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Revisitando a Etnologia à Brasileira

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Francieli Lisboa

on 16 August 2014

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Transcript of Revisitando a Etnologia à Brasileira

Revisitando a Etnologia à Brasileira
Alcida Rita Ramos, 2010.

Etnologia Indígena como carro-chefe da Antropologia brasileira (produto de exportação);

Dois modelos (não excludentes):

i) fricção interétnica (contatualista):
elaborado por Roberto Cardoso de Oliveira nos anos 60; emerge do campo das relações interétnicas;

ii) perspectivismo (etnologia clássica):
Eduardo Viveiros de Castro nos anos 90 a partir da etnografia "clássica".

Modelo da Fricção interétnica ("Os índios no mundo de branco"):
RCO procurou refutar os estudos de aculturação (estadunidenses) que focavam na perda dos traços culturais. Não abordava-se o conflito que emergia do contato interétnico;

Interesse em noções como colonialismo interno, situação colonial e etnicidade, aproximando-se de um estilo latino-americano que desse a dimensão política das relações provenientes do contato;

herdeiros: Roque Laraia, Roberto Da Matta, César Melatti, João Pacheco de Oliveira;

Esse modelo contribuiu para o protagonismo indígena e o engajamento dos etnólogos. Mas já não tem mais o mesmo rendimento de outrora.
ii) Modelo do perspectivismo ("Os índios no mundo de índio):
EVC inverte a porposição estruturalista lévi-straussiana, de forma que na perspectiva ameríndia haveria uma cultura e diversas naturezas (corpos);

Esse modelo foca aspectos internos dos povos indígenas, como ontologia (ser) e cosmologia (universo) (diferentemente do anterior, mais relacional);

Teoria com grande repercussão no exterior;

Generalidade e aplicações indevidas que engessam as realidades indígenas. Síndrome da superinterpretação (U. Eco): construção de significados imponentes sobre as falas e os modos de pensar indígenas;
Etnologia: amplia os horizontes de compreensão, mas também cria pontos cegos. ex. léxicos como mito, cosmologia. Uso diferente do corrente e perda da capacidade explicativa (aplicação mecânica);


constangimentos quando os próprios indígenas desafiam a capacidade explicativa da etnologia, gerando desconfiança;


arrogância intelectual tolhendo o potencial etnográfico dos estudos e alimentando estereótipos contra os próprios indígenas.
a proposta teórica do perspectivismo seria a de uma antropologia simétrica, ou seja, em que houvesse uma equivalência entre as epistemologias indígenas e as acadêmicas, mas Ramos lembra que apesar dos esforços todavia permanece a divisão do trabalho etnográfico entre o sujeito que conhece (etnógrafo) e o que se busca conhecer (nativo). Na prática é difícil romper tal divisão;



Teriam os índios noção de Teoria?

Oferece alguns exemplos de que sim: os Yonggom (Stuart Kirsch), diversos povos na coletânea
Pacificando o branco
(Albert e Ramos), Yekuana (Andrade), Azande (Evans-Pritchard).


História já foi um roubo do ocidente para com o oriente, espera que a Teoria não o seja.

Propõe uma "Antropologia Ecumênica":

que as teorias nativas sejam
elevadas ao
status
de epistemologias
(como as ocidentais) que devem ser acolhidas como
parceiras
das teorias acadêmicas,
deixando o lugar de matéria-prima
das análises antropológicas.

Essa relação seria fértil para ambas (exercício dialógico e contínuo) e quem ganha é a própria Antropologia.


Etnografias participativas ou colaborativas (antropólogos e indígenas compartilham a autoria) todavia são pontuais no Brasil:

Livro:
"A queda do céu"
parceria entre Davi Kopenawa e Bruce Albert.
Davi Kopenawa, agosto de 2014 na Flip. Mesa com Cláudia Andujar (fotógrafa) e Eliane Brum (jornalista).
Levar os índios a sério: "ceder-lhes o lugar intelectual que lhes é devido, com todas as implicações que isso acarreta para a autoimagem da Antropologia.". p.41

Exercício de interectualidade. Equivalência na diferença.

A participação dos índios é fundamental para se romper "as amarras que nos prendem à tradição disciplinar". p. 42
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