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Kokin wakashû

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by

Julia Morales

on 7 May 2015

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Transcript of Kokin wakashû

Sendo ordenado por decreto imperal entre os anos 905 a 1439 pelo imperador Daigo (897-930), é concluída a antologia poética japonesa Kokin wakashû, a primeira de uma série de 21. Consistia em reunir poemas não incluídos na Antologia
Man'yoshu

Participaram da compilação os poetas Kino Tsurayuki (870-945), Kino Tomonori (856-907), Ôshikôchino Mitsune (sem dados) e Mibuno Tadamine (sem dados). Todos pertenciam ao 2º e 3º escalões da aristocracia.
Kokin wakashû
Kokin wakashû
A antologia é composta por 1100 poemas e possui 2 prefácios: o
Kanajo
, escrito em japonês por Kino Tsurayuki e o
Manajo
, escrito em chinês por Kino Yoshimochi.

De acordo com o seu prefácio em Kokinwakashû, Kino Tsurayuki esquematiza seis estilos de Yamato Uta (poesia do Japão): o soeuta (poema que comporta um segundo significado), o kazoeuta (poema que comporta vários significados), o nazuraeuta (poema em que há comparação), o tatoeuta (poema em que há exemplificação), o tadagotouta (poema que trata de situações de tranquilidade corretas) e o iwaiuta (poema de cunho comemorativo), ainda seguindo os moldes estéticos da poética chinesa
Kokin wakashû
A maior parte dos poemas foram selecionados a partir das seguintes grandes Reuniões Poéticas (uta awase), em voga a partir do século IX:

"Reunião Poética realiza na residência da imperatriz da era Kanpyô" em 893 (
Kanpyô no ontokino Kisainomiyano uta awase
)
"Reunião Poética realizada na residência do princípe Koresada", em 893 (
Koresadano mikono ieno uta awase
)
"Reunião Poética realizada na residência da imperatriz Teiji. Tema: flor de
Ominaeshi
", em 898 (
Teijiin ominaeshi uta awase
)
Período Heian
Contexto social do período:

- Início em 794 e término em 1192;

- Imperador Kammu (50º);

- Mudou duas vezes a capital, em 784 de Heijō-kyō (平城京) para Nagaoka-kyō (長岡京) e depois em 794 desta para Heian-kyō (平安京);

- Surgimento do kana;


Sobre a essência e as virtudes do poema

Kokin wakashû
Kanajo de Kokinwakashû
“O poema japonês faz dos sentimentos humanos a sua semente, de onde germinam suas inúmeras folhagens (palavras). As pessoas que vivem neste mundo deparam constantemente com inúmeros acontecimentos e os manifestam por meio de palavras que são depositárias das sensações daquilo que elas viram e ouviram. O rouxinol que canta junto às flores, o coaxar das rãs no seu habitat (a água), sem exceção, diria eu, como também não haveriam de cantar? Sem o uso da força, o poema é capaz de mobilizar a relação do céu e da terra, sensibilizar os espíritos maléficos invisíveis, harmonizar a relação homem-mulher e amenizar os sentimentos indomáveis dos guerreiros. Esse é o poema.”
Os estilos do poema japonês
Soeuta: Poema que sugere algo, um segundo significado, de maneira indireta.
Naniwazuni sakuya kono hana fuyu komori imawa harubeto sakkuya konohana.

Na enseada de Naniwa
floresce a ameixeira
O inverno se retrai
estamos na primavera
florescem as ameixeiras.

O poema citado é um conselho de Wani ao imperador Nintoku, no qual ele sugere que Nintoku tome posse do trono através de uma analogia com o florescer das ameixeiras, que desabrocham no tempo certo.

Os estilos do poema japonês
Kazoeuta: Poema enumerativo, expressa sentimentos diretamente, sem metáforas.


Sakuhanani omoitsuku mino ajikinasa mini itatsukino irumo shirazute.

Alma fascinada pela flor
Vulnerável está o corpo
Não percebe a ave
A presença do caçador.

Esse tipo de poema diz as coisas às claras, sem metáforas. O exemplo dado é de difícil compreensão. Ele caberia bem como exemplo do quinto tipo -
tadagoto uta
(palavras diretas).
Os estilos do poema japonês
Nazuraeuta: Estilo figurativo, usa-se de comparação “como se”.

Kimini kesa ashitano shimono okite inaba koishiki gotoni kieya wataramu.

Manhã seguinte ao delírio amoroso
Geadas encobrem a paisagem
Despedida
O desdobrar do apego
E o esvaecer-se nas geadas.

Tarachineno oyano kau kono mayu komori ibuseku aruka imoni awazute

O bicho-da-seda por mamãe cultivado
Em casulo
enclausurado está
O coração perdido se fecha
nos desencontros com o amor
Os estilos do poema japonês
Tatoeuta: O poeta se expressa metaforicamente, através de exemplicação, por meio de animais e plantas. Similar ao Nazuraeuta.
Waga koiwa yomutomo tsukiji ariso umino hamano masagowa yomitsukusutomo.

Algarismos faltariam
Se grandeza deste amor calcular
Bastariam eles à contagem
Das areias da praia
Das bravas ondas do mar.

Os estilos do poema japonês
Tadagotouta: Mensagem para reflexão, para que o mundo se torne mais justo, de tranquilidade e refinamento corretos.
Itsuwarino nakiyo nariseba ikabakari kotono ha ureshi kara mashi.

Se falsidades fossem abolidas
As doces palavras
Vindas das pessoas
Realmente seriam
Bem vindas

Os estilos do poema japonês
Iwaiuta: Poema de caráter comemorativo e/ou apreciativo, faz elogios ao mundo dedicados às divindades.
Kasuganoni wakana tsumitsutsu yorozuyoo iwau kokorowa kamizo shiruramu

As tenras ervas colhendo
Em campos de Kasuga
Medito (nesta paz)
Anseios de celebrá-la por milênios
Estarão os deuses cientes?

Os recursos estilísticos utilizados na poesia clássica de
Kokin wakashû
Nos poemas da Era Heian, era comum o uso de alguns recursos estilísticos poéticos, também chamados de recursos retóricos, entre os quais estão o
kakekotoba
, o
makurakotoba
, o
jokotoba
e o
engo
.
No poema que se segue, por exemplo, podemos verificar a existência dos recursos estilísticos kakekotoba e jokotoba. Vejamos:

kasumi tachi / ko no me mo haru no / yuki fureba / hana naki sato mo / hana zo chirikeru.

Composto ao cair da neve.
Paira o nevoeiro
E crescem os brotos nas árvores, na primavera, Ao nevar,
No vilarejo, onde não floresce,
Pétalas caem

No poema, a intertextualidade está presente no uso dos recursos estilísticos do kakekotoba e jokotoba. O primeiro recurso poético kakekotoba é concretizado com o uso da palavra haru, cujo uso é padronizado historicamente. Esta possui o significado de primavera e o de crescer, presentes em outros enunciados anteriormente elaborados. A segunda acepção de haru pode ser lida como o predicado vinculado ao sujeito ko no me (brotos, botões das árvores). Assim, devido ao uso em enunciados anteriores do kakekotoba e do jokotoba presentes no poema analisado, é possível acrescentar novo significado ao poema por meio da intertextualidade presente no emprego do termo haru.
Os recursos estilísticos utilizados na poesia
clássica de Kokin wakashû
O poema 59 a seguir, de Kino Tsurayuki, conta com o makurakotoba ashihiki no para o termo yama (montanha). Vejamos:

Sakurabana/sakinikerashi na/ ashihiki no/ yama no kai yori/ miyuru shirakumo

Composto por ordem de Sua Majestade para apresentar poemas.
As flores de cerejeira
Parecem florescer!
É o que vejo,
entre as montanhas imponentes, as nuvens brancas.

No poema analisado, o termo que funciona como makurakotoba enaltece o termo yama (montanha). Segundo Wakisaka (1992, p.127), esse termo tem o significado de “o arrastar dos pés, ou o prolongamento das linhas da encosta da montanha na sua base”. Devido à imprecisão do seu significado, a expressão ashihiki no presente no poema não pode ser traduzida pelo seu sentido literal. No entanto, optamos por utilizar o adjetivo imponentes, uma vez que o makurakotoba exerce função adjetiva no poema e tem a função de enaltecer o termo montanhas.
Os recursos estilísticos utilizados na poesia
clássica de Kokin wakashû
Jokotoba é um recurso muito semelhante ao makurakotoba, por apresentar também o uso de um epíteto, mas diferencia-se por ser mais longo e por não corresponder a uma forma fixa, mas sim ser específico de um poema em particular (DUTHIE, 2008, p.26). Todavia, os dois recursos estilísticos são de uso coletivo, uma vez que, somente por meio da intertextualidade, pode-se perceber a sua existência no poema.
Os recursos estilísticos utilizados na poesia clássica de
Kokin wakashû
Engo ou palavras associadas, outro recurso estilístico poético, consiste no uso no poema de palavras com associação semântica e convencional, a fim de criar o sentido principal do poema com base no sentido gerado pela junção de imagens (DUTHIE, 2008, p.28).

No poema 170, de Kino Tsurayuki, que se segue, temos a associação do termo tatsu (levantar-se; começar) com nami (onda) e aki (outono):

k
awa kaze no/ suzushiku mo aru ka/ uchiyosuru/ nami to tomo ni ya/ aki wa tatsu ran

Composto no primeiro dia de outono, na companhia de um superior da corte, em uma excursão ao Rio Kamo.
A brisa do rio
com o seu frescor
aproxima-se.

Com o levantar das ondas, o início do outono.
No poema, os termos nami (onda) e aki (outono) estão associados pelo conector tatsu (levantar-se; começar). Portanto, no poema, há uma ampliação do sentido, de acordo com a combinação dos três termos, conforme esquematizamos a seguir:
Os poemas foram organizados em categorias temáticas: Adornos em flores de ameixeira (primavera), o canto dos rouxinóis (verão), as folhagens multicoloridas (outono), a beleza da neve (inverno), cegonhas e tartarugas como louvor a pessoas (símbolos de longevidade), o afeto às esposas demonstrado através de relvas e floradas (poemas de amor), dádivas divinas, entre outros. Foram selecionados 1100 poemas, distribuídos em 20 tomos.
Kokin wakashû
Referências bibliográficas
NAKAEMA, Olivia Yumi,
A POESIA CLÁSSICA JAPONESA E SEUS RECURSOS ESTILÍSTICOS
WAKISAKA, Geny.
A Poética de Kokin wakashû
Período Heian
Cultura:

- Vida na corte chega ao seu ápice (jogos amorosos);
- Desenvolvimento da cultura japonesa (literatura, artes);
- Yamato-e;
- Cultura chinesa é “colocada de lado”;
- Conceito de Miyabi (apreciação estética);

Período Heian
Vida na corte:

- Casamento;
- Literatura;
- Florescimento do Budismo;

Kokin wakashû
No tomo 7 “Poemas de felicitação”, os poetas cantam a longevidade do imperador, o seu nascimento e a prosperidade de sua era. Poema 343, autoria desconhecida que na era meiji deu origem ao hino nacional japonês Kimigayo

Poema:
wa ga kimi wa chyo ni mashimase ishi no iwao to narite koke no mesu made
Que nosso senhor
prospere por muitos e muitos anos,
até que as pedras
transformem-se em rochas
e fiquem cobertas de musgo.

Hino Nacional Japonês:
Kimi ga yo wa chiyo no yachiyo no sazare ishi no iwao to narite koke no musu made
Que seu reinado
prospere por muitos e muitos anos
até que as pedras
transformem-se em rochas
e fiquem cobertas de musgos.
O país de Yamato (c. 250 a 587 d.C.)
Maior produção agrícola;
Contato com reinos coreanos poderosos:
-Koguryō;
-Paekche e
-Silla;
Poder e riqueza para erigirem os kofun;
Localizado na região central

Daisenryō-Kofun
É considerado o maior kofun. É o túmulo do imperador Nintoku, segundo a Agência da Casa Imperial. Possui 486 metros de comprimento, 305 metros de largura e 33 metros de altura.



Yamato: período nebuloso
Espetacular crescimento econômico;
Centralização política;
Oficiais não mantinham quaisquer registros;

Contudo, nas últimas décadas achados arqueológicos começaram a elucidar o período

Yamato: período nebuloso
Correlacionou-se os dados encontrados com:
-Relatos chineses e coreanos a eles contemporâneos numa tentativa de desenredar mito de fatos históricos

Descobre-se então:
-Relações estrangeiras;
-Grande produtividade agrícola;
-Grande poderio militar;
-Diversas formas de adoração aos kami

Modos de controle
Há basicamente dois modos:
-Um modo “cerimonial” usado nas vilas
-Sacerdotes e sacerdotisas servindo como elo de comunicação com os kami
-Agentes da vontade e benção destes

Um modo “laico” utilizado pelos governantes:
-Através de coerção pelo poder:
-Militar, econômico e político

Período Asuka (530-710)
Transformações artísticas e político-sociais;
Introdução do Budismo:
-Por enviados do rei de Paekche por volta de 538
-Levava consigo imagens e sutras

Japão: Alta Cultura do Leste Asiático
Fazer parte de alta cultura significava inspirar-se direta ou indiretamente na China nos seguintes aspectos:

Orientação filosófica e religiosa;
Ideal de reinado imperial;
Estruturas legais e administrativas;
Técnicas e estilos de arquitetura;
Técnicas de planejamento de cidades;
Técnicas de pintura;
Música

Hōryū-ji
Templo construído em 607. Seu pagode é tido como uma das estruturas de madeira mais antigas do mundo.

Principais Benefícios
Fortalecimento das relações diplomáticas para com os outros países do leste asiático;

Interesse pelo domínio da escrita:
-Embora tivesse sido introduzida entre o fim do século IV e o começo do século V, pelo escolar Wani, enviado de Paekche

Munidos da nova “literacia”
Os japoneses aventuraram-se na historiografia;

E na composição de poemas
-Primeiramente, aos moldes daqueles encontrados em antologias chinesas;

E posteriormente, registraram sua própria tradição oral

Período Nara (710-794)
Estende-se até o abandono da capital (Heijō-kyō);
Ápice da integração com o continente
Obras literárias mais antigas existentes:
-Kojiki (712);
-Nihon Shoki (720)

Do Kojiki
Preocupação em utilizar sistema de escrita que melhor representasse a língua japonesa
-Contrastando-se ao uso exclusivo de kanbun;
Desenvolvimento de escrita de valor fonético: Man’yōgana;
Valor não apenas historiográfico mas também de grande riqueza literária:



“não só seus principais mitos são recontados de uma maneira altamente dramática e vívida, como a narrativa também é entrelaçada com lendas e poemas” (CRANSTON, 2006, p. 466).
Do Nihon Shoki
Escrito em chinês;
30 volumes;
Levou 39 anos para ser finalizado;
Possui mesma base mitológica de Kojiki
-Além de conter versões diferentes de mesmos poemas e estórias;
Possui um relato cronológico conciso que se torna mais detalhado conforme aproxima-se do tempo de seus compiladores;
Diferente de seu antecessor, possui maior valor historiográfico

Fudoki e Kaifūsō
Fudoki:
Escritos solicitados pela Imperatriz Genmei a cada província;
Continha a topografia, além dos produtos e conhecimentos locais;
Escrito majoritariamente em chinês;
Kaifūsō:
Antologia de kanshi
-Poesia escrita em chinês, aos moldes chineses;
Compilada em 751;
Continha 120 poemas

Man’yōshū
Grande compilação e certamente o marco na literatura do período;
Primeira antologia de waka;
4500 poemas
-Que vão de 347 até 759
Finalizada em 759;
Embora escrito majoritariamente em Man’yōgana, possuía também kanshi e kanbun

Man’yōgana
Sistema de representação da língua japonesa que utilizava os caracteres chineses pelo seu valor fonético;
Embora, a priori houvesse certa liberdade para utilizar diferentes ideogramas para o mesmo mora,
Gradualmente, uma certa regularização do sistema culminou no surgimento do kana no começo do século X

Iroha uta em Man’yōgana
Poema que utiliza todos as sílabas possíveis
(na língua clássica) sem repetí-las e que posteriormente foi amplamente utilizado para o ensino de kana

Surgimento do kana
O hiragana surgiu da versão em “letra corrida”
de ideogramas e o katakana de partes isoladas de ideogramas
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