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Cultura e gestão da segurança no trabalho

Uma proposta de modelo
by

Vinicius Ferreira

on 22 October 2012

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Transcript of Cultura e gestão da segurança no trabalho

Cultura e gestão da
segurança no trabalho Em geral,
os estudos sobre cultura
de segurança tem dois objetivos
principais:
Caracterizar a cultura de segurança
e
Identificar os principais fatores que
permitem avaliá-la. O termo cultura de segurança foi conceituado pela primeira vez no relatório técnico sobre o acidente na
usina nuclear de Chernobyl, na década de 1980, como
sendo o conjunto de características e atitudes das organizações e dos indivíduos que garante que a segurança de uma planta nuclea, pela sua importância,
terá a maior prioridade [...] Cultura de segurança

Uma cultura de segurança estabelecida
é crucial para o sucesso e o bom desempenho
de uma empresa, pois é em um contexto em que ela
existe, que as atitudes e o comportamento dos
indivíduos relativos à segurança se desenvolvem e
persistem. Introdução Embora seja um tema
de grande relevância, no Brasil
não existem estudos empíricos.
O conceito de maturidade de cultura
de segurança é novo, portanto, é
importante explorar o seu potencial
para melhorar a segurança
do trabalho. Após o aparecimento
do termo, muitos estudos foram
realizados com o objetivo de conceituar
e mensurar cultura de segurança, mas não há consenso sobre o tema entre os pesquisadores. Para Guldenmund
existe uma lacuna de modelos que relacione o
conceito de cultura de segurança com gerenciamento
de risco ou eficiência.

Para Reason, cultura de segurança é um termo muito usado, mas poucos concordam sobre seu significado ou como pode ser mensurado.

Seguindo na mesma linha de pensamento, Choudhry, Fang e Mohamed,
embora o termo cultura de segurança tenha sido largamente usado, tem o seu significado aberto para interpretações e sem definição de como avaliá-la. Alguns pesquisadores
consideram a cultura de segurança
uma particularidade da cultura organizacional. Entre estes pesquisadores, estão Glendon e Stanton (2000) ,
Silva e Lima (2004), Luz (2003) e Hopkins (2006)

Cooper (1998, 2000) definiu cultura de segurança como resultado
das interações dinâmicas entre três aspectos:
1. As percepções e atitudes;
2. O comportamento e ações;
3. O sistema de gestão da segurança do trabalho Para Richter e Koch (2004)
A cultura de segurança é formada por pessoas
e suas relações sociais dentro e fora das organizações.

Cox e Cheyne (2000) valorizam o conceito da estrutura organizacional

Segundo Weick e Sutcliffe (2001), a cultura de segurança ajuda a criar uma cultura sempre atenta ao inesperado, imprevisto.

Garcia, Boix e Canosa (2004). Para esses o envolvimento dos gerentes é determinante, envolvendo os empregados
e melhorando sua percepção e suas atitudes As instituições que atuam na área de segurança
também apresentam seus conceitos:
A AIEA (Agência Nacional de Energia Atômica), ressalta a
importância das atitudes e percepções para a afetividade da cultura
de segurança.

A OIT (Organização Internacional do Trabalho), define a cultura de segurança de um país como um todo. Muitos aspectos presentes
nos diferentes conceitos de cultura de segurança
são comuns e podem ser agrupados da seguinte forma:

1. Aspectos relacionados ao indivíduo

2. Aspectos relacionados ao trabalho

3. Aspectos relacionados à organização

Para a construção do instrumento de identificação de maturidade
de cultura de segurança apresentado neste artigo,
foi adotado o conceito proposto por
Cooper (2000) Maturidade de cutura de segurança O conceito de maturidade foi inicialmente desenvolvido nos E.U.A. pelo SEI (Software Engineerning Institute), na década de 1980.
Posteriormente o conceito de maturidade foi
adaptado para ser usado em outros ramos de atividade como, por exemplo, gerenciamento
de projetos, recursos humanos e
qualidade (Fleming, 2001) A AIEA constatou que existem três estagios de evolução de cultura de
segurança em usina nuclear:
No primeiro estágio, a segurança é dirigida pela
obediência as regras e regulamentos.
No segundo, em termos de objetivos e metas.
Já no terceiro estágio, a segurança do trabalho é
vista como um processo, que pode ser
melhorado continuamente e que todos
podem contribuir. Flin et al. (2000) Após a revisão de literatura, os pesquisadores englobaram os
seguintes fatores:Gerenciamento; Sistema de segurança; Risco;
Pressão no trabalho; Competência Cooper (1998) Relaciona os seguintes fatores:
Forte comprometimento do líder; Melhor comunicação entre
todos os níveis da organização; Maior controle de riscos; Boa
seleção de pessoal e procedimento de promoção justo.
Além das características acima, este, acrescentou como essenciais os fatores: Adotar políticas formais de segurança;
investigar todos os acidente e incidentes e auditar regularmente o sistema de segurança para obter informações e desenvolver melhorias. Zohar (1980) Foi pioneiro no estudo de clima de segurança,realizou uma
revisão de literatura identificando osmelhores fatores que avaliam
e caracterizam uma cultura de segurança:
Atitudes da gerência; influência do comportamento seguro para
promoção no trabalho, e em relação ao status social; status dos profissionais; importância e efetividade dos treinamentos; e nivel de risco
no ambiente de trabalho. Fatores indicativos da maturidade da cultura de segurança A cultura de segurança é avaliada e mensurada por meio
de fatores que a caracterizam ou são indicativos da sua
maturidade, no entanto, não existe um grupo comum de
fatores definidos como padrões ou mais representativos
para esta avaliação e mensuramento.
Por essa razão, as pesquisas com o objetivo de avaliar a
cultura de segurança buscam estes fatores na literatura
ou em grupos de estudos ou em entrevistas
individuais. Westrum (1993, 2004) Para este, um dos fatores mais importantes
para a segurança é a informação, pois a falha de
fluxo de informação está presente em muitos
grandes acidentes. Para selecionar os fatores
indicativos da maturidade de cultura de seguraça
no modelo apresentado neste artigo, foi realizada
uma revisão de literatura de 25 estudos, incluindo os
apresentados acima, e os cinco fatores mais frequentemente
citados foram escolhidos.

-INFORMAÇÃO
-APRENDIZAGEM ORGANIZACIONAL
-ENVOLVIMENTO
-COMUNICAÇÃO
-COMPROMETIMENTO HUDSON (2001) Propôs um modelo baseado nos três estágios
propostos por westrum, entretanto,
adicionou mais dois estágios:
reativo e proativo Williamson et al. (1997) Acharam pouca coincidência de fatores presentes em pesquisas
levantadas, entretando dois apareceram consistentemente:
A atitude dos gerentes e a atitude dos empregados com
relação a segurança. Ek et al. (2007) Avaliou a cutura de segurança em empresa de controle de trafego aéreo, utilizando os fatores:
Apendizagem; informação; justiça; flexibilidade; comunicação; comportamento; atitudes;
situação no trabalho; percepção do risco. Aiea (2002) dESENVOLVIMENTO DO MODELO
DE IDENTIFICAÇÃO DE ESTÁGIO DE
MATURIDADE DE CULTURA DE SEGURANÇA
O modelo desenvolvido nesta pesquisa foi construído tendo
como base o modelo proposto por Hudson (2001)
Este descreve os 5 fatores citados anteriormente.
O estágio de maturidade da cultura de segurança em uma organização
será estabelecido pela maneira como ela trata cada um dos
5 fatores.
CONCLUSÃO Atualmente, os fatores organizacionais,
como a cultura de segurança, apontam como
principais os fatores relacionados aos acidentes
de trabalho.
Para ter um SGST bem sucedido, é necessária que a
organização tenha uma cultura de segurança estabelecida.
Na revisão de literatura, observa-se a ausência de um modelo de estágio de maturidade.
Este trabalho teve o objetivo de desenvolver este
modelo, preenchendo esta lacuna na literatura.
apresentou os seguintes fatores: Atitudes da organização de contínuo melhoramento; efetivo canal de comunicação; comprometimento da gerência; sistema efetivo de planejamento; adequadas
fontes de recursos; habilidade e competência; influências externas. O sucesso na segurança
do trabalho nas organizações depende
da capacidade de realizar um bom diagnóstico
da sua situação.

Assim, recomenda-se que o modelo desenvolvido neste estudo
seja validado em trabalhos futuros, fortalecendo suas
bases teóricas, e posteriormente utilizando-o como uma importante
ferramenta de gestão de segurança, contribuindo para o sucesso
e o bom desempenho do SGST.
Maurício strelow zarnott
vinicius Ferreira
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