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Sarau do Teatro da Trindade- Os Maias

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by

Pattz Alves

on 21 May 2014

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Transcript of Sarau do Teatro da Trindade- Os Maias

Os Maias – Sarau do Teatro da Trindade
Personagens intervenientes:
Personagens intervenientes
Teatro da Trindade (Antigamente)
Teatro da Trindade (Ilustração)
Teatro da Trindade (Recentemente)
Leitura de imagem
Teatro da Trindade - Caracterização
Teatro da Trindade (Interior nos dias de hoje)
linguagem e estilo queirosianos (ao serviço da sátira/crítica);
A prosa de Eça de Queirós reflecte a sua forma de pensar e expressa fácilmente o seu modo de ver o mundo e a vida.

O mesmo soube explorar, a partir de um vocabulário simples, a força evocativa das palavras com o uso de sentidos conotativos e relações combinatórias.

Através de processos como:
o ritmo da narração, a descrição, o diálogo, monólogos interiores e comentários.
Eça conseguiu imprimir nas suas palavras um verdadeiro encanto.
linguagem e estilo queirosianos (ao serviço da sátira/crítica);
A oratória e o lirismo de Alencar vs. A visão crítica de Ega;
Um Sarau é uma reunião festiva com oratória, música e poesia.
N’Os Maias, o sarau realizou-se no Teatro da Trindade e teve atuações a todos os níveis:

Rufino fez um discurso sentimentalista
Cruges tocou a sonata Patétique de Beethoven
Alencar declamou um poema seu.

No capítulo XVI da obra “Os Maias”, o episódio do Sarau Literário no Teatro da Trindade evidencia-se o gosto dos portugueses, dominados por valores caducos, enraizados num sentimentalismo educacional e social ultrapassado.
Total ausência de espírito crítico e analítico da alta burguesia e da aristocracia nacional e a sua falta de cultura.

Relação do episódio com a intriga principal
Intemporalidade dos aspetos criticados.
Com Maria já instalada na Rua de S. Francisco, terminara aí o jantar e Ega insistia com Carlos para irem ao Sarau de beneficência que se realizava no Teatro da Trindade, a favor das vítimas das cheias. Carlos, relutantemente a principio, rendeu-se à ideia de ir, já que o Cruges era um dos atuantes.
“O Cruges tocava uma das suas Meditações de Outono e era necessário dar palmas ao Cruges.
- Não digas mais! – Gritou Carlos, dando um pulo da poltrona – Esquecia-me o Cruges! … É um dever de honra! Abalemos.”

“Mas porém o encantava Maria, que nunca lhe parecia tão bela: O vestido claro que tinha nessa noite modelava-a com a perfeição de um mármore: e entre as velas do piano, que lhe punham um traço de luz no perfil puro e tons de ouro esfiado no cabelo, o incomparável ebúrneo da sua pele ganhava em esplendor e mimo… Tudo nela era harmonioso, são, perfeito… E quanto aquela serenidade da sua forma devia tornar delicioso o ardor da sua paixão! Carlos era positivamente o homem mais feliz destes reinos! Em torno dele só havia felicidades, doçuras. Era rico, inteligente, de uma saúde de pinheiro novo; passava a vida adorando e adorado; só tinha o numero de inimigos que é necessário para confirmar uma superioridade; nunca sofrera de dispepsia; jogava as armas bastante para ser temido; e na sua complacência de forte nem a tolice pública o irritava. Ser verdadeiramente ditoso!”
“Pararam à porta do Teatro da Trindade no momento em que de uma tipoia de praça se apeava um sujeito de barbas e apóstolo, todo de luto, com um chapéu de abas recurvas à moda de 1830. Passou junto dos dois amigos (Carlos e Ega) sem os ver, recolhendo um troco à bolsa. Mas o Ega reconheceu-o. “- É o tio do Dâmaso, o demagogo! Belo tipo!”
“Junto com Ega, Carlos suportou estoicamente o discurso de um parlamentar arrebatado (Rufino), ouviu a atuação do Cruges, tocando ao piano a Sonata Patética de Bethoven e assistiu ao triunfo de Alencar, que recitou um poema da sua autoria, dedicado à Democracia, tudo intercalado com idas ao botequim e conversas de corredor com os conhecidos”
Objetivos da festa no Teatro:
Ajudar as vitimas das inundações do Ribatejo
Apresentar um tema querido da sociedade lisboeta: a oratória.
Reunir novamente as várias camadas de classes mais destacadas, incluindo a família real.
Criticar o ultra-romântismo que encharcava o público.
Contrastar a festa com a tragédia

Eça revela um estilo literário dualista, por um lado descreve de
forma fiel
a
realidade observável
e por outro, a
fantasia e a imaginação
do escritor realçam essa mesma descrição.

Deste modo, deixa transparecer as impressões que lhe ficam da realidade que descreve já que considera que não bastava descrever pormenorizadamente aquilo que se observava, mas que também era necessário manifestar o sentimento que resulta dessa mesma observação.

Assim, Eça além de descrever pormenorizadamente, soube revelar a sua visão crítica sobre a sociedade dos finais do século XIX.
O Impressionismo Literário
Eça pretende criticar a sociedade portuguesa da época. Para o fazer, utilizou personagens tipo – personagens que não são individuais mas que dizem respeito uma personagem geral que retrata, por exemplo, uma classe social ou uma certa instituição.

Com este tipo de personagens, o escritor conseguiu retratar nas suas obras a sociedade em que vivia.
Eça julgava a sociedade portuguesa uma sociedade em decadência, por isso era posta no banco dos réus por parte do autor.

As críticas que Eça de Queirós faz da sociedade são bastante subjectivas, pois é sempre a visão pessoal do escritor presente nas obras.
As Personagens
De modo a tornar a sua escrita mais expressiva, Eça apoia-se nos adjectivos e advérbios de modo que transmitem ao leitor uma sensação de visualização. O adjectivo é usado com uma sabedoria e criatividade que faz dele a categoria gramatical por excelência na obra queirosiana.

Assim, consegue demonstrar a sua visão crítica sobre a sociedade do século XIX de uma forma subtil mas que terá um grande ênfase, fazendo com que a sua sátira nos pareça objectiva.

No estilo Queirosiano, o adjectivo é usado de forma extremamente subjectiva e não pretende estabelecer qualquer relação directa com o substantivo que qualifica, mas sim dar a entender a relação entre esse nome e os outros, despertando a imaginação.
Deste modo, o adjectivo surge com um carácter impressionista da prosa de Eça de Queiroz, já que é utilizado para mostrar ao leitor os sentimentos produzidos no escritor.
Outra característica literária presente nas obras de Eça é o uso de adjectivação dupla e tripla, com vista a mostrar não só a descrição mas, novamente, complementando-a com as impressões que surgem da mesma.

Quanto aos advérbios de modo, devido à sua sonoridade, foram trabalhados cuidadosamente pensadas pelo escritor, de forma a incidirem sobre o sujeito, mantendo as funções do adjectivo, mais uma vez, para que a criatividade e imaginação do leitor surja de forma espontânea.
O Adjectivo e o Advérbio
Os verbos são também utilizados com um carácter impressionista por parte do autor. Do mesmo modo, suscitam a imaginação do leitor.

Para escapar à monotonia imposta pelo uso de verbos semelhantes, Eça optou por utilizar verbos menos vulgares, mas que expressam mais amplamente a acção descritiva pretendida pelo autor.


Os verbos declarativos
(
disse, afirmou, observou, explicou, respondeu, prosseguiu, …
) são comuns para introduzir falas de personagens e por isso tornam o discurso monótono, pelo que, o escritor opta por suprimi-los.
Assim, a não utilização deste tipo de verbos, confere ao texto uma quebra na monotonia e dá-lhe ritmo e vivacidade.
É usual o uso do pretérito imperfeito em obras realistas, pois este tempo torna as acções presentes em acções realizadas no passado.
Quando é utilizado o pretérito perfeito é narrada uma acção passada que está concluída e encerrada no passado.
No uso do imperfeito, pela transposição dos eventos narrados até ao tempo presente, faz com que o leitor testemunhe o acontecimento narrado.
Os Verbos
Uma das preocupações de Eça foi evitar as frases demasiado expositivas, fastidiosas e pouco esclarecedoras dos românticos.
Para tal, faz uso da ordem directa da frase, para que a realidade possa ser apresentada sem alterações, e empregou frases curtas para que os factos e as emoções apresentadas fossem transmitidas objectivamente.

A pontuação, na prosa queirosiana, não pretende servir a lógica gramatical.
Eça põe a pontuação ao serviço do ritmo da frase para, por exemplo, marcar pausas respiratórias, para revelar hesitações ou destacar elevações de vozes.
Para evitar a utilização constante dos verbos declarativos, Eça criou o estilo indirecto livre.
O processo consiste em utilizar no discurso indirecto a linguagem que a personagem usaria no discurso directo, ou seja no diálogo.
Deste modo, o texto ganha vivacidade e evita a repetitiva utilização de disse que, perguntou se, afirmou que, ..., criando a impressão de se ouvir falar a personagem.
Eça de Queirós utiliza uma linguagem representativa não só da personalidade da personagem mas também de acordo com a sua condição social.
Como observador da sua sociedade, Eça teve de recriar nas suas obras as diferentes linguagens das diferentes classes sociais da sua época. Por isso, as suas obras tornam-se riquíssimos espólios e testemunhos da vida dos finais do século XIX.
A Frase e a Linguagem
A prosa Queirosiana é enriquecida com vários recursos estilísticos. Aquelas que se podem destacar por melhor representam o estilo de Eça são:

- A Hipálage;
- A Sinestesia;
- A Adjectivação;
- A Ironia;
- A Aliteração;
Recursos Estilísticos
A verdade é que Os Maias é um livro extremamente atual e intemporal.
Se o lermos, atentamente, verificamos que as subtis críticas à sociedade mesquinha e retrógrada do século XIX, ao Portugal sem energia e ocioso que ainda vivia do passado ou à mentalidade tradicional e caduca ainda dominada pela Igreja, ainda são por vezes atuais.

Um dos exemplos desta sátira subtil é o episódio das corridas de cavalos que simbolizam o desejo de imitar o estrangeiro e a mentalidade provinciana da sociedade portuguesa.
Mas, a crítica social atinge todos os estratos da sociedade, desde as elites intelectuais, passando pela grande burguesia capitalista (representada pelo banqueiro Cohen), até aos políticos e a elite dirigente (representada pelo Conde de Gouvarinho), constituída por indivíduos sem conhecimento algum do país real, que não demonstravam mais do que mediocridade cultural.

Todavia, esta crítica social é, apenas, uma pequena parte de Os Maias. A outra, centra-se na (trágica) história da família Maia.
Revelação da Relação Incestuosa

Sarau do Teatro da Trindade

Intriga Principal:

São retratados os amores incestuosos de Carlos Da Maia e Maria Eduarda.
Ega;
- Alencar;
- Rufino;
-Cruges;
- Guimarães, tio de Dâmaso.


- Carlos da Maia;
-

Comportamento:

Carlos vê o Eusebiozinho e vai atrás dele e dá-lhe uns "abanões" e um pontapé devido á história da carta.

“Homem Viajado, culto, requintado, de bom gosto, inteligente, diletante e dandy.”

Comportamento:

“Amigo íntimo de Carlos, estudante de Direito, original, ateu, demagogo, audaz, revolucionário, boémio, satânico, rebelde, sentimental.”

- Ega e Guimarães acabam por resolver tudo e ficam amigos;

- Ega descobre que Carlos tem uma irmã, e Guimarães diz tê-los visto aos três numa carruagem: Carlos, Ega e a irmã, Maria Eduarda;

- Mais tarde, quando Ega se ia embora, Guimarães aparece dizendo lhe que tem um cofre da mãe de Carlos para entregar à família, que esta lhe tinha pedido antes de morrer.


Carlos da Maia
João da Ega
Alencar
Cruges
Guimarães (Tio de Dâmaso)
- Declamação de Alencar “Democracia” que encanta a sala; (Carlos e Ega vão ao sarau da Trindade ouvir o Cruges e o Alencar)






- Alencar é quem apresenta Ega a Guimarães, contribuindo também para o desenlaço da tragédia romântica;

Comportamento:


“Muito Alto, todo abotoado numa casaca preta, face escaveirada, nariz aquilino, longos espessos, românticos bigodes grisalhos, calvo na frente, grenha muito seca, dentes estragados, teatral. Poeta Ultrarromântico.


- Cruges representou um raro talento verdadeiro, incompreendido e alvo de risos.

Comportamento:

- Recital de Cruges , Cruges toca mas é um fiasco pois ninguém lhe liga nenhuma;

“Grenha crespa, olhinhos piscos, nariz espetado, melancólico, tímido, reservado, músico Talentoso não reconhecido.”

- Guimarães entrega o cofre de Maria Monforte para este entregar a Carlos ou a Maria Eduarda , que chocado com a verdade, decide pedir ajuda a Vilaça para contar tudo a Carlos.

Comportamento:





“Rapaz baixote, gordo, bochechudo, cabelo frisado, ar provinciano, vestido de modo ridículo, exibicionista, vaidoso, cobarde e grosseiro na expressão linguística.”

- Guimarães dirige-se a Ega procurando explicações sobre a carta do sobrinho Dâmaso , que afirmou ao tio que fora Ega a escreve-la;
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