia levar à superação da violência. A partir dessas constatações, o teólogo conclui incitando-nos a despertar as potencialidades humanas para a paz, construindo a cultura da paz a partir de nós mesmos, tomando a paz como projeto pessoal e coletivo.
BOFF, Leonardo. A cultura da paz.
Disponível em <http://www.leonardoboff.com/>.
No artigo “A cultura da paz”, Leonardo Boff defende a necessidade de construirmos a cultura da paz a partir de nós mesmos. O autor considera que isso é possível, uma vez que o homem é dotado de caraterísticas genéticas especiais que lhe permitiriam vencer a violência.
BOFF, Leonardo. A cultura da paz.
Disponível em <http://www.leonardoboff.com/>.
Para a escolha que você realizou,
que
critérios
foram considerados?
Ele diz que a cultura dominante se caracteriza pela vontade de dominação da natureza e do outro. É possível superar a violência? Freud diz que é impossível controlar o instinto de morte. Boff diz que a evolução humana sempre esteve regida pela violência. Em segundo lugar, a cultura patriarcal instalou a dominação da mulher pelo homem e que a lógica de nossa cultura é a competição. Veja-se, por exemplo, o número de atos de violência contra a mulher em São Paulo. Precisamos opor a cultura da paz à cultura da violência. Onde buscar as inspirações para a cultura da paz? Somos seres sociais e cooperativos, temos capacidades de afetividade. O homem pode intervir no processo de evolução. Desde os tempos de César Augusto, os filósofos acham que o cuidado é a essência do ser humano. Gandhi, Dom Hélder Câmara e Luther King são figuras que deram exemplo de comportamento humano. Eu acho que todos nós devemos lutar pela paz.
A cultura da paz. Leonardo Boff.
O
resumo 2
é o melhor.
UFRN - ECT
PLE-IV

RESUMO
e
RESENHA
Na aula de 02/setembro, vimos algumas diferenças básicas entre
RESUMO
,
RESENHA
e
RESUMO CRÍTICO
. Na aula de hoje, colocaremos em prática o que foi aprendido.
Inicialmente...
Leia os resumos a seguir do artigo "A cultura da paz", de Leonardo Boff. Mesmo sem ter lido previamente o artigo, haveria como selecionar o melhor resumo desse texto?
RESUMO 3
a ( ) Correção gramatical e léxico adequado à situação comunicativa;
b ( ) seleção das informações consideradas mais importantes;
c ( ) indicação de dados sobre o texto resumido, no mínimo, autor e título;
e ( ) indícios de compreensão do texto lido, tendo em vista a articulação das ideias centrais;
f ( ) explicitação de comentários pessoais acrescentados às ideias do texto;
h ( ) menção ao autor do texto original em diferentes partes do resumo e de formas diferentes;
i ( ) menção a diferentes ações do autor do texto original (o autor questiona, debate, explica);
j ( ) texto compreensível por si mesmo, ou seja, não exige leitura prévia do artigo;
k ( ) cópia de trechos do texto original.
Critérios
a serem considerados
a (
X
) Correção gramatical e léxico adequado à situação comunicativa;
b (
X
) seleção das informações consideradas mais importantes;
c (
X
) indicação de dados sobre o texto resumido, no mínimo, autor e título;
e (
X
) indícios de compreensão do texto lido, tendo em vista a articulação das ideias centrais;
j (
X
) texto compreensível por si mesmo, ou seja, não exige leitura prévia do artigo.
Antes de verificarmos o melhor resumo, vamos ler artigo de Leonardo Boff.

A cultura da paz
Leonardo Boff
Artigo disponível em <http://www.leonardoboff.com/>. Último acesso em 18/02/2004.
Originalmente publicado no Jornal do Brasil em 08 de fevereiro de 2002,

A cultura dominante, hoje mundializada, estrutura-se ao redor da vontade de poder que se traduz por vontade de dominação da natureza, do outro, dos povos e dos mercados. Essa é a lógica dos dinossauros que criou a cultura do medo e da guerra. Praticamente em todos os países, as festas nacionais e seus heróis são ligados a feitos de guerra e de violência. Os meios de comunicação levam ao paroxismo a magnificação de todo tipo de violência, bem simbolizado nos filmes de Schwazenegger, como o “Exterminador do Futuro”. Nessa cultura, o militar, o banqueiro e o especulador valem mais do que o poeta, o filósofo e o santo. Nos processos de socialização formal e informal, ela não cria mediações para uma cultura da paz e sempre de novo faz suscitar a pergunta que, de forma dramática, Einstein colocou a Freud nos idos de 1932: é possível superar ou controlar a violência? Freud, realisticamente, responde: “É impossível aos homens controlar totalmente o instinto de morte… Esfaimados, pensamos no moinho, que tão lentamente mói, que poderíamos morrer de fome antes de receber a farinha”.

Sem detalhar a questão, diríamos que, por trás da violência, funcionam poderosas estruturas. A primeira delas é o caos, sempre presente no processo cosmogênico. Viemos de uma imensa explosão, o big bang, e a evolução comporta violência em todas as suas fases. São conhecidas cerca de cinco grandes dizimações em massa, ocorridas há milhões de anos. Na última, há cerca de 65 milhões de anos, pereceram todos os dinossauros após reinarem, soberanos, 133 milhões de anos. A expansão do universo possui também o significado de ordenar o caos através de ordens cada vez mais complexas e, por isso também, mais harmônicas e menos violentas. Possivelmente, a própria inteligência nos foi dada para pormos limites à violência e conferir-lhe um sentido construtivo.

Em segundo lugar, somos herdeiros da cultura patriarcal, que instaurou a dominação do homem sobre a mulher e criou as instituições do patriarcado assentadas sobre mecanismos de violência, como o Estado, as classes, o projeto da tecnociência, os processos de produção como objetivação da natureza e sua sistemática depredação.

Em terceiro lugar, essa cultura patriarcal gestou a guerra como forma de resolução de conflitos. Sobre essa vasta base, formou-se a cultura do capital, hoje globalizada. Sua lógica é a competição e não a cooperação, por isso gera guerras econômicas e políticas e, com isso, desigualdades, injustiças e violências. Todas essas forças se articulam estruturalmente para consolidar a cultura da violência que nos desumaniza.

A essa cultura da violência, há de se opor a cultura da paz. Hoje, ela é imperativa. É imperativa, porque as forças de destruição estão ameaçando, por todas as partes, o pacto social mínimo, sem o qual regredimos a níveis de barbárie. É imperativa porque o potencial destrutivo já montado pode ameaçar toda a biosfera e impossibilitar a continuidade do projeto humano. Ou limitamos a violência e fazemos prevalecer o projeto da paz ou conheceremos, no limite, o destino dos dinossauros.

Onde buscar inspirações para a cultura da paz? Mais que imperativos voluntarísticos, é o próprio processo antroprogênico a nos fornecer indicações objetivas e seguras. A singularidade do 1% de carga genética que nos separa dos primatas superiores reside no fato de que nós, à distinção deles, somos seres sociais e cooperativos. Ao lado de estruturas de agressividade, temos capacidades de afetividade, (com)paixão, solidariedade e amorização. Hoje, é urgente que desentranhemos tais forças para conferir rumo mais benfazejo à história. Portanto, toda protelação é insensata.

O ser humano é o único que pode intervir nos processos da natureza e copilotar a marcha da evolução. Ele foi criado criador. Dispõe de recursos de re-engenharia da violência mediante processos civilizatórios de contenção e uso de racionalidade. A competitividade continua a valer, mas no sentido do melhor, e não de destruição do outro. Assim, todos ganham, e não apenas um.

Há muito que filósofos da estatura de Martin Heidegger, resgatando uma antiga tradição que remonta aos tempos de César Augusto, veem no cuidado a essência do ser humano. Sem cuidado, ele não vive nem sobrevive. Tudo precisa de cuidado para continuar a existir. Cuidado representa uma relação amorosa para com a realidade. Onde vige cuidado de uns para com os outros desaparece o medo, origem secreta de toda violência, como analisou Freud. A cultura da paz começa quando se cultiva a memória e o exemplo de figuras que representam o cuidado e a vivência da dimensão de generosidade que nos habita, conforme fizeram Gandhi, Dom Helder Câmara, Luther King e outros. Importa fazermos as revoluções moleculares, começando por nós mesmos. Cada um estabelece como projeto pessoal e coletivo a paz enquanto método e meta, paz que resulta dos valores da cooperação, do cuidado, da (com)paixão e da amorosidade, vividos cotidianamente.
Vejamos, na turma virtual do Sigaa, uma resenha da seguinte publicação.

BOFF, Leonardo. A águia e a galinha: uma metáfora da condição humana. 40 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.
04/09/15
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