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AUTISMO

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Graça Jacinto

on 10 January 2016

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Transcript of AUTISMO

O que é o autismo?
A palavra “Autismo” vem do grego “Autos” (“αυτός”) e significa “o próprio”.
- O indivíduo com esquizofrenia isola-se para fugir a um mundo que sente que o invade e controla.

- O indivíduo com autismo isola-se por ser incapaz de aceder a um mundo que não consegue compreender e por isso se torna inacessível.
AUTISMO

OUTRA FORMA
DE ESTAR NO MUNDO

Termo geral usado para classificar as “Perturbações do Espetro do Autismo” - uma série de distúrbios que afetam o funcionamento social e a capacidade de comunicação, mas nem sempre acompanhados por défice cognitivo.
♦ Foi inicialmente confundido com esquizofrenia, porque em ambos os pacientes se isolam.
Características mais comuns
no indivíduo com autismo:
• Dificuldade em estabelecer ou manter contacto ocular
• Respostas desapropriadas às perguntas.
• Ri sem motivo aparente.

• Apresenta-se inacessível perante tentativas
de comunicação das outras pessoas.
• Cheira, morde ou lambe os brinquedos,
objetos ou roupas.
• Mostra-se insensível à dor, podendo até ferir-se intencionalmente.
• Evita ou resiste ao contacto físico.
• Dificuldade em interagir com os pares.
• Necessita de manter as rotinas, ficando à toa quando algo muda.
• Repete as frases dos seus interlocutores em vez de responder ou manter conversação (ecolália).
O autismo ao longo dos tempos
(desde o início do séc. XX):
♦ Apesar de se passar a compreender o autismo como entidade clínica, continuou a não haver distinção entre autismo e esquizofrenia.
♦ Em 1980, com a DSM-III, o Autismo foi incluido numa categoria de diagnóstico separada, designada por “autismo infantil” e considerado uma perturbação do desenvolvimento.
Compreendendo-se que o autismo não estava presente apenas na infância, houve uma revisão da DSM-III, onde a designação foi alterada para "perturbação autística”.
♦ A DSM-IV, em 1994 (revista em 2000), inclui já
as “Perturbações Globais de Desenvolvimento”, diferentes perturbações que contêm algumas das características do autismo.
- Perturbação autística (autismo de Kanner, autismo infantil ou autismo clássico)

- Síndrome de Asperger

- Síndrome de Rett (com mutações genéticas específicas)

- Perturbação desintegrativa da segunda infância (rara, degenerativa)

- Perturbação global do desenvolvimento sem outra especificação (autismo atípico)
Começa a falar-se então de "Perturbações do Espetro do Autismo".
♦ A DSM-V aparece em Maio de 2013 com uma nova classificação.
Perturbações do Espetro do Autismo segundo a Classificação da DSM-V:
Nível 3 - “Necessitando de muito grande apoio”
(Autismo grave)

Nível 2 - “Necessitando de grande apoio”
(Autismo moderado)

Nível 1 - “Necessitando de apoio"
(Autismo leve)
O indivíduo com autismo tem dificuldade em lidar com múltiplas fontes de informação sensorial (informação multissensorial - audição, visão e tato em simultâneo):
• Processa a informação multissensorial de forma mais lenta que os outros.
• Refúgio num canto isolado, ouvidos tapados ou balanço para trás e para frente, tentando bloquear o meio ambiente, são algumas consequências

• Pode até tornar-se violento a fim de “aliviar” a sobrecarga

• Refúgio num canto isolado, ouvidos tapados ou balanço para trás e para frente, tentando bloquear o meio ambiente, são algumas consequências.
• Não reage ao seu nome, parecendo
surdo apesar de não o ser.
• Age como se não se apercebesse que os outros o rodeiam.
• Por vezes zanga-se e fere outras
pessoas sem motivo aparente.
• Parece não explorar novos ambientes, refugiando-se num único objeto ou aspeto.
• Falta de receio ou receio exagerado face aos perigos.
• Dificuldade em expressar as suas
necessidades, recorrendo por vezes ao gesto.
• Prefere estar só, refugiando-se em si próprio.
• Grande sensibilidade a determinados sons, levando-o a tapar os ouvidos
• Estereotipias.
• Tiques vocais.
• Dificuldade em compreender segunda
intenção no discurso.
• Quando há muita informação em simultâneo, pode levar a uma sobrecarga sensorial, tornando-se demasiado confusa e até dolorosa de suportar.
• Pode até tornar-se violento a fim de “aliviar” a sobrecarga.
Possíveis causas para o aparecimento do autismo:
- Vacinas - VASPR (papeira, sarampo e rubéola)
mercúrio (Thimerosal)
- Mutação genética
- Diferenças no cérebro
- Um problema de imunodeficiência
- Alergias na alimentação
- Má nutrição
- Pais de idade avançada
- Hereditariedade
Existem em Portugal Unidades de Ensino Estruturado para o Apoio à Inclusão de Alunos com Perturbações do Espetro do Autismo, onde se concentram meios humanos e materiais.
Alunos com autismo na escola - inclusão.
Há cura?
Até ao momento não foi encontrada cura.

As terapêuticas têm que ser abordadas de forma multidisciplinar.
Capacidades diferentes das outras crianças:
Capacidade de memorização.
Capacidade de reproduzir detalhes.
Dificuldade de abstração.
Dificuldade de generalização de conceitos.
Deveremos chegar à pessoa com autismo ou deveremos trazê-la até nós?
Os alunos das UEE estão integrados nas turmas.
O indivíduo com autismo pode sofrer de outras patologias:
- epilepsia
- perturbações do humor
- perturbação da hiperatividade com défice de atenção
Algumas características que podem estar presentes no indivíduo com autismo
• Tarefas aparentemente simples parecem quase impossíveis de concretizar para uma criança com autismo.
• Pode desempenhar bem uma tarefa que se revela difícil para as outras crianças.
• Por vezes, tem boa memória para as palavras, mas é incapaz de compreender o seu significado.
O currículo de cada aluno tem sempre em conta as suas capacidades e as suas características.
Em 1943 o médico psiquiatra americano de origem austríaca Leo Kanner descreveu pela primeira vez o Autismo.
Dois critérios de diagnóstico:

- Comunicação e interação social

- Comportamentos restritivos e repetitivos
Incide cerca de quatro vezes mais sobre o sexo masculino do que sobre o sexo feminino.
No sexo feminino há uma maior tendência para haver défice cognitivo associado.
Em 1944, o austríaco Hans Asperger publicou um estudo em que alguns dos seus pacientes apresentavam características idênticas às descritas por Kanner.
Mas já em 1926 a médica russa Ewa Ssucharewa descrevera indivíduos com características semelhante às descritas por Asperger.
"– Explora-lhe as capacidades sem medo. Ele é uma caixinha de surpresas que nós temos que abrir com muito cuidado e ir tirando tudo de lá de dentro. Mas tem que ser devagar, ao ritmo dele. Às vezes, até devagar demais e depois perdemos a paciência. Outras vezes, é ele quem perde a paciência porque insistimos demasiado. Mas está lá tudo e não podemos desistir!"

In "Laços fortes e decisões difíceis", pág. 240
Graça Jacinto
Folheto Edições
• Atraso na linguagem e na capacidade linguística:

- Pode desenvolver a linguagem tardiamente.

- Pode desenvolver a linguagem nos primeiros anos de vida para depois a perder.

- Pode nunca falar.
Foi Kanner que, ao estudar os seus pacientes, compreendeu que os isolamentos da esquizofrenia e do autismo eram diferentes.
As descrições de kanner e de Asperger fazem já parte de um espetro, embora a de Kanner se localize no extremo de maior gravidade e a de Asperger no extremo de menor gravidade.
Durante os anos 50 e 60 continuaram a fazer-se investigações, mas não foi dada atenção aos estudos de Kanner e Asperger, mantendo-se a teoria de que o autismo seria uma forma de "esquizofrenia infantil".
Nos anos 70 a investigação levou a clarificar as diferenças entre o autismo e a esquizofrenia e passaram, então, a entidades completamente separadas.
A DSM-I, de 1952 e a DSM-II, de 1968, continuaram a falar de "esquizofrenia infantil".
• Preferências e condutas alimentares pouco usuais.
• Evita o contacto ocular.
• Revela obsessão por determinados objetos.
• Alterações repentinas de humor.

Bibliografia:

Filipe, Carlos Nunes (2012)
Autismo, conceitos, mitos e preconceitos

Frith, Uta (2008)
Autism - a very short introduction

Szatmari, Peter (2004)
A Mind Apart

Willis, Clarissa (2006)
Teaching children with Autism Spectrum Disorder

Educação Especial - Manual de apoio à prática (ME - 2008)

Unidades de ensino estruturado para alunos com perturbações do espectro do autismo - Normas orientadoras (ME - 2008)
- Saem o Síndrome de Rett e a Perturbação desintegrativa da segunda infância.

- Mantêm-se o Autismo de Kanner, o autismo atípico e o Síndrome de Asperger.
- Área de trabalhar

- Área de aprender

- Área de reunião

- Área de trabalhar em grupo

- Área de brincar

- Área do cumputador
Critérios de diagnóstico para a “Perturbação Autística”, de acordo com a DSM-IV :

A.
1) Défice qualitativo na interação social

2) Défice qualitativo na comunicação

3) Padrões repetitivos e estereotipados de comportamento, interesses, atividades
B. Atraso ou funcionamento anormal em pelo menos uma das seguintes áreas, com inicio antes dos três anos de idade:

1) interação social,

2) linguagem usada na comunicação social,

3) jogo simbólico ou imaginativo.

São "uma resposta educativa específica para alunos com perturbações do espetro do autismo e podem ser criadas em qualquer nível de ensino."
Como lidar com crianças com perturbações do espetro do autismo?
"– O que farias se tivesses um filho nessas condições? – Quis saber Bernardo.
– Em primeiro lugar aceitá-lo-ia e dar-lhe-ia todo o amor e carinho do mundo. Depois, tentaria ajudá-lo o melhor que pudesse, estaria sempre em contacto com os professores e trabalharia em conjunto com eles.
...
– Que mais farias?
– Bem, uma criança especial tem que ser educada como as outras, com muito amor e carinho, mas também tem que ser repreendida e chamada à atenção quando é preciso. Uma boa repreensão é correta se for aplicada no momento certo. – Explicou a jovem professora de educação especial."

In "Laços fortes e decisões difíceis", pág. 76
Graça Jacinto
Folheto Edições
Prevalência em Portugal Continental e nos Açores:
1 em cada 1000 crianças com a seguinte distribuição:

- 0,96 em Portugal Continental - cerca de 1 em 1042;

- 1,56 nos Açores, ou seja, cerca de 1 em 641.
Em Portugal Continental, menor prevalência no norte e maior no centro e sul.
Ao nível das competências sociais:
Ao nível da comunicação:
• Inexpressividade facial ou expressões faciais desapropriadas.
• Não fica confortado pelos outros quando um problema o incomoda.
• Dificuldade em compreender os sentimentos dos outros ou em falar sobre os seus.
Interesses e comportamentos fora do comum
• Alinha brinquedos ou outros objetos.
• Brinca com os brinquedos sempre da mesma forma.
• Revela preferência por partes dos objetos.
• É muito organizado.
• Apresenta interesses obsessivos.
Outras características
• Hiperatividade.
• Períodos curtos de atenção.
• Birras.
• Fala de forma inexpressiva e monocórdica.
• Não finge nas brincadeiras.
(http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/N4e01fe3e/3019911_nDOh9.jpeg)
Estudo realizado na Região Autónoma da Madeira com crianças nascidas entre entre 1999 e 2001:

- prevalência de cerca de 1,9 em cada 1000 crianças entre os 7 e os 9 anos de idade - cerca de 1 em 526.
Estudo: "Epidemiologia das Perturbações do Espetro do Autismo em Portugal: prevalência, caracterização clínica e condições médicas associadas numa população infantil" - Guiomar Oliveira
(Estudo: "As Perturbações do Espetro do Autismo na Região Autónoma da Madeira" de Joana Araújo)
In "Unidades de ensino estruturado para alunos com perturbações do espectro do autismo - Normas orientadoras" (ME - 2008)
Modelos de intervenção:

TEACCH

ABA

DIR

SCERTS
Estas salas seguem o modelo TEACCH:

- É um programa que considera a vertente terapêutica e educacional.

- Pretende ajudar a criança a crescer e a melhorar as suas capacidades adaptativas para atingir o máximo de autonomia possível.

- Preconiza a estruturação do ambiente para favorecer as aprendizagens académicas da criança.

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