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Vida para consumo: transformação das pessoas em mercadoria

Introdução ao Pensamento Social
by

Vladimir Belinski

on 22 June 2016

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Transcript of Vida para consumo: transformação das pessoas em mercadoria

Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria.
Universidade Federal da Fonteira Sul- UFFS
Unidade Curricular: Introdução ao Pensamento Social
Curso: Ciência da Computação
Professora: Dra. Valdete Boni
Ano/semestre: 2015/2
Fase: 4ª fase
Alunos:
Arian Kãgfér Belfort Nagy
Diego Sabino Minichiello
Franciene Bernardi
Guilherme Eduardo Konopatzki Filho
Jamile Santana
João Pedro Winckler Bernardi
Valdemar Júnior Stacke
Vladimir Belinski

Introdução
3 casos: redes sociais, clientes potenciais e imigrantes.

em todos as pessoas são estimuladas ou forçadas a promoverem uma mercadoria atraente e desejável:
elas mesmas
;

todos estão no
mercado
fazendo
marketing
.
acerca do capital o Estado ainda intervém consideravelmente;
a recomodificação do trabalho foi mais afetada. Nela o Estado cultua a desregulamentação e a privatização ao transferir para o mercado a tarefa de organizar o trabalho;
busca por empregados “chateação zero”.
se distingue por uma reconstrução das relações humanas a partir das relações entre os consumidores e os objetos de consumo;
o que a separa de outras espécies de sociedade é o embaçamento e, em últimos casos, a eliminação das divisões entre coisas a serem escolhidas e os que as escolhem;
Sociedade de consumidores:
a caractersística mais proeminente da sociedade de consumidores, ainda que encoberta, é a
transformação dos consumidores em mercadorias
;
para Germaine Greer “Há mais coisas na vida além da mídia, mas não muito... Na era da informação, a invisibilidade é equivalente a morte”;

numa sociedade de consumidores, tornar-se uma mercadoria desejável e desejada é a matéria de que são feitos os sonhos; busca-se fama, pois ser desejado pelos outros é algo que se imagina ser prazeroso;
Sociedade de consumidores:
receio de contatos primários;

"compramos via web até nossos parceiros(as)". Todavia, um ser humano não é como um objeto: ele cria expectativas e é capaz de perceber aquilo que buscamos esconder com o auxílio da tecnologia.
Sociedade de consumidores:
Consumismo vs. consumo
Consumo
é basicamente uma característica e uma ocupação dos seres humanos como indivíduos.
Consumismo
é um atributo da sociedade.
Revolução consumista:
passagem do consumo para o consumismo.
* O que queremos e como as substâncias de nossas vontades, desejos e anseios estão mudando no curso e em consequência da passagem ao consumismo:
Thorstein Veblen: consumo ostensivo possuia um significado diferente. Consistia na exibição pública de riquezas com ênfase em sua solidez e durabilidade, não em uma demonstração da facilidade como prazeres imediatos podem ser extraídos de seu uso.

Sociedade de produtores
(principal modelo societário da fase “sólida” da modernidade): buscava a posse de bens que garantiam (ou prometiam garantir) conforto e respeito; a satisfação parecia residir na promessa de segurança a longo prazo, não no desfrute imediato de prazeres/bens, sendo que utilizá-los era pecaminoso, imprudente;
o desejo de segurança e os sonhos de um Estado estável definitivo não se ajustam a uma
sociedade de consumidores
. O consumismo associa a felicidade à satisfação de necessidades, mas a um volume e uma intensidade de desejos sempre maiores, o que implica o uso imediato e a rápida substituição dos objetos destinados a satisfazê-la;

os bens já vêm com uma obsolescência embutida, que gera um crescimento na indústria de remoção de lixo.
Ambiente líquido-moderno:
cada momento pode consistir em uma oportunidade única;

“a demora é o serial killer das oportunidades”. Para qualquer pessoa que deseja agarrar uma chance sem perder tempo nenhuma velocidade é alta demais. Qualquer hesitação é desaconselhada, já que a pena é pesada.
o motivo da pressa é, em parte, o impulso de adquirir e juntar. Mas o que torna a pressa de fato imperativa é a necessidade de descartar e substituir.
cultura agorista/apressada: nela o tempo não é cíclico nem linear, mas sim pontilhista, marcado por rupturas e descontinuidades.
Sociedade produtora
(quando se fracassava era estimulada uma nova tentativa com mais empenho)
X
Sociedade consumidora
(no fracasso as ferramentas velhas são abandonadas , devendo-se correr atrás de novas);
passa-se do fazer coisas/apropriar para o remover (
sem armazenar
); isso é ótimo para fazer crescer o PIB;

as empresas cada vez mais adicionam à conta uma soma pesada referente à
remoção dos bens “duráveis”
, que são substituídos por outros que fazem os anteriores passarem de orgulho a vergonha.
a economia consumista tem de se basear no
excesso
e no
desperdício
; nela primeiro os produtos surgem, depois se encontra uma aplicação para eles.

os novos produtos se multiplicam a uma taxa exponencial
; essas tendências doentias do crescimento da produção poderiam ser tratadas a tempo caso não fosse o excesso de informação.
Georg Simmel:
“atitude blasé”
- indiferença pela novidade, por aquilo que deveria comover;

Rolland Munro:
melancolia
- representa, em última instância, a aflição genérica do consumidor, um distúrbio resultante do encontro fatal entre a obrigação e a compulsão de escolher o vício da escolha e a incapacidade de fazer essa opção.
"Os sentimentos de felicidade ou sua ausência derivam de
esperanças
e
expectativas
, assim como de
hábitos

aprendidos
, e tudo isso tende a
diferir
de um ambiente social para outro";

se os consumidores são menos felizes que os produtores é uma questão controversa e que provavelmente assim continuará.
Felicidade
valor mais característico
da sociedade de consumidores;

a sociedade de consumidores talvez seja a única na história a prometer
felicidade na vida terrena
, uma felicidade instantânea e perpétua;

também é a única que evita justificar e se recusa a tolerar a infelicidade, a apresentando como algo que merece punição e compensação (exceto a dor infligida aos criminosos como justa recompensa a seus crimes).
Felicidade:
Infelicidade:
percebe-se que o consumismo na verdade aumenta o medo que ele próprio promete curar.
o consumismo é uma economia de engano, ele aposta na irracionalidade dos consumidores, estimula emoções consumistas e não cultiva a razão;

a sociedade de consumo prospera enquanto consegue tornar perpétua a
não-satisfação
de seus membros;

deprecia-se
o que foi criado para despertar o anseio ao novo e se satisfaz uma vontade de maneira que se
origina outra
;

sem a repetida frustração dos desejos a demanda de consumo logo se esgotaria e a economia voltada para o consumidor ficaria sem combustível.
Economia de engano:
Thomas Mathiesen: “silenciamento silencioso”- integram-se à ordem as atitudes e ações que ameaçam explodir ou implodir o sistema.
a possibilidade de povoar o mundo com gente mais afetuosa e induzir as pessoas a terem mais afeto não figura nos panoramas pintados pela utopia consumista.
VÍDEO
Trechos do filme
"Confessions of a Shopaholic" -
"Os Delírios de Consumo de Becky Bloom"

compulsão por compras.
Referências:
BAUMAN, Zygmunt. Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadorias/ Zygmunt Bauman; tradução Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008.

OS DELÍRIOS DE CONSUMO DE BECKY BLOOM. Produção de Jerry Bruckheimer: Buena Vista Internacional, EUA, 2009.1 DVD (104min), Romance/Comédia, widescreen, color.
Comodificação:
processo no qual é atribuído valor econômico a algo anteriormente não valorado economicamente. Remete a
commodities
.
na passagem de sociedade de produtores a sociedade de consumidores as tarefas envolvidas na (re)comodificação do capital e do trabalho passaram por processos simultâneos de
desregulamentação
e
privatização;
Comodificação e Recomodificação
Comodificação e Recomodificação
Remoção e substituição:
Economia consumista:
Ambiente líquido-moderno:
1º) Richard Layard:

novos incrementos na renda não aumentam o volume de felicidade; isso demonstra que o
consumo não é um sinônimo de felicidade
nem uma atividade que sempre provoque sua chegada.
2º) não existe evidência de que com o crescimento do volume geral de consumo o número de pessoas que afirmam que se sentem felizes também vá aumentar.

Pelo contrário, deve-se notar que estresse, depressão, jornadas de trabalho prolongadas e antissociais, relacionamentos deteriorados, falta de autoconfiança e incertezas enervantes sobre estar estabelecido de maneira segura e “ter razão” tendem a crescer.
a infelicidade é como um pecado de seu portador, pois
a sociedade de consumidores é avaliada pela felicidade de seus membros
;

“Você é feliz?” é o teste maior de seu sucesso ou fracasso. Fatos observados:
Padrões de manutenção e Administração de tensões
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