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Representações cartográficas e suas tecnologias

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Bruna Braz

on 8 October 2013

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Transcript of Representações cartográficas e suas tecnologias

A cartografia é a ciência da representação gráfica da superfície terrestre, tendo como produto final o mapa. Ou seja, é a ciência que trata da concepção, produção, difusão, utilização e estudo dos mapas. Na cartografia, as representações de área podem ser acompanhadas de diversas informações, como símbolos, cores, entre outros elementos. A cartografia é essencial para o ensino da Geografia e tornou-se muito importante na educação contemporânea, tanto para as pessoas atenderem às necessidades do seu cotidiano quanto para estudarem o ambiente em que vivem.
Surgimento
Os primeiros mapas foram traçados no século VI a.C. pelos gregos que, em função de suas expedições militares e de navegação, criaram o principal centro de conhecimento geográfico do mundo ocidental. O mais antigo mapa já encontrado foi confeccionado na Suméria, em uma pequena tábua de argila, representando um Estado. A confecção de um mapa normalmente começa a partir da redução da superfície da Terra em seu tamanho. Em mapas que figuram a Terra por inteiro em pequena escala, o globo se apresenta como a única maneira de representação exata. A transformação de uma superfície esférica em uma superfície plana recebe a denominação de projeção cartográfica.
A partir das mudanças causadas pelo avanço nas técnicas de comunicação, e também de representação cartográfica, com o advento de tecnologias náuticas, desenvolvidas principalmente durante a expansão marítima européia, nos séculos XV e XVI, que intensificou o comércio para o Oeste, permitindo o reconhecimento de novos continentes, os mapas foram sendo divulgados e padronizados, com destaque para os chamados mapas portulanos, que mostravam a localização dos principais portos do mundo que permitiram uma representação mais aproximada do real e possibilitaram ao Homem conhecer lugares antes desconhecidos ou inacessíveis.
As representações espaciais, ou seja, a forma como os homens representam simbolicamente os lugares de sua vivência, estão presentes em toda história da humanidade, antes mesmo da escrita letrada e da articulação da linguagem. Um exemplo evidente desse modo de se comunicar pode ser observado no próprio processo das crianças, que antes mesmo de falar, quando tentam representar o espaço em que vivem, tentam desenhar o que vêem por meio de riscos com lápis ou com tinta. Foi assim também com o Homem pré-histórico que, utilizando-se de símbolos e desenhos tentava, por meio da tecnologia disponível na época, representar suas primeiras apreensões do real nas paredes de cavernas há aproximadamente 40 mil anos atrás.
No entanto, com o avanço das ferramentas o que poderia ser representado simbolicamente foi ganhando mais similaridade do que se via no espaço real. Assim, os lugares, as cidades, as casas e outros objetos foram ganhando formas mais precisas , a partir do momento em que a evolução nos meios onde se representava os símbolos também tiveram um progresso importante, pois se antes o Homem primitivo realizava suas pinturas nas paredes das cavernas, no decorrer do tempo passou a pintar em placas de barro, depois em papiros, em folhas de papel, até chegar na representação nos computadores, como conhecemos, com softwares e sites especializados para a elaboração de mapas.
Hoje, a cartografia é feita por meios modernos, como as fotografias aéreas (realizadas por aviões) e o sensoriamento remoto por satélite. Além disso, com os recursos dos computadores, os geógrafos podem obter maior precisão nos cálculos, criando mapas que chegam a ter precisão de até 1 metro. As fotografias aéreas são feitas de maneira que, sobrepondo-se duas imagens do mesmo lugar, obtém-se a impressão de uma só imagem em relevo. Assim, representam-se os detalhes da superfície do solo. Depois, o topógrafo completa o trabalho sobre o terreno, revelando os detalhes pouco visíveis nas fotografias.
Mapas
A localização de qualquer lugar na Terra pode ser mostrada em um mapa. Os mapas são normalment desenhados em superfícies planas, em proporção reduzida do local da Terra escolhido. Nenhum mapa impresso consegue mostrar todos os aspectos de uma região. Mapas, em contraposição a foto aéreas e dados de satélite, podem mostrar concentração populacional e de renda, diferenças de desenvolvimento social, entre outras informações.
Como os mapas possuem representação plana, eles não representam fielmente a forma geóide da Terra, o que levou cartógrafos a utilizarem globos para imitar essa forma. Os mapas mais comuns são os políticos e topográficos. Os políticos representam graficamente os continentes e as fronteiras entre os países, enquanto os topográficos representam o relevo em níveis de altura (normalmente inclui também os rios mais importantes). Para desenhar mapas cartográficos depende-se de um sistema de localização com longitudes e latitudes, uma escala, uma projeção e símbolos. Atualmente, boa parte do material que o cartógrafo necessita é obtido por sensoriamento remoto com foto de satélite ou fotografias aéreas.
Representações cartográficas e suas tecnologias
Sabemos que a maneira mais adequada de representar a Terra como um todo é por meio de um globo. Porém, precisamos de mapas planos para estudar a superfície do planeta. Transformar uma esfera em uma área plana do mapa seria impossível se os cartógrafos não utilizassem uma técnica matemática chamada projeção
Projeções cartográficas
A projeção mais simples e conhecida é a de Mercator . Outras técnicas foram evoluindo e muitas outras projeções tentaram desfazer as desigualdades de área perto dos pólos com as de perto do equador, como por exemplo a projeção de Gall. Como não há como evitar as deformações, classifica-se cada tipo de projeção de acordo com a característica que permanece correta. Temos então:
Projeções eqüidistantes = distâncias corretas
Projeções conformes = igualdade dos ângulos e das formas dos continentes
Projeções equivalentes = mostram corretamente a distância e a proporção entre as áreas

Os três principais tipos de projeção são:

Cônicas: é a projeção do globo terrestre sobre um cone, que posteriormente é planificado. São mais usadas para representar as latitudes médias, pois apenas as áreas próximas ao Equador aparecem retas.
Azimutais: é a projeção da superfície terrestre sobre um plano a partir de um determinado ponto (ponto de vista). Também chamadas planas ou zenitais, essas projeções deformam áreas distantes desse ponto de vista central. São bastante usadas para representar as áreas polares.
Cilíndricas: consistem na projeção dos paralelos e meridianos sobre um cilindro envolvente, que é posteriormente desenvolvido (planificado). Uma das projeções cilíndricas mais utilizadas é a de Mercator, com uma visão do planeta centrada na Europa.
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