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Aconselhamento Pastoral

Estudo Bíblico para Pastores
by

Davi Boa Sorte

on 3 August 2016

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Transcript of Aconselhamento Pastoral

ACONSELHAMENTO PASTORAL
Introdução
O termo
"Aconselhamento Pastoral"
não é encontrado na Bíblia.
Poiêmica
O termo poimênica provém da antiga língua grega, da palavra
“poimén”
, que quer dizer
“pastor de ovelhas”
. A palavra
“pastoral”
, portanto, também deriva desta raiz.
É um Processo
O próprio salmista indica os movimentos básicos no Aconselhamento:
O próprio Deus estabeleceu esse perfil do pastor como conselheiro, quando disse em
Isaías 40.11:

Em
Ezequiel 34.16:
"A
perdida
buscarei, a
desgarrada
tornarei a trazer, a
quebrada
ligarei e a
enferma
fortalecerei".
O pastor enfrenta situações difíceis, ligados muitas vezes a sua própria
personalidade
, seu
caráter
, seus
relacionamentos
na igreja, mas também relacionados a questões
administrativas
ou
morais
, e à presença de
dissenções
ou
heresias
no seio da igreja.
Por que enfrentamos problemas? Por que problemas se a igreja é constituída de pessoas remidas por Jesus Cristo?
Porque a vida é complexa e desafiante
, às vezes, surpreendente, colocando-nos em situações
inesperadas
,
imprevistas
ou
indesejadas
, diante das quais nos sentimos pequenos ou incapacitados.
Mas Jesus nos preveniu: "No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo"
(João 16.33).
Exemplos de problemas que igrejas e pastores enfrentam:
A solidão do pastor.
Conflito do pastor com a liderança da igreja e dos líderes entre si.
Mas, no grego existem outras palavras que descrevem o mesmo processo que se entende por Aconselhamento Pastoral:
paracalein, paraclesis.

Estas palavras tem uma mesma raiz que vem de
parácleto
, que conceitua o Espírito Santo como
consolador e orientador.
Trata-se do
ministério de ajuda
da igreja para seus membros e outras pessoas que buscam
ajuda, espiritual, emocional, relacional e de saúde.
Uma das melhores definições bíblicas sobre o que é Aconselhamento talvez seja a do
Salmo 139.23,24:
"
Sonda-me
, ó Deus, e
conhece
o meu coração:
prova-me
e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e
guia-me
pelo caminho eterno".
Sondar

Conhecer

Provar

Conduzir
"Como pastor apascentará o seu rebanho: nos seus braços recolherá
os cordeirinhos
, e os levará no seu regaço;
as que amamentam
, ele guiará mansamente".
Porque somos humanos e nossa natureza é pecaminosa
, ainda que sejamos remidos, isso enseja situações problemáticas em relação a nossa própria
vida
, nossa
família
, nosso
trabalho
, nossa
igreja
.
Porque os relacionamentos humanos são por natureza difíceis
, pois ocorrem, muito frequentemente, num ambiente de
egoísmo

exacerbado
, de
ausência de amor
, de
incapacidade de perdoar
e de aceitar o outro.
Porque o próprio Jesus enfrentou problemas
com seus discípulos: um deles
traiu
o Mestre; outro o
negou
; outro dele
duvidou
; e entre eles pelejaram sobre quem seria o maior, numa verdadeira
"luta pelo poder"
.
Todo pastor, jovem ou experiente, de igreja grande ou pequena, da cidade ou de zonas rurais, defronta-se com situações difíceis.
Falta de comprometimento dos crentes com Cristo e sua igreja.
Individualismo e consumismo dos crentes.
Apelo exacerbado ao sexo e seu reflexo na igreja.
Como lidar com famílias dominadoras na igreja.
Omissão ou negligência do pastor em relação à própria família.
Ativismo versus piedade na experiência do líder e da igreja.
Resistência às mudanças ou à adoção de novos paradigmas.
Falta de visão ministerial.
Dificuldades com a presença e atuação de grupos heréticos dentro da igreja.
Pastorear igrejas traumatizadas com a conduta antiética de pastores anteriores.
Comprometimento com o pecado, no seio da igreja, e especialmente na liderança.
Contestação da autoridade pastoral e como lidar com isso.
Diante de tantas demandas quais os requisitos para ser um bom conselheiro pastoral?
O pastor-conselheiro deve ser
tratável
,
social
e
acessível
.
Deve reunir certos traços pessoais, como: ser
atencioso
,
compreensivo
,
sensível
,
respeitoso
,
sóbrio
,
discreto
e
otimista
.
Precisa saber utilizar os recursos espirituais: a
Bíblia
,
as promessas de Deus
,
a oração
e
o perdão
, o poder transformador do
amor
de Cristo e de seus filhos.
Deve entender os motivos da natureza humana e os de sua conduta. Aprende
observando
as pessoas,
lendo
livros e pela
experiência
.
Deve entender-se a si mesmo e reconhecer suas imperfeições e sua condição de ser humano. Se não
entender bem a si mesmo
, não poderá compreender os outros.
Deve
dominar seus próprios desejos
, seus sentimentos de culpa, sua ansiedade, seus ressentimentos, sua sexualidade e suas frustrações. De outro modo, seria como um cego que guia outro cego.
Deve conhecer as
técnicas
do aconselhamento pastoral.
Deve estar disposto a
dedicar tempo
ao ministério do aconselhamento.
Deve saber
guardar segredos
. O pastor indiscreto é indigno de sua vocação.
Condições para o aconselhamento pastoral
bem sucedido:
A primeira e indispensável condição
é que a pessoa sinta a necessidade de procurar ajuda
.
Para se obter bons resultados, é necessário que o aconselhado deseje mudar, que respeite e estime o pastor, que tenha expectativa de ser ajudado, e que esteja disposto a ajudar a si mesmo.
A segunda condição é
tratar de estabelecer um lugar e hora para reunir-se
. Pode ser a casa do aconselhado, o gabinete pastoral, ou outro lugar apropriado. Existem ocasiões de emergência nas quais o pastor não pode escolher nem hora nem lugar: acidente, falecimento, prisão.
A última condição é a da
preparação espiritual que o pastor deve ter para a tarefa do aconselhamento pastoral.
Ele orará para que Deus o torne sensível às necessidades e sofrimentos do aconselhado, e que o Espírito Santo opere, revelando as raízes do problema e as soluções.
Métodos de aconselhamento que
podemos utilizar:
Aconselhamento de apoio:
Em momentos de crise, pode ser que a pessoa necessite ser apoiada e fortalecida. Problemas financeiros, perda de bens materiais, desilusões românticas, separação, perda do emprego, rejeição.
A técnica diretiva:
É o método em que o conselheiro torna-se a figura central e domina o processo de aconselhamento. A ele cabe escolher os fatos, analisá-los e interpretá-los.
Aconselhamento por confrontação.
Enfatiza a responsabilidade do indivíduo. Ensina que cada pessoa tem que enfrentar a realidade, por mais desagradável que ela seja. Há casos em que o conselheiro deve colocar os pecados do aconselhado diante deste.
Informaçao e direção.
Escolher uma vocação. Decidir sobre o noivado, casamento, conduta, como vencer uma fraqueza, como resolver problemas espirituais, sobre a doutrina cristã.
Envio do aconselhado a um especialista.
É conveniente o pastor manter consigo uma lista com os nomes e endereços de psicólogos, psiquiatras, advogados e outras pessoas-chaves. Essas pessoas devem ser de confiança, e de preferência crentes.
Aconselhamento em grupo.
Alguns conselheiros tem-se reunido com um grupo pequeno com o propósito de aconselhar várias pessoas ao mesmo tempo. Tem-se tido, às vezes, sucesso extraordinário aconselhar casais através desta técnica.
A tese
Psiquiatria e religião: a prevalência de transtornos mentais entre ministros religiosos
, elaborada pelo psiquiatra cristão
Francisco Lotufo Neto
, do Hospital das Clínicas de São Paulo, há cerca de dez anos, revelou que a média de transtornos mentais entre líderes cristãos não-católicos é enorme.
A pesquisa revela os seguintes índices:
47% dos pastores evangélicos sofrem de transtornos mentais;
16,5% tem depressão;
13% não conseguem dormir normalmente.
Entre as principais causas do fenômeno, destacam-se:
O descuido com a saúde mental;
A solidão;
A falta de conselheiros para compartilhar seus problemas;
O ativismo ministerial;
A falta de repouso adequado (férias e folgas);
A pressão institucional por resultados em termos de número de membros e ofertas.
Transtornos mentais em
líderes evangélicos:
"Uma das explicações da pesquisa para um número tão elevado de líderes cristãos com distúrbios mentais é a
falta de tratamento adequado
", explica Lotufo.
O diagnóstico que emergiu da pesquisa revela um quadro de pastores atormentados por
problemas financeiros, rixas com outros líderes, dificuldades conjugais e sobrecarga de trabalho.
Quem acaba no final sendo penalizada com isso, é
a família do pastor ou líder
, que por ser transformada em escape de suas neuroses, psicoses e demais distúrbios,
sofre constantemente com seus ataques de nervos, mal humor crônico, maltratos e outros descarregos emocionais.
São situações que requerem
discernimento
,
dependência de Deus
,
humildade
,
sabedoria
e
objetividade
. E se não forem resolvidas adequadamente, tornam-se mais graves, acarretando prejuízos para a paz e para a unidade da igreja.
Segundo a psicóloga Roseli M. Kühnrich de Oliveira os transtornos mais comuns dos pastores, são:
cansaço, desilusão, desânimo, irritabilidade constante, e até mesmo constatação de síndrome de burnout (exaustão ligada à função ocupacional).
De acordo com tese elaborada pelo pastor Jetro Ferreira da Silva, baseada em respostas de 627 pastores de sete denominações evangélicas, os fatores que mais contribuem para o desgaste psicológico dos ministros são:
Cada membro da igreja é ao mesmo tempo cliente e chefe do pastor.
O pastor entende que Deus espera muito dele.
O pastor espera muito de si mesmo.
A igreja espera muito do pastor.
Contatos excessivos com pessoas necessitadas.
Conflitos de papeis e esforços para agradar a congregação.
Conflitos da personalidade: perfeccionismo, introspecção, isolamentos, incapacidade de formar relacionamentos íntimos interpessoais.
Dúvidas sobre o chamado ministerial.
Sentimentos de haver sido abandonado por Deus quando os resultados de seus esforços parecem falhar.
Discrepâncias entre as expectativas pessoais, familiares e congregacionais.
Desequilíbrio entre as demandas do ministério e o tempo para cada tarefa.
Sensação de estar lutando sozinho (complexo de abandono).
Sensação de não estar vivendo à altura das próprias expectativas e das expectativas impostas pelos membros.
A técnica não-diretiva:
O pastor-conselheiro deve proporcionar uma atmosfera de compreensão na qual a pessoa sinta-se à vontade para falar livremente.
O conselheiro deve

ganhar a confiança da pessoa, aceitar incondicionalmente o aconselhado, escutar com interesse, refletir e responder, formular perguntas, encontrar soluções.
Pode servir em muitos casos, especialmente nos problemas emocionais.
A ética no aconselhamento pastoral:
O conselheiro é responsável pelo que faz:
primeiro perante Deus, segundo perante o aconselhado, e finalmente perante a sociedade.
Alguns princípios da ética que devem reger o ministério do aconselhamento pastoral são:
Guardar confidências.
Aquilo que o aconselhado revela ao pastor é considerado inviolável e não deve ser divulgado a ninguém sem a permissão da pessoa.
Evitar o contato físico.
Além de cumprimentar o aconselhado com um aperto de mão ou um abraço, convém não tocar nele. Cuidado com o sexo oposto.
Não usar o aconselhado para satisfazer seus próprios desejos.
Escutar fofocas ou detalhes íntimos da vida de alguém pode alimentar a curiosidade do conselheiro, mas não o ajuda absolutamente no processo de aconselhamento.
Não esconder suas convicções cristãs.
O conselheiro tem a responsabilidade perante Deus de apresentar ao aconselhado a verdade bíblica que está relacionada com o assunto considerado.
Não tentar convencer o aconselhado a continuar recebendo conselho.
O pastor deve respeitar os desejos do aconselhado e não deve obrigá-lo a fazer nenhuma coisa, mesmo argumentando que é para o bem da pessoa.
Reconhecer suas próprias limitações.
Nenhum conselheiro pode ajudar a todos. Existem coisas muito difíceis, e apesar de o conselheiro fazer o possível, pode ser que não dê resultado. Em alguns casos é até melhor que o pastor não aconselhe.
Referências:
Davi Oliveira Boa Sorte
Pastor e Psicólogo
CRP/03-8095
Na grande obra de H. B. London Jr., intitulada Pastors at Greater Risk
(Pastores em Risco)
encontramos estatísticas surpreendentes:
80% consideram que o ministério pastoral afeta suas famílias negativamente.
33% dizem que estar no ministério é claramente um risco para suas famílias.
75% relatam que já tiveram pelo menos uma vez alguma crise importante relacionada a estresse.
50% sentem-se incapazes de satisfazer às necessidades da função pastoral.
90% sentem que não estão adequadamente treinados para lidar com as exigências do ministério.
25% das esposas de pastor veem a agenda de trabalho do marido como uma fonte de conflito.
Os que estão no ministério tem propensão a ver seu casamento acabar em divórcio na mesma proporção que os membros da igreja em geral.
Entre todas profissões, o clero tem a segunda taxa mais alta de divórcio.
80% dos pastores dizem que não passam tempo suficiente com a esposa.
56% das esposas de pastores dizem que não tem amigos próximos.
45% das esposas de pastores dizem que o maior perigo para elas e sua família é o burnout físico, emocional, mental e espiritual.
52% dos pastores dizem que eles e suas esposas acreditam que estar no ministério pastoral é perigoso para o bem estar e a saúde da família.
45,5% dos pastores dizem ter experimentado depressão ou burnout em um nível tal que precisaram tirar licença do ministério.
70% não tem alguém que considerem um amigo próximo.
Sim, esses são dados estatísticos, e, para nós, é fácil desprezar um monte de números. Contudo, a história é diferente quando, em vez de ler estatísticas, você passa a se tornar parte delas.
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