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O Trabalho, sua evolução e estatuto no ocidente

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by

joao sousa

on 2 October 2013

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Transcript of O Trabalho, sua evolução e estatuto no ocidente

O TRABALHO, SUA EVOLUÇÃO E ESTATUTO NO OCIDENTE
O trabalho consiste na realização de actividades produtivas ou criativas para se atingir determinado fim( satisfação de necessidades humanas) implicando o gasto de esforço físico e mental.
O QUE É O TRABALHO?
O seu significado tem variado de cultura para cultura ao longo do tempo :

Para grandes religiões monoteístas o trabalho era sinonimo de punição (segundo o Antigo Testamento evidenciava a ideia de castigo ou de sofrimento. Mas também existiam testemunhos antigos que qualificam o trabalho como uma atividade criadora, fonte de felicidade).

Consoante as culturas, a época e os contextos sociais, o trabalho foi respeitado, detestado e simultaneamente amado e odiado.
Nem todos sofreram a punição do trabalho – ócio
Os ociosos que viviam no ócio (na preguiça, lazer e repouso), pertenciam a grupos sociais detentores de grande poder e riqueza ( possuidores de terras e de outros meios de produção)
Estes grupos sociais podiam assim viver do trabalho dos que se encontravam numa relação de subalternidade (inferioridade)
A separação do Trabalho e do ócio encontra-se relacionado com as desigualdades sociais.
Enquanto o ócio, na Roma Antiga, se encontrava associado ao convívio e ao lazer, o negocio implicava, tal como hoje, trabalho nas actividades que visam a satisfazer necessidades humanas.

O trabalho passou a ser encarado como fonte
de felicidade e gerador de riqueza
A divisão social do Trabalho
DEF: Consiste na divisão do trabalho por diferentes actividades para que os indivíduos possam trocar bens e serviços entre si.

Há cerca 10000 anos a divisão do trabalho era praticamente inexistente. A partir desse período, os grupos sociais começaram a fixar-se em vales férteis, onde passaram a criar animais e a cultivar o que originou a divisão social do trabalho entre pastores e agricultores

A utilização de novas ferramentas possibilitou diferentes especializações do trabalho entre pastores, agricultores e artesãos. Com esta divisão existiu um aumento de produtividade, as trocas alargaram-se e os mercados desenvolveram-se originando uma nova divisão social (pastore, agricultores, artesãos e comerciantes)
A Divisão por sexos era diferente de acordo com as diferentes culturas
Havia tribos nómadas, em que as mulheres tratavam do gado e da alimentação do grupo,
enquanto os homens entrançavam cordas.

Nas tribos semi-nómadas o trabalho de um homem nas enxadas era considerado desonroso, ocupando-se do gado enquanto a agricultura era frequentemente atribuido ás mulheres
No período clássico, tanto a Grécia Antiga como a Roma Antiga eram constituidas por sociedades esclavagistas.

Inicialmente, os Gregos consideravam o trabalho uma honra, mas com a generalização da escravatura, os grupos sociais dirigentes foram modificando essa atitude, passando a considerar que o trabalho manual seria para os outros e que o ócio seria para eles.

Os Romanos, por sua vez, tinham uma complexa organização social com corporações onde cada corporação tinha os seus costumes, rituais e festas próprias.
As três ordens da sociedade feudal eram o clero, a nobreza e o povo.

Antes da revolução industrial, a Europa constituía-se em uma sociedade feudal, com um modo de vida essencialmente rural, e a produção de manufacturados ocorria de forma artesanal, isto é, as pessoas dominavam os processos de produção do inicio ao fim, havendo poucas especializações.

Com a Revolução Industrial, iniciada na segunda metade do seculo XVIII os trabalhos prestados pelos operários nas industrias mecanizadas e a divisão social intensificaram-se. As revoluções agrícolas, tecnológicas e industriais dos séculos XIX E XX originaram novas divisões sociais e técnicas do trabalho, aumentos da produtividade, bem como alterações nos sectores de actividade e nas profissões.
O trabalho. Da sociedade feudal á maquina a vapor
As condições de vida das classes trabalhadoras
na Europa Ocidental
Uma das importantes reivindicações da Revolução Francesa(1789) foi a liberdade de trabalho, proclamada em 1791 contra as limitações que as corporações impunham. Os patrões das manufacturas também eram hostis a essas limitações porque estas dificultavam a liberdade de força de trabalho ( capacidade do operário, considerada como uma mercadoria, cujo preço é o salário).
Após um período de alguma euforia pela implementação da liberdade de trabalho, rapidamente se percebeu que ela beneficiava fundamentalmente a burguesia, ou seja, os donos dos meios de produção ou capital.

As grandes inovações tecnológicas na industria , nos transportes e na agricultura a par da liberdade contratual e da propriedade privada dos meios de produção, deram origem ão capitalismo industrial.

Nesta nova sociedade, proletariado o trabalhava na produção de bens em troca de um salário, cujo o valor se encontrava ao nível da subsidência. A classe dos operários viviam em condições duras, e amontoados com horários de 14 a 15horas diárias

A par destas duras condições de vida e de trabalho desenvolveram-se diversos movimentos sociais, que possibilitaram a jornada de 8horas diárias, segurança social e salário igual para trabalho igual.
O Taylorismo é uma teoria criada pelo engenheiro Americano Frederick W. Taylor (1856-1915), que a desenvolveu a partir da observação dos trabalhadores nas indústrias. O engenheiro constatou que os trabalhadores deveriam ser organizados de forma hierarquizada e sistematizada; ou seja, cada trabalhador desenvolveria uma atividade específica no sistema produtivo da indústria (especialização do trabalho). No taylorismo, o trabalhador é monitorado segundo o tempo de produção. Cada trabalhador deve cumprir sua tarefa no menor tempo possível, sendo premiados todos aqueles que se sobressaem.
Taylorismo e Fordismo
Henry Ford (1863-1947), dono de uma indústria automobilística, desenvolveu seu procedimento industrial baseado na cadeia de montagem (fordismo), em que as tarefas eram mais parcializadas e em que os operários não precisavam de se deslocar durante a realização das mesmas. Os países desenvolvidos aderiram totalmente, ou parcialmente, a esse método produtivo industrial, que foi extremamente importante para a consolidação da supremacia norte-americana no século XX.
O taylorismo e o fordismo foram postos em causa, com muita veemência, nas décadas de 1950 e 1960.
Surgem assim novas formas de organização de trabalho mais humanizadas:
- Rotação dos postos de trabalho
- O alargamento de tarefas e o enriquecimento das actividades
- Circuitos de qualidade
A Divisão por sexos
Grécia e Roma Antiga
O Futuro do Trabalho
No actual contexto de globalização, caracterizado pelas deslocalizações
do capital financeiro e das grandes empresas transnacionais, pelas migrações massivas do Sul-Norte, que atingem propoções desumanas e pela emergência de novas potências regionais, com abundante e barata mão-de-obra, podemos constatar uma grande diversidade de situações face ao trabalho. Essa diversidade é resultante também de uma Nova Divisão Internacional do Trabalho (DIT) em que países, anteriormente produtores brutos, se transformaram em grandes exportadores de produtos manufacturados com tecnologia incorporada.
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