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Análise d'Os Maias- XVI Capítulo

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Sara Rodrigues

on 1 April 2014

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Transcript of Análise d'Os Maias- XVI Capítulo

Análise d'Os Maias- Capítulo XVI
Resumindo os acontecimentos...
O estilo queirosiano
Personagens intervenientes
Neste capítulo é a focalização interna, que caracteriza o narrador predominantemente, quase sempre sendo Ega o objeto de tal análise.
Plano Social
Carlos, Maria e Ega haviam jantado juntos. Ega está entusiasmado com o Sarau Literário que irá decorrer naquela noite no Teatro da Trindade, para angariar fundos para as vítimas das cheias no Ribatejo.
Ega e Carlos vão ao evento, este último convencido porque Cruges iria atuar nessa noite.
Após a atuação de Rufino, Ega é interpelado por Alencar, que lhe informa o desejo do Sr. Guimarães de o conhecer.
A atuação de Cruges não foi muito bem recebida pelo público que o desrespeitou, enquanto que a de Alencar foi aplaudida vivamente.
Carlos espanca Eusébiozinho pelo seu envolvimento no caso em que o Jornal da Corneta do Diabo quase o difamara.
Plano Familiar
Carlos vai para casa, depois de abraçar Alencar, após sua atuação;
Ega, de regresso a casa, é interpelado novamente pelo Sr. Guarães, que lhe conta ter sido íntimo da mãe de Carlos em Paris e ter um cofre com objetos para entregar a "Carlos da Maia, ou à irmã";
Revelação de que Maria Eduarda é irmã de Carlos;
Viagem de regresso ao Ramalhete.

Principais criticas feitas pelo autor no capítulo
Monarquia- através de Rufino
É criticada pela sua não comparência no Sarau.
Rufino, através de um discurso banal e pobre de conteúdo, mas floreado, representa o modo como a maioria dos nobres e burgueses viam a família real; venerou-a mesmo estando as poltronas que lhes estavam destinadas vazias. (Simboliza também o vazio que era a própria Coroa.)
Os defensores dademocracia consideraram a atuação bajuladora como a propria Coroa:
"um nojo"
.


Sociedade Lisboeta
Superficialidade das conversas e futilidade das pessos
Cruges é ridicularizado e Rufino vanglorizado
Cruges, que representa o talento verdadeiro, não é reconhecido pelos presentes, apesar do seu esforço para captar a sua atenção. O público goza com a sua performance, porque é intelectualmente incapaz de a compreender.

Eça ridiculariza a nobreza pelas intervenções que certos indivíduos fazem durante o Sarau.
Assim se critica o atraso cultural em todas as classes sociais portuguesas, pelo desconhecimento de artistas famosos na época e pela celebração de arte sem qualidade.
Tammbém é sublinhado o modo de vida leviano e oco das classes altas da época.
Rufino, por outro lado, é tido como sublime pela audiência. É a prova da sociedade antiquada, marcada pelo Romantismo, que segue não o conteúdo do discurso, mas a sua beleza. O orador apresentou o discurso de forma "barroca", de acordo com a sensibilidad da época.

O interlocutor bajula a família real, com o objetivo de ser recompensado posteriormente.
Em vários momentos da ação nos podemos aperceber do desinteresse das pessoas pela cultura moderna, apresentada por Cruges; da futilidade das ações das nobres; das conversas acríticas e irrelevantes das pessoas do público.
Alencar consegue, através da lírica romântica, transmitir mensagens sociais e políticas importantes, educando a sua audiência.
Discurso indireto livre
"(...) mais rouco , queixando-se de que a cada minuto a garganta se lhe punha pior... Aquela canalha daquela garganta ainda lhe vinha pregar uma!..."
"Quem havia agora aí , que, agarrando numa das mãos a espada e noutra a cruz, saltase para o convés de uma caravela a ir levar o nome português através dos mares desconhecidos?"
Ega;
Carlos;
Cruges;
Rufino;
Sr. Guimarães;
Taveira;
D. Maria da Cunha;
Teles Darque;
Prata;
Alencar;
Condessa e Conde de Gouvarinho;
Marquês.
Ironia & Sarcasmo
"um bacharel transmontano"
"com um gesto tão ardente de inspiração- que o colete repuxado descobriu o começo da ceroula."
Hipálage
Uso expressivo do verbo
Uso expressivo do advérbio
"o seu laçarote (...) dardejando "- no gerúndio, dá dinâmica.
"(...)o Ega sufocava, esmagado, farto(...)" & "(...) os homens escovavam-se, afogueados, comovidos (...)"- uso sucessivo de três verbos.
"que pregas de cetim cobrissem, estrelas de outro coroassem."- uso do modo conjuntivo.
Uso expressivo do adjetivo
"rasgado aperto de mãos"
"cheirando devagar um frasquinho de sais"
"entre o frufru dos leques"
Metáfora
"deixando atrás um sulco (...) de espinhas que se vergavam"
"escalarte da azáfama"
"carne molenga e trémula"
"Tranquilamente, os dois recolheram ao sarau."
"árvores radiantes de luar"
Comparação
"retumbavam como malhos"
"como pérolas que se desfiam "
"consagrado, ungido pelo triunfo"
"vagamente, foi balbuciando"
Galacismos
"très chique"
"rastaquouère"
É neste capítulo que se dá a ação desencadeadora da tragédia! A chegada de Guimarães com provas do parentesco entre Carlos e Maria.
"linha de senhoras com vestidos claros, abanando-se levemente"
"o seu altivo chapéu"
"pelos anéis fofos da grenha inspirada"
"dois grandes óculos que faiscavam de cólera "
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