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A Fala Analítica

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by

Fabrício Ribeiro

on 4 March 2014

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Transcript of A Fala Analítica

A Fala Analítica
Da Fé na Razão a Liberdade da Palavra
A
transferência
aparece como ponto
fundamental
na dinâmica do
tratamento
: conceito que foi muito caro a Freud.
Clínica Psicanalítica I
Fabrício Ribeiro

Poder libertador da linguagem: encontro entre dois – um que
fala
outro que
escuta
.
Não só espíritos mais corpos que se curam: a
palavra que liberta.
Relação mágica que fez Freud produzir muito para estabelecer
bases teóricas da psicanálise
: ficção analítica, semblante...

O
médico
ocupa um
lugar vazio
, presença ausente que permite o paciente constituir saber sobre seu sofrimento.
Portanto o
médico
não estaria ali por si próprio, mas no
lugar de um outro
.

A construção deste processo foi marcado por um
emaranhado de reconsiderações
, abandonos, sucessos e fracassos.
Extraordinário esforço de descoberta e
investigação de linguagem
que permitiu-lhe retraçar o movimento da experiência humana.
Para encontrar a trilha do sujeito, Freud instigava o paciente a buscar um acontecimento primeiro, origem:
uma causa
.
Uma cena na história individual de cada sujeito, que
o destaca de todos os outros
... novos recomeços.
Freud destaca a necessidade de sua auto-análise. Trabalho penoso que possibilitou avançar nas
descobertas sobre as neuroses.
Caminho que Freud fazia acompanhado, sempre
estabelecendo interlocuções:
um

amigo que rapidamente se torna inimigo.

Mas esta
cena
identificada como
começo
, fato
singular
e único, ficção constituída pelo sujeito, abrirá cenas anteriores,
reconstruções.
Nascer é, depois de
ter
tido
todas as coisas,
repentinamente
carecer de todas as coisas,
e em primeiro lugar do
ser.
Tudo é exterior , dispersão, corpo esfacelado entregue aos
desmandos do outro da linguagem
que possa circunscrevê-lo.
Nos descaminhos, o sujeito, sempre quando imagina ter encontrado
certo equilíbrio
, conquistado um
pouco de vida
, uma nova
privação carece estabelecer-se
.
Falta
que constitui a
dimensão do Desejo
, que por essência, se faz
sempre desejante
, falta do que foi perdido, daquilo que
nunca de fato possuímos
.
Este encontro com o
desconhecido
em nós mesmos,
edifica
o que somos e marca nossa diferença,
particularidades
de cada um.
O
processo de análise
nos faz deparar com o que chamaríamos de
origem
, mas, este mesmo processo
dissolve
tudo que elegemos ser
primeiro
.
No
silêncio
do analista somos convocados a revelar a
verdade
sobre nossa história, lugar desconhecido,
estranho
e
familiar
.
O
inapreensível
sobre a verdade do sujeito,
solidão
de construir por si próprio uma jornada: seguindo nas trilhas do
inconsciente
.
No momento da análise as palavras endereçadas ao
atento flutuante
, ganha lugar no vazio necessário para que aconteça
produção
.
Vazio silencioso
que torna a
razão do falar
, rompendo pretenso equilíbrio, transformando o
monólogo
do
conhecido
em
diálogo
do
novo
.
Dialogo que estabelece um
suposição de saber
, de um lado aquele que
acredita
poder
encontrar a verdade
, de outro,
depositário
de uma
verdade
que não lhe pertence
O
analista
entra nesta relação em uma
posição de força
, que sabe da verdade que habita o sujeito.
A
Psicanálise
afasta-se de tudo que à aproxima de um
saber objetivo
, sendo que sua essência é o
diálogo.
Desta forma a Psicanálise se constitui como uma relação onde
o não-agir do analista
guia o discurso do sujeito para construção de sua verdade.
Essa
libertação da fala
representa uma aposta, em que o próprio falar re-apresente ao
sujeito suas respostas.
Para que esta
resposta
tenha
efeito
é preciso que, mesmo que ela
vinda de fora
,
venha de dentro
.
Permitindo ao
sujeito
reconhecer-se e ser reconhecido por este outrem estranho, o
analista
.
Fala solitária
que precisa encontrar seu
caminho e sua medida
, mas que
anunciada

fora
da interlocução
não teria efeitos
.
A entrada em análise
pressupõe uma interlocução
, tanto quanto seu fim, mesmo que o termino não esteja posto desde o início.
Quando a analise começa,
esta começa sem fim
, um movimento produzido pelo sujeito que torna impossível prever o final.
O
final da análise
talvez nos apresente
novas trilhas
, pois o sujeito,
recomeça
, nunca do mesmo ponto. Chegar ao fim do Grande Sertão Veredas, e
reconhecer o valor da travessia
.
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