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Filosofia, Retórica e Democracia

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Ciências Tecnologias

on 14 January 2014

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Transcript of Filosofia, Retórica e Democracia

Filosofia, Retórica e Democracia
Os sofistas- Quem são?
Sofistas: Qual a razão do seu aparecimento?
Democracia : “poder do povo”

Democracia direta: Participação direta nos eventos políticos, nas assembleias e na tomada de decisões;
Democracia indireta: Eleições para escolher a pessoa ou o partido político representador

O facto de naquela época existir democracia direta, propiciou o aparecimento dos mesmos.
• A democracia direta é caracterizada por haver liberdade de opinião sendo que os sofistas
podiam apresentar os seus ideais.
• Por possuírem uma grande capacidade de argumentação, conseguiam com que aderissem rapidamente às suas teses e fazia com que conquistassem poder

Sofistas: O que faziam?

• Os sofistas eram professores itinerantes que se dedicavam ao ensino de técnicas que auxiliavam as pessoas na defesa do seu pensamento particular e das suas próprias opiniões. Tecnicas estas que trabalhavam para um desenvolvimento das capacidades de persuação através da palavra do aluno.
• Os sofistas eram pagos para argumentar, independente da validade dos temas a que eram propostos. Por esta razão, foram criticados por Platão.

Sofistas vs. Platão
Sofistas:
• Protágoras (490 a 420 a.C)
• Górgias (483 a 376 a.C)
• Eram principalmente estrangeiros (metecos);
• Professores que ensinavam as técnicas da retórica aos jovens ricos.

Platão:
• Platão (429 a 347 a.C)
• Filósofo ateniense;
• Criticou o ensino da retórica (uso manipulador), contrapondo-o à atividade filosófica.


Sofistas:
• A verdade é relativa e particular, ou seja, a verdade muda consoante o homem que percebe o objecto.

Platão:
• A verdade é objetiva e universal (sempre a mesma para todas as pessoas) e é conhecida pela razão.


Sofistas:
• Quanto ao problema da origem do conhecimento assumiam uma perspetiva empirista (conhecimento que tem por base a experiência) e quanto à possibilidade de conhecimento eram cépticos pois negavam a existência de verdades ou valores absolutos, universais.
• Argumentos:
• (1): não existe uma realidade permanente que subjaz e justifica as aparências;
• (2): Os órgãos de conhecimento são falíveis.
.

Platão:
• O objetivo do filósofo é distinto do objetivo do sofista, pois visa descobrir a verdade universal enquanto que o do sofista é o de conquistar o poder pela manipulação


Sofistas:
• Se a verdade é relativa e particular, e não absoluta e universal, então o conhecimento reduz-se à opinião e o bem, à utilidade.
• Consequentemente, reconheceu-se a relatividade da verdade e dos valores morais, que mudariam segundo o lugar e o tempo.


Platão:
• Opunha-se ao ceticismo e à retórica, assim como às pretensões pedagógicas dos sofistas de ensinarem a virtude política..


Críticas de Platão
Platão, estabelece uma distinção clara entre um discurso argumentativo dos sofistas que através da persuasão procura
manipulação os cidadãos, e o discurso argumentativo dos filósofos que procuram atingir a verdade através do diálogo.




Podem distinguir-se dois tipos de uso da retórica:
• Mau uso: Quando a argumentação degenera numa forma de ludibriar o auditório, em função de abuso da retórica ou de manipulação.
• Bom uso: Quando se permite que os elementos do auditório ajuízem e se expressem de modo congruente e crítico. A este respeito fala-se de uso ético da retórica ou de persuasão.

Relação entre Democracia, Filosofia e Retórica
É importante a compreensão de cada um dos conceitos individualmente para que
seja possível entender a sua relação.
A Filosofia é o estudo de problemas fundamentais relacionados com a existência,
o conhecimento, a verdade,
os valores morais e estéticos, a mente e a linguagem. A palavra filosofia provém
do grego e significa "amor à sabedoria".
A retórica é uma área diretamente relacionada com a oratória e dialética que remete para um grupo
de normas que fazem com que um orador comunique com eloquência e correção.
Tem como objetivo expressar ideias de forma mais eficaz e bonita, tendo também
influência nas capacidades de persuasão (valoriza mais a forma do que o próprio conteúdo).
É também uma palavra grega que se pode traduzir pela arte de falar bem,
de se comunicar de forma clara e de se conseguir transmitir ideias de uma forma correta.

Desta forma uma vez que a retórica é a arte do bem falar podemos já relaciona-la de uma maneira simples com a filosofia uma vez que melhora a capacidade de argumentação e de defesa de argumentos.
No que toca à democracia, como palavra tem origem na união de duas palavras gregas: Demos = Povo e Kratia = Poder.
Pode ser entendida como uma forma de governo em que o poder de decidir sobre assuntos políticos importantes está com o povo, seja de uma forma direta ou indireta.

Portanto, de uma forma curta e simples podemos relacionar os três conceitos, uma vez que a filosofia influencia a retórica que por sua vez influência a democracia. É através do estudo e do pensamento (ou seja com a ajuda da filosofia) que a retórica se desenvolve, forma e estipula esse tal conjunto de normas para uma expressão e comunicação correta do que se pretende.

Por outro lado a filosofia aproveita-se também da retórica para fortalecer os seus argumentos bem como a justificação das suas teses.

No caso da democracia a retórica está sempre presente bem como os argumentos filosóficos.

Foram os sofistas que fizeram a retórica proliferar, uma vez que foi desta arte (de convencer e persuadir) que os sofistas se serviram e ensinavam
Surgiram no séc. V a.C
Os sofistas eram indivíduos tradicionalmente considerados mestres do saber, que ensinavam a arte da erística e da retórica.
Quem são?
Os sofistas eram pagos para ensinar e para argumentar. Podiam até ser mesmo pagos para defender algo imoral. Por isso é que foram criticados pelos filósofos, como Platão.
As antilogias podem defender uma coisa ou contrariá-la.

Os sofistas tentavam captar a atenção das pessoas pela sua capacidade de argumentação. Este é um factor decisivo na conquista do poder.
Conceções de Verdade: Sofistas vs. Platão
Para os sofistas não existe uma verdade única mas uma adequada às circunstâncias. Para eles tudo era relativo, não possuíam um compromisso com a verdade. Defendiam que a verdade dos discursos e a verdade que serve ao homem (concreto), é uma verdade relativa, feita à medida das necessidades e circunstâncias de cada um. “O homem é a medida de todas as coisas” dizia o sofista Protágoras.

“Verdadeiro é o discurso que diz como as coisas são; falso é o que diz como elas não são”.
Platão acredita na existência, em qualquer matéria, de uma verdade que o filósofo deve procurar acima de tudo.
A filosofia platónica não aceita o relativismo de Protágoras (sofista) e pretende inviabilizar a prática de uma retórica baseada em opiniões ou meras aparências. Partindo de métodos assentes no diálogo e na eliminação do que é contraditório foi tentando desenhar a linha que separa a retórica da filosofia.
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