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Estrutura e organização da UTI neonatal e pediátrica

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Mariana Rocha

on 18 October 2014

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Transcript of Estrutura e organização da UTI neonatal e pediátrica

O projeto deve ser conduzido por um grupo interdisciplinar composto por médicos, enfermeiros, arquitetos, engenheiros e administradores que deve avaliar todas as características da UTI, os serviços que serão oferecidos, os critérios de admissão e alta, a demanda e a taxa esperada de ocupação.
Estrutura e organização da UTI
Sala de espera;
Recepção;
Vestiário/banheiros dos funcionários;
Copa/sala dos funcionários;
Sala de reunião;
Sala chefia de enfermagem;
Conforto da equipe;
Posto de enfermagem;
Expurgo;
Armazenamento de equipamentos;
Módulo de pacientes;
Isolamento;
Sala de armazenamento de equipamentos;
Sala de armazenamento de material de consumo e roupas;
Sala de reuniões.

Planta física UTI
Tomadas e iluminação
O número de tomadas para cada leito vai depender da gravidade dos pacientes e tipos de equipamentos que serão utilizados. É recomendado usar tomadas de 110 V, aproximadamente 11 por leito. Também serão necessárias tomadas 220V para permitor a utilização de aparelhos de raios X portátil, uma a duas saídas elétricas, dependendo do tamanho da unidade.
As lâmpadas recomendáveis são do tipo fluorescente, que permitam uma boa luminosidade; os interruptores deverão possuir dispositivo silencioso e com a possibilidade de regular a intensidade de luminosidade.

Características físicas
Pisos
Áreas restritas e semi restritas: deverão ser de pisos vinílicos em manta, sem frestas e impermeáveis;
Áreas não-restritas: banheiros, vestiários, expurgo, deverão ter pisos de cerâmica.

Paredes
Áreas restritas e semi-restritas: pinturas laváveis com combinação de cores pastéis e relaxantes. Sugere-se utilizar bordas com acabamento vinílico com motivos infantis, na parte superior das paredes, ou desenhos eleborados com pintura lavável nas paredes, para suavizar o ambiente;
Áreas não-restritas: poderá ser utilizado azulejo, meia-parede ou parede inteira, o que facilita a lavagem e desinfecção.
Recomenda-se que os rodapés sejam arredondados, com os cantos curvos, para evitar acúmulo de poeira e sujidade, o que dificulta a desinfecção do piso.

Características físicas
Estrutura e organização da UTI neonatal e pediátrica
Profª. Mariana Rocha
Janelas
Deverão ser de vidro claro, com “insufilme” para filtrar a luz solar. Deve-se evitar o uso de cortinas de pano ou persianas por propiciarem acúmulo de poeira. Sugere-se a utilização de cortinas com materiais não-porosos, laváveis, permitindo desinfecção frequente, e sem toxicidade, proporcionando o escurecimento do ambiente caso seja necessário;

Visores
Deverão estar localizados nos diversos níveis da UTI neonatal, pelo corredor interno, permitindo a visualização dos pacientes por familiares e visitantes. Também deverão possuir cortinas tipo rolô de material lavável para que possam ser fechadas, permitindo a privacidade por ocasião de procedimentos e cuidados.

Características físicas
Características físicas
Armários e bancadas de apoio
Todos os armários e bancadas de apoio deverão ser feitos de material lavável, tipo fórmica, com cores pastéis.

Pias e lavabos
Deverão ser de material inox com profundidade suficiente para permitir a lavagem das mãos e escovação adequadas, aproximadamente 40cm de profundidade. Torneiras com haste longa, de água quente e fria, de preferencia com abertura automática ou pedal, para evitar contaminação.

Ventilação, temperatura e umidade
É recomendado sistema de ar condicionado central, ou unidades individuais, tendo-se o cuidado de haver uma manutenção periódica com a troca dos filtros. A temperatura deve girar em torno de 25 a 27C, com umidade relativa de 40 a 50%.

Oxigênio, ar comprimido e vácuo central
Recomenda-se no mínimo 2 saídas de oxigênio por leito, 1 de ar comprimido e 2 pontos de vácuo.

Características físicas
(KNOBEL, 2006)
Estrutura e organização
É necessária uma análise detalhada dos recursos humanos, das equipes médica, de enfermagem, fisioterapia, farmácia, nutrição e psicologia.

Essa análise depende de características da unidade e da disponibilidade de serviços de apoio (laboratório, radiologia, outros).
(KNOBEL, 2006)
Estrutura e organização
Todo o planejamento e organização da UTI, deve levar em consideração e enfatizar o cuidado centrado na família em todos os aspectos da assistência, da admissão até a alta hospitalar;

A estrutura do hospital onde será implantada a UTI deverá ser analisada para se certificar de que possui todos os serviços técnicos e humanos de apoio para atender às demandas do cuidado do paciente, 24h por dia.
Planejamento da área
O planejamento e o projeto devem se basear nos padrões de admissão de pacientes, no fluxo de visitantes e funcionários e na necessidade de instalações de áreas de apoio (posto de enfermagem, armazenamento, áreas administrativas e educacionais);

A unidade deve proporcionar condições de internação de pacientes graves em ambientes individuais confrme o grau de risco, doença e requisitos de privacidade;
Manter condições de monitoração e assistência respiratória contínua;
Quando possível é recomendado que os leitos do setor intensivo sejam separados com divisórias, para ajudar a diminuir o ruído para pacientes mais instáveis e prematuros, que são sensíveis aos estressores ambientais.

Localização
Deve permitir fácil acesso aos elevadores de serviço e de emergência, centro cirúrgico, sala de recuperação pós-anestésica, unidade de emergência unidades intermediárias (unidades semi-intensivas) e serviços de laboratório e radiologia.
Estimativa e disposição dos leitos
Depende da população atendida neste hospital, do número de cirurgias, número de médicos e enfermeiros e dos recursos institucionais;
Um hospital deve destinar 10% de sua capacidade de leitos para a UTI - mínimo 5 leitos, ideal de 8-12 por unidade;
Para a UTI neonatal, devemos levar em conta fatores, como: número de partos anuais, número de leitos obstétricos, taxa de nascidos vivos anual, quantos desses recém-nascidos necessitaram ser transferidos para uma UTI neonatal e, se a UTI neonatal receberá somente pacientes nascidos no hospital base ou receberá pacientes de outras instituições conveniadas.

As recomendações quanto a disposição dos leitos na UTI são estabelecidas por normas regidas pelos órgãos oficiais do Ministério da Saúde.

Visualização direta - monitoração contínua da equipe;
Disposição dos leitos em área comum ou quartos - observação contínua da equipe;
Área comum - divisórias laváveis, quartos fechados - painéis de vidro (isolamento de pacientes infectados e/ou imunossuprimidos);
Central de monitoração, localizada no posto de enfermagem;
Distância entre os leitos no semi-intensivo é de 1,5m e, no intensivo, de 2,0m, para que se tenha espaço suficiente para acomodar os equipamentos necessários, bem como espaço para atuação da equipe de saúde.

Estimativa e disposição dos leitos
Ruídos
O Conselho Internacional de Ruído recomenda que os níveis de ruídos nas áreas de terapia intensiva dos hospitais não ultrapassem 45dB durante o dia, 40dB durante a noite e 20dB durante a madrugada.
No entanto, o nível de ruído na maioria dos hospitais está entre 50 e 70dB e, ocasionalmente acima desta faixa.
Material e equipamentos
A quantidade dos equipamentos e material de consumo necessários vai depender do número total de leitos e da complexidade dos cuidados. A comunicação periódica com a equipe cuidadora é fundamental para manter a lista atualizada e funcional, acrescentando itens necessários para sua unidade ou retirando aqueles que não são mais utilizados.



Características físicas
Posto de enfermagem
Deve ser confortável, proporcionar a visualização de todos os leitos e permitir todas as funções da equipe de trabalho, deve conter:
área desinada ao preparo de medicação, alocada de maneira a isolar a equipe de outras atividades;
iluminação adequada;
lavabo;
sistema funcional de estocagem de medicamentos, soluções e materiais.
computadores e impressoras;
armazenamento de prontuários e exames - fácil acesso;
Referências
KNOBEL, Elias. Terapia intensiva: enfermagem. São Paulo: Editora Atheneu, 2006.

TAMEZ, Raquel Nascimento. Enfermagem na UTI neonatal: assistência ao recém-nascido de alto risco. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.
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