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Ensino e aprendizagem de música em contextos não-formais e informais

Seminário de FORMAÇÃO EM MÚSICA - II Mestrando: Emerson Carpegianne Professor: Jean Joubert
by

Emerson Carpegianne

on 10 May 2015

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Transcript of Ensino e aprendizagem de música em contextos não-formais e informais

Ensino e aprendizagem de música em contextos não-formais e informais
Maria da Glória Gohn
Luis Ricardo Silva Queiroz
Carlos Sandroni
Diálogo possível entre as duas áreas:
Etnomusicologia e Educação Musical
Educação não-formal na Pedagogia Social
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Escola de Música

Programa de Pós-Graduação em Música
Mestrado em Educação Musical
Processos e Dimensões da Formação em Música

INTRODUÇÃO


Entender os termos
Características
Os espaços onde se tem educação musical
O que é necessário para uma boa atuação nos diversos espaços
Desafios encontrados por professores
Como se pensar os processos de ensino e aprendizagem nesses espaços
Que termos podem ser mais adequados



Educação
Educação musical
Etnomusicologia

Mestrando: Emerson Carpegianne
http://lattes.cnpq.br/8315862641929394
GOHN, Maria da Glória. Educação não-formal na pedagogia social.. In: I CONGRESSO INTERNACIONAL DE PEDAGOGIA SOCIAL, 1., 2006.
O principal objetivo deste trabalho é atentar para possíveis contribuições dos contextos de ensino e aprendizagem não-formal e informal para os contextos formais.
Na
primeira
ela faz uma abordagem de caráter teórico, discutindo questões da educação não-formal em si, como:
- seu campo
- atributos e
- a relação da Pedagogia Social
Na segunda ela levanta pressupostos da própria educação não-formal para observá-la na ação:
- colegiados escolares
- interior de escolas
- movimentos sociais no campo da Pedagogia Social
Definição dos modelos
Formal
"toda aquela desenvolvida nas escolas, com conteúdos previamente demarcados".
Não-formal
como sendo "aquela que se prende 'no mundo da vida' (...) nos espaços e ações coletivos cotidianos"
Informal
"como aquela que os indivíduos aprendem durante seu processo de socialização - família, bairro, amigo (...), carregada de valores de culturas próprias, de pertencimento e sentimentos herdados".
Diferenças entres os modelos de ensino
A autora continua com uma série de questões que podem tornar mais claras essas definições. Mostrando que, a partir da identificação dos termos, a educação tende a crescer bastante.
"Quem é o educador em cada campo que estamos estudando?"
FORMAL: professor

NÃO-FORMAL: o outro com quem se interagi e se integra

INFORMAL: amigos, família e mídias
"Onde se educa?"
FORMAL: escolas que são instituições regulamentadas por lei, certificadoras, diretrizes nacionais

NÃO-FORMAL: espaços educativos convencionados por oportunidades diversas nos quais há processos de interação intencionais

INFORMAL: referências de nacionalidade, sexo, idade, religião, etc.
"Como se educa?" ("que contexto?")
FORMAL: normas e padrões comportamentais pré-definidos

NÃO-FORMAL: coletivamente, em ambientes que seguem diretrizes que o próprio grupo estabelece, não sendo obrigatória a participação do indivíduo que não queira. No entanto, todos deverão se adequar aos padrões da maioria para um melhor convívio no contexto. Há uma troca de saberes e e intencionalidade na ação de educar

INFORMAL: opera em ambientes espontâneos, não tendo intensão educacional, porém há aprendizados de valores definidos pelos gostos de cada indivíduo
"Qual a finalidade ou objetivos de cada um dos campos de educação assinaladas?"
FORMAL: ensinar conteúdos historicamente sistematizados e normalizados por lei

NÃO-FORMAL: capacita os indivíduos a se tornarem cidadãos do mundo e no mundo, através de cursos que são pensados para desenvolver as relações sociais baseadas em princípios de igualdade social, justiça social e fortalece o exercício da cidadania

INFORMAL: trata-se do processo de socialização do indivíduo por meio da convivência diária com seus ciclos (família, amigos, etc.)
"Quais são os principais atributos de cada uma das modalidades educativas que estamos diferenciando?"
FORMAL: requer tempo, local específico e pessoal qualificado

NÃO-FORMAL: não é organizada por série/idade/conteúdos; atua sobre aspectos subjetivos do grupo; desenvolve laços de pertencimento; ajuda na formação da política culta; AJUDA NA IDENTIDADE coletiva do grupo

INFORMAL: o passado orienta o presente, pensando no futuro. Mas isso sem sistematização ou organização
"Quais são os resultados esperados em cada campo assinalado?"
FORMAL: espera-se a certificação e titulação para alcançar graus avançados

NÃO-FORMAL: poderá desenvolver uma série de processos pautados no autoconhecimento do indivíduo no grupo e ele para o mundo, de forma consciente sobre o mundo que o cerca.

INFORMAL: aqui eles não são esperados, pois acontecem no senso comum
Caracterísitcas do modelo "não-formal"
Aprendizado quanto a diferenças - respeito mútuo entre indivíduos
Adaptação do grupo a diferentes culturas (trabalha o estranhamento)
Construção da identidade coletiva
Balizamento de regras éticas
QUEIROZ, Luis Ricardo Silva. Educação musical e etnomusicologia: caminhos, fronteiras e diálogos. Opus, Goiânia, v. 16, n. 2, p. 113-130, dez. 2010.
EDUCAÇÃO MUSICAL E ETNOMUSICOLOGIA:
caminhos, fronteiras e diálogos
A música enquanto fenômeno artístico e cultural.

A etnomusicologia está para as facetas da dimensão cultural e social ligadas ao fenômeno musical
Estreitamento entre duas áreas importantes:

- Educação musical
- Etnomusicologia
O objetivo do autor com este artigo é observar o estreitamento entre as áreas da "educação musical" e a "etnomusicologia"
Trajetória das duas áreas
Transmissão de:

habilidades
conhecimentos
valores e
significados
Educação Musical
Para a educação musical estão os processos, situações e estratégias de ensinar e aprender.
Etnomusicologia
Para a etnomusicologia essas mesmas questões representam uma vertente crucial da música, pois sem elas não seria possível o entendimento da cultura musical.
Para o educador
Compreensão da música artística, cultural e socialmente (Inter)agir com o contexto e construir a transmissão de conhecimentos musicais
Para o etnomusicólogo
Ao trabalhar com determinada cultura pretende compreender de que forma os valores ali existentes, existem com seus saberes.

"O modo pelo qual uma sociedade ensina sua música é um fator de grande importância para o entendimento daquela música" (NETTL, 1992:3).
Acredita-se que o método de transmissão musical de uma determinada cultura determina o curso de sua história (NETTL, 1997:8)
Um e outro
"(...) é mais abrangente e parece algo que se liga mais diretamente a uma forma,
mais ou menos, sistemática
(...)".


Assim ela abrange valores, significados, relevâncias e aceitação social. Bem como, ressignificação, seleção e transmissão de uma cultura musical local.

E esses locais podem ser: escolas, ONGs, brincadeiras como a do Cavalo Marinho, etc.



As duas áreas:
- Campbell (2003) comenta sobre o mútuo interesse das duas áreas
- John Blaking (1995) pergunta "Quão musical é o homem?"
- Lucy Green (2001) pergunta "o que é ser educado musicalmente?"
- Bresler (2006) percebe a etnomusicologia e seu importante modelo etnográfico.
Transmissão
A primeira foi feita a partir de práticas musicais urbanas de João Pessoa
Pesquisa desenvolvida nos anos de 2005 e 2006.
Duas pesquisas na Paraíba
Nesse foco o autor desenvolveu esta trablaho estabelecendo as relações com as duas áreas.
A segunda com o Cavalo Marinho do mestre João do Boi
As duas pesquisas foram estruturadas a partir de bases plurais da educação musical e etnomusicologia:

- dados coletados com a observação participante - nos dois contextos pesquisados

- realização de entrevistas

- aplicação de questionários

- gravações de áudio, vídeo e fotografias
Conclusões
Aqui o autor chegou a resultados espcíficos que o destinaram ao entendimento de que as duas áreas se unem a partir de presupostos similares.


Tanto na Etnomusicologia quanto na Educação Musical é necessário o pesquisador se munir de estratégias técnicas para desenvolver suas pesquisas. No entanto, deve está atento a se reconstruir no decorrer da pesquisa. Assim um conjunto de estratégias deve ser comum às duas áreas, abarcando questões de ensino e aprendizagem e parâmetros relacionados à transmissão de conhecimentos.


As duas áreas têm suas especificidades e objetivos específicos, mas há um encontro de pontos de interseção entre elas (abordagens entográficas de suas investigações).
A Etnomusicologia foca compreender a música que existe nos contextos; enquanto a Educação Musical trata do ensino e aprendizagem abrangendo o fenômeno musical.

Os dois estudos mostram que há similaridades entre as duas áreas, evidenciando como cada cultura (particularmente) valora e define suas maneiras de ensinar e aprender saberes musicais.

Na tradição oral o ensino e a aprendizagem se constitui em situações "sistemáticas" e "aleatórias" estratégicas.


"As duas expressões culturais demonstraram que sons, valores e significados se inter-relacionam no fenômeno musical, fazendo com que, mesmo diante das transformações do mundo contemporâneo, manifestações da cultura popular se mantenham vivas, ativas e constantemente (re)atualizadas."
1. Contextualização musical da cidade de João Pessoa com orquestras e música "erudita" (séc. XX);

2. Outra característica é a "cultura popular" (desde 1938 com Mário de Andrade);

3. O gênero MPB;

4. Músicas veiculadas pela mídia (forró eletrônico, pop) e a dinâmica da cultura da cidade e do país



Alto índice de músicos "autodidatas" e suas realções com a realidade em direção ao aprendizado e habilidades musicais:

- Aprendizagem coletiva ("tocar junto"; "imitar o outro tocando"; "compartilhar idéias")
- A "profissionalização" ou não do músico autodidata (violonista X sanfoneiro)
- O "dom"... "prá tocar ciranda, tem que Deus dá o dom!"


O aprendizado local e o conhecimento holístico para o fazer musical
Pesquisa desenvolvida nos anos de 2006 a 2007.
"O Cavalo Marinho é um folguedo popular"

A base da pesquisa foi o trabalho etnográfico (BRESLER, 2006)
Metodologia: observação participante, entrevistas semi-estruturadas e registros diversos.

- Mais de trinta anos de existência em João Pessoa
- 20 brincantes entre cinco e doze anos
- orquestra (caixa, pandeiro, triângulo e
cavaquinho
)
- aspectos musicais (músicas "tradicionais do Festejo", sem a preocupação por novas composições)
Situações de aprendizagem

Os ensaios:
- semana das "letras"
- semana do canto (melodias)
- semanas do ritmo

O mestre informa que está sempre ensinando e que as crianças aprendem fazendo (brincando)

Também se aprende nos intervalos dos ensaios e apresentações; nas viagens (ônibus); durante a própria
performance
do grupo
Os processo de transmião dos saberes musicais


Aprendizagem pautada na vivência prática (cada contexto e suas singularidades);
O que completa o sentido da brincadeira: transmissão oral e aural;
"Ver, ouvir e experimentar são atributos essenciais para a prática músical [no Cavalo Marinho Infantil]";
O mestre - destaque (detentor do conhecimento), a autoridade, organizador e definidor;

Percebeu-se que: Imitação e exprimentação são principais para a formação musical [e holística] em direção de descobertas práticas para a participação adequada do festejo específico.
O cenário etnográfico dos saberes musicais as formas de transmissão
Fronteiras entre as áreas está menos acentuada, resultando em uma aproximação maior no que tange a estudos a respeito da busca por compreender formas de ensinar e aprender música.

O sentido holístico é bastante perceptível, não se disvinculando a prática do fazer musical com o sentido da sua existência como parte de um todo da brincadeira. Assim, questões realcionadas a significados, valores, objetivos, dilemas, entre outros aspectos.

O lado humano do pesquisador etnomusicólogo e a necessidade da descoberta para o campo da educação musical.
"Uma roda de choro concentrada":
reflexões sobre o ensino de músicas populares nas escolas
Distinção de ensino entre

- Conteúdo: "currículo" ("o quê")
- Forma: "método" ("como")
Modelos extra-escolares de ensino

são chamados de:
INFORMAL
ASSISTEMÁTICO
"relaxado"
"descontraído"
ou

"destituído de forma";
"desorganizado"
A educação não é espontânea. É ela mesma um artefato cultural.

Sem organização sistemática para os fatos que ocorrem
O currículo invisível da festa
(Glória Moura)
Ensino "invisível" ou "não-explicito"
Exemplos do caráter sistemático


https://www.mindmup.com/#m:g10B3u4KCecm9KbUEtMTUVIZVBEWlk
Questão prática que se impõe
"Em que medida é possível aproveitar em nossas escolas, conservatórios e faculdades uma parte ao menos dos métodos de ensino populares tradicionais?"
"Dado que esses métodos tem origem em contextos precisos, em situações culturais muito diferentes das vigentes nas escolas, não seria ua utopia pretender transformá-los?"
"Em resumo, será que as culturastradição oral tem algo a nos ensinar, também no que diz respeito a métodos didáticos?"
Orquestra Gamelão
Mestres asiáticos e africanos para aulas nas universidades americanas
Exemplos
https://www.mindmup.com/#m:g10B3u4KCecm9KbUEtMTUVIZVBEWlk
Rio de Janeiro (1994)
Série de entrevistas a respeito do violão popular

Jaime Florence (Meira) e Horonildo José da Silva (Dino) - dupla muito importante nos anos 1930 a 1940.


Frequencia às rodas de choro em prol do aprendizado: PRÁTICA ("informal")
Rodas de choro
"Rodas de choro concentradas"
Alunos de Meira:

- Capacidade de transpor em tempo real;
- de acompanhar músicas q não se conhece
- de improvisar contracantos nos bordões ("baixarias"), entre outras
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