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A PERSONOLOGIA DE HENRY MURRAY

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Jorge Nei

on 26 November 2014

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Transcript of A PERSONOLOGIA DE HENRY MURRAY

A PERSONOLOGIA EM HENRY MURRAY
Murray nasceu na cidade de Nova York em 13 de maio de 1893.
Após sua formação de bacharel em História, recebeu o grau de mestre em biologia pelo Columbia College of Physicians and Surgeons e trabalhou brevemente como professor de fisiologia na Universidade de Harvard.
Murray passou um período na Universidade de Cambridge, onde realizou pesquisas bioquímicas que lhe deram um Ph.D em bioquímica.
Carl jung atraves de seu livro Psychological Types(Tipos
Psicológicos), e posteriomente em um encontro pessoal com Murray, conquistou o interesse de Henry pela psicologia.
"Nós conversamos durante horas, velejando e fumando diante da lareira de seu refúgio faustino.'As grandes comportas do mundo das maravilhas se abriram', e eu vi coisas com as quais a minha filosofia jamais sonhara. Dentro de um mês uma série de problemas complicados estava resolvida, e eu fui embora tendo escolhido a psicologia profunda. Eu tinha experienciado o inconsciente, algo que não se pode tirar dos livros"
Murray em 1928 passou a professor-assistente e diretor da clínica Psicológica e, em 1937, a professor-associado
Murray criou a Clínica Psicológica anexa na Universidade de Harvard.
"Além de revisar e expandir suas ideisa teóricas, Murray esteve atento a alguns dos maiores problemas da vida contemporânea, incluindo a abolição da guerra e a criação de um estado mundial. Murray era um ardente denfesor do poder da imaginação criativa temperada pela razão para resolver qualquer problema do ser humano. Ele sempre criticou severamente a psicologia por projetar uma imagem negativa dos seres humanos e por seu 'narcisismo maligno'.Murray defendia firmemente uma psicologia humanista e otimista.
Introdução e Contexto
Murray tinha interesse por representar o comportamento de maneira que a investigação controlada seja uma consequência natural dessas formulações.
O foco de sua teoria está nos indivíduos em toda a sua complexidade. Esse ponto de vista é salientado pelo termo 'personologia', que Murray e colaboradores (1938) introduziram como um nome para seus esforços e para os esforços daqueles que estavam primeiramente preocupados com uma compreensão completa do caso individual.
Para Murray o passado, ou a história, do indivíduo é tão importante quanto o presente e seu ambiente. Sua teoria compartilha com a psicanálise a suposição de que os eventos que ocorreram no período de bebê e na infância são determinantes cruciais do comportamento adulto.
Apesar de suas ideias terem sido influenciadas pela teoria psicanalítica,em muitos pontos elas são diferentes de uma visão ortodoxa freudiana.
Murray temia a palavra estrutura por entender que a personalidade normalmente está em um estado de fluxo.
Definição de personalidade
A personalidade de um indivíduo é uma abstração formulada pelos teóricos.
A personalidade de um indivíduo refere-se a uma série de eventos que idealmente abrangem toda a sua vida.
Para chegar a uma definição deve refletir os elementos duradouros e recorrentes do comportamento.
Para chegar a uma definição deve refletir os elementos duradouros e recorrentes do comportamento.
A personalidade está localizada no cérebro
Procedimentos e Série
"Procedimentos são as coisas que observamos, tentamos representar com modelos e explicar, as coisas que tentamos predizer, os fatos em comparação com os quais testamos a adequação das nossas formulações."
"Uma sucessão intermitente direcionalmente organizada de procedimentos pode ser chamada de série. Assim uma série (tal como uma amizade, uma casamento, uma carreira nos negócios) é uma unidade funcional relativamente longa que só pode ser formulada em termos aproximados."
A representação do comportamento em termos de série torna-se necessária qundo certos procedimentos estão tão intimamente relacionados que é impossível estudá-los separadamente sem destruir seu significado total.
Programas e Planos Seriados
Os programas seriados cumprem uma função muito importante para o indivíduo. São os arranjos ordenados de submetas que se estende para o futuro talvez meses ou anos e que, se tudo correr bem, levarão finalmente a algum estado final desejado.
Murray colocou os programas e os planos seriados sob o termo ordenação, que inclui o processo de planejar e também o resultado do processo. Ordenação é um processo mental superior no mesmo nível da cognição.
Habilidades e Realizações
Murray demonstrava grande interesse pela habilidade e pela realização, pois para ele esses componentes do indivíduo têm a função central de mediadores entre as disposições para a ação e os resultados finais para os quais tais disposições estão orientados.
Elementos Estáveis de Personalidade
Murray para representar certas estruturas toma emprestado os termos Ego, Id e Superego.
Murray concorda com Freud na concepção do Id como o repositório de impulsos primitivos e inaceitáveis.No entanto para Murray o Id não só contém impulsos tanto para o bem quanto para o mal, mas também a força dessas tendências varia entre os indivíduos.
O Ego não é mais apenas um inibidor e repressor, ele deve também arranjar, organizar e controlar o aparecimento dos impulsos.
O Superego tanto para Murray como para Freud é um implante cultural. No entanto, Murray em contraposição a Freud, vai dizer que o superego se desenvolve em camadas, variando de representações infantis a um ordenamento racional de princípios éticos. O conflito pode acontecer dentro do Superego.
É na representação dos anseios, da busca, do desejo, das aspirações e da vontade que as contribuições de Murray à teoria psicológica foram mais distintivas. Sua posição é primeiramente uma psicologia motivacional. Murray certamente não foi o primeiro a enfatizar a importância da análise motivacional. Enquanto a tendência predominante na psicologia ia na direção da simplicidade e de um pequeno número de conceitos, ele insistia que uma compreensão adequada da motivação humana deveria basear-se em um sistema que empregasse um número de variáveis suficientemente grande para refletir a imensa complexidade dos motivos humanos em estado natural.
A dinâmica da personalidade
Necessidade

Murray analisou com bastante cuidado este conceito. Ele nos diz: “uma necessidade é um constructo que representa uma força na região do cérebro de maneira a transformar em certa direção uma situação insatisfatória existente. Uma necessidade às vezes é provocada diretamente por um certo tipo de processo interno. Assim, ela se manisfesta por levar o organismo a buscar ou a evitar encontrar, ou, quando encontrar, a prestar atenção e a responder a certos tipos de pressão. Ela pode ser fraca ou intensa, momentânea ou duradoura.

Assim, necessidade e também personalidade recebem um status abstrato ou hipotético, estando, entretanto vinculado a processos fisiológicos subjacentes no cérebro. A necessidade produz atividade por parte do organismo e mantém tal atividade até a situação organismo-ambiente ser alterada de modo a reduzir a necessidade.

A existência de uma necessidade pode ser inferida com base:

• No efeito ou no resultado final do comportamento.
• No padrão ou no modo específico do comportamento envolvido
• Na atenção seletiva e na resposta a uma determinada classe de objetos-estímulo
• Na expressão de uma determinada emoção ou no afeto
• Na expressão de satisfação quando é atingido um determinado efeito, ou desapontamento quando o efeito não é atingido.

Tipos de Necessidade
Murray estudou intensivamente um pequeno número de sujeitos para chegar a uma lista experimental de 20 necessidades. Vejamos algumas:

Realização
Dar o máximo de si, ter êxito, realizar tarefas que requerem habilidade e esforço, ser uma autoridade reconhecida, realizar algo importante, fazer bem um trabalho difícil.

Deferência
Obter sugestões dos outros, descobrir o que os outros pensam, seguir instruções e fazer o que é esperado, elogiar os demais, aceitar liderança de outros, conformar-se com os costumes.

Ordem
Manter as coisas limpas e em ordem, fazer planos de antemão, organizar detalhes de trabalho, ter as coisas organizadas de forma a transcorrerem normalmente e sem alterações.

Autonomia
Ser capaz de ir e vir conforme desejar, dizer o que pensa sobre tudo, ser independente dos demais para tomar decisões, fazer as coisas sem se importar com o que os outros possam pensar.

Lealdade
Ser leal aos amigos, participar de grupos de amigos, formar laços fortes, compartilhar coisas com os amigos, escrever cartas aos amigos, fazer o máximo de amigos possíveis.



Domínio
Argumentar em favor do próprio ponto de vista, ser um líder nos grupos a que pertence, persuadir e influenciar os outros, supervisionar e dirigir as ações dos outros.

Apoio
Ajudar os amigos quando estiverem em dificuldade, tratar os outros com generosidade e simpatia, perdoar os outros e lhes fazer favores, demonstrar afeto e fazer com que os outros confiem em si.

Mudança
Fazer coisas novas e diferentes, viajar, conhecer gente nova, ter novidades e mudança de rotina cotidiana, tentar trabalhos novos e diferentes, participar das novas tendências e modas.

Resistência
Persistir num trabalho até terminá-lo, trabalhar duro numa tarefa, trabalhar num único trabalho antes de assumir outros, aferrar-se a um problema, mesmo quando nenhum progresso visível esteja sendo feito.

Agressão
Combater pontos de vista contrários, repreender os outros, retaliar insultos, culpar os outros quando fazem coisas erradas, criticar publicamente os outros, ler narrativas de violência.
Existem distinções entre as necessidades primárias e secundárias; aparentes e ocultas; focais e difusas; pró-ativas e reativas; modais e efeito. Vejamos:
• Necessidades primárias ou viscerogênicas
– estão ligadas a eventos orgânicos característicos e referem-se tipicamente a satisfações físicas: necessidades de ar, água, alimento...

Necessidades secundárias ou psicogênicas
– derivam-se presumivelmente das primárias e caracterizam-se pela ausência de uma conexão focal com qualquer processo orgânico ou satisfação física específicos: necessidade de aquisição, construção, reconhecimento, autonomia...

Necessidades aparentes (manifestas)
– costumam expressar-se no comportamento motor.

Necessidades ocultas (latentes)
– pertencem ao mundo da fantasia ou dos sonhos.

Necessidades focais e difusas.

Necessidades pró-ativas
– é amplamente determinada a partir do interior, não de algo que está no ambiente. “espontaneamente cinética”.

Necessidades reativas
– são ativadas em resultado de ou em resposta a algum evento ambiental.

Necessidades modais
– envolvem praticar alguma ação com um certo grau de excelência ou qualidade. Recompensadora quando realizada com um certo grau de perfeição.

Pressão
SOLIDÃO
Socorro e necessidade de ternura
Agressão
Indiferença
Proibição
Pressão

Assim como o conceito de “necessidade” representa os determinantes significativos do comportamento dentro da pessoa, o conceito de pressão representa os determinantes efetivos ou significativos do comportamento no ambiente. Pressão é uma propriedade ou atributo de um objeto ou pessoa do ambiente que facilita ou impede os esforços do indivíduo para atingir uma determinada meta. Estão ligadas a pessoas ou objetos que tem implicações diretas nos esforços do indivíduo. Contudo, é importante distinguir entre os objetos ambientais (conforme são percebidos ou interpretados pelo indivíduo) e as propriedades desses objetos ambientais (conforme existem na realidade ou são revelados pela investigação objetiva).

Redução de Tensão

Quando uma necessidade é despertada, o indivíduo fica em um estado de tensão, e a satisfação da necessidade envolve redução da tensão. Apesar de Murray concordar com essa formulação, ele afirmava que esse é um quadro incompleto. O indivíduo não só aprende a responder de maneira a reduzir a tensão e experenciar satisfação, mas também aprende a responder de maneira a criar tensão, que mais tarde precisará ser reduzida, o que aumentará o prazer.

Tema

É simplesmente uma unidade comportamental molar e interativa. Ele inclui a situação instigadora (pressão) e a necessidade que está operando. Assim, ele lida com a interação entre as necessidades e as pressões e permite uma visão do comportamento mais global e menos segmental. Os temas variam de formulações simples de uma única interação sujeito-objeto a formulação mais generais e aproximadas de transações mais longas.

N
ecessidade integrada


Embora as necessidades não estejam necessariamente vinculadas a objetos específicos no ambiente, é frequente que, com a experiência, o indivíduo passe a associar determinados objetos a certas necessidades. Igualmente, determinados modos de resposta, ou meios de abordar ou evitar esses objetos, podem ser adquiridos e associados à necessidade. Essa integração é chamada por Murray de integrada. Portanto, a necessidade integrada é uma disposição temática bem estabelecida – a necessidade de um certo tipo de interação com um certo tipo de pessoa ou objeto.

Unidade-Tema

É o padrão único de necessidades e de pressões relacionadas, derivado da experiência infantil, que dá significado e coerência à porção maior do comportamento do indivíduo. Unidade-tema é um composto de necessidades dominantes inter-relacionadas – colaborativas ou conflitantes – que estão ligadas à pressão à qual o indivíduo foi exposto em uma ou mais ocasiões específicas, gratificantes ou traumáticas, na infância inicial. Mas, independentemente de sua natureza e gênese, ele se repete de muitas formas durante a vida.

Esquema de Valor-Vetor

Murray propôs que as tendências comportamentais fossem representadas em termos de vetores que representam amplas direções físicas ou psicológicas de atividade. Os valores aos quais os vetores servem são representados por uma série de conceitos de valor. Eis uma lista de vetores e valores:
• Vetores – rejeição, recepção, aquisição, construção, conservação, expressão, transmissão, expulsão, destruição, defesa e evitação.
• Valores consistem no corpo, propriedade, autoridade, associação, conhecimento, forma estética, ideologia.

Obs: cada célula na matriz representa um comportamento que corresponde a um vetor específico a serviço de um valor específico.

Desenvolvimento da personalidade

1. Complexos infantis – embora os eventos do período pré-verbal não sejam lembráveis, Murray os considera em muitos casos tão determinantes como os eventos posteriores, se não mais. Cinco condições ou atividades extremamente agradáveis, cada uma das quais é terminada, frustrada ou limitada por forças externa.
• Existência segura, passiva e dependente dentro do útero (rudemente interrompida pela dolorosa experiência do nascimento)
• Prazer sensual de sugar um bom alimento do seio da mãe (interrompido pelo desmame)
• Livre usufruir das sensações prazerosas que acompanham a defecação (restringido pelo treinamento esfincteriano)
• Agradáveis impressões dos sentidos que acompanham a micção
• Emocionante excitação decorrente da fricção genital (ambas proibidas por ameaças de punição)

Todas as pessoas têm complexos de variável gravidade e, que só nos casos extremos, isso implica uma anormalidade. Complexo é um conjunto de necessidades integradas duradouras que determina o curso do desenvolvimento posterior. Murray definiu e sugeriu maneiras de mensurar cinco complexos: claustral, oral, anal, uretral e de castração.

1. Complexos claustrais
• Simples
• Do medo da falta de apoio
• De agressão
2. Complexos orais
• De socorro
• De agressão
• De rejeição
3. Complexos anais
• De rejeição
• De retenção
4. Complexo uretral
5. Complexo de castração

Obs: qualquer um desses complexos pode persistir por toda a vida da pessoa na forma de traços de caráter, isto é, as maneiras características de se comportar.

Aprendizagem

Consiste em descobrir o que gera prazer e o que gera sofrimento para o indivíduo. Não podemos negar os fatores genéticos ao falar sobre a aprendizagem, pois para Murray tais fatores são responsáveis pela presença de centros de prazer (hedônicos) e desprazer (anedônicos) no cérebro. Podem ser classificados:

• Retrospectivos
• Espectivos
• Prospectivos

Necessidade integrada
Embora não estejam vinculadas, é frequênte que o indivíduo passe a associar determinados objetos a certas necessidade. Murray fala de uma necessidade integrada que é uma disposição temática bem estabelecida a necessidade de um certo tipo de interação com um certo tipo de pessoa ou objeto.
Unidade-Tema
A unidade-tema é essencialmente o padrão único de necessidade e de pressões relacionadas, derivado da experiência infantil, que dá significado e coerência à porção maior do comportamento do indivíduo.
Processos de Reinância
Um processo de reinância é o acompanhamento fisiológico de um processo psicológico dominante.No entanto para Murray todos os processos conscientes são reinantes, mas que nem todos os processos reinantes são conscientes.
Esquema de Valor-Vetor
Ele argumentou que as necessi sempre operam a serviço de algum valor ou com a intenção de provocar algum estado final, e que o valor, portanto, deve fazer parte da análisa dos motivos.
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