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Etapas na produção jornalística: pauta, apuração e entrevist

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by

Rodrigo Portari

on 24 May 2014

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Transcript of Etapas na produção jornalística: pauta, apuração e entrevist

A) planejamento de uma edição ou parte de uma edição, com listagem dos fatos a serem cobertos no noticiário e dos assuntos a serem abordados em reportagens, além de eventuais indicações logísticas e técnicas: ângulo de interesse, dimensão pretendida, recursos disponíveis, sugestões de fontes, etc.
B) cada um dos itens desse planejamento, quando atribuído a um repórter. Ele dirá “a minha pauta”, quer a tenha recebido como tarefa, quer a tenha proposto.

Alguns tópicos comuns na pauta
Pautas ruins ou com informações
não confirmadas, podem cair
Afinal, o que é e para que serve a pauta?
E quais são os objetivos da pauta?
E quais os tipos de pautas podemos ter?
1) planejar a edição: mesmo que não aconteça nada imprevisto, a edição do dia seguinte tem que existir.
2) O planejamento tem todas vantagens do ponto de vista administrativo: evita o desperdício de dinheiro e garante a interpretação dos eventos menos imediata, emocional ou intempestiva. Permite a gestão adequada de custos e recursos a serem desprendidos em sua cobertura. Também permite a pesquisa prévia sobre o assunto.

3) Assegura a conformidade da matéria com interesses empresariais ou políticos. Nas notícias inesperadas, é mais difícil que isso aconteça. Nas programadas, é mais fácil. Ex:
“O promotor X acusou o político Y de apropriar N reais na obra Z”. Essa informação pode se transformar numa investigação sobre a recente fortuna de Y; numa exposição sobre a importância da obra Z; num levantamento que sugira o quanto o promotor X vem ultimamente acusando as pessoas com provas discutíveis.

A) eventos programados (júris, inaugurações..) ou sazonais (início do ano letivo, vendas de fim de ano, etc);

B) eventos continuados (greves, festejos, etc);

C) desdobramentos (suítes) de fatos de interesse (investigações policiais, recuperação de vítimas de atentados ou acidentes, etc)

D) fatos constatados por observação direta e que estão lá para
ser noticiados: mudanças nos costumes, ciclos de moda, deterioração ou recuperação de zonas urbanas, etc;

E) assuntos recomendados pela direção da empresa.
$1.25
Ouro Preto, 4 de junho de 2014
Prof. Rodrigo Portari
O que é a pauta?
A Pauta: o início do processo
Tópicos comuns em uma pauta
O que tem na pauta?
A produção de notícias no jornalismo normalmente se inicia pela pauta. Ela pode tanto ser de acontecimentos programados (previstos) ou de fatos que ocorreram de uma hora para outra (imprevistos).
Independente de como for, a pauta dá orientações sobre como a notícia deverá se produzida.

A instituição da pauta como procedimento padronizado surgiu em razão das revistas: ao contrário dos jornais, elas não têm o compromisso de cobrir todos os assuntos de sua área de abrangência e devem selecioná-los para atender à necessidade específica de seus leitores. Assim, elas têm enfoques editoriais específicos, que precisam ser considerados previamente.

As pautas estruturadas surgiram em 1960, no Jornal do Brasil. Era redigida de véspera, abrangendo o jornal todo e chegou a ser publicada como serviço ao leitor. Porém a publicação foi interrompida por dois motivos: um oficial e outro ‘verdadeiro’:
A) ajudava o trabalho dos jornais concorrentes;
B) ao expressar o ponto de vista da chefia de reportagem, continha comentários irreverentes.

A) evento ou fato a ser reportado
B) hora e local onde acontecerá
C) exigências para cobertura (trajes, credencial, etc) e contatos para confirmação ou detalhamento da tarefa;
D) indicação de recursos e equipamentos (fotografia ou não? Condições de captação de imagem);
E) o que se espera em termos de aproveitamento editorial (tamanho, duração, destaque, urgência) e no caso de TVs, se há possibilidade de ir para o jornal regional, local ou nacional.
SE FOR O CASO:
F) alinhamento editorial com dados sobre o contexto: por exemplo, relacionar a inauguração de uma fábrica com o surto de desemprego, etc.
G) indicação de fontes subsidiárias (consultores, especialistas, etc.)

Etapas na produção jornalística:
pauta, apuração e entrevista, edição

A partir da pauta estabelecida, segue-se a apuração da notícia. Assim o repórter deve estar atento a tudo o que está à sua volta. Nem sempre o assunto principal estará explícito na pauta!
Assim, cabe ao repórter identificar as versões que estão em jogo, encontrar evidências que estão por detrás das versões apresentadas, conferir se há contradições e, principalmente, ter cuidado com toda informação recebida.

E como funciona
a apuração?
Para uma apuração adequada, compete ao repórter se preparar e, principalmente observar. Algumas dicas são valiosas :
Analisar as fontes que serão ouvidas (posição hierárquica, credibilidade, riscos, interesses, etc.);


Prepare-se para
ir a campo
Hierarquizar a ordem das entrevistas, partindo das que têm mais informações valiosas do fato para as fontes “complementares”;
Apurar de forma meticulosa os dados: quanto mais precisos melhor; quanto mais dúvidas surgirem acerca de um dado, mais “frágil” a notícia;
Checagem, constante, dos dados apurados

É importante também estar atento sobre alguns
procedimentos na apuração de notícias
É o momento de ouvir o que as fontes têm a falar. Sempre que possível, humanize o contato e tenha em mente que respeito ao entrevistado é essencial, independente da situação em que o entrevistado estiver.
Questione todos os detalhes possíveis, mesmo os que você já sabe. Sempre há possibilidade de algo novo aparecer na resposta;

E a entrevista?
Devo levar gravador?
Sempre que possível, use o gravador. Ele permite que você não cometa erros sobre o que o entrevistado realmente disse, além de dar mais segurança no momento da edição da notícia.

E na hora de entrevistar?
Estabeleça um roteiro de perguntas escritas e leve na mão. Isso evita que algum dado importante seja esquecido no questionamento e garante ao repórter a segurança de saber o que pretende com a entrevista;
Ouça atentamente as repostas. Muitas vezes informações preciosas passam despercebidas pela desatenção do repórter;

Para PEREIRA JUNIOR (2006, p.55), “a seleção dos fatos a noticiar incide, claro, no momento em que ocorre a redação da notícia [...] A notícia resulta de seleções e exclusões deliberadas nestes três momentos do trabalho com informação: apuração, apresentação (redação e produção de imagens) e edição”.

Edição da Notícia
Com todas informações colhidas, anotadas e gravadas, é o momento de produzir o texto. Aqui entra em cena a seleção dos fatos apurados;


A forma de apresentação do fato mais comum é seguindo a técnica da pirâmide invertida, que consiste em apresentar as principais informações primeiro seguindo a ordem do Lead (O quê? Quem? Quando? Onde? Como? Por que?)

Edição da Notícia
Principais formas de redação da notícia:

Com perguntas e repostas (pingue-pongue):

Pergunta – O Sr. é a favor ou contra o aborto?
Givanildo –
A questão é complicada, mas em determinados casos eu sou a favor.
Pergunta – Em quais casos?
Givanildo –
Em casos de estupro, por exemplo.

Com trechos em primeira pessoa e títulos com os temas falados (variante do pingue-pongue):

Aborto
“A questão é complicada, mas em determinados casos eu sou a favor. Em casos de estupros, por exemplo”.

"Ghostwriter"
Num texto corrido todo em primeira pessoa;

Quando me perguntam sobre o aborto, a resposta é que essa é uma situação complicada. Eu sou a favor em determinados casos, como em casos de estupro, por exemplo.

Forma mais utilizada
Num texto corrido com citações entre aspas;

Para Givanildo Siqueira, coordenador do Núcleo de Proteção à Mulher, em alguns casos o aborto pode ser admissível. “Em casos de estupro, por exemplo”, afirma
Resumindo...
Passo 4: Redação e edição (texto, seleção de fatos, produção visual, re-checagem das informações).

Passo 1: elaboração da pauta (fato inicial + sondagem inicial + preparação da pauta)
Passo 3: Apuração e produção (confronto de informações, checagem, entrevistas)
Passo 2: Pré-produção (análise das fontes + sequência de abordagem)
Passo 5: publicação
Referências da aula
ERBOLATO, Mário. Técnicas de Codificação em Jornalismo. São Paulo: Ática, 2008.
PEREIRA JUNIOR, Luiz Costa. A apuração da Notícia:Métodos de investigação na imprensa. Rio de Janeiro:Vozes, 2006.
LAGE, Nilson. A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística. Rio de Janeiro:Record, 2009

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