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Novo acordo ortográfico

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by

Deyseane Pereira

on 15 April 2014

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Transcript of Novo acordo ortográfico

Novas regras da Língua Portuguesa
Em que medida a dinâmica da língua pode me afetar enquanto administrador?
O sucesso empresarial também depende de um sistema de comunicação eficaz, tanto interna, quanto externamente. A comunicação imprecisa, ambígua e insuficiente tem gerado a ruína de muitos empresários.” (MEDEIROS, 2005, p. 17)

Por que uma nova reforma da ortografia?
Países Lusófonos são aqueles que tem como língua oficial a Língua Portuguesa
O lutador
Lutar com as palavras
É a luta mais vã
Enquanto lutamos
Mal surge a manhã
[...]
Palavra, palavra
(digo exasperado)
Se me desafias,
Aceito o combate.



Carlos Drummond de Andrade
O que você pensa sobre o novo acordo ortográfico?
Com a palavras, os gramáticos e escritores:
Vamos ver, então, o que muda com o acordo ortográfico?
A crescente valorização do domínio do idioma no mercado de trabalho vem sendo apontada por diferentes indicadores. Em 2007, uma pesquisa realizada pela Johnson O' Connor Research Foundation em conjunto com um doutor em linguística, Paul Nation, professor da Victoria University of Wellington, na Nova Zelândia, comprovou que o uso eficiente da língua influi na carreira profissional. Segundo o estudo, feito em 39 empresas americanas, a chance de ascensão profissional está diretamente ligada ao vocabulário que a pessoa domina. Quanto maior seu repertório, mais competência e segurança ela terá para absorver ideias e falar em público.
Fonte:
http://revistalingua.uol.com.br/textos/63/artigo249013-1.asp

A língua é viva, pulsante. Palavras e expressões em voga num período, caem em desuso em outro. Não há academias que possam deter a dinâmica histórica da língua.

MOTIVOS:
1- A Língua Portuguesa é a única que tem (tinha) duas grafias oficiais (FARACO, 2014);
2- Simplicidade de ensino e aprendizagem
3- Unificação de todos os países de língua oficial portuguesa;
4- Fortalecimento da cooperação educacional dos países da CPLP ( o português pode se tornar um dos idiomas oficiais da ONU);
5- Preparação de um vocábulo técnico-científico.

O

Novo Acordo Ortográfico busca
UM CONSENSO
, ele não modifica ( e nem poderia fazê-lo) nossa forma de falar, mas procura padronizar/unificar a escrita da Língua Portuguesa, ou seja, mudanças apenas gráficas nos oito países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa – CPLP.
"Sou contra o acordo. Sei que isso é um tiro no próprio pé, pois, se o acordo passar, vou ser chamado para fazer muitas palestras. Mas não quero esse dinheiro não. Com outro espírito, outra proposta, uma unificação talvez fosse possível. Mas esta é uma reforma meia-sola, que não unifica a escrita de fato e mexe mal em pontos como o acento diferencial. Vamos enterrar dinheiro em uma mudança que não trará efeitos positivos."

Pasquale Cipro Neto, professor de português

"Creio que a unificação do português tem um sentido político positivo. Aumenta o conceito da língua como nação. A adaptação talvez seja difícil. Mas a língua é um organismo vivo e vai seguir em frente. No meu trabalho de compositor, a ortografia repercute pouco. Nas letras de rock, a gente trabalha com a informalidade, com a fala da rua."


Tony Bellotto, músico da banda Titãs, autor de
Bellini e a Esfinge e apresentador do programa
Afinando a Língua


"Encaro com grande ceticismo esse acordo ortográfico. É uma reforma tímida, que não traz grandes inovações. Mas não gostei. Queria que meus tremas ficassem onde estão. Os escritores mais velhos e mais preguiçosos têm de confiar no pessoal da editoração para fazer as mudanças necessárias no texto."

João Ubaldo Ribeiro, escritor,
autor de Sargento Getúlio e
Viva o Povo Brasileiro


Do ponto de vista político, a unificação ortográfica é importante. Implica numa maior difusão da língua portuguesa nos seus textos escritos. Mas a reforma poderia ter avançado mais e de forma mais inteligente na racionalização dos acentos e do hífen. As regras ainda são pouco acessíveis para o homem comum."

Evanildo Bechara, gramático,
membro da Academia
Brasileira de Letras


“Nestas matérias sou bastante conservador: o que está e deu bons frutos e bons resultados não se mexe. Mas tenho de compreender uma coisa: o futuro do português que escrevemos poderia estar bastante comprometido se não houvesse este acordo. É certo que haverá por parte de muita gente uma certa relutância em escrever acto sem "c" quando até agora escrevíamos com "c". Mas o Brasil tem 200 milhões de habitantes, creio. Podemos com os nossos dez milhões impor à sociedade mundial a nossa norma por isto ou por aqueloutro? Apresentem as razões. Há aí um grupo de pessoas que respeito muito que não estão de acordo comigo. Mas creio que temos de embarcar nesse comboio mesmo que não gostemos muito. Não há outro remédio. Agora que eu tenho 85 anos não vou sentar-me outra vez no banco da escola primária para aprender a escrever.”

José Saramago, escritor português; Nobel da Literatura em 1998.


Inclusão de letras no Alfabeto
O alfabeto passa a ter 26 letras

ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ

As letras K, W, Y são usadas em várias situações
Na escrita de símbolos de unidades de medida Km (quilômetro), Kg (quilograma), W (watt).
Na escrita de palavras e nomes estrangeiros e seus derivados (show, playboy, playground, etc.)

Eliminação do trema
Não se usa mais o trema (sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos que, gui, que, qui).

linguiça cinquenta ensanguentado

eloquência sequestro tranquilo consequência


O trema permanece em nomes próprios estrangeiros e em palavras deles derivados: Müller mülleriano.


Mantém-se o H inicial:
em razão da origem da palavra: homine: homem; habitus: hábito
por convenção: hã?, heim?, hum!
quando está no segundo elemento que se liga ao primeiro por hífen: super-homem, sobre-humano, anti-higiênico, etc.
no final de interjeição: ah!, uh!
 


Uso do
Elimina-se o H inicial
nos vocábulos compostos, em que o segundo elemento se aglutina ao primeiro:
Ex:


re+habilitar = reabilitar,
re+humanizar= reumanizar

Acentuação
Não se usa mais o acento agudo dos ditongos (nome que se dá à combinação de um som vocálico com um som semivocálico emitidos num só esforço de voz) abertos ei, oi das palavras paroxítonas (palavras que têm o acento tônico na penúltima sílaba):

i-dei-a ji-boi-a col-mei-a ge-lei-a al-ca-tei-a
 


MUDANÇAS NA ACENTUAÇÃO - 1

As palavras oxítonas (aquelas cujo acento tônico recai na última sílaba) terminadas em éis, éu, éus, ói, óis continuam a ser acentuadas.

he-róis a-néis co-ro-néis tro-féu

ATENÇÃO

Mudanças na acentuação- 2
Nas palavras paroxítonas, não se usa mais acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.

bai-u-ca fei-u-ra bo-cai-u-va

Antes: baiúca, feiúra, bocaiúva

Se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguido de s) o acento permanece.

tui-ui-ú ba-ú Pi-au-í
Atenção
Desaparece o acento circunflexo do primeiro ‘o’ em palavras terminadas em ‘oo’, como também nas formas verbais da terceira pessoa do plural terminadas em –eem:

Mudança na acentuação 3
Como era? Como fica?

abençôo abençoo
crêem creem
dôo (verbo doar) doo
dêem (verbo dar) deem
enjôo enjoo
lêem leem
perdôo perdoo


Não se usa mais o acento que diferenciava os pares

para/pára
polo/pólo
pelo/pêlo
Mudanças na acentuação- 4

Permanece o acento em pôde (3º pessoa do pretérito perfeito do indicativo) para diferenciar de pode (3º pessoa do presente do indicativo).

Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.

Permanece o acento em pôr (verbo) para diferenciar de por (preposição)

Exemplo: Vou
pôr
o livro na estante que foi feita
por
mim.

Acento de verbos
Fica abolido, nas formas verbais rizotônicas (que têm o acento tônico na raiz), o acento agudo do u tônico precedido de g ou q e seguido de e ou i.

Essa regra alcança algumas poucas formas de verbos como averiguar, apaziguar, arg(ü/u)ir: averigúe, apazigúe e argúem passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem.

Mudança na acentuação - 5
Uso do hífen
As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixo ( morfema que se coloca antes dos radicais a fim de modificar-lhe o sentido) ou por elementos que podem funcionar como prefixos, como:

aero extra inter pseudo
agro geo proto retro
além hidro neo semi
ante hiper pan sobre
anti infra pré sub

Emprego do hífen
Com prefixos, usa-se sempre hífen diante de palavras iniciadas por H
anti-higiênico auto-hipnose anti-horário
co-herdeiro

Em palavras com prefixo terminado por
VOGAL+ VOGAL IGUAL usa-se hífen
.
contra+ataque=contra-ataque
micro+ondas=micro-ondas

Em palavras com prefixo terminado por
VOGAL+ VOGAL DIFERENTE, NÃO usa-se hífen
.
auto+estrada=autoestrada agro+industrial=agroindustrial

Em palavras com prefixo terminado por VOGAL + S ou R, NÃO se usa hífen e duplica-se a consoante

ante+sala= antessala
contra+senso=contrassenso
anti+racista=antirracista

Quando o prefixo termina por consoante,
usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante.

inter+racial=inter-racial
hiper+resistente = hiper-resistente
 
Nos demais casos NÃO se usa hífen
 
hiper+mercado= hipermercado
inter+municipal= intermunicipal
 
Em palavras com prefixos
CIRCUM, PAN + VOGAL usa-se hífen
circum+adjacente= circum-adjacente
pan+americano= pan-americano
 
Quando o prefixo
termina por consoante NÃO se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal
hiper+ativo= hiperativo
inter+escolar=interescolar
super+econômico=supereconômico

Palavras com pseudoprefixos recém, além, aquém, sem, pós, ex, vice usa-se sempre hífen.

sem-terra recém-nascido pré-datado pós-graduado vice-presidente

Usa-se hífen para ligar encadeamentos vocabulares.
Ponte Rio-Niterói
Eixo Rio-São Paulo
Relação Professor-aluno

Usa-se hífen para ligar o advérbio NÃO a um substantivo, quando ele funciona como verdadeiro prefixo. (=in-)
não-comparecimento
não-pagamento
não-presença
Em palavras com advérbios BEM e MAL + VOGAL ou H, usa-se hífen

bem-estar mal estar bem-humorado mal-humorado

Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidem com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte.

Exemplo: Aqui perto, numa cidade vizinha, conta-
-se que havia um prefeito.

REFERÊNCIAS
HENRIQUES, Cláudio Cezar. A nova ortografia : o que muda com o acordo ortográfico. Rio de Janeiro. Elsevier, 2009.

INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS. Escrevendo pela nova ortografia: como usar as regras do novo acordo ortográfico da língua portuguesa. São Palo: Publifolha, 2008.

LEDUR, Paulo Flávio. Guia prático da nova ortografia: as mudanças do acordod ortografico. Porto Alegre: Age, 2008.

KLEIN, Jane Jordan. Caderno de Língua Portuguesa. Dom Alberto / Jane Jordan Klein. – Santa Cruz do Sul: Faculdade Dom Alberto, 2010.

ZANOITO, Normélio. A Nova ortografia explicada. Caxias do Sul: EDUCS, 2008.
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