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David Harvey Cap. 4

"O pós-modernismo na cidade: arquitetura e projeto urbano"
by

Bruna Souza

on 15 April 2010

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Transcript of David Harvey Cap. 4

David Harvey Cap 4 - O pós-modernismo na cidade: arquitetura e projeto urbano. Pós modernismo Quebra com a idéia modernista de planejamento urbano planificado de larga escala. Conceito de tecido urbano necessariamente fragmentado - formas passadas superpostas umas às outras, e uma colagem de usos correntes. Projetos da metrópole aos pedaços - sensível às tradições vernáculas, histórias locais, etc. - arquitetura especializada, "sob medida" Afasta-se da idéia modernista de espaço modernismo - espaço é algo a ser moldado para propósitos sociais pós-modernismo - coisa independente e autônoma a ser moldada segundo objetivos e princípios estéticos. A aparência da cidade e o modo como seus espaços se organizam formam uma base a partir do qual é possível pensar, avaliar e realizar uma gama de possíveis sensações e práticas sociais. Crítica de Leon Krier (participante do gabinete doméstico do príncipe Charles no assunto) critica o urbanismo modernista: "É antiecológico - uma perda de tempo, de energia e de espaço." Pobreza simbólica da arquitetura e da paisagem urbana resultado e expressão diretos da monotonia funcionalista Contraste da "boa cidade" distâncias caminháveis, recuperação da riqueza simbólica pela proximidade e no diálogo Modernismo surge numa época de reconstrução pós segunda-guerra Acaba atribuindo-se a ele todos os problemas surgidos, sendo muitos consequência da economia e política da época Ele não é vilão sozinho Outra crítica que se faz ao urbanismo modernista:
desconsiderava-se toda a complexidade existente na cidade real. Tenta criar um ambiente organizado, mas que era um verdadeiro fracasso A vida real é um caos Jencks afirma que a arquitetura pós-moderna tem como raízes duas mudanças tecnológicas forma de comunicação contemporânea - derrubou "fronteiras usuais do espaço e do tempo" criando novo internacionalismo e fortes diferenciações internas em cidades e sociedades baseadas no lugar, na função e no interesse social. permitiu-se diversificar a forma espacial - formas urbanas dispersas, descentralizadas e desconcentradas são mais possíveis tecnologicamente produção em massa não necessariamente implica em repetição em massa produtos "quase personalizados" "parece mais o artesanato do séc XIX do que os superblocos regimentais de 1984" temos materiais que imitam os antigos com melhor preço e maiores recursos isso torna a forma de pensar dos arquitetos e planejadores diferente do período pós-guerra, com bem menos restrições A Arquitetura pós-moderna é antivanguardista, não quer impôr um estilo, mas sim atender ao gosto do cliente, atender ao gosto do clente - atentar ao gosto, status, conforto e familiaridade Na questão urbana, ao ser render a uma entidade abstrata como é o povo, os populistas não conseguem se render à variedade que é o povo, que uns membros precisam de proteção dos outros. Varreu-se pra baixo do tapete o problema de minorias e desprivilegiados até que se possa conceber algum sistema bem democrático e igualitário para atender a ricos e pobres. Isso pressupõe uma série de comunidades urbanas bem formadas e coesas como ponto de partida num mundo urbano que está sempre em fluxo e transição Problema: essa "cultura do gosto" acaba se voltando para o gosto do que tem maior poder de mercado linguagem primária de comunicação da nossa sociedade. mas, segundo Jencks, o arquiteto tem certo controle sobre isso e no urbano, o risco é se trocar um zoneamento do planejador por um zoneamento pela capacidade de pagar A transição de mecanismos planejados para mecanismos de mercado pode, temporariamente combinar usos distintos, mas acaba gentrificando e gerando monotonia. O populismo do livre mercado encerra a classe média nos shoppings e átrios e lança os pobres numa realidade de falta de habitação. Ênfase dos ricos no consumo levou à uma ênfase maior na diferenciação de produtos no projeto urbano. Capital simbólico "acúmulo de bens de consumo suntuosos que atestam o gosto e a distinção de quem os possui." serve para as funções ideológicas porque os mecanismos por meio dos quais ela contribui para a reprodução da ordem estabelecida e para a perpetuação da dominação permanecem ocultos Modernismo havia tentado reprimir a significação do capital simbólico na vida urbana democratização e igualitarismo inconsistentes -
havia distinções sociais típicas Criou demanda reprimida - importante papel na promoção do mercado de ambientes e estilos arquitetônicos urbanos mais diversificados, seguindo os gostos Vale lembrar: gosto não é estático
capital simbólico só se mantém como capital se atender aos caprichos da moda
Atender a heterogeneidade afasta a arquitetura de alguma metalinguagem unificada e a decompõe em discursos diferenciados o resultado é fragmentação, muitas vezes consciente esquizofrenia característica geral da mentalidade pós-moderna Rossi acreditava que há um modo de vida relativamente permanente que as pessoas comuns constróem para si sem considerar que o criador dessa teoria (Vidal de la Blache) acreditava ser ela inválida no caso de sociedades em rápida transformação que é exatamente o que temos atualmente mas há também os que usam a história como um catálogo, tentando moldar a realidade para imitar as imagens da mídia. surge assim a "indústria da herança" que "vende" coisas que remetem ao passado.
Hewinson diz que o impulso de preservar o passado é o de preservar o "eu". trazendo uma fonte de significação, que cria um sentido no caos. faz sentido quando pensa-se que a partir dos anos 70 a preocupação com a identidade é maior devido à insegurança no mercado de trabalho, nos mixes tecnológicos, nos sistemas de crédito... Não conseguiu-se separar a citação histórica dos impulsos nostálgicos - criando tela oca entre presente e passado. Não compreendemos profundamente a história, recebendo uma re-representação dos costumes, e não um discurso crítico. "Por que nos restringirmos ao presente, ao local, se podemos viver em épocas e culturas distintas? O ecletismo é a evolução natural de uma cultura que tem escolha." Jencks Lyotard:
"o ecletismo é o grau zero da cultura geral contemporânea. Ouvimos reggae, assistimos faroeste, almoçamos no McDonald´s e jantamos comida local, usamos perfume de Paris em Tóquio e roupas retrô em Hong Kong." Na linha de acalmar o povo com "pão e circo", surgiram eventos nas cidades, como a Baltimore City Fair, que tinha por objetivo celebrar a vizinhança e a variedade étnica da cidade. acaba por tornar-se comercial atrái pessoas de vários locais querendo criar um "espetáculo permanente", construiu-se a Harbor Place, que pedia uma arquitetura diferente, com brilho superficial. e nessa linha, cidades começam a se preocupar em criar boas imagens de si mesmas. surge a "competição entre cidades" como centros financeiros, de consumo e de entretenimento. Dar a imagem certa virou a forma de atrair o capital e as pessoas certas Outro exemplo seria Piazza d'Italia em Nova Orleans foi construída devido ao grande número de imigrantes italianos que habitam a região, mas incorporando itens contemporâneos atualizando o monumento. usa itens como se fossem portáteis, assim como os imigrantes foram transplantados para o novo mundo. Há então diversos pensamentos pós-modernistas, desde a utilização de estilos passados assim como sua releitura e outros. Há também o desconstrutivismo que chega vanguardista, explorando formas e espaços puros como o modernismo, mas considerando um mundo desgovernado sujeito a um sistema econômico, político e moral desorganizado", mas o fazendo de modo a ser "desorientador e até promotor da confusão" para promover uma ruptura nas nossas maneiras habituais de perceber a forma e o espaço. Ficção, fragmentação, colagem, ecletismo são infundidos num sentido de efemeridade e caos. Dominam as práticas da arquitetura e do projeto urbano. Como a atitude prevelecente toma a forma que toma? Para responder consistentemente temos que examinar as realidades mundanas da modernidade e da pós-modernidade capitalistas e verificar que indícios poderão estar aí quanto às possíveis funções dessas ficções e fragmentações na reprodução da vida social
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