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Anfíbios Mediterrâneos e o Declínio dos Charcos Temporários

Apresentação no BAM: BIO ALUMNI MEETING
by

Mário Ferreira

on 18 October 2013

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Transcript of Anfíbios Mediterrâneos e o Declínio dos Charcos Temporários

A Abordagem
Implicações para a Conservação:
Quantificação do declínio ao longo de duas décadas das lagoas temporárias numa área protegida (PNSACV) onde existe um forte processo de intensificação agrícola e análise dos factores que influenciam este processo.

Quantificação da riqueza específica e ocorrência de espécies de anfíbios em habitats naturais (charcos temporário e ribeiros) e em habitats artificiais (charcas de rega, valas e canais de rega).
A conservação das comunidades de anfíbios implica que seja parada e revertida a destruição de charcos temporários
Os núcleos ainda existentes deverão ser estritamente conservados, uma vez que são refúgios imprescindíveis no estado actual de degradação da área de estudo.
A reversão da perca de habitat poderá ser conseguida através da criação de novos complexos de charcos temporários.
Os habitats antropogénicos não parecem constituir alternativas viáveis para a conservação das comunidades de anfíbios em paisagens agrícolas mediterrânicas.
Mário Ferreira
Aluno no.16189 da turma de 2000/20??
aka Obelix
Membro do Concelho de Representantes do CEBE de 2000 a 2004
Presidente da Mesa da Assembleia Geral do CEBE em 2006
Terminou o curso em 2006
Bolseiro de investigação desde Novembro de 2008 no CIBIO
Mestrado em Biologia da Conservação em 2012
O declínio dos anfíbios é um fenómeno global que tornou este grupo uma prioridade de conservação.

As paisagens mediterrânicas são ricas em espécies de anfíbios, mas sabe-se pouco sobre os factores que afectam a sua conservação.

Um dos problemas principais parece ser a intensificação agrícola, devido à destruição de habitats de reprodução críticos com os charcos temporários.
A problemática
Anfíbios Mediterrâneos e o
Declínio dos Charcos Temporários.
Os charcos temporários estão em forte declínio nas paisagens agrícolas mediterrânicas, sendo este processo associado em grande parte à intensificação agrícola.

A destruição de charcos temporários leva ao declínio de habitats críticos de reprodução, uma vez que não existem habitats alternativos adequados para a maioria das espécies.
Hipóteses
Area de Estudo
Quantificação do declínio de lagoas temporárias:
Foi feita uma inventariação dos charcos temporários em Dezembro de 2008 e Janeiro de 2009

Cruzou-se a informação com levantamentos similares efectuados em 1991, 1993, 1996 e 2000

Estimou-se o efeito da protecção legal (PNSACV) e da intensificação agrícola (PRM) no seu declínio através de uma análise de sobrevivência (regressão de Cox)
Declínio das lagoas temporárias
296 locais têm ou tiveram charcos

Apenas 166 charcos presentes em 2009

Grande perda dentro PRM (59%)
Factores que afectam o declínio
O PNSACV não têm efeito significativo na probabilidade de sobrevivência os charcos temporários;

O PRM é o principal factor que afecta a probabilidade de sobrevivência dos charcos temporários.
Resultados chave
Declínio muito acentuado dos charcos temporários (44%), principalmente dentro do PRM (59%).

Os charcos dentro do Perímetro de Rega do Mira têm menor probabilidade sobrevivência;

A agricultura é maior causa de destruição dos charcos temporários (89%);
Quantificação das comunidades de anfíbios
Amostragem de anfíbios em locais seleccionados de forma aleatória estratificada por tipo de habitat e localização.

Três habitats artificiais:
31 Charcas de Rega;
17 valas;
15 Canais de Rega.

Dois habitats naturais:
38 Charcos Temporários;
21 Ribeiras;
Amostragem
Amostrou-se em 4 períodos de 2010:

1) 6 a 16 de Fevereiro e 4 a 6 de Março;

2) 13 a 26 de Março;

3) 24 de Abril a 5 de Maio;

4) 8 a 13 de Junho.

Fizeram-se 3 a 6 arrastos de 30s com um camaroeiro com abertura de 30 x 20 cm.
Dificuldades: Espécies inconspícuas
Detectabilidade imperfeita – Probabilidade de detecção < 1;
Ocupação observada < ocupação real;
Detectabilidade pode variar entre espécies e/ou habitats.
Solução:
Estimar a probabilidade de detecção e incorpora-la nos modelos de ocupação
Mais dificuldades - Utilização assíncrona dos habitats:
Diferentes espécies utilizam os habitats aquáticos em diferente alturas.
Solução:
Incorporar dinâmica na componente de ocupação dos modelos
E ainda mais dificuldades - Espécies raras:
Poucas observações tornam a estimativa dos parâmetros imprecisa
Solução:
Modelar para toda a comunidade e utilizar as estimativas de espécies mais comuns para melhorar a precisão da estimativa dos parâmetros das espécies raras
Modelo de Ocupação:
Estado de Ocupação da especie i no local k
(0=ausente, 1=presente)
Probalilidade de Ocupação da espécie i no local k
Estado do local k
(agua = 1; seco = 0)
Base para a probabilidade
de ocupação da espécie i
Efeito do habitat m
na ocupação da espécie i
Modelo de Detecção:
Resultado do arrasto j
(0 = não detectado,
1 = detectado)
Probabilidade de detecção
Se y=1 então Z=1
Se Z=0 então y=0 (para qualquer j)
Se y=0 então Z=? (0 ou 1)
Se Z=1 então i será detectado com probabilidade p
Modelo de Ocupação Dinâmico:
(para t=1,..., T-1)
(complementar de Extinção)
Probabilidade de Colonização
Apenas parcialmente observado!!
Probabilidade de Persitência
(base da ocupação "média" para todas as espécies)
(efeito "médio" do habitat m em todas as espécies)
Observações:
Resultados Chave:
A diversidade da comunidade anfíbios está nos charcos temporários.

Os habitats antropogénicos não constituem alternativa para os habitats naturais.
Resultados Chave:
Declínio dos charcos temporários deverá ter efeitos negativos muito marcado em 6 taxa:
Epidalea calamita
,
Hyla
spp.,
Pelobates cultripes
,
Pelodytes puntactus
,
Pleurodeles waltl
e
Triturus pygmaeus
;

Apenas
Pelophylax perezi
deverá ser capaz de adaptar-se e mesmo beneficiar da destruição de charcos e aumento de habitats permanentes artificiais.
Obrigado!!!
(para j=1, ..., J)
J > 1
E agora?
Comprovar a estrutura metapopulacional desta comunidade;
Verificar o efeito da destruição dos charcos temporarios nas populações de anfíbios;
Planear a restauração de complexos de charcos;
...
À FCT que financiou este estudo através do projecto de investigação “Spatial structure of amphibian (meta)populations in Mediterranean farmland: implications for conservation management” (PTDC/BIABDE/68730/2006 - Ciências Biológicas - Biodiversidade e Ecologia)

À Sara e à minha família pelo suporte; Ao Paulo Cabrita, Filipa Oliveira, Cândida Delgado, Sara Ivone e Francisco Silva pela ajuda com a amostragem; Ao Carlos Vila-Viçosa, Carla Pinto-Cruz, Paula Canha e Mirjam van de Vliet pelo os insights da região; Ao Mark Kéry pela ajuda com WinBUGS; Ao Miguel Porto pela ajuda com o R; Ao Luis Reino e Hugo Rebelo pela troca de ideias; Ao professor Pedro Beja por me aceitar para orientação, Ao Professor Paulo Sá-Sousa e à Joana Santa pela revisão da tese

À Organização do BAM pelo o convite!
Agradecimentos:
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