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Copy of Concílio de Éfeso

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by

Elias Pavan

on 13 May 2014

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Transcript of Copy of Concílio de Éfeso

Constantinopla
Em 428, Nestório assume a cátedra de Constantinopla. Lá já havia a discussão acerca de como Maria deveria ser chamada: se Theotókos ou Anthropotókos.
Decorrências
Apesar de em Éfeso (431) ter sido definido que Maria é Theotókos, o problema cristológico que se abriu lá só foi resolvido mais tarde, em Calcedônia (451).
João de Antioquia
Quando João de Antioquia chega a Éfeso (quatro dias depois), revolta-se com a condenação de Nestório e, paralemente ao Concílio, reúne consigo 50 bispos, que condenam e excomungam Cirilo e seus partidários.
Precedentes
Os principais personagens do Concílio de Éfeso são Nestório (a causa de todas as discussões) e Cirilo de Alexandria.
Tradição
O argumento dos Padres era de que
de Maria havia nascido o corpo com o qual se havia unido o Logos segundo a hipóstase (katha'hypóstasin) e, por isso, poder-se-ia afirmar que o Logos também havia sofrido e ressuscitado.
Concílio de Éfeso
Nestório
Nestório era um monge em Antioquia. Foi discípulo de Teodoro de Mopsuéstia (que, por sua vez, teve por mestre Diodoro de Tarso).
Em 428 assume a cátedra de Constantinopla, a capital do Império Romano do Oriente.
Posição de Nestório
Por influência da Teologia antioquena, Nestório propõe o título de Christotókos (cristologia que prima a encarnação de Jesus).
Foi causa de escândalo porque já desde antes do Concílio de Niceia se falava em Theotókos. Entretanto, ele assumiu sua posição no intuito de combater possíveis tendências heréticas para o arianismo e o apolinarismo.
O fim do que mal começou
Vendo que não conseguia mais dominar a situação e que Cirilo sairia vencedor, Teodósio II prendeu-o, juntamente com Nestório e Mênon (bispo de Éfeso), no palácio episcopal deste, até que chegassem a um acordo.
O Concílio de Éfeso foi o terceiro da história do cristianismo (precedido pelo de Niceia - 325 - e de Constantinolpa - 381) e suas discussões tiveram caráter dogmático: visavam garantir a continuidade da Tradição da fé, a partir da explicação de questões doutrinárias relacionadas às novas ideias e teorias que surgiam.
Diodoro de Tarso era prestigioso mestre teológico de Antioquia e teve por discípulo, além do citado, João Crisóstomo. Pregava a chamada cristologia do Verbo-Homem, teoria pela qual afirmava a divindade de Cristo, contra a posição apolinarista sobre a unidade entre verbo e carne.
Apolinarismo
Duas naturezas em Cristo: humana e divina.
Entretanto, não plenas (sob pena de contradição entre elas): o corpo é a parte humana e o espírito é o Logos.
Teodoro de Mopsuéstia
Contra o apolinarismo, afirmava a plenitude das duas naturezas em Cristo: união hipostática.
Diferentemente da cristologia antioquena, a alexandrina primava pela ressurreição de Jesus, e Theotókos era decorrente desta teologia, mais abrangente na época que a antioquena.
Não tardou muito para que o assunto chegasse ao conhecimento de Cirilo, bispo de Alexandria. Este posicionou-se contrário a Nestório, enviando-lhe uma carta para que se explicasse. A réplica foi áspera.
Nestório logo recorreu ao Papa, enviando-lhe seus argumentos para a defesa de sua teoria. Mas...
... seus adversários adiantaram-se e também enviaram a Roma uma série de sermões que ele havia feito, acusando-o.
A doutrina de Nestório não foi bem aceita: era o início do que viria a ser considerado uma heresia.
Em 430, Cirilo escreveu uma segunda carta a Nestório, exortando-o a colocar seus ensinamentos de acordo com a Tradição dos santos Padres.
Nestório reprovava essa posição porque afirmava que, assim, a natureza divina de Cristo havia nascido e morrido, sendo passível e mutável (teoria-base para as heresias de Ario e Apolinário).
Cirilo tratou de orientar os bispos sobre o assunto, trazendo-os para "o seu lado", a fim de ganhar força.
Também informou o imperador, a imperatriz e as princesas, que simpatizavam com Nestório por estar em Constantinopla.
Cirilo
Cirilo foi mais convincente em seus anais porque tratou de traduzi-los para o latim e, junto, enviou contra-argumentos dos santos Padres para as teorias de Nestório.
A Convocação
Enquanto a carta era enviada a Nestório, chegou para Cirilo uma convocação de Teodósio II (a pedido de Nestório) para que alguns bispos da Igreja oriental se reunissem em Éfeso em um concílio, a fim de tratar sobre o assunto e colocar um ponto final.
Também foram enviadas convocações a Roma e a Hipona. O Papa enviou um legado a Éfeso. Agostinho, entretanto, já havia morrido.
Cirilo escreveu mais uma carta a Nestório, comunicando-o da decisão do sínodo.
Na mesma carta apresentou doze anatematismos nos quais indicava em que Nestório deveria corrigir-se.
Início do Fim
O Papa apresentou a situação no
sínodo de Roma de agosto de 430, pelo qual foi rejeitada. Nestório recebeu, então, o prazo de 10 dias para se retratar.
Cirilo foi encarregado de dar um fim à situação da condenação.
Sua primeira atitude foi a de convocar um sínodo para a igreja de Alexandria, no qual também condenou a doutrina (heresia) de Nestório.
O conteúdo da carta, contudo, mostrava claramente elementos da cristologia ciriliana, considerada suspeita por Nestório (este julgava-a tendenciosa para o apolinarismo). Assim que a recebeu, reprovou-a e tratou de comunicar os bispos antioquenos, que se colocaram ao seu lado.
Formaram-se, então, duas frentes, que culminaram no Concílio.
O Concílio
O Papa enviou um legado, mas orientou-o para que fosse a favor de Cirilo, que foi designado como verdadeiro representante seu no Concílio. Exortou, ainda que estava confiante, mas pediu harmonia entre os bispos.
Cirilo, pois, sentiu-se “dono” do concílio, ainda mais porque possuía o apoio de mais de 40 bispos do Egito, numerosos clérigos e monges, que lhe serviam de respaldo.
A data marcada para o início do Concílio foi 7 de junho de 431, dia de Pentecostes.
Entretanto, devido ao atraso da maioria dos legados, foi adiada.
Estima-se que até por volta do dia 20 de junho Cirilo, com sua delegação, e Nestório já haviam chegado a Éfeso. Entretanto, o legado deste e os enviados de Roma ainda não haviam chegado.
O clima em Éfeso era tenso, de tal forma que Nestório necessitou de escolta armada para se proteger.
Abertura
Mesmo que nem todos tivesem chegado, Cirilo abriu o Concílio no dia 22 de junho, ainda que com a ausência de alguns membros.
Por discordar do início do Concílio sem que todos estivessem presentes, o encarregado do Imperador foi expulso por Cirilo.
Nestório recusou-se a entrar até que seus partidários chegassem.
Duas frentes foram formadas para as discussões do Concílio: por um lado estavam os partidários de Cirilo (as igrejas do Egito, Jerusalém, Éfeso e Roma), e por outro os de Nestório (as igrejas da Ásia Menor).
Condenação
Tudo então aconteceu como Cirilo queria. Logo na primeira sessão do Concílio, fez ler o símbolo de fé de Niceia, seguido das cartas que enviou a Nestório. A assembleia reunida acatou a cristologia ciriliana como verdadeira representante da Tradição e considerou a doutrina de Nestório como blasfêmia. Este foi, então, considerado herege, agora não mais apenas por um ou outro sínodo local, mas por toda a Igreja.
Cirilo enviou uma carta a Nestório,
comunicando-o da sua condenação e dando-lhe a sentença: foi excluído da dignidade episcopal e de toda reunião sacerdotal.

Uma carta também foi enviada à igreja alexandrina comunicando que o inimigo da fé havia caído.
Os cirilianos ignoram a condenação de João de Antioquia e condenam-no também, juntamente com mais 30 bispos orientais.

Teodósio II anula as decisões dos dois concílios e exige que seja feito um outro, com todos os participantes.
Neste meio-tempo, Nestório foi substituído na cátedra de Constantinopla por Flaviano.
Cirilo, temendo o mesmo para si, fugiu de Éfeso e retornou vitorioso a Alexandria.
Teodósio II, vendo-se diante de uma vitória, ainda que forçada, de Cirilo, revogou suas disposições e assumiu a decisão do Concílio feito em Éfeso.
João de Antioquia, com medo, enviou uma carta de reconhecimento das disposições do Concílio para Cirilo, mas este só aceitou quando aquele reconheceu, também, a condenação de Nestório.
Cânones
Foram definidos sete cânones no Concílio de Éfeso.
Os seis primeiros tratavam de condenar a doutrina de Nestório e seus adeptos.
O sétimo proibiu toda a tentativa de elaborar um novo símbolo de fé além do de Niceia.
* Acordo de 433 entre João de Antioquia e Cirilo, em que João assume as disposições do Concílio e a condenação de Nestório.
* Morte de Cirilo e João. A nova geração muda o clima político e a situação muda de lado: Eutíquio, crtíco ferrenho do nestorianismo, funda uma nova heresia: o monofisismo.
Eutíquio foi condenado à excomunhão em 448, mas foi reabilitado num golpe, dado pelo então imperador Teodoro, que convocou um sínodo para 449 com maioria a seu favor. Este espisódio, mais tarde, foi chamado
de "Latrocínio de Éfeso".
O problema cristológico que recomeçava seria resolvido no próximo Concílio, o de Calcedônia, em 451.
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