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Londres: Renascimento - Séc. XIX

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Anelise Gomes

on 14 July 2014

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Transcript of Londres: Renascimento - Séc. XIX

O Banqueting House, de Inigo Jones, foi o primeiro edifício renascentista de Londres, sua construção data de 1621.
LONDRES

Antecedentes
Reconstrução
Expansão
O Grande Incêndio de Londres - 1666
Banqueting House
Planos de Reconstrução
Regent's Street
Covent Garden
Bibliografia
Alunas: Anelise Gomes e Camila Tuyama
Do Renascimento ao Século XIX
Covent Garden em 1720, por Sutton Nicolls.
No final do reinado de Elizabeth I a maior parte da população da Grã Bretanha vivia em áreas rurais, mas uma boa parte desta dedicava-se à atividade industrial, servindo o povoado de quase todos os produtos necessários, ainda assim, a maioria da população estava envolvida na agricultura ou a criação de ovelhas.

Da minoria que vivia nas cidades, muitos se ocupavam, ao menos em tempo parcial, à atividades agrícolas.

Depois de séculos de miséria e pragas, durante o
período Tudor
(1485-1603), ocorreu em Londres um crescimento populacional e um aumento substancial no comércio e suas riquezas e, apesar de ainda não ser a capital, era de longe o maior centro comercial do país. A população urbana da Inglaterra, como um todo, foi aumentando.

Com a destruição de seus sítios religiosos, durante o reinado de Henrique VIII, Londres passou por um processo de reurbanização e em torno de 1600 já possuia uma população de aproximadamente 200.000 habitantes.

O crescimento populacional de Londres era notável, nem tanto pelo crescimento natural da população, mas sim pelos movimentos imigratórios, tanto de outras partes do país como do exterior.
Malha de Londres da parte ao norte da Ponte de Londres redesenhada a partir do plano de John Ogilby e William Morgan em 1676. A malha compacta é coerente ao modelo baseado na posse de terra medieval e sobre o sistema viário condicionado por ele. Com a exceção de algumas ruas (incluindo Thames Street), que cresceram significativamente após o incêndio, e o caráter secundário de vias introduzido, o plano da cidade foi praticamente idêntico ao anterior.
Mapa esquemático mostrando as etapas de crescimento de Londres ao longo dos séculos.
As três fases iniciais do crescimento de Londres mostram a unificação da cidade de Londres com a Cidade de Westminster ao longo da linha da costa, na margem norte do rio Tâmisa. A expansão posterior para o leste e para o norte adotou a forma usual na Grã-Bretanha de desenvolvimento urbano linear ao longo das estradas radiais com o objetivo de ocupar as terras interiores. O desenvolvimento urbano à oeste e noroeste da cidade de Londres foi em parte resultado do planejamento urbano e em parte como resultado do crescimento orgânico da cidade. Na margem sul do rio a expansão foi mais lenta em relação às outras áreas.

No
período Stuart
(1603-1713), em 1666, o Grande Incêndio de Londres destruiu três quartos da cidade, perdendo grande parte do patrimônio Medieval, Tudor e do início do século XVII.
O incêndio de Londres teve seu início em uma padaria em Pudding Lane, perto da Ponte de Londres e sua destruição foi devastadora. Quatro dias depois de seu início, o fogo havia destruído 13.200 casas, a Alfândega, 44 sedes empresariais, quase todos os edifícios da cidade, a própria catedral de São Paulo e 87 igrejas paroquiais, entre outros imóveis. O custo total dos danos foi estimado em um montante máximo de dez milhões de libras.
Foram criadas duas leis para a reconstrução de Londres: a Primeira (1667) e Segunda (1670) Lei de Reedificação, sendo que a segunda lei reconheceu as deficiências da primeira em relação aos termos econômico-financeiros e elevou o imposto sobre o carvão.
A receita do imposto sobre o carvão tinha como objetivo financiar a reconstrução proporcionando disponibilidade de materiais e mão de obra.
As novas legislações tinham como objetivo alcançar tipologias padronizadas e regularizar as larguras da ruas.
A partir deste período aparecem restrições construtivas, como o uso de materiais. Os únicos materiais permitidos para construção eram o tijolo e a pedra. A cidade foi reconstruída predominantemente à base de tijolo, enquanto a pedra estava reservada para edifícios públicos, igrejas e a Catedral de São Paulo.


Atualmente, a maioria das estruturas gregorianas existentes estão registradas. Este é o período da história de Londres que mais possui edificações registradas. Porém, muitas delas foram destruídas devido ao desenvolvimento comercial que ocorreu no início do século XX, antes de se inciar o registro destas edificações.
Muitas das edificações gregorianas se conservaram devido ao fato as construções posteriores ao Grande Incêndio passarem a ser feitas de tijolo e não madeira.
Mapas Comparativos
Ínicio do Renascimento na Inglaterra
Antes do Grande Incêndio
Gravura representativa do Grande Incêndio e o Monumento ao Grande Incêndio de Londres.
O estilo renascentista na Inglaterra, assim como na França, ocorreu tardiamente em relação aos demais países da europa, iniciando por volta de 1520.

No reinado de Henrique VIII, pintores e escultores italianos foram trazidos para trabalhar à serviço da corte, baseando-se no novo estilo.

Assim como no restante da Europa Ocidental em geral, o Renascimento das artes (pintura, escultura, arquitetura e urbanismo) na Grã-Bretanha foi precedido pelo clima favorável devido ao desenvolvimento do humanismo literário e científico.

O atraso significativo é atribuido à fatores históricos (Guerra dos Cem Anos e Guerra das Rosas) e culturais, principalmente às fortes raízes que a arquitetura gótica exercia na Inglaterra, ainda que estivesse em seus estágios finais.
Detalhe do extremo meridional (Baixa Regent Street) da via triumphalis de John Nash. O mapa mostra o layout de Piccadilly Circus, o ponto em que Regent Street vira à oeste para então seguir ao norte; aparece ainda a proposta de Nash da Trafalgar Square, no canto inferior direito.



Covent Garden, a área entre a praça e o Tâmisa em 1799. A gravura mostra as primeiras construções permanentes do mercado, a urbanização do entorno e a entrada para o Covent Garden Theatre, localizada sob as arcadas à nordeste da praça.

Foi apenas no final do século XVI que a arquitetura inglesa experimentou uma introdução gradual de detalhes renascentistas em edifícios góticos. Continuou assim até 1621, quando o primeiro edifício inteiramente renascentista foi concluído, o Banqueting House, em Whitehall.

Covent Garden
Covent Garden em 1751 visto a partir do jardim da Residência Bedford. Mercado localizado na área central, já assumindo um caráter permanente. Em frente, a James Street; à direita, igreja de São Paulo, reconstruída após o incêndio que sofreu em 1795.

Regent's Park
Londres era, em 1666, uma típica cidade medieval, com ruas estreitas e sinuosas e becos.

A maioria dos edifícios eram feitos de madeira, normalmente com telhados de palha e com pavimentos superiores se projetando sobre as ruas, a fim de obter máxima área de construção.

O sistema viário era tão obsoleto quanto os edifícios, que vinham gradualmente invadindo as vias públicas: era totalmente inadequado para uma cidade como Londres que havia se tornado o centro dominante do comércio mundial.

As ruas estreitas e sinuosas que levavam às docas e tornaram-se incapazes de acomodar o tráfego.

A poluição do ar também era um problema, devido ao uso excessivo do carvão.
Dois dos três planos desenhados por John Evelyn um aristocrata típico, rico e educado que dividia o seu tempo entre as questões estéticas e práticas. Ambos os planos são semelhantes em muitos aspectos ao de Wren, especialmente a área localizada à oeste do rio Fleet.

O plano de Wren de reconstrução de Londres, segundo uma cópia efetuada por John Gwynn.
Não é o plano original de Hooke, porém pode-se ver suas ideias representadas nesse desenho incluído na obra View of The Fire de Doornick Vista. A estrutura ortogonal e regular contém uma série de espaços cívicos urbanos e uma doca grande ao longo do rio Tâmisa.


O Capitão Valentine Knight, oficial do exército, elaborou um plano com grande ênfase no reparcelamento do solo, o qual foi definido seguindo formas regulares, diferindo dos planos Wren e Evelyn em que o sistema viário foi priorizado. Principais ruas com 18m de largura, interrompidas por ruas secundárias paralelas ao rio de 9m de largura. Um canal de 9m de largura deveria cercar a parte central da cidade desde o rio Fleet; uma ideia interessante porém impraticável do ponto de vista topográfico devido aos custos exorbitantes.
Seções transversais das três tipologias principais de construções autorizadas pela Lei de Reconstrução de 1667. As edificações de quatro andares formariam "as principais e maiores ruas"; as de três andares para "as ruas e becos de certa importância e nas construções às margens do Tâmisa"; e as de dois andares em "passagens e becos."

Planos de Reconstrução
Nos séculos XVII e XVIII desenvolveram-se na Inglaterra os Pleasure Gardens, "jardins de prazer", que se assemelham ao que é chamado hoje de parque de diversões. Era cobrada uma modesta taxa de entrada, onde as pessoas de todas as esferas sociais podiam fugir do barulho e da sujeira londrina, para desfrutar de entreterimento ao ar livre.
Havia música, orquestra, refeições ao ar livre e todo o tipo de atração. O mais famoso parque de “recreio” foi o Vauxhall, localizado na margem sul do rio Tâmisa.
Construída no século XII, a Catedral de São Paulo foi erguida no mesmo local onde antes fora a primeira igreja da Inglaterra, feita em madeira no ano 604 d.C. A igreja passou por vários estágios de construção e reconstrução, após inúmeros incêndios, até que, em 1670, o arquiteto Christopher Wren assumiu as obras começando do zero. Em seu interior, a Catedral possui pinturas, esculturas e entalhes de diversos artistas da época em que foi construída.

Em 1940, um intenso bombardeio alemão, que durou 57 dias consecutivos, não afetou a Catedral. Mais tarde no mesmo ano, uma bomba-relógio, capaz de destruir toda a igreja, foi encontrada e neutralizada. No mesmo ano, outra bomba não foi desarmada a tempo e explodiu fora da catedral.

Fragmento de uma gravura da cidade de Londres antes do incêndio de 1666, onde pode-se ver a linha da muralha medieval da cidade e fosso (que já havia sido ocupado pelo edifício a oeste); a antiga Catedral de São Paulo, a antiga ponte de Londres e edifícios com terraços.
Mapa da conformação da cidade de Londres anterior ao Grande Incêndio.
Antes do Grande Incêndio
Fragmento de um plano urbanístico de 1832, onde é mostrado Regent's Park como foi projetado originalmente por John Nash.
Covent Garden atualmente.
Construído a partir de 1630, o Covent Garden Piazza foi o primeiro exemplo de urbanismo renascentista na Grã-Bretanha.

Seu nome é derivado de seu uso original, como parte dos jardins de um convento para o cultivo de produtos agrícolas.

Ocupando cerca de três hectares, as terras onde localiza-se o Covent Garden eram inicialmente propriedade da poderosa família Russel. Em 1553, foram doadas ao primeiro Conde de Bedford por Eduardo IV, depois de terem sido compradas pela Coroa.

O primeiro Conde de Bedford arrendou terras que serviam de pasto e, devido à falta de planejamento, inicialmente o local teve um crescimento descontrolado.

Mais tarde, o quarto Conde de Bedford reconheceu o seu valor potencial, e o distrito de Covent Garden foi visto como um local propício para densenvolvimento urbano.
Covent Garden em 1572 por Ralph Agas, ainda um jardim murado.
O Barroco
Reestabelecida a monarquia na Inglaterra, em 1660, o Rei Carlos II passa a imitar a sofisticação e o luxo da corte francesa.

Conhecido como o Período da Restauração, foi a época em que o estilo Barroco se destacou, embora houvesse influências também dos estilos flamengo e holandês.

Na arquitetura, o principal nome foi Christopher Wren (1632-1723), que estudou em Roma e na França. Ao retornar à sua terra após o incêndio que destruiu Londres, apresentou um projeto de reconstrução da cidade que foi aprovado pelo rei.

Sob o comando de Wren, diversas ruas, praças e edifícios foram reconstruídos, como, por exemplo, a catedral de São Paulo.

Wren determinou também uma tipologia de habitação que perdurou por dois séculos na Inglaterra: as casas em tijolo vermelho escuro com janelas em guilhotina, fachada austera e colunas clássicas em madeira com frontão emoldurando a porta de entrada.
MORRIS, A E J. Historia de La Forma Urbana.
http://www.ateliearterestauracao.com.br/inglaterra-renascimento-barroco-e-rococo/
http://www.theguardian.com/artanddesign/2011/sep/10/baroque-british-architecture-key-buildings
http://www.stpauls.co.uk/Catedral-de-S-Paulo
http://mapadelondres.org/2011/03/st-pauls-cathedral/
http://www.vauxhallgardens.com/vauxhall_gardens_briefhistory_page.html
http://www.history.co.uk/study-topics/history-of-london/john-nashs-plans-for-london
Pleasure Gardens
Catedral de São Paulo
Catedral vista da parte externa e interna.
Fim do século XVII e século XVIII
Durante o
período Gregoriano
(1713-1836) uma densa malha viária passou a conectar as antigas povoações de Londres à sua parte central, ainda neste período o poder de Londres aumentou significativamente.

A praga de 1665 e do incêndio de 1666 fez com que muitas famílias de nobreza e ricos decidissem deixar a cidade e se mudar para novas residências construídas na zona rural a oeste de Londres. Além do deslocamento da população local, havia um grande movimento de imigração de pessoas de outras partes do país.

O crescimento de Londres, nos séculos XVII e XVIII ocorreu com base em uma distribuição espacial das classes sociais claramente definidos. As famílias de classe alta e de classe média consolidaram o "West End", equanto os principais bairros de classe operária foram para o norte e leste da cidade de Londres, onde as atividades comerciais e industriais na capital se estabeleceram rapidamente.

"West End", de natureza espaçosa, contrastava fortemente com "East End", densamente construída.

Querendo tirar proveito de suas propriedades, duques e condes passaram a criar as
praças de Londres
que tinha como príncipios de desenvolvimento urbano a iniciativa aristocrática e a unidade de planejamento completo, que incluiu a praça, as ruas adjacentes, mercados e às vezes a igreja.

A interseção entre Regent Street e Oxford Street; plano mostra a mudança de alinhamento para o leste que deveria ser adotada para evitar transtornos aos proprietários de Grosvenor Square, e o ajuste de curva necessário para alinhar com a já existente de Portland Place.
Fim do século XVIII e século XIX
O ano de 1769 viu o início do desenvolvimento de fazendas situadas próximas a New Road, aberta em 1756 como uma rota direta de Paddington, à oeste, para Londres. As estradas que formavam esta rota mais tarde foram chamadas de Marylebone Road, Euston Road, Pentonville Road and City Road.

A arquitetura urbana considerada de maior qualidade deste período é o Portland Place, projetado pelos irmãos Adam em 1774 como a maior rua em Londres.

John Nash deixou sua marca em Londres. Foi o responsável por transformar Marylebone Park (antigo terreno de caça de Henrique VIII) em Regent's Park, e projetar a elegante habitação geminada que o bordeia. Ele criou a longa curva da Regent's Street despontadas pela Oxford Circus e Piccadilly Circus, e, ao fazê-lo, estabeleceu uma das áreas comerciais mais prestigiadas da Europa.

Proposta de 1811 de John Nash para o Regent's Park.

Diagrama Esquemático
O plano original do parque desenvolvido por Nash, foi aprovado em agosto de 1811. Sua ideia fundamental pode ser resumida como uma "combinação de fachadas palacianas com um parque artisticamente estruturado" (Sir Nikolaus Pevsner).
Nas palavras de Nash na memória de 1811 a nova rua deve ser "um limite estabelecido pela separação completa das ruas e praças ocupadas pela nobreza e alta burguesia, e as casas humildes de trabalhadores manuais e comerciantes".
O diagrama abaixo mostra a extensão das maiores fazendas na região noroeste da cidade nos séculos XVIII e XIX.
A
: propriedade da Coroa (Regent's Park construído no início do século XIX);
B
: Portland;
C
: Portman;
D
:
O Bispado de Londres;
E
:
Grosvenor;
F
:
Bedford;
G
: Southampton;
H
: Somers (urbanizado com nome Somerstown);
J
: Camden (construído com o nome de Camden Town).
Bloomsbury Square
Bloomsbury (Southampton) Square, vista do sul. A mansão londinense de Lord Southampton e mais ao fundo as colinas "gêmeas" Hampstead e Highgate. A praça possui características originais de espaço aberto, sem ajardinar, comum nas praças de Londres nos séculos XVII e XVIII. A fileira de casas á leste (direita) foi substituída por um grande edificio comercial; as edificações à oeste (esquerda) conservam sua escala assim como as do lado norte.
Imagens da Picadilly Circus atualmente.
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