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Outros Lados do Funk

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by

Isabela Yu

on 19 November 2013

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Transcript of Outros Lados do Funk

Outros Lados do Funk

Diferenças entre ontem e hoje
Hermano Viana: "O Mundo Funk Carioca" (1988) - fenômeno de massas, baixa renda, mundo funk = baile funk
Jovens de baixa renda => Jovens de classe média
Ampla rede de produção e comercialização: "invenção de mercado"
"Processo civilizador" do funk
Funk como sinônimo de brigas, vandalismo, mortes. Caso de polícia
"Abrasileiramento"
Funk anos 80 => produto importado
"Abrasileiramento" do funk - anos 90
Furacão 2000, Pipo's, ZZ-Disco e Soul Grand Prix
Cadeia de porta-voz muito além do baile
Ponto de partida e firmamento nas camadas pobres, logo, manutenção da origem dos profissionais
Violência
As letras combatem a violência dos bailes
Violência nos bailes não é dissociada da violência geral da periferia
Resultado do descontentamento s jovens com adversidades do sistema desigual
Marginalização dos jovens na ordem do trabalho e consumo
Dois tipos: a primeira fortuita e a segunda sistemática na vida
Letras
Em diversas músicas, quando a violência ocorre é o "brigão" que estraga a festa
O "brigão" - nesse caso é o mané e o vacilão e não mais o homem viril
O combate a violência se inscrever em inúmeras letras - a violência é vista como algo que nega o direito a vida
"Invenção de mercado"
Não foi impulsionado pela lógica empresarial, nem tutela do Estado
Rio de Janeiro, anos 70 - "festas de arromba" ou "festas da pesada" no Canecão, zona Sul. Refluiu
Apenas realização de bailes não bastava => indústria cultural
Trabalhadores (
Disc Jockeys
,
Masters of Cerimony
, músicos, produtores, etc.)
Pequenos produtores independentes => empresários culturais
Funk e mídia
Ou a imprensa trata como se os bailes estivessem desvinculados do tráfico ou em vez de combater a violência, combate-se o próprio baile.
Muitas vezes o baile representa a única forma de lazer dos jovens.
Amanda Saviano, Isabela Yu, Marina Villares, Mariana Agati e Michelle Kaloussieh - 1ºJoB
"Cantando esse rap com toda empolgação
Pedimos para parar com a violência no salão
Quando eu falo violência eu lhe digo nunca mais
Porque brigando, meu amigo, parecemos animais"
(Rap do Pirão, D'Eddy)

"Um broto quer te paquerar e você tá de vacilão,
Agora pare de brigar, porque isso não é onda não
(Rap Equipe Live, Neném)

Idealização X Realismo Brutal
Funk como canal de expressão
Não combatem apenas a violência dos bailes - são porta-voz dos grupos de jovens de baixa renda
Em suas letras, cheias de humor e ironia, cruzam-se a violência dos contrastes sociais e a violência quase neutralizada da morte
Machismo no funk
Mulheres – dançarinas
Homens – ganham papel “principal” (rappers, MCs)
Os termos do funk
“comunidade” – locais de habitação popular
“galera”, “mulão” ou “turma” – grupos que vão juntos ao baile
Questões Sociais
Jovens pobres: péssimas condições de trabalho.

Se justifica:
- Autonomia e liberdade
- Prosseguimento dos estudos
- Bens e serviços que integram a cultura
Profissionais
Produtores de som
Disc Jockeys (DJ's) - ídolo, carreira, escolas profissionalizantes
Masters of Ceremony (MC's)
Técnicos, programadores, coreógrafos, dançarinos, publicitários, jornalistas...
Funk como antídoto para violência
Exclusão e desprezo social formam um caldo de cultura favorável à emergência de comportamentos violentos
Integração social como antídoto para a violência.
Definem-se, assim, algumas regras de jogo para o funk: Condenação das brigas e separação entre funkeiros ''verdadeiros'' e ''falsos''
Ocupação da cidade: O Largo da Carioca
Malódromo
Mercado informal de venda e troca de discos
Hits e
DJS
"Substituídos" pelas gravadoras locais
Funkeiros estendem a seus locais de origem seus direitos, como à cidade e à cidadania
Funk se converteu em hino da juventude pobre do Rio - produtora e consumidora de sua própria cultura e estilo de vida
Solidariedae social no funk: Letras passam a absorver preocupações com cuidado e o tratamento de AIDS

"Ao inventar seu próprio mercado, o funk introduziu, ampliou ou reforçou oportunidades de trabalho sobretudo para jovens pobres, abrindo, por essa via, perspectivas profissionais criativas e sensíveis à cultura própria desses jovens e à de seu tempo. "
Partilhas de códigos
O ''outro social'' deixa de ser aquele que hostiliza. Passam a ter códigos em comum: Jovens de classe média partilham da mesma dança, do mesmo som, de mesmas gírias.
Mesmo que seja limitada no tempo e no espaço e não represente uma ''democracia social e racial'', essa partilha pode ser o início de uma reação contra a segregação da cidade.

Ostentação
Globalização e consumo
Aumenta o consumo, aumenta a distância social
"Pior que reduzir o desejo ao consumo é reduzir o consumo ao desejo de consumo."
Aumento da desigualdade social
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